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	<title>The Coffee Traveler &#187; Agronomica</title>
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	<description>by Ensei Neto</description>
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		<title>COFFEE HUNTERS 2012 &#8211; Projeto #5</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Apr 2012 13:56:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estão abertas as inscrições para o Projeto #5 do Treinamento para Coffee Hunters em 2012! Este é um treinamento que foi desenhado para atender a  uma nova classe de profissionais, chamada de Super Especialistas, e que é estruturado em 2 etapas: A CAMPO e EM LABORATÓRIO. Na etapa A CAMPO, os treinandos visitam duas origens [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estão abertas as inscrições para o <strong>Projeto #5</strong> do <strong>Treinamento para Coffee Hunters</strong> em <strong>2012</strong>!</p>
<p>Este é um treinamento que foi desenhado para atender a  uma nova classe de profissionais, chamada de <strong>Super Especialistas</strong>, e que é estruturado em 2 etapas: <strong>A CAMPO</strong> e <strong>EM LABORATÓRIO</strong>.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_CHunters_P5_front.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_CHunters_P5_front.jpg',600,300,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1204_CHunters_P5_front.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="125" /></a>Na etapa A CAMPO, os treinandos visitam duas origens produtoras para conhecer, identificar e, posteriormente, comparar, os <strong>Elementos de Território</strong> e <strong>Técnicas &amp; Procedimentos</strong> utilizados. São escolhidos alguns lotes de café que apresentam algo que se mostre interessante durante a colheita e o processo de secagem.</p>
<p>O Treinamento recebe o codinome de <strong>Projeto</strong> pelo fato de que os roteiros, ou seja, as localidades que são objeto de estudo, não se repetem. São definidas de acordo com o desenvolvimento dos frutos e elementos climáticos, que são particulares a cada ano. Essa diversidade de origens visitadas em cada Projeto tem proporcionado a criação de um belo acervo de conhecimento, além do encontro de verdadeiros tesouros sensoriais produzidos Brasil afora.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_CHunters_1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_CHunters_1.jpg',576,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1204_CHunters_1.jpg" class="alignleft" alt="" width="187" height="250" /></a>Na etapa EM LABORATÓRIO, com amostras dos lotes escolhidos durante a etapa A CAMPO, são feitas avaliações sensoriais e estudos de torra para identificar e compreender o impacto de cada <strong>Elemento de Território</strong> na xícara. É uma série de estudos muito importantes para aqueles que pretendem utilizar alguns dos lotes no serviço em cafeterias e micro torrefações.</p>
<p>Os trabalhos são centrados na análise sensorial e composição de perfis de torra para cada verificar o desempenho sensorial de cada lote de café nos diferentes serviços.</p>
<p>O modelo adotado para este Treinamento é o <strong>Coaching</strong>, pois o principal objetivo é o de construir uma linha de raciocínio lógico para compreender como cada semente de café pode se expressar numa xícara de café. É por esta razão que o número de vagas é bastante limitado, para que o aproveitamento seja excelente.</p>
<p>Há um processo seletivo para a composição do grupo de treinandos, que se inicia com o envio da Ficha de Inscrição juntamente com um Currículo. É, então, agendada uma entrevista. O Processo Seletivo para o Projeto #5 se encerra no dia 22 de maio, quando serão definidos os participantes.</p>
<p>O Treinamento tem o valor de R$ 4.000,00 (quatro mil reais) e para saber mais sobre a forma de pagamento, além de outras informações e como obter a FICHA DE INSCRIÇÃO, entre em contato conosco através do email <a href="mailto:cafeotech@uol.com.br">cafeotech@uol.com.br</a>  .</p>
<p>Aguardo vocês!</p>
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		<title>Chá Não é só para Doente: Os Sabores da Camelia sinensis</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Mar 2012 02:50:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Algumas profissões tem nomes, digamos, bem fundamentados e, portanto, consagrados, como o de Cozinheiro e o de Engenheiro. No entanto, outras mais modernas, acabam sendo formadas na língua portuguesa no Brasil aproveitando-se os nomes originais em outras línguas ou quando, simplesmente, são usadas diretamente. É o caso de Barista e Sommelier. São estas duas palavras [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Algumas profissões tem nomes, digamos, bem fundamentados e, portanto, consagrados, como o de <strong>Cozinheiro</strong> e o de <strong>Engenheiro</strong>. No entanto, outras mais modernas, acabam sendo formadas na língua portuguesa no Brasil aproveitando-se os nomes originais em outras línguas ou quando, simplesmente, são usadas diretamente. É o caso de <strong>Barista</strong> e <strong>Sommelier</strong>. São estas duas palavras tão difundidas em todo o mundo que não receberam qualquer adaptação, sendo assim faladas e escritas em muitas línguas.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1203_DiagLiqud_CarlaS1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1203_DiagLiqud_CarlaS1.jpg',653,1024,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1203_DiagLiqud_CarlaS1.jpg" class="alignleft" alt="" width="159" height="250" /></a>Com as transformações cada vez mais rápidas e intensas no Mundo, assim como algumas profissões ficam relegadas ao passado, outras surgem na esteira dos novos mercados. Países jovens, como é o caso dos que estão no chamado Novo Mundo, tiveram influência cultural da Europa, seja pelos portugueses e espanhóis, seja pelos ingleses e holandeses. Isso explica em boa parte o porque de alguns usos e costumes em cada região.</p>
<p>Por exemplo, é muito comum no Brasil se associar o ato de  tomar sopa ou beber chá com uma pessoa doente!</p>
<p>Num país tropical como o nosso, beber infusões ainda quentes é sinônimo de &#8220;santo remédio&#8221;&#8230; sendo uma rara exceção o <strong>Cafezinho</strong>, que para o brasileiro é heresia tomar se não estiver &#8220;pelando&#8221; de quente.</p>
<p>Treze anos atrás uma gaúcha espivetada resolveu abrir aquela que seria a primeira loja especializada em chás de alta qualidade no Brasil. A <em>Companheira de Viagem</em> <strong>Carla Saueressig</strong>, num projeto de fé fervorosa, aproveitando sua ascendência germânica e a rica educação sensorial que seus pais lhe repassaram, resolveu apresentar uma proposta de trabalho a uma das mais prestigiadas casas comercializadoras de chá da Europa: a <strong>Tee Gschwendner</strong>. Conversa boa, trato feito!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1203_DiagLiq_Gyokuro.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1203_DiagLiq_Gyokuro.JPG',1024,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1203_DiagLiq_Gyokuro.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="187" /></a>Instalou-se num pequeno espaço no Shopping Iguatemi, em São Paulo, pois era esse o local onde certamente encontraria pessoas que entenderiam sua proposta inovadora de trabalho. Foi nessa época que a conheci.</p>
<p>O seu espírito aventureiro e curioso fez com que se aprofundasse no estudo dos chás, aprendendo a <strong>degustar</strong>, <strong>avaliar</strong> e, principalmente, <strong>compreender</strong> os diferentes processos de produção, além do que cada <strong>território</strong> pode oferecer. Estudar, se aperfeiçoar na degustação e avaliação são atividades que fazem parte do seu dia a dia também.</p>
<p>A Carla certamente é a grande <strong>Especialista em Chás</strong> no Brasil nos dias de hoje. Ou seria <strong>Cha-rista</strong>, porque sabe preparar chás como ninguém? Ou, ainda, como um amigo em comum sugeriu, seria ela <strong>Tea-óloga</strong>?</p>
<p>Bem essa é uma questão que somente o tempo irá resolver&#8230; Gostaria agora de compartilhar algumas experiências sensoriais que a Carla preparou para mim.</p>
<p>Na foto acima tem uma xícara com uma infusão do espetacular <strong>Chá Verde</strong> japonês <strong>Gyukuro Nozomi</strong>.Produzido na Província de Aichi, no meio do caminho entre Tokyo e Kyoto (rota conhecida no Japão Feudal como o <strong>O Caminho de Tokkaido</strong>), a cerca de 700 m de altitude, suas tenras folhas (sempre as terceiras de cada ramo, contadas a partir da ponta) são colhidas quando as plantas da <em>Camelia sinensis</em> se encontram a plena atividade depois do rigoroso inverno. O detalhe para a produção deste raro chá fica por conta do uso de invólucros que estimulam a formação de clorofila adicional nas folhas, simulando um processo de quase sombreamento. O resultado: um chá de aroma intenso com notas a baunilha, que se repetem na bebida adocicada e extremamente macia!</p>
<p>Este é um caso em que as características de território são reforçadas pela mão do homem, que foi sábio!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1203_DiagLiqd_ch__s.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1203_DiagLiqd_ch__s.JPG',800,600,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1203_DiagLiqd_ch__s.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="187" /></a>Nesta foto ao lado se vêem duas xícaras feitas de um único chá. É um <strong>Oolong</strong> produzido em Taiwan, em estupendos 1.200 m de altitude!</p>
<p>Segundo Carla, Taiwan é produtora de excepcionais Oolongs, grande parte destinando-se ao sofisticado mercado japonês (como curiosidade, os japoneses pronunciam <strong>O-ROONGU CHA</strong>). Recebem esta classificação folhas que sofreram um processo de fermentação estimulado por impactos com bastões. A ruptura dos tecidos vegetais são prato cheio para reações enzimáticas. O controle é feito unicamente pela sensibilidade dos Mestres de Fermentação; notas de aromas e sabor elegantemente frutados como pêssego são o resultado deste processo.</p>
<p>Presente valioso do amigo <strong>Chen Chia-Chun</strong>, este foi o chá vencedor de um concurso de qualidade. Suas folhas são enroladas em espiral, diferente dos <strong>Oolong Dragon Ball</strong>, que se assemelham a bolinhas. Carla preparou duas infusões diferentes para ver qual seria a mais indicada. Na xícara da direita a infusão foi de 2 minutos, enquanto que na da esquerda, 3 minutos, conferido pela tonalidade mais escura como caramelo.</p>
<p>O que impressionou quando colocamos o Nariz à prova foi a sensação de &#8220;maresia&#8221;, principalmente na infusão mais longa, considerada a mais apropriada para este chá!</p>
<p>Foi quando a Carla comentou que esta é uma nota de aroma que eventualmente está presente em excepcionais Oolongs produzidos em Taiwan, pequena ilha com topografia muito diversificada. Ou seja, o Território, a partir de suas condições geográficas, se expressou de forma fantástica nesta xícara!</p>
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		<title>A  Marcha dos Robustas</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Mar 2012 05:44:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tive algumas experiências muito interessantes nos últimos dias com cafés Robusta e Conilon, duas das principais variedades da espécie canephora, e surpreendentes combinações com variedades de arabica.  Só para recordar, as plantas e frutos dessas duas espécies mantém muitas diferenças, apesar de conviverem com muita frequência em blends de todo o mundo. Além do número de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tive algumas experiências muito interessantes nos últimos dias com cafés <strong>Robusta</strong> e <strong>Conilon</strong>, duas das principais variedades da <strong>espécie</strong> <em>canephora, </em>e surpreendentes combinações com variedades de<em> arabica. </em></p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_cafe_Rondonia_close2_1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_cafe_Rondonia_close2_1.jpg',555,361,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/cafe_Rondonia_close2_1.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="162" /></a>Só para recordar, as plantas e frutos dessas duas espécies mantém muitas diferenças, apesar de conviverem com muita frequência em <em>blends</em> de todo o mundo. Além do número de genes, 44 na <em>arabica</em> e somente a metade, ou seja, 22 na <em>canephora</em>, gostaria de destacar algumas características que tem importante impacto sensorial: os teores de óleos, açúcares e de ácidos clorogênicos.</p>
<p>Sementes das variedades do <em>canephora</em> tem quase o dobro do teor de <strong>óleos</strong> e <strong>ácidos clorogênicos</strong> que nas do <em>arabica</em>, enquanto que nestas os <strong>açúcares</strong> é que estão em maior teor, praticamente o dobro que num <strong>Robusta</strong> ou num <strong>Conilon</strong>. A maior resistência às doenças fúngicas fez com que diversos trabalhos de melhoramento genético se utilizassem do <em>canephora</em> como base para as chamadas variedades modernas, entre elas o <strong>Obatã</strong> e o <strong>Catucaí</strong>.</p>
<p>No entanto, a mudança de composição entre esses elementos (óleos, ácidos clorogênicos e açúcares) pode se expressar mais intensamente dependendo das condições locais de produção. Nossa linha de  raciocínio sempre leva em conta o balanço de energia que está envolvido no Ciclo da Fruta (= Ciclo Fenológico), cuja tradução se dá pelo teor de açúcares e sua formação. Como sempre digo, <strong>açúcar é tudo na vida</strong>!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1203_Robustas_torra.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1203_Robustas_torra.JPG',1024,706,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1203_Robustas_torra.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="172" /></a>Assim como a maturação de uma fruta acontece quando o teor de açúcares geneticamente programado é alcançado, é, também, essa quantidade de açúcares que define como será o Perfil de Torra dessas sementes. Se globalmente a semente de uma espécie possui menor teor de açúcares que de outra, fica evidente que a quantidade de energia necessária para se atingir a Etapa de Pirólise  será diferente para cada uma.</p>
<p>Nesta foto apresento  um <strong>Gráfico Visual</strong> que utilizo nos cursos avançados de torra de café; no caso, corresponde a um Ciclo de Torra de Conilon. Observe que a Etapa Intermediária, que compreende as <strong>Reações de Maillard</strong>, é bastante extensa, principalmente se comparada com a etapa final, quando há o predomínio da <strong>Reação de Pirólise</strong>.</p>
<p>São essas diferenças, digamos, de nascença entre variedades dessas duas espécies que provocam sensíveis diferenças sensoriais!</p>
<p>O menor teor de açúcares faz com que notas de aroma e sabor que se originam na Etapa de Pirólise se pronunciem mais. Especiarias de caráter mais medicinal como uma nóz moscada, pimenta do reino e até cardamomo podem surgir e ser percebidos por pessoas sensíveis a estas notas. É por isso que comumente as pessoas acham &#8220;picante&#8221; o sabor de bebidas com presença de Robustas ou Conilon!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1203_Robusta_Pixie3.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1203_Robusta_Pixie3.jpg',576,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1203_Robusta_Pixie3.jpg" class="alignleft" alt="" width="187" height="250" /></a>Recentemente a <strong>Nespresso</strong> relançou uma cápsula de edição limitada, o <strong>Kazaar</strong>. É algo surpreendente, pois segundo executivos da empresa, este relançamento foi resultado de uma longa lista de pedidos para que esse ousado <strong>blend</strong> de Robusta da Guatemala (uma das ousadias!), Conilon Capixaba (ousadamente Cereja Descascado) e um toque de<em> arabica</em> do Cerrado Mineiro. Aqui podemos afirmar que o <strong>Mestre de <em>Blends</em></strong> foi genial, pois compensou a menor doçura resultante da torra dos<em> canephoras</em> com um convite aos grãos evidentemente de frutos maduros produzidos numa região privilegiada pelo clima seco durante a colheita.</p>
<p>Não é bebida fácil a desta cápsula de belo azul marinho, mas para iniciados. De potência extrema, reforçada pela <strong>extração hiperbárica</strong> (que pode atingir impressionantes <strong>19 bar</strong>!) numa ecomoderna <strong>Pixie</strong>, de belo e inteligente <em>design</em>, exige certo preparo físico e psicológico, ainda mais que seu serviço recomendado é o <strong>ristretto</strong>!</p>
<p>Mas, vale a experiência sensorial, sem dúvida.</p>
<p>Fica clara a percepção do intenso amargor provocado pela avalanche de ácidos clorogênicos (da &#8220;família&#8221; da cafeína), das notas de sabor como tabaco e especiarias típicas de um robusta de alta qualidade, cujas arestas são minimizadas pela doçura e alteração na percepção de corpo provocadas pelo Cerrado Mineiro.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1203_Robusta_Pixie1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1203_Robusta_Pixie1.jpg',1002,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1203_Robusta_Pixie1.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="191" /></a>Para finalizar, gostaria de comentar sobre as variedades com híbridos de <em>canephora</em>, como o Catucaí e o Obatã. Em particular este último, que tenho acompanhado o comportamento de lavouras de diversas idades em diferentes territórios.</p>
<p>Mais uma vez, certamente numa das lavouras mais antigas de Obatã, localizada em São Paulo, em condições geoclimáticas que fazem com que a faceta fenotípica dos <em>canephoras</em> se expresse sem qualquer cerimônia, um efeito que nos leva a muitas reflexões se confirmou. Reconhecido como sementes de planta de variedade <em>arabica</em>, a bebida se mostrou muita próxima do&#8230;Kazaar!</p>
<p>Foi surpreendente, pois ajustando a concentração de ambos, a similaridade sensorial foi muito positiva, reconhecida até pelos alunos do último curso de Educação Sensorial em São Paulo.</p>
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		<title>Cup Shock: Cafés do Brasil são Surpreendentes!</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Feb 2012 02:35:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Você já assistiu ao filme Bottle Shock, que no Brasil saiu com o nome de O Julgamento de Paris? Lançado em 2010, este belo filme dirigido por Randall Miller conta a impensável história de um sommelier britânico radicado em Paris que resolve agitar o mundo dos vinhos ao viajar à América em busca de novos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você já assistiu ao filme <strong>Bottle Shock</strong>, que no Brasil saiu com o nome de <strong>O Julgamento de Paris</strong>?</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1202_BottleShck_1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1202_BottleShck_1.jpg',422,600,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1202_BottleShck_1.jpg" class="alignleft" alt="" width="175" height="250" /></a>Lançado em 2010, este belo filme dirigido por <strong>Randall Miller</strong> conta a impensável história de um <em>sommelier</em> britânico radicado em Paris que resolve agitar o mundo dos vinhos ao viajar à América em busca de novos sabores e emoções.</p>
<p>Em 1976, <strong>Steven Spurrier</strong>, personificado pelo sempre impecável <strong>Alan Rickman</strong>, segue para o <strong>Napa Valley</strong>, CA, USA, para conhecer as vinícolas da primeira origem do que seria conhecido como <strong>Novo Mundo</strong> num puro projeto de garimpagem. Encontra a família <strong>Barrett</strong>, proprietária do hoje místico <strong>Chateau Montelena</strong>, e com o jovem <strong>Bo</strong>, vivido por <strong>Chris Pine</strong>, e seus inseparáveis amigos <strong>Gustavo</strong> (<strong>Freddy Rodriguez</strong>), um filho de imigrantes mexicanos e enólogo autodidata, e a bela <strong>Sam</strong> (<strong>Rachel Taylor</strong>), andam por toda a região.</p>
<p>Feita a seleção das melhores garrafas, Steven retornou a Paris, onde organizou o que seria a mais famosa degustação comparativa entre vinhos dos dois mundos: o<strong> Clássico Francês</strong> versus o <strong>Caipira Californiano</strong>.</p>
<p>Grandes enólogos e sommeliers, acompanhados avidamente por importantes jornalistas, provaram às cegas e deram o seu veredito. E que acabou surpreendendo aos próprios juízes!</p>
<p>Belíssima fotografia, grandes elenco e uma trilha sonora embalada por deliciosas canções do <strong>The Doobie Brothers</strong>. Veja o trailer oficial através do link abaixo:</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=DYs0kblXToA">Bottle Shock Movie Trailer</a></p>
<p>Há uma grande mensagem passada por este filme  e que se presta muito bem aos cafeicultores do Brasil: assim como os vitivinicultores californianos, considerados rudes pelos franceses, muitos lotes simplesmente fantásticos tem sido produzidos em nosso país desde sempre!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_P1140506.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_P1140506.JPG',800,515,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/P1140506.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="160" /></a>  Alguns paralelos podem ser feitos com o nosso povo do café e os produtores de vinho do filme: há uma busca incessante em buscar o melhor na produção, apesar do certo ceticismo em relação à qualidade do que se produz.</p>
<p>Isto acontece com muita frequência por aqui, pois raros são os produtores que decidiram conhecer a fundo o que estão produzindo.</p>
<p>Nossos cafeicultores são competentes ao fazer as árvores produzirem frutos aos borbotões, mas cometem falhas que se mostram fatais no quesito qualidade no momento da colheita e da secagem. Quando, muitas vezes apenas guiados pela intuição ou por pura sorte conseguem ultrapassar essa fase, esbarram numa comercialização que em geral se parece como impenetráveis muralhas.</p>
<p>Pessoas como o personagem Gustavo, que procurou estudar a fundo a bebida, sua produção, conceitos técnicos e, principalmente, aprender a degustar, devem se multiplicar também na cafeicultura. No caso do café, nem sempre o tamanho das sementes, conhecido como &#8220;peneira&#8221;,  é sinal de que o lote tem excelente bebida. Portanto, aprender a degustar e saber como o seu café bebe é parte do ofício do novo cafeicultor.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_904_Ristretto_offers.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_904_Ristretto_offers.JPG',1024,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/904_Ristretto_offers.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="187" /></a><strong>Conhecimento</strong> é o que define o domínio do jogo comercial.</p>
<p>Quando o nível de conhecimento é semelhante, existe equilíbrio e, em geral, a comercialização segue um rumo saudável. Quando o desequilíbrio acontece, quase sempre pendendo para o lado de quem compra, o saldo pode ser amargo para o produtor.</p>
<p>Não há outra saída: aprender, treinar e, assim, conhecer cada lote de café produzido. Degustar é manter diálogo com a bebida, conhecer seus deliciosos segredos ou mesmo seus defeitos e problemas que podem macular o lote. Só assim o cafeicultor pode realmente chamar cada lote de &#8220;seu filhote&#8221;!</p>
<p>Se você assistiu ao filme, vai entender porque o <strong>Cup Shock</strong> ( ou o <strong>Choque das Xícaras</strong>!) chegou aos <strong>Cafés do Brasil</strong>: veja nesta foto a tabela de preços de cafés de uma cafeteria referência em Portland, OR. Sim, é justamente um café brasileiro o mais caro da lista entre tantos outros mais famosos!</p>
<p>E que seus aromas e sabores justificaram plenamente o seu valor, reconhecidos por <strong>Mr. Spurrier</strong>s<strong> do Café</strong> de diversos países!</p>
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		<title>Por que Blend? &#8211; 3</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jan 2012 01:59:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[E qual seria a lógica para se fazer um Blend? Podemos dizer que existem dois caminhos distintos: um é o que norteia a elaboração de um produto para a grande massa consumidora, e outro, mais elaborado, privilegia sutilezas. O mercado de Cafés Especiais (= Alta Qualidade Sensorial) é estimado entre 4% a 5% do mercado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E qual seria a lógica para se fazer um <em><strong>Blend</strong></em>?</p>
<p>Podemos dizer que existem dois caminhos distintos: um é o que norteia a elaboração de um produto para a grande massa consumidora, e outro, mais elaborado, privilegia sutilezas.</p>
<p>O mercado de <strong>Cafés Especiais</strong> (= Alta Qualidade Sensorial) é estimado entre 4% a 5% do mercado global de café, que é da ordem de 145 milhões de sacas de 60 kg (de café cru), que, estatísticamente, corresponde à média de produção desse padrão de produto inclusive  nas fazendas de café. Portanto, 95% do volume de café que está no mercado consumidor é de cafés de preços mais competitivos, das grandes indústrias de torrefação e que tem distribuição feita principalmente nas grandes redes de varejo.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Blends3_e.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Blends3_e.jpg',450,600,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1201_Blends3_e.jpg" class="alignleft" alt="" width="187" height="250" /></a> Nos países do Norte é comum você encontrar o &#8220;Morning Blend&#8221; ou o &#8220;House Blend&#8221;. O que caracterizaria cada um?</p>
<p>O café é uma bebida que provoca percepções como <strong>Acidez</strong>, <strong>Doçura</strong>, <strong>Corpo</strong> (que é diretamente relacionado com a Doçura) e <strong>Amargor</strong> (exclusivamente devido à presença da cafeína e outros companheiros clorogênicos). Vamos partir do princípio que estamos falando de cafés honestos, com o mínimo de adstringência, que é o famoso repuxamento da mucosa da boca com sensação de secura, e total ausência de problemas graves de bebida. Num café desta categoria percebemos de forma intensa os três primeiros atributos, enquanto que o Amargor somente surge em destaque caso os anteriores estejam em muito menor proporção.</p>
<p>Com base nessas percepções, a estrutura básica de um <em>Blend</em> contém um <strong>Café de Base</strong>, que deve ser limpo (sem defeitos de bebida), de bom nível de doçura e pouca acidez, um <strong>Café para Ajustar Acidez</strong> (ou Modulador de Acidez) e um terceiro café, que seria o &#8220;tempero&#8221; para dar, digamos, um toque especial como uma nota floral ou frutada. Em geral, o <em><strong>Morning Blend</strong></em>, como o próprio nome diz, indicado para começar o dia, tem um perfil sensorial ligeiro, bem esperto, como deve ser um café para ligeiramente chacoalhar nosso espírito e torná-lo pronto para mais um dia de labuta.</p>
<p>Fica claro que com as inúmeras origens de café e as possibilidades de composição, mesmo como o de um bem básico <strong><em>Morning Blend</em></strong>, a quantidade de produtos se torna grandiosamente incontável!</p>
<p>Tecnicamente o que diferencia um Café Especial de um Café Comum está no nível de qualidade. Quanto mais livre de defeitos de bebidas, tanto mais nítidas as notas de Aroma e Sabor se tornam. Seria, comparando, como ter um vidro limpo e outro embaçado. Você enxerga com nitidez se não houver sujeiras ou vapor embaçando a transparência do vidro; quanto mais limpo, mais nítido fica o que se observa do outro lado!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Blends3_a.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Blends3_a.JPG',1024,720,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1201_Blends3_a.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="175" /></a>Neste segmento, são empregados cafés de excelente qualidade com atributos sensoriais muito bem definidos (ah, nada como ficar livre da &#8220;visão embaçada&#8221;&#8230;!) e apesar de se utilizar da mesma lógica para produzir os <em>Blends</em> de preços mais competitivos, os resultados podem ser simplesmente fantásticos. Na foto ao lado temos um <em>Blend</em> do dinamarquês <strong>Coffee Collective</strong>: 50% <strong>Daterra</strong>, Cerrado Mineiro, <strong>Brasil</strong>; 25% <strong>Finca Vista Hermosa</strong>, <strong>Guatemala</strong>; 25% <strong>Adado</strong> Yirgacheffee, <strong>Ethiopia</strong>.</p>
<p>Observe que o brasileiro Daterra produzido no Cerrado Mineiro corresponde a metade da composição. Cafés do Cerrado Mineiro tem como característica básica a delicada acidez, muitas vezes suplantada pela doçura devida a uma correta colheita de frutos maduros. Como disse antes, é a base do <em>Blend</em>! Acidez discreta, de sabor limpo (= sem defeitos de bebida) e boa doçura que, por conseguinte, leva a uma bebida encorpada. Base sempre tem maior participação.</p>
<p>A função do etíope Adado, da mítica Yirgacheffee, é a de modular a acidez do <em>Blend</em>, uma vez que esses cafés tem grande acidez <strong>Cítrica</strong> por vezes combinada com a do <strong>Ácido Fosfórico</strong>. Finalmente, o guatemalteco Finca Vista Hermosa com suas notas minerais e intenso floral dá o toque de elegante exuberância à bebida.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Blends2_malbec.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Blends2_malbec.jpg',576,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1201_Blends2_malbec.jpg" class="alignleft" alt="" width="187" height="250" /></a> Veja que interessante o rótulo deste vinho argentino, o <strong>Gestos 2008</strong> da <strong>Finca Flichman</strong>.</p>
<p>É corte de mesma uva, a simbólica Malbec, originada em duas regiões diferentes: uma a 1.100 m de altitude e outra a 700 m. Solos, climas e, portanto, respostas diferentes (sim, os territórios são diferentes!). Enquanto uma parte dá brilho pela acidez, outra confere corpo pela maior doçura.</p>
<p>No café também existem <em>Blends</em> elaborados dessa mesma forma, quando são utilizadas sementes de mesma variedade, mas de diferentes origens. O resultado pode ser muito bacana!</p>
<p>O fundamento ao se criar um <em>Blend</em> é um só: EQUILÍBRIO!</p>
<p>Nunca uma acidez excessiva, que pode se tornar torturante num <em>espresso</em>, por melhores que tenham sido avaliada sensorialmente cada fração!</p>
<p>O importante é que tudo fique em seu devido lugar, como um competente time de futebol cheio de gênios da bola&#8230;</p>
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		<title>Por que Blend? &#8211; 1</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 01:48:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cada boca, uma sentença! Já ouviu algo assim? Na verdade, o ser humano é sempre único, quero dizer, se não existem duas pessoas iguais (nem mesmo os gêmeos univitelíneos!), muito menos duas pessoas terão exatamente as mesmas percepções. Cada órgão do nosso corpo tem, digamos, uma capacidade operacional como ouvidos mais sensíveis ou um nariz [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Cada boca, uma sentença!</strong></p>
<p>Já ouviu algo assim?</p>
<p>Na verdade, o ser humano é sempre único, quero dizer, se não existem duas pessoas iguais (nem mesmo os gêmeos univitelíneos!), muito menos duas pessoas terão exatamente as mesmas percepções. Cada órgão do nosso corpo tem, digamos, uma capacidade operacional como ouvidos mais sensíveis ou um nariz extremamente bem equipado com  milhares de sensores olfativos. Porém, tudo isso só será bem empregado desde que haja uma &#8220;central&#8221; de grande desempenho para processar informações e correlacionar com diversas experiências para, então, chegar a uma dedução de bom senso.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Blends1_c.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Blends1_c.jpg',471,600,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1201_Blends1_c.jpg" class="alignleft" alt="" width="196" height="250" /></a> Imagine que você está numa cafeteria muito bacana, belo ambiente e, então, é hora de pedir um café. Você dá uma olhada na carta de cafés e decide pedir um coado do <strong>Blend da Semana</strong>.</p>
<p>Hum&#8230; e o que seria, afinal o Blend da Semana?</p>
<p>Algumas casas são altamente didáticas e procuram explicar ao consumidor &#8220;Louco por Café&#8221; como foi que chegaram ao Blend da Semana que está sendo servido. Você pode pensar: &#8220;Puxa, estou no Brasil, não tenho a possibilidade de encontrar um café produzido em Limu, na Ethiopia, ou mesmo um sempre instigante Guatemala de Hue Huetenango.&#8221;</p>
<p>Não tenha essa preocupação, até porque se você chegou a este ponto certamente já é sabedor de que o Brasil tem origens de café que se esparramam do Ceará ao Paraná e, portanto, podem ser encontrados cafés com uma riqueza impressionante de aromas e sabores com um punhado de países do Hemisfério Norte!</p>
<p>Numa descrição sensorial do café pode haver uma referência à sua acidez (alta ou muito discreta), encorpado (muito ou nem tanto) e a alguma nota de aroma que remete a algo bem conhecido uma flor ou uma fruta seca como nozes. Observe que, no fundo, muito da descrição será percebido por você desde que uma experiência semelhante tenha sido vivenciada. Só podemos descrever uma sensação depois de sentí-la!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Blends1_a.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Blends1_a.JPG',768,1024,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1201_Blends1_a.JPG" class="alignleft" alt="" width="187" height="250" /></a>  A partir da descrição, uma expectativa é criada. &#8220;Será esse Blend da Semana tudo isso que escreveram?&#8221;</p>
<p>Chega o tão esperado café!</p>
<p>Perfumado, de aroma intenso&#8230; seria floral ou uma fruta? O<strong> risco</strong> de se <strong>somatizar</strong> a percepção de uma dada nota aromática é muito grande após saber qual é a descrição sensorial, principalmente quando a experiência em desvendar aromas e sabores é pequena e a insegurança que o pouco conhecimento provoca é muito grande. Indução quase que inevitável.</p>
<p>Para superar essas barreiras, experimente! Muito! Sempre! Tudo!</p>
<p>Voltando ao Blend da Semana&#8230; para os Iniciantes, é desejável que seja bem fácil e agradável de beber. &#8220;Fácil&#8221; é um termo que usamos para cafés com bebida, digamos, descomplicada, ou seja, com menor quantidade de informações sensoriais, centradas em sabores mais comuns. Um exemplo: uma bebida que tenha o clássico aroma com notas a caramelo, de boa intensidade; na boca a primeira coisa que se percebe é uma boa doçura, que revela a presença de boa quantidade de açúcares e, portanto, de que os grãos são de frutas colhidas maduras, como se deve! Pode haver um elegante toque cítrico devido a uma acidez de intensidade suficiente para, também, &#8220;quebrar&#8221; as notas &#8220;melosas&#8221; de caramelo.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Blends1_b.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Blends1_b.JPG',800,600,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1201_Blends1_b.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="187" /></a>De forma simplificada, ao se pensar num Blend (sim, o que fazemos é <strong>Blend Design</strong>) a primeira questão é saber quem vai beber (será um iniciante ou iniciado?), como vai beber(ah&#8230; qual o melhor preparo?) quando (hum&#8230; pela manhã algumas pessoas gostam de sabores ligeiros, espertos, enquanto que à tarde algo mais repousante, caminhando para o relaxamento). Nem sempre um único lote de café produzido numa fazenda específica apresenta um leque extenso de informações sensoriais. É quando se torna necessário combinar diferentes lotes produzidos em diferentes fazendas de localidades distintas.</p>
<p>Um café produzido em região montanhosa tem uma tendência a apresentar maior acidez, enquanto que um produtor se especializou em produzir Naturais que carregam deliciosas notas que lembram frutas como o pêssego. Por outro lado, combinar diferentes variedades pode resultar em cafés de maior complexidade, isto é, que trazem muitas informações sensoriais, o que  é ótimo para testar a evolução de sua capacidade de degustar!</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Subtropical, Serjão, Subtropical! &#8211; 5</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Dec 2011 01:41:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A seleção boliviana de futebol, mesmo os clubes daquele país no caso da Copa Libertadores da América, sempre marca seus jogos em cidades de grande altitude, como La Paz, que está localizada acima dos 3.000 m acima do nível do mar. Isso não é por acaso&#8230; O ar rarefeito daquela altitude faz com que a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A seleção boliviana de futebol, mesmo os clubes daquele país no caso da Copa Libertadores da América, sempre marca seus jogos em cidades de grande altitude, como <strong>La Paz</strong>, que está localizada acima dos 3.000 m acima do nível do mar. Isso não é por acaso&#8230;</p>
<p>O ar rarefeito daquela altitude faz com que a sensação de peso seja menor (a bola atinge velocidade maior do que num jogo de praia&#8230;), bem como para os jogadores não adaptados, traz dificuldade para respirar depois de uma corrida. As elevadas altitudes afetam o metabolismo, tornando ideal uma respiração mais pausada.</p>
<p>A respiração mais lenta devido às grandes altitudes tem impacto considerável nas plantas também.  O ar rarefeito tem sua relação entre o Oxigênio e Nitrogênio alterada, ficando o oxigênio com menor presença, o que obriga os seres vivos a respirarem ralentando como forma de adaptação.</p>
<p>A respiração tem ligação direta com o chamado <strong>Ciclo de Krebs</strong> ou <strong>do Ácido Cítrico</strong>, que, de forma simplificada, contribui para a formação de ácidos importantes no café, principalmente o <strong>Ácido Cítrico</strong> e, secundariamente, o <strong>Málico</strong>. A respiração lenta dá condições de maior presença desses ácidos, daí o Ácido Málico ser mais comum em cafés de origens muito elevadas.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_Subtropical5_1.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_Subtropical5_1.JPG',800,600,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1112_Subtropical5_1.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="187" /></a>A temperatura ao longo do ano tem impacto direto no <strong>Ciclo Fenológico</strong> da fruta do cafeeiro, que vai da florada ao ponto cereja.</p>
<p>É interessante observar que as necessidades variam em cada fase desse ciclo. O início, que é a florada e sua fecundação se dá com temperaturas não tão elevadas e ar com umidade relativa média a alta. Na fase da &#8220;Adolescência&#8221;, umidade elevada e temperaturas mais elevadas é um conjunto que se torna tudo de bom para as frutas do cafeeiro. Chegando na fase do amadurecimento, o ideal é ter um ambiente com temperaturas mais baixas e menor umidade, que coincide com o <strong>final do Verão</strong> e <strong>início do Outono</strong>. Se compararmos com o nosso ciclo de vida, essa fase corresponde a quando queremos estabilidade e tranqüilidade, combinando com o momento em que temos a verdadeira percepção das coisas da vida. Ou seja, é quando começamos a ficar <strong>mais sabidos</strong>&#8230;</p>
<p>Ficarmos mais sabidos, como digo, é quando passamos a observar as coisas sob perspectiva mais sofisticada, enxergando sutilezas imperceptíveis quando somos mais jovens. Por exemplo, não é mais a quantidade de garrafas de cerveja que foram tomadas num encontro de amigos da faculdade que importa, mas a gama de sabores que uma determinada marca tem e podemos perceber.</p>
<p>Prazer é qualidade, não quantidade!</p>
<p>O mesmo efeito que a grande altitude provoca na forma de respirar, obrigando-a mais lenta por ajustes fisiológicos, é observada quando o ciclo fenológico é alongado em razão das temperaturas do local. E aqui a Latitude tem papel muito importante.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_GraficoSensorial_California_FICAFE.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_GraficoSensorial_California_FICAFE.jpg',1570,1124,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1112_GraficoSensorial_California_FICAFE.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="178" /></a>Nas regiões Subtropicais as menores temperaturas adequadas à agricultura ocorrem nas áreas mais baixas!</p>
<p>Observe este <strong>Gráfico Sensorial</strong> de um lote de café produzido na <strong>Fazenda Califórnia</strong>, em <strong>Jacarezinho</strong>, no <strong>Norte Pioneiro do Paraná</strong>. Dos oito cafés apresentados como um painel dos cafés dessa origem, este era o que  disparadamente tinha a maior intensidade de acidez, que combinada com uma doçura de excepcional proporção,  se mostrou licorosa, impressionando a todos. A surpresa foi ainda maior quando souberam que esse lote de café foi produzido no local mais baixo de todos os apresentados.</p>
<p><strong>Subtropical</strong>!</p>
<p>Assim disse ao <em>Companheiro de Viagem</em> <strong>Sérgio Parreiras Pereira</strong>, mais conhecido por <strong>Serjão do IAC</strong> (Instituto Agronômico de Campinas), sobre qual seria a razão determinante de toda a riqueza de sabores e intensidades que puderam ser experimentadas nos cafés do <strong>Norte Pioneiro do Paraná</strong>.</p>
<p>As deliciosas e impressionantes xícaras de cafés dos diferentes produtores mostraram tudo!</p>
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		<title>Subtropical, Serjão, Subtropical &#8211; 4</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Dec 2011 02:43:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As origens dos vinhos em geral se localizam em latitudes maiores que 30o , podendo se estender a até 48o de latitude, onde predomina o Clima Subtropical por excelência. A parreira e o cafeeiro são frutíferas que produzem somente em ramos novos, apesar das arquiteturas completamente distintas. Sim, enquanto a parreira é uma planta que precisa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As origens dos vinhos em geral se localizam em latitudes maiores que 30<sup>o </sup>, podendo se estender a até 48<sup>o</sup> de latitude, onde predomina o <strong>Clima Subtropical</strong> por excelência.</p>
<p>A <strong>parreira</strong> e o <strong>cafeeiro</strong> são frutíferas que produzem somente em ramos novos, apesar das arquiteturas completamente distintas. Sim, enquanto a parreira é uma planta que precisa de, digamos, fios condutores para se esparramar, o cafeeiro é um arbusto que chega a ser imponente como uma conífera, com algumas variedades lembrando o formato de pinheiros. A parreira que produz uvas viníferas é podada todo final de safra para que novos ramos cresçam após o tempo de dormência. O cafeeiro precisa lançar novos internódios para que botões florais possam ter lugar.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_Subtropical4_1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_Subtropical4_1.jpg',576,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1112_Subtropical4_1.jpg" class="alignleft" alt="" width="187" height="250" /></a>A localização do <strong>Cinturão Vinícola</strong> no mundo segue uma lógica que tem por base a busca por uma combinação equilibrada de insolação e faixas de temperatura adequadas. Excelente é o Verão que tem dias longos e boa quantidade de chuvas, pois esse é o período que corresponde ao que chamo de <strong>Momento Adolescência</strong> dessas frutas: precisam de muita energia (portanto muita luz!), pois o crescimento é absurdamente rápido (muita água para preencher os espaços criados&#8230;), tal qual os adolescentes!</p>
<p>No final do Verão e início do Outono, semelhante a quando chegamos ao ponto de nossa maturidade, continuando a comparação, as frutas precisam de equilíbrio entre luz e temperaturas, pois é quando as <strong>reações mais sofisticadas</strong> acontecem em seu interior. E <strong>sofisticado para as plantas</strong> significa <strong>produzir</strong> e <strong>acumular açúcares nos frutos</strong>. É nesse ponto que cai por terra o conceito de <strong>temperatura média anual</strong> para se considerar um local apropriado ou não para o cultivo dessas duas plantas.</p>
<p>Modelos modernos e sofisticados que empregamos utilizam média ponderada por momento fenológico, pois em cada fase do Ciclo do Fruto as necessidades de energia são diferentes e, portanto, as temperaturas reinantes tem de estar sincronizadas.</p>
<p>Observe abaixo o <strong>Gráfico Sensorial</strong> de um lote produzido na <strong>Fazenda Jaboticabal</strong>, de <strong>Johann Nick</strong>, em <strong>Tomazina</strong>, <strong>Norte Pioneiro do Paraná</strong>, e que tive a oportunidade de apresentar a um seleto grupo de amigos e colegas juízes degustadores durante a <strong>FICAFÉ 2011</strong>, em Jacarezinho, PR.</p>
<p>A complexidade deste café é algo surpreendente e emocionante!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_Subtropical4_sensorial.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_Subtropical4_sensorial.jpg',1569,1130,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1112_Subtropical4_sensorial.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="180" /></a>Isso foi possível porque combinou-se uma variedade que tem uma impressionante capacidade de adaptação ao Clima Subtropical, em parte devido à sua porção vinda do DNA de robusta. O ciclo da fruta foi impensavelmente longo, permitindo que uma riqueza de sabores viessem à tona, sustentados por uma doçura que chega a ser bestial, resultado de um fabuloso período com predomínio do metabolismo basal.</p>
<p>Criei este Gráfico Sensorial especialmente para a FICAFÉ e que é bastante intuitivo, ao mesmo tempo que dá pistas de elementos muito sofisticados.</p>
<p>O círculo da esquerda, que tem cores que vão do verde ao alaranjado, mostra a formação das notas de  <em><strong>Aromas &amp; Sabores</strong></em> na frutificação e senescência. Portanto, você deve tomar como ponto inicial as notas HERBAIS, seguindo-se das FLORAIS, de FRUTAS CÍTRICAS, FRUTAS AMARELAS/TROPICAIS e FRUTAS VERMELHAS.</p>
<p>O círculo central e o da direita são notas de <em><strong>Aromas &amp; Sabores</strong></em> formados durante a torra do café, sendo o central resultado das <strong>Reações de Maillard</strong>, enquanto que os da direita surgem durante a intensificação do processo de <strong>pirólise</strong>. No entanto, o círculo central é a chave do que é a qualidade de um café, pois o que determina a sua qualidade global é a colheita de frutos maduros, que, traduzindo-se para as nossas papilas, significa presença de AÇÚCARES e, portanto, do sabor DOCE. Os açúcares durante as Reações de Maillard caramelizam (é como fazer uma calda de caramelo colocando açúcar numa panela e levar ao fogo) e é por isso que para cafés bacanas ou <strong>Cafés Especiais</strong> <strong>SEMPRE</strong> o sabor de <strong>CARAMELO</strong> é <strong>OBRIGATÓRIO</strong>. Escrevi em maiúsculas para deixar bem claro que algo que sempre é encarado como um atributo maravilhoso é, na realidade, o primeiro e necessário  indicador de que o café é de alta qualidade (= colhido maduro e secado direitinho)!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1111_Torra_11.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1111_Torra_11.JPG',800,518,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1111_Torra_11.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="161" /></a>Durante as Reações de Maillard surgem em sequência as notas de <em><strong>Aromas &amp; Sabores</strong></em> de NOZES (Amendoim, Nozes, Amêndoa e Avelãs), CARAMELO (Mel, Caramelo e Toffee) e CHOCOLATE (que começa com Manteiga e chega no Chocolate, o Dark).</p>
<p>Quando se inicia a Pirólise, temos como sequência a notas de <em><strong>Aromas &amp; Sabores</strong></em> que denominamos RESINOSOS, que estão no  Xarope de Maple e Erva Doce, por exemplo, as ESPECIARIAS LEVES como Baunilha, Anis e Canela, para, finalmente, chegar nas ESPECIARIAS PICANTES como Cardamomo e Pimenta do Reino.</p>
<p>Observe que boa parte das notas de <em><strong>Aromas &amp; Sabores</strong></em> é uma mescla de dois e até três grupos. Um exemplo: a Baunilha tem uma mescla Floral, com leve passagem pelo Caramelo e de Especiarias Leves!</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Subtropical, Serjão, Subtropical! &#8211; 3</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Dec 2011 11:06:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agronomica]]></category>
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		<category><![CDATA[cafeeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Clima Subtropical]]></category>
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		<description><![CDATA[Temos um dilema em casa. Minha filha adora banhos com água muito quente, diria que quase pronta para despelar tomates, enquanto que eu prefiro aquela com temperatura morna a fria. Da mesma forma, eu me sinto muito bem em temperaturas baixas (algo como 12o a 18o C me fazem feliz), enquanto que minha filha adora [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Temos um dilema em casa.</p>
<p>Minha filha adora banhos com água muito quente, diria que quase pronta para despelar tomates, enquanto que eu prefiro aquela com temperatura morna a fria. Da mesma forma, eu me sinto muito bem em temperaturas baixas (algo como 12<sup>o</sup> a 18<sup>o</sup> C me fazem feliz), enquanto que minha filha adora dias calorosamente quentes.</p>
<p>O ser humano tem notável capacidade de adaptação aos diferentes climas porque fazemos parte de seleto grupo chamado de Animais de Sangue Quente, isto é, que tem um sistema para manter a temperatura corporal constante, conhecida como <strong>Homeostase</strong>. A temperatura do corpo humano é de 36,7<sup>o</sup> C e se subir acima dos 42<sup>o</sup> C  nosso corpo literalmente começa a cozinhar, enquanto que abaixo dos 35<sup>o</sup> C um colapso vem pela hipotermia.</p>
<p>De forma semelhante, plantas frutíferas como o cafeeiro, a macieira e a videira, que estão no grupo de vegetais mais sofisticados, tem uma temperatura ideal de trabalho, quando sua performance é máxima, ou seja, naquela que o metabolismo da planta está a 100%, como dizem os Fisiologistas.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_SubTrop_1.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_SubTrop_1.JPG',800,600,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1112_SubTrop_1.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="187" /></a>É provável que você tenha ouvido dizer que as maçãs precisam de uma certa quantidade de horas de temperaturas baixas para obterem excelente qualidade. Até a década de 1980 haviam plantações de maçãs, principalmente da variedade Rainha, no Oeste de São Paulo, na região de Paranapanema. Nessa época as <strong>maçãs argentinas</strong> dominavam o mercado brasileiro com sua variedade <strong>Gala</strong>, de cores vibrantes e mais saborosas que as brasileiras de então. Foi nessa época que se iniciou o cultivo da maçã <strong>Fuji</strong> nos planaltos de Santa Catarina, tendo <strong>Fraiburgo</strong> e <strong>São Joaquim</strong> como importantes pólos. Rapidamente essas maçãs conquistaram o consumidor brasileiro pela sua grande doçura em equilíbrio com uma  esplêndida acidez, junto a uma textura divertidamente crocante. Tudo isso é resultado do ajuste entre clima e macieiras, lembrando que essa é uma das regiões mais frias do Brasil, com nevascas certeiras em todos invernos.</p>
<p>A temperatura de <strong>23<sup>o</sup> C</strong> é considerada a ideal para o cafeeiro, quando seu metabolismo está em seu auge. No entanto, conforme a temperatura sobe, a performance da planta decai gradativamente até a temperatura crítica de 32<sup>o</sup> C, condição em que o consumo de energia é maior do que sua produção (lembre-se da fotossíntese!). Em sentido contrário, temperaturas abaixo de 17<sup>o</sup> C tendem a iniciar o processo de dormência no cafeeiro. Naturalmente, esses números podem sofrer discreta variação devido à variedade (= sua base genética) e insolação, entre outros fatores.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_ACENPP_hipsometrico.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_ACENPP_hipsometrico.jpg',1572,1200,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1112_ACENPP_hipsometrico.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="190" /></a>Assim como aconteceu com a produção de maçã nos altiplanos de Santa Catarina, estamos observando algo semelhante na cafeicultura. Sim, estou comentando sobre o <strong>Norte Pioneiro do Paraná</strong>.</p>
<p>Preste atenção neste mapa ao lado. Estes são os municípios que compõem essa região. No sentido da seta verde, que corresponde ao alinhamento Sudoeste-Nordeste, a altitude diminui à medida que segue para o Nordeste (de quase 1.000 m para menos de 500 m). Outro detalhe: aproximadamente <strong>40% dessa região</strong> está abaixo do <strong>Trópico de Capricórnio</strong>, isto é, em autêntica área <strong>Subtropical</strong>, que é diferente do clima <strong>Subtropical de Altitude</strong>.</p>
<p>Levando-se em conta que nessa região as Estações do Ano são bastante distintas, principalmente com os dias são muito longos no verão e curtos no inverno, é razoável se esperar um comportamento diferente dos cafeeiros.</p>
<p>Certamente a mais importante constatação é o tamanho do ciclo de frutificação, que vai da florada ao ponto cereja (maduro): algumas variedades ultrapassam surpreendentes 300 dias!</p>
<p>Sim, o cafeeiro pode se comportar como uma típica planta de clima subtropical&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Subtropical, Serjão, Subtropical! &#8211; 2</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Dec 2011 02:52:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Cafés do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Equador]]></category>
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		<category><![CDATA[Trópico de Cancer]]></category>
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		<description><![CDATA[As origens de café em todo o mundo estão esparramadas entre os Trópicos de Câncer e Capricórnio. Imagine a riqueza de combinações de fatores que influenciam a produção dessa fruta tão especial: solo, clima, insolação, variedades e tecnologias empregadas. No entanto, um aspecto chama a atenção: em geral, quanto mais próxima à linha do Equador [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As origens de café em todo o mundo estão esparramadas entre os <strong>Trópicos de Câncer</strong> e <strong>Capricórnio</strong>.</p>
<p>Imagine a riqueza de combinações de fatores que influenciam a produção dessa fruta tão especial: solo, clima, insolação, variedades e tecnologias empregadas. No entanto, um aspecto chama a atenção: em geral, quanto mais próxima à linha do Equador está a origem, tanto mais elevada se encontra. Casos de <strong>Boquete</strong>, no Panamá, região ativamente vulcânica, com lavouras a 1.800 m de altitude, e <strong>Jabal Bura</strong>, no Yemen, com estupendos 3.000 m!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_earthview_daymap.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_earthview_daymap.jpg',640,320,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/earthview_daymap.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="125" /></a>E quanto mais distantes do Equador, as lavouras de café ficam em altitudes menos impressionantes, como as que encontramos no Brasil, entre 750 m e 1.100 m. Como referência, as origens dos Cafés do Brasil se localizam entre as <strong>Latitudes Sul 12<span class="Apple-style-span" style="font-size: 11px;">.</span></strong> e <strong>24.<sup> </sup></strong>. <sup><strong>  </strong></sup></p>
<p>O <strong>ângulo de inclinação da Terra</strong> em relação ao seu Eixo Norte-Sul é de <strong>23. 27’</strong> e que corresponde, não por coincidência, aos números de Latitude dos Trópicos de Câncer e Capricórnio. Na verdade, essa latitude foi pensada como forma de compensar a inclinação da Terra.</p>
<p>Deve ficar claro que quanto mais próximo do Equador, mais intensa é a incidência dos raios solares. Por outro lado, se o local de maior incidência da luz do sol fosse exatamente a linha do Equador, caso a Terra não tivesse a inclinação, e tenha se tornado uma ampla faixa de<strong> 46. 54’</strong> (que corresponde a pouco mais de <strong>5.100 km</strong> percorridos pela superfície terrestre ou a distância entre <strong>Buenos Aires</strong> e a <strong>Cidade de Panamá</strong>!) no total, com a inclinação, é razoável pensar que a faixa de maior concentração dos raios solares fique por volta de um pouco menos que a metade (isso devido ao fato da Terra ter um formato esférico), algo como <strong>125. de latitude</strong> de cada hemisfério.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_SubTrop2_b.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_SubTrop2_b.JPG',640,420,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1112_SubTrop2_b.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="164" /></a>Nossos estudos tem encontrado com muita freqüência esse número em diversas origens, expressando um ponto em comum: a necessidade de sombreamento.</p>
<p>Sim, o sombreamento em origens de café com esta ou menor latitude é um modelo quase obrigatório em razão da intensidade dos raios UV. E aqui de novo uma outra característica inerente às coisas da Natureza: aquilo que dá a vida, também tira!</p>
<p><strong>Raios Ultra Violeta</strong> são fundamentais para ativar o processo de fotossíntese das plantas, gerando energia e, portanto, vida. Porém, em excesso, necrosa as folhas, resultando num efeito mortal&#8230;</p>
<p>Portanto, a saída, na impossibilidade de se aplicar protetor solar em larga escala, é o emprego de árvores maiores que o cafeeiro e prover de sombra. Ou seja, é o retorno ao habitat original das primeiras plantas identificadas de <em>Coffea arabica</em> nas florestas da Ethiopia!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_SubTrop2_a.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_SubTrop2_a.JPG',795,514,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1112_SubTrop2_a.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="161" /></a>O sombreamento parcial, que ainda permite a passagem direta dos raios solares, é empregado sistematicamente em lavouras até essa latitude para dar melhores condições produtivas às plantas. Conforme a localização das lavouras cafeeiras se distanciam do Equador, tanto menor tem de ser o sombreamento.</p>
<p>Isto é fundamental para que um outro fator seja compensado: a “temperatura de trabalho” do cafeeiro, ligada ao seu metabolismo.</p>
<p>Se as condições de trabalho são no mínimo boas, certamente o desempenho será muito bom!</p>
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