Já em ritmo de balanço do ano, deixo para vocês dois cartões com os mais calorosos desejos de um Feliz Natal e um fantástico 2008!
Faça sua escolha…
Saúde !!!
Com muitos goles de espetaculares cafés…
A famosíssima canção Black Coffee, imortalizada por Ella Fitzgerald, rendeu diversas versões em todo o mundo.
Nesta Pausa para o Café você poderá ouvir uma interessante versão na língua flamenga ou dutch, que é uma das duas línguas oficiais da Holanda, interpretada por Nynke Geertsma, cujo vigoroso e extenso registro vocal passeia literalmente entre o contralto e tenor.
Apesar do vídeo estar em formato slideshow, onde belas fotos de conhecidos lugares do chamado Países Baixos estão dispostas, vale a pena degustar pelo registro sonoro, onde o destaque é o trabalho do piano.
Pegue uma xícara de seu café preferido, aumente o volume e aprecie…
Certamente o livro que se tornou um divisor de águas na literatura contemporânea sobre café é o Aroma do Café, de Luís Norberto Pascoal, publicado pela Editora Fundação Educar DPascoal.
Sua primeira edição é de 1999, posteriormente tendo uma edição revista e ampliada em 2002, e já vinha com o subtítulo “Um Guia Prático para os Amantes do Café”.
É, também, um livro de acabamento luxuoso, porém com um design onde destacam-se as deslumbrantes fotos do Ricardo de Vicq, um dos mais conceituados fotógrafos da área gastronômica.
Sua abordagem é mais técnica, prendendo-se principalmente aos aspectos de produção do café, da descrição dos diferentes processos de secagem e preparo do café cru, pronto para comercialização.
A preocupação em relatar os principais elementos que definem a qualidade do café, tanto no aspecto físico como na bebida, advém do fato de Luis Norberto, “louco” por café, ser produtor com propriedades na Mogiana, SP, e Cerrado Mineiro, MG.
Suas fazendas são modelo de excelência na produção de forma respeitosa com o meio ambiente, tendo sido uma delas a primeira propriedade certificada pela RainForest Alliance no Brasil. Há posts onde comento sobre esta importante certificação, que no Brasil é representada pela Imaflora, de Piracicaba, SP.
O rigor científico nas descrições dos serviços de café, com uma profusão de números, índices e tabelas, podem auxiliar muito na compreensão das diversas nuances sensoriais que podem ser captadas em nosso vinho negro.
A boa surpresa fica para a parte final do livro.
Como um grande apreciador da boa mesa, Luis incluiu uma seleção de receitas magistralmente elaboradas por famosos chefs como Luciano Bocegia e Laurent Suaudeau, este considerado como o maior representante da alta culinária francesa.
Este livro, por isso, pode ser considerado como básico e obrigatório nas estantes dos “loucos” por café, capaz de estimular aos leitores na busca por grãos e xícaras que possam literalmente levá-los a uma fantástica viagem sensorial.
A literatura sobre o café no Brasil sempre foi muito escassa, sendo objeto principalmente de estudos técnicos com foco em agronomia ou economia.
Raros são os livros dedicados para o consumidor, para as pessoas que simplesmente querem aprender algo mais sobre o mais antigo produto globalizado.
Alguns livros lançados recentemente no Brasil estão a mudar um pouco esta situação.
O livro Um Grão de História, em luxuosa edição, publicado pela editora Dialeto, é um perfeito exemplo.
Escrito por Sérgio Túlio Caldas e com fotos belíssimas de Vito D´Alessio, possui texto bilíngüe português-inglês, claramente acenando para uma provável trajetória internacional.
Dividido em 5 partes, aborda desde os primórdios da bebida, desde sua descoberta, sua disseminação pelo mundo até a chegada ao Brasil e, finalmente, alguns aspectos da produção atual do nosso néctar negro.
O grande mérito do livro é o impressionante trabalho de pesquisa histórica realizado, com resgate de fotos e documentos raríssimos, como este a seguir:
Nesta página estão registrados raros momentos captados em Java, na Indonésia, como a foto onde podem ser vistos os terreiros suspensos ou tabuleiros.
Outro aspecto muito interessante é a apresentação de diversas casas sede de tradicionais fazendas de café, principalmente do Rio de Janeiro, num interessante desfile da arquitetura dos campos de café.
Há um destaque para a Fazenda Boa Esperança, do Grupo Queiroz de Moraes, e que está situada em Bragança Paulista, SP, principalmente nas fotos dos processos de produção, uma vez que o livro teve o patrocínio daquela organização.
As páginas finais oferecem uma deslumbrante seqüência de fotos resumindo a trajetória do nosso grão predileto, desde sua florada até a uma xícara muito aromática.