Julho 31st 2007

Café & Outros Cultivos

É normal ver lavouras de café cultivadas com outras culturas como o milho e feijão, em modelo que é chamado de “consorciamento”.

A idéia básica é a de que essas outras culturas, que normalmente têm o seu ciclo de produção mais rápido, ajudem no custeio do cafezal, gerando um fonte de receita extra.

É uma prática muito comum entre os produtores da agricultura familiar que, devido ao pequeno espaço disponível, têm a necessidade de aproveitar bem cada pedaço de solo.

Um exemplo interessante é este, em que o café está cultivado juntamente com bananeiras.

O Márcio Heleno, do Sítio São Benedito, de Dom Viçoso, Serra da Mantiqueira, MG, posa ao lado de sua lavoura consorciada.

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Observe agora, em “close” os grãos amarelos em ponto de plena maturação, quando adquirem coloração dourada… Bonito, não é mesmo?

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Pode acontecer o inverso, também: é o caso em que a lavoura de café “financia” uma lavoura ainda mais nobre!

Paulo Celso de Almeida, do Chapadão de Ferro, Patrocínio, MG, fez um plantio consorciado de café com mogno, árvore que fornece nobre madeira de tons avermelhados, muitíssimo apreciada pelos ingleses.

É uma poupança, como ele diz, pois somente daqui a uns 20 anos ele poderá “sacar” o que investiu…

Veja o aspecto dessa lavoura café e mogno com 6 anos de idade:

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Julho 23rd 2007

Espírito Santo: O outro lado da Serra do Caparaó

A Serra do Caparaó é uma das escarpas mais elevadas do Brasil, abrigando um dos pontos culminantes do nosso país, o Pico da Bandeira.

P1000483Alojada num lugar maravilhoso, entremeado pela exuberante Mata Atlântica remanescente da Serra do Mar, sua cafeicultura exibe números interessantes, de ambos os lados: o mineiro e o capixaba.

Do lado capixaba, que tem a bucólica Venda Nova do Imigrante, que fica ao longo da rodovia que liga Belo Horizonte a Vitória, como referência, o desenvolvimento da sua cafeicultura de alta qualidade tem sido notável.

Nessa empolgante história não pode deixar de se mencionar o esforço do hoje respeitado Secretário de Agricultura de Venda Nova, Evair de Melo, que desde cedo enxergou que a alta qualidade era o importante trunfo que a cafeicultura de montanha do Espírito Santo poderia apresentar ao mundo.

Seus esforços vêm sendo coroados de reconhecimento por diversos agentes de mercado, como a poderosa UCC - Ueshima Coffee Co., do Japão, que patrocina um concurso anual de qualidade no Espírito Santo juntamente com a tradicional exportadora Tristão.

A UCC, que é a maior indústira de torrefação japonesa, mantém alguns importantes projetos em algumas origens reconhecidamente de alta qualidade, como em Kona, Hawaii, USA, e na Jamaica, onde mantém propriedades de café.  Este projeto em solo capixaba desenvolvido por esta empresa simplesmente é o reconhecimento do trabalho focado na alta qualidade dos produtores das regiões de montanha do Espírito Santo, bem como do ideal do Evair de Melo.

Veja, a seguir, um vídeo sobre o Café Especial do Espírito Santo:

Julho 23rd 2007

Arquitetura dos Campos de Café 3

Solar dos Werner, em Manhumirim, MG.

Aqui o destaque é o uso da cor verde ao invés da tradicional azul escuro. O efeito é, no mínimo, interessante, pois confere grande leveza às formas coloniais.

A Família Werner tem sua origem na Suiça, cujos imigrantes influenciaram fortemente a região da Serra do Caparaó, MG.

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Ainda em Manhumirim, uma casa com a influência de Le Corbusier, em plena Matas de Minas!

Esta casa, de propriedade da Sra. América Segal Dias, foi construída pelo seu marido, Rubens, e que aplicou conceitos modernistas do genial Charles Jeanneret como, por exemplo, as janelas com volumes em fitas.

Aprecie esta preciosidade:

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Agora um outro tipo de construção: igrejas.

E esta, em particular, é de uma beleza e história muito particulares.

É a igreja matriz de Carmo de Minas, Serra da Mantiqueira, MG. Com mais de 50 anos de história, tem suas linhas baseadas nas igrejas portuguesas, como bem demonstram os recortes em blocos da torre e laterais da nave principal. Toda a parte interna foi importada de Portugal, com os vitrais, as luminárias e algumas câmaras.

Vale a visita:

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E agora?

Que lhe parece?

Este exuberante e imponente prédio é o Seminário da cidade de Manhumirim, MG. Mas, poderia estar em qualquer legítima “piazza” italiana, pois suas linhas nos transportam ao belo país que é berço do espresso!

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Julho 18th 2007

Arquitetura dos Campos de Café 2

Carmo de Minas, Serra da Mantiqueira, MG.

Esta é a casa sede da Fazenda Santa Rita, de Carlos Henrique, e que foi construída em 1928.

Mantém o tradicional porão e tem uma varanda com um moderno apoio de peitoril em ferro batido:

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Veja, agora, detalhes da janela e a inscrição com o ano de sua construção:

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Coromandel, Cerrado Mineiro. Uma construção centenária, esta é a antiga igreja sede da cidade, em estilo colonial. O nome “coromandel” é muito interessante e refere-se a uma árvore de grande porte comum nas florestas tropicais asiáticas. Coincidentemente, há uma cidade com o nome de Coromandel na Nova Zelândia!

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Botucatu, SP.

A Fazenda Lageado, hoje parte do campus da UNESP de Botucatu, foi uma das maiores na produção de café nessa região de São Paulo.

Sua estrutura impressiona, principalmente pelos seus imensos terreiros de tijolo.

Nesta foto vê-se o antigo armazém onde ficavam as tulhas e o sistema de benefício de café. A entrada do café para as tulhas era feito em sua parte superior, alinhada com o terreiro, e cujo acesso era feito por esta ponte.

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Julho 16th 2007

Arquitetura dos Campos de Café 1

Uma das coisas que me fascina é a arte das formas nas construções e, nisso, os Campos de Café são pródigos, seja ao evocar a época dos históricos “Barões do Café” ou mesmo instalações inusitadas.

Farei uma pequena série com registros de diferentes origens e construções que trazem um pouco da história da cafeicultura brasileira.

Começamos pela região Araraquarense, em São Paulo.

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Este casarão centenário é a sede da Fazenda Monte Alto, em Monte Alto, junto ao centro geográfico do estado de São Paulo. Foi restaurado pela sua atual proprietária, Maria Helena Monteiro, num trabalho minucioso.

Abaixo, uma vista lateral do imponente casarão, que mantém a combinação tradicional de cores branco e azul escuro.

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Seguindo para o Cerrado Mineiro, esta é a casa sede da Fazenda Santa Cecília, em Carmo do Paranaíba, de Pedro Humberto Veloso.

Observe bem a fachada:

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Parece familiar?

Veja por este outro ângulo…

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Este casarão, que tem aproximadamente 110 anos e que originalmente foi construído por missionários cristãos que estavam na região, serviu de palco para as filmagens do seriado “Grande Sertão: Veredas”.

Recuperado, Pedro manteve toda a sua estrutura original, inclusive as cores aplicadas.

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