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	<title>The Coffee Traveler &#187; Cafeterias</title>
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	<description>by Ensei Neto</description>
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		<title>&#8220;Americano&#8221; ou Carioca?</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 01:44:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Primavera de 2005 (no Hemisfério Norte) e a cidade, Seattle, WA, USA. A agitação entre Coffee Geeks, Baristas e Coffee Experts de plantão era devido ao lançamento da <strong>Clover</strong>, que combina de forma surpreendente conceitos como tempo de contato, temperatura da água de extração, extração à vácuo e até um rodinho de borracha (como os que os flanelinhas usam nos semáforos para limpar os parabrisas dos carros&#8230;) com uma máquina de belo <em>design</em>.</p>
<p>Slogans que os geeks da Clover estampavam nas camisetas que vestiam, bem como nos bottoms, eram <strong>&#8220;I HATE AMERICANO&#8221; </strong>e <strong>&#8220;STUPID AMERICANO&#8221;</strong>.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Americano_a.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Americano_a.JPG',800,529,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1201_Americano_a.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="165" /></a>Muitos brasileiros se perguntavam: &#8220;Esses caras se auto destestam?!&#8221;. Não!!!</p>
<p>Não é briga entre<em><strong> yanquees</strong></em>, até porque quem nasce nos <strong>USA</strong> é <strong><em>American</em></strong>&#8230;</p>
<p>Na verdade, <strong>Americano</strong> é o <em>espresso</em> diluído com água após a extração normal, cujo parente próximo no Brasil é o <strong>Carioca</strong>.</p>
<p>O surgimento desta variação do <em>espresso</em> tem uma razão científica: como um maravilhoso equipamento de avaliação sensorial, o ser humano tem sua sensibilidade (= acuidade) diretamente relacionada com a quantidade de sensores (sejam olfativos, sejam gustativos) que vem de &#8220;fábrica&#8221;. É por isso que ninguém tem uma língua idêntica, assim como acontece com a íris e as impressões digitais.</p>
<p>Estatísticamente, <strong>25%</strong> da população humana tem uma alta densidade de papilas gustativas (independente de sua, digamos, &#8220;configuração de fábrica&#8221;), ficando acima da média (mais do que <strong>40 papilas fungiformes</strong> por unidade de área). Muito dessas pessoas, devido à essa grande sensibilidade, acabam se tornando profissionais de degustação das mais diferentes áreas.</p>
<p>Metade da população tem uma quantidade de papilas que permite reconhecer e quantificar a intensidade de diversos estímulos gustativos. É o pessoal que &#8220;salva&#8221; a indústria de alimentos e bebidas, pois identificam produtos de diferentes empresas!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Americano_d.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Americano_d.JPG',900,675,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1201_Americano_d.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="187" /></a>Finalmente, os <strong>25%</strong> restante tem uma densidade baixa de papilas fungiformes, que não se importam tanto com o que bebem ou comem, ou necessitam de produtos mais concentrados para perceber as diferenças sensoriais.</p>
<p>Por outro lado, conforme envelhecemos, a quantidade de nossos sensores gustativos e olfativos diminuem devido à menor capacidade de reposição que o nosso corpo apresenta com o tempo. Se cuidados não forem tomados desde cedo, podemos chegar à idade avançada sem a maravilhosa capacidade de sentir as sutilezas dos aromas e sabores, a não ser que tudo esteja mais concentrado. É comum observarmos que as pessoas com mais idade começam a preferir alimentos e bebidas com mais intensidade de aromas e sabores.</p>
<p>Fora a Itália, onde o <em>espresso</em> faz parte da cultura no consumo do café, nos outros países há uma tendência deste serviço corresponder entre 8% e 12% do total (há um interessante estudo feito pela NCA e sua congênere européia sobre este assunto).</p>
<p>Não é da natureza humana consumir alimentos e bebidas muito concentradas. Observe a crescente oferta de produtos que são versões menos concentradas das originais.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Americano_c.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Americano_c.JPG',800,600,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1201_Americano_c.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="187" /></a>Observe esta foto de um porta-filtro aberto (= <strong>Naked Porta Filter</strong>).</p>
<p>As gotas parecem mais diluidas, com aspecto mais aguado em relação à foto ao alto, que é de um típico <em>espresso</em> (e que belo tigrado, não?!). Esta extração foi feita na <strong>Slayer</strong> do <strong>Ateliê do Grão</strong>, de Goiânia, GO, que permite prolongar a pré-infusão como você preferir. Por sugestão do <em>Companheiro de Viagem</em> <strong>Rodrigo Menezes</strong>, fizemos experiências com o tempo de pré infusão e a compactação do pó no porta filtro. Detalhe, o moinho empregado foi o Versalab, que possui um sistema de moagem sequencial com diferentes modalidades (primeiro mós cônicas, depois, mós planas ou discos), que possibilita um perfil de granulometria bastante distinto dos moinhos normais.</p>
<p>Compactado, o resultado, ao se lançar mão de grãos do fantástico <strong>Lote #66</strong> da <strong>Fazenda Chapadão de Ferro</strong>, de <strong>Ruvaldo Delarisse</strong>, finalista do <strong>Concurso de Qualidade de Café de Minas Gerais 2011</strong>,  é um <em>espresso</em> simplesmente esplêndido!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Americano_b.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Americano_b.jpg',576,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1201_Americano_b.jpg" class="alignleft" alt="" width="187" height="250" /></a>Na preparação de um Americano (ou seria um Carioca?!) não há necessidade de ser feita a compactação. Manteve-se apenas a dose de pó moído no porta filtro. A infusão foi longa, seguida da extração propriamente dita.</p>
<p>O resultado: um espresso ao estilo <strong><em>American</em> Americano</strong> ou <strong><em>Brasileiro</em> Carioca</strong>!</p>
<p>A bebida lembra o que se obtem numa French Press, pois a presença dos óleos fica bem caracterizada, apesar de ainda estar relativamente concentrada. Vale a experiência.</p>
<p>E um recado final: não se acanhe, peça sempre o café na forma que você gosta mais. Gosto é opção pessoal e, como foi explicado, cada pessoa tem uma percepção diferente!</p>
<p>Mas, não deixe de experimentar, sempre. Nunca é demais procurar desvendar o maravilhoso mundos dos aromas e sabores!</p>
<p>É possível julgar um serviço ou uma bebida somente a partir depois de adquirir um bom conjunto de experiências. Experimentar, aprender, comparar e se deliciar.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Por que Blend? &#8211; 1</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 01:48:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cada boca, uma sentença! Já ouviu algo assim? Na verdade, o ser humano é sempre único, quero dizer, se não existem duas pessoas iguais (nem mesmo os gêmeos univitelíneos!), muito menos duas pessoas terão exatamente as mesmas percepções. Cada órgão do nosso corpo tem, digamos, uma capacidade operacional como ouvidos mais sensíveis ou um nariz [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Cada boca, uma sentença!</strong></p>
<p>Já ouviu algo assim?</p>
<p>Na verdade, o ser humano é sempre único, quero dizer, se não existem duas pessoas iguais (nem mesmo os gêmeos univitelíneos!), muito menos duas pessoas terão exatamente as mesmas percepções. Cada órgão do nosso corpo tem, digamos, uma capacidade operacional como ouvidos mais sensíveis ou um nariz extremamente bem equipado com  milhares de sensores olfativos. Porém, tudo isso só será bem empregado desde que haja uma &#8220;central&#8221; de grande desempenho para processar informações e correlacionar com diversas experiências para, então, chegar a uma dedução de bom senso.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Blends1_c.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Blends1_c.jpg',471,600,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1201_Blends1_c.jpg" class="alignleft" alt="" width="196" height="250" /></a> Imagine que você está numa cafeteria muito bacana, belo ambiente e, então, é hora de pedir um café. Você dá uma olhada na carta de cafés e decide pedir um coado do <strong>Blend da Semana</strong>.</p>
<p>Hum&#8230; e o que seria, afinal o Blend da Semana?</p>
<p>Algumas casas são altamente didáticas e procuram explicar ao consumidor &#8220;Louco por Café&#8221; como foi que chegaram ao Blend da Semana que está sendo servido. Você pode pensar: &#8220;Puxa, estou no Brasil, não tenho a possibilidade de encontrar um café produzido em Limu, na Ethiopia, ou mesmo um sempre instigante Guatemala de Hue Huetenango.&#8221;</p>
<p>Não tenha essa preocupação, até porque se você chegou a este ponto certamente já é sabedor de que o Brasil tem origens de café que se esparramam do Ceará ao Paraná e, portanto, podem ser encontrados cafés com uma riqueza impressionante de aromas e sabores com um punhado de países do Hemisfério Norte!</p>
<p>Numa descrição sensorial do café pode haver uma referência à sua acidez (alta ou muito discreta), encorpado (muito ou nem tanto) e a alguma nota de aroma que remete a algo bem conhecido uma flor ou uma fruta seca como nozes. Observe que, no fundo, muito da descrição será percebido por você desde que uma experiência semelhante tenha sido vivenciada. Só podemos descrever uma sensação depois de sentí-la!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Blends1_a.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Blends1_a.JPG',768,1024,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1201_Blends1_a.JPG" class="alignleft" alt="" width="187" height="250" /></a>  A partir da descrição, uma expectativa é criada. &#8220;Será esse Blend da Semana tudo isso que escreveram?&#8221;</p>
<p>Chega o tão esperado café!</p>
<p>Perfumado, de aroma intenso&#8230; seria floral ou uma fruta? O<strong> risco</strong> de se <strong>somatizar</strong> a percepção de uma dada nota aromática é muito grande após saber qual é a descrição sensorial, principalmente quando a experiência em desvendar aromas e sabores é pequena e a insegurança que o pouco conhecimento provoca é muito grande. Indução quase que inevitável.</p>
<p>Para superar essas barreiras, experimente! Muito! Sempre! Tudo!</p>
<p>Voltando ao Blend da Semana&#8230; para os Iniciantes, é desejável que seja bem fácil e agradável de beber. &#8220;Fácil&#8221; é um termo que usamos para cafés com bebida, digamos, descomplicada, ou seja, com menor quantidade de informações sensoriais, centradas em sabores mais comuns. Um exemplo: uma bebida que tenha o clássico aroma com notas a caramelo, de boa intensidade; na boca a primeira coisa que se percebe é uma boa doçura, que revela a presença de boa quantidade de açúcares e, portanto, de que os grãos são de frutas colhidas maduras, como se deve! Pode haver um elegante toque cítrico devido a uma acidez de intensidade suficiente para, também, &#8220;quebrar&#8221; as notas &#8220;melosas&#8221; de caramelo.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Blends1_b.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Blends1_b.JPG',800,600,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1201_Blends1_b.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="187" /></a>De forma simplificada, ao se pensar num Blend (sim, o que fazemos é <strong>Blend Design</strong>) a primeira questão é saber quem vai beber (será um iniciante ou iniciado?), como vai beber(ah&#8230; qual o melhor preparo?) quando (hum&#8230; pela manhã algumas pessoas gostam de sabores ligeiros, espertos, enquanto que à tarde algo mais repousante, caminhando para o relaxamento). Nem sempre um único lote de café produzido numa fazenda específica apresenta um leque extenso de informações sensoriais. É quando se torna necessário combinar diferentes lotes produzidos em diferentes fazendas de localidades distintas.</p>
<p>Um café produzido em região montanhosa tem uma tendência a apresentar maior acidez, enquanto que um produtor se especializou em produzir Naturais que carregam deliciosas notas que lembram frutas como o pêssego. Por outro lado, combinar diferentes variedades pode resultar em cafés de maior complexidade, isto é, que trazem muitas informações sensoriais, o que  é ótimo para testar a evolução de sua capacidade de degustar!</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Variações Sobre a Aeropress: Filtros</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Jan 2012 17:12:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Comentei recentemente que recebi do Companheiro de Viagem Rodrigo Ramos do Ateliê do Grão uma peça do filtro Able para Aeropress. Só para refrescar a memória, o Able é um filtro confeccionado nos Estados Unidos, feito em aço inoxidável com furos com primorosa distribuição nanometricamente feitos a laser. Ele pode substituir o tradicional filtro de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Comentei recentemente que recebi do <em>Companheiro de Viagem</em> <strong>Rodrigo Ramos</strong> do <strong>Ateliê do Grão</strong> uma peça do filtro <strong>Able</strong> para <strong>Aeropress</strong>.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_able.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_able.JPG',802,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1112_able.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="239" /></a>Só para refrescar a memória, o Able é um filtro confeccionado nos Estados Unidos, feito em aço inoxidável com furos com primorosa distribuição nanometricamente feitos a laser. Ele pode substituir o tradicional filtro de papel da Aeropress. Diria que é um &#8220;app&#8221; para esse sistema&#8230;</p>
<p>Ter pessoas, aqui basicamente <em><strong>geeks cafeinados</strong></em>, dispostos a criar variações na manipulação ou mesmo no modo de funcionamento de aparelhos já comuns ao mercado é um claro sinal de maturidade desse mercado (é quando correm conhecimento e informação suficiente para que a barra de exigência comece a subir) juntamente com um bem delineado <strong>espírito de devoção</strong>. É assim mesmo: o povo do café gosta de comentar que o café é paixão, é devoção, que provoca um friozinho na espinha (ou abaixo da barriga!) todas as vezes que uma novidade chega ou uma boa discussão começa.</p>
<p>Quando a Aeropress foi lançada, o seu mecanismo tinha como objetivo permitir variar o tempo de contato da água com o pó do café. E observe que ainda existe uma outra variável, que é o perfil granulométrico da moagem.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_aeropress_1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_aeropress_1.jpg',644,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1112_aeropress_1.jpg" class="alignleft" alt="" width="209" height="250" /></a>Raciocine comigo: desde que a moagem tenha um determinado perfil, o tempo de contato das partículas com a água irá determinar o que será extraído. Mas, você pode &#8220;turbinar&#8221; esse processo ao fazer uma boa agitação da solução antes da filtragem, uma vez que uma espátula faz parte do conjunto Aeropress.</p>
<p>Pergunta: por que fazer a agitação?</p>
<p>Depende (este é sempre meu tradicional início de resposta&#8230;): vale sempre recordar que a preparar o café bebida é um processo denominado extração e que o que será extraído tem relação direta com a sua facilidade de se combinar com a água, que, no caso, é quem promove a retirada das substâncias das partículas do grão torrado e moído. O vigor e o tempo de agitação também tem relação direta com a eficiência da extração, ou seja, quanto mais intensa e longamente você fizer isso, mais substâncias serão extraídas. É quando se entra no campo das opções pessoais.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_Aeroable_filtros.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_Aeroable_filtros.JPG',900,613,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1112_Aeroable_filtros.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="170" /></a>O filtro de papel funciona exatamente como num processo tradicional de coado, sendo a única diferença a pressão que você irá exercer no êmbolo para diminuir o tempo de extração. O fato de reter as partículas oleosas faz com que a bebida resultante se apresente menos oleosa como se percebe, por exemplo, quando o café é preparado numa <em>French Press</em> ou mesmo no <em>Espresso</em>.</p>
<p>Algumas pessoas se referem a essa sensação <strong>&#8220;mais para água&#8221;</strong> do que <strong>&#8220;mais para óleo&#8221;</strong> na boca como &#8220;bebida limpa&#8221;. Isso induz a um erro clássico, pois café com <strong>Bebida Limpa</strong> (<strong><em>Clean</em></strong>) significa que não apresenta defeitos de bebida como a sempre desagradável adstringência de imaturos e verdes, além de contaminações como terra, por exemplo.</p>
<p>Ao se usar o filtro Able, o resultado já se aproxima daquele obtido numa <em>French Press</em> ou num <em>Espresso <strong>Americano</strong></em> (ou <em><strong>Carioca</strong></em>, como é pedido aqui no Brasil). Os furos, apesar de minúsculos, permitem a passagem de um pouco de micro partículas de café moído, além do óleo (ah, o óleo&#8230;.).</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_Aeroable.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_Aeroable.jpg',1024,719,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1112_Aeroable.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="175" /></a>E qual seria o veredito?</p>
<p>Afinal, quem tem melhor desempenho: Able ou o Papel?</p>
<p>Na verdade, os resultados são muito distintos e acredito que a escolha deve atender o que cada <strong>Cafemaníaco</strong> prefere!</p>
<p>Mas, posso dar algumas sugestões: cafés mais delicados, repletos de notas florais e frutados rápidos, acabam ficando melhor se você usar o filtro de papel. Isso acontece porque estas notas em sua grande maioria são de substâncias que se combinam muito bem com a água, ou seja, longe de óleos as xícaras ficam muito bacanas!</p>
<p>Por outro lado, grãos que tenham poucas notas florais, mas muito mais para coisas do Caramelo e do Chocolate, principalmente este último que tem pacto com gorduras, ficam melhores com o Able. Um quase Espresso, mais diluído, mas com um fino toque oleoso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Café &amp; Arte: Quando Ambos Fazem Nossa Praia&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Dec 2011 02:02:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O café tem sido tema de muitas expressões artísticas, desde artes plásticas e musicais até cênicas há muitos anos. O estímulo que a cafeína provoca em boa parte foi responsável por tornar o café numa das bebidas preferidas pelos filósofos de plantão do Período Iluminista e dos escritores para que a inspiração viesse com maior [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O café tem sido tema de muitas expressões artísticas, desde artes plásticas e musicais até cênicas há muitos anos.</p>
<p>O estímulo que a cafeína provoca em boa parte foi responsável por tornar o café numa das bebidas preferidas pelos filósofos de plantão do Período Iluminista e dos escritores para que a inspiração viesse com maior intensidade, bem como dos cineastas e diretores de teatro, para manter a atenção e foco durante os trabalhos.</p>
<p>Sou fã de cinema, não importando se curta ou longa metragem, simplesmente o que me importa é que seja um bom cinema. Com isso quero dizer que gosto de ver boas estórias com uma linguagem que nos faça pensar ou no mínimo faça cócegas no cérebro, embalados por fotografia de &#8220;gente grande&#8221; e uma trilha sonora  que funcione como uma grande lupa, tornando o resultado grandioso.</p>
<p>Gostaria de comentar e compartilhar uma série que me cativou desde o primeiro momento. Muitas vezes, coisas muito boas ocorrem fora do Eixo Rio-São Paulo e isso é muito saudável, ainda mais num país de dimensões continentais como o nosso. A diversidade cultural é o bem mais precioso do Brasil.</p>
<p>Imagine uma cafeteria no Recife, PE, pleno Nordeste, e que tenha vocação para casa multicultural. Pois é, o <strong>Castigliani Cafés Especiais</strong> tem disso. Não falarei do seu serviço de café, pois não tive a oportunidade de experimentar ainda, mas sim do seu ousado projeto de curta metragens chamado <strong>Mundo Café</strong>, que tem direção de <strong>Leonardo Lacca</strong>.</p>
<p>Até o momento estão disponíveis 5 belos curta metragens, todos acessíveis no <em><strong>Youtube</strong></em>: <strong>Praia</strong>, <strong>Tinta</strong>, <strong>Affogatta</strong>, <strong>Caffè Mocha</strong> e <strong>Espresso Doppio</strong>.</p>
<p>Os três primeiros tem uma linha de ligação muito clara como fragmentos de um único roteiro, enquanto que <strong>Caffè Mocha</strong> e <strong>Espresso Doppio</strong> já possuem vôos independentes.</p>
<p>O episódio <strong>Praia</strong> é construído a partir da conexão de sons e texturas entre a Torra e Preparo de Café e a Praia com sua Areia e Mar. Um roteiro inspiradamente genial!</p>
<p>Para mim, a melhor <em>sacada</em> sobre o preparo de café que já vi, assisti e ouvi em minha vida!</p>
<p><iframe width="500" height="281" src="http://www.youtube.com/embed/aGqRZarx7gY?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Outro episódio que considero também uma pequena obra prima é o terceiro, <strong>Affogatta</strong>. Sim, no feminino!</p>
<p>Tem uma forte ligação com o segundo episódio, <strong>Tinta</strong>, e o uso de uma banheira como uma xícara de café (ou seria justamente o inverso, uma enorme xícara de café sendo usada como uma banheira?!) também se revelou outro lampejo de grande inspiração.</p>
<p>Assista e confira porque este serviço está no feminino&#8230;</p>
<p><iframe width="500" height="281" src="http://www.youtube.com/embed/pnfpn7I5WMQ?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O Espaço dos Cafés do Brasil</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Sep 2011 20:58:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Brasil assumiu a posição de maior produtor mundial de café por volta de 1887, deixando para trás o até então domínio absoluto da Indonésia e suas maravilhosas ilhas. Para se ter idéia, já em 1872, através de trabalhos do pesquisador Robert Hewitt Jr,  o governo norte-americano considerava que o nosso país era o que apresentava [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil assumiu a posição de maior produtor mundial de café por volta de 1887, deixando para trás o até então domínio absoluto da Indonésia e suas maravilhosas ilhas.</p>
<p>Para se ter idéia, já em <strong>1872</strong>, através de trabalhos do pesquisador <strong>Robert Hewitt Jr</strong>,  o governo norte-americano considerava que o nosso país era o que apresentava melhores condições para a expansão da cafeicultura entre todos os países produtores da época!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1108_cafematinal_1.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1108_cafematinal_1.JPG',1024,759,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1108_cafematinal_1.JPG" class="alignleft" alt="" width="280" height="207" /></a>Começando sua saga pelo Pará, encontrou nas áreas não tão distantes do litoral (o que facilitou inegavelmente toda a logística de exportação) a aptidão para que as incontáveis safras brasileiras viessem a inundar o mundo. Da Bahia ao Paraná, em linha reta mais de 80% dos <strong>Territórios Brasileiros de Produção de Café</strong> não distam mais que 100 km do Oceano Atlântico. Por outro lado, a disposição francamente longitudinal do <strong>Cinturão Brasileiro do Café</strong> dá características excelentes para que maravilhosos frutos possam surgir.</p>
<p>O Brasil sempre teve postura agressiva na agricultura desde o Ciclo do Açúcar. Sempre foi um produtor massivo, isto é, de grandes proporções. Foi aqui que o sistema conhecido por <em>plantation</em> ganhou seu verdadeiro significado. E na cafeicultura não foi diferente.</p>
<p>Extensas lavouras de café se tornaram a paisagem predominante no Rio de Janeiro, que se repetiu em Minas Gerais e São Paulo, fazendo surgir uma nova classe de nobres conhecida por <strong>Barões do Café</strong>, cujos títulos eram regiamente pagos ao Imperador D. Pedro II. Havia, ainda, alternativas para outros, digamos, níveis de investimento, que eram os títulos de Conde ou Visconde.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1109_RoastersG.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1109_RoastersG.JPG',450,337,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1109_RoastersG.JPG" class="alignleft" alt="" width="450" height="337" /></a>Talvez pela nobreza de seus títulos ou até pela tradição, a classe dos cafeicultores adquiriu viés de poder muito grande, participando ativamente da vida política do Brasil, o que certamente fez surgir a visão de competição entre si. Na verdade, num mundo globalizado como o nosso, faz muito mais sentido que as atividades sejam interligadas, que os diferentes elos da cadeia produtiva possam interagir francamente. O bom relacionamento entre todos os elos, seja o do produtor, o da indústria de torrefação, das cafeterias, dos operadores de equipamentos e até o varejo, faz com que o mercado progrida. Mercado bom é mercado grande!</p>
<p>E para fazer com que o mercado se torne ainda mais dinâmico, difundir o conhecimento entre os consumidores torna-se fundamental. Mercado bom é mercado de &#8220;sabidos&#8221;! Consumidor mais consciente e sabido sobre preparos e origens, estimula o crescimento de forma virtuosa, premiando todos os que trabalham sob o espírito da excelência.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/sc00080111_2.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/sc00080111_2.jpg',450,220,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/sc00080111_2.jpg" class="alignleft" alt="" width="450" height="220" /></a>O Brasil hoje está a um pequeno passo para se tornar também o Maior Consumidor Mundial de Café. A distância que existe entre o tamanho do mercado dos Estados Unidos é mero detalhe. O que importa é o fato de que o crescimento vigoroso do mercado está se fazendo via novos consumidores, gente jovem e antenada que quer descobrir as boas coisas novas. O explosivo momento econômico do Brasil permite que novas experimentações pipoquem do Oiapoque ao Chuí (até rimou&#8230;), que é o que move a expansão consistente de qualquer mercado. Experimentar é preciso, porque beber café é sempre uma experiência sensorial.</p>
<p>Assim, numa iniciativa de jovens empreendedores, vem aí a <strong>6a</strong>. edição do <strong>ESPAÇO CAFÉ BRASIL</strong>, que, justamente por ser organizado por um grupo independente, deve agregar de forma fantástica todos os segmentos do café durante 3 intensos dias. Ganhando um estímulo especial que somente a internacionalização do evento pode trazer, este evento deverá se tornar um novo marco para os Cafés do Brasil: o seu Espaço!</p>
<p>Será de 6 a 8 de outubro de 2011, no Expo Center Norte, Pavilhão Azul, em São Paulo, SP.</p>
<p>Para saber mais, acesse <a href="http://www.espacocafebrasil.com.br">www.espacocafebrasil.com.br</a>  .</p>
<p>Vá, vai valer a pena!</p>
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		<title>Fjordland: O Significado da Sustentabilidade</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Jul 2011 03:16:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sustentabilidade é palavra que hoje é muito pronunciada em todos os cantos, quando muitos tentam criar um vínculo com coisas que fazem ou produzem. Nessa esteira, pode-se encontrar desde grupos financeiros a indústrias de pneus, de fazendas a empresas de cosméticos. Diversas empresas e corporações tem hoje departamentos de Ações de Sustentabilidade, quando através de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Sustentabilidade</strong> é palavra que hoje é muito pronunciada em todos os cantos, quando muitos tentam criar um vínculo com coisas que fazem ou produzem. Nessa esteira, pode-se encontrar desde grupos financeiros a indústrias de pneus, de fazendas a empresas de cosméticos. Diversas empresas e corporações tem hoje departamentos de Ações de Sustentabilidade, quando através de intrincadas equações matemáticas tentam calcular o número de árvores que devem ser plantadas enquanto seus executivos andam em beberrões carros de mastondônticos motores V6!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1107_Heimen_PedraAzul.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1107_Heimen_PedraAzul.JPG',800,600,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1107_Heimen_PedraAzul.JPG" class="alignleft" alt="" width="280" height="210" /></a> O conceito de Sustentabilidade é muito mais profundo do que um simples punhado de frases feitas pode fazer supor. Há muito mais de ações efetivas e atitudes coerentes do que pirotecnia!</p>
<p>Existe forte ligação com a valorização da produção e consumo local, da compreensão dos ciclos da Natureza, no respeito ao que a Terra pode nos proporcionar. Nestes últimos tempos, ao fazer eventuais balanços das inúmeras viagens que faço para visitar e conhecer diferentes origens de café (e agora de cacau, além das cachaças e vinho&#8230;) mais me convenço da importância de se aprender a &#8220;conversar com a Natureza&#8221;. Clima, solo, as plantas e o toque do homem. Em síntese, este conjunto recebe o nome de origem francesa <strong><em>Terroir</em></strong>, que pode ser traduzida simplesmente por <strong>Território</strong>.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1107_Heimen_sede.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1107_Heimen_sede.JPG',800,600,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1107_Heimen_sede.JPG" class="alignleft" alt="" width="280" height="210" /></a>Parte de um extenso roteiro de visitas, acabei recentemente conhecendo em <strong>Pedra Azul</strong>, em Domingos Martins, nas belas montanhas do Espírito Santo, um dos empreendimentos que mais me marcou.</p>
<p>Encravadas aos pés da imponente Pedra Azul, impressionante formação rochosa de quase 800 metros de altura, existem algumas aconchegantes pousadas ao longo da Estrada do Lagarto formando um charmoso roteiro que lembra paisagens do norte europeu. Relativamente próxima de Vitória, esta localidade tem se tornado importante polo turístico voltada às atividades ecológicas. E dentre os diversos empreendimentos, um deles merece destaque muito especial. Trata-se da <strong>Fjordland</strong> ou <strong>Cavalgada Ecológica</strong>.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1107_Heimen_consorcio.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1107_Heimen_consorcio.JPG',640,480,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1107_Heimen_consorcio.JPG" class="alignleft" alt="" width="280" height="210" /></a>É antes de tudo um projeto que tem como marca registrada um profundo respeito à Natureza, sua conservação e a preocupação em difundir esses conceitos junto à comunidade. O nome Fjordland serve para lembrar a origem norueguesa dos proprietários, que são os grandes mentores dessa filosofia. Com pouco mais de 12 anos de existência, o seu maior mérito está na impressionante recuperação das áreas antes exploradas por pecuária que quase exauriu o solo, além de ter provocado grande degradação.</p>
<p>Sob a batuta do agrônomo <strong>Edimar Binotti</strong>, o projeto envolveu desde a escolha de árvores para recomposição das florestas, a implantação de cafeicultura orgânica consorciada com palmito e o uso de eucaliptos do local para as belas construções com os tetos gramados, como se encontram em países como a Noruega e Suécia. O processo de produção da compostagem merece um <em>post</em> à parte.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1107_Heimen_cerejas.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1107_Heimen_cerejas.JPG',800,519,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1107_Heimen_cerejas.JPG" class="alignleft" alt="" width="280" height="181" /></a> A fazenda é certificada como Orgânica e Biodinâmica, bem como a produção em Sistema Agro Florestal do café e palmito. Dentre as variedades empregadas estava a IAPAR-59.</p>
<p>Para minha surpresa, a arquitetura das plantas é completamente diferente da que em geral vemos no Norte do Paraná, onde foi muito cultivada em lavouras super-adensadas (até 10.000 plantas por hectare!) como parte de um programa de recuperação da cafeicultura daquele Estado depois das grandes geadas. Empregando-se colheita seletiva, os frutos impressionam pelo seu tamanho e posso adiantar que podem produzir muito saborosos lotes de café!</p>
<p>Na cafeteria da fazenda, que leva o nome <strong><em>Heimen Coffee</em></strong>,  produtos cultivados na Fjordland são oferecidos fresquinhos como o palmito em diversas versões, das quais fiquei fã de uma inesquecível quiche, folhas para saladas e o café preparado pelo barista <strong>Vagner Uliana</strong> e sua equipe. É nesse momento que podemos compreender o significado da palavra Sustentabilidade!</p>
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		<title>Saindo do Eixo&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 29 May 2011 23:12:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[São Paulo, SP. É a Cidade que Nunca Dorme, é onde tudo acontece no Brasil. Até em música, como em letra do Caetano Veloso, é a maior Metrópole da América do Sul, Baby! É a cultura efervecente, novidades aos borbotões e indicativos das novas tendências em tudo. O movimento de cafés de alta qualidade ou, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>São Paulo, SP.</p>
<p>É a Cidade que Nunca Dorme, é onde tudo acontece no Brasil. Até em música, como em letra do Caetano Veloso, é a maior Metrópole da América do Sul, Baby!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_PouringMilk.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_PouringMilk.jpg',636,811,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/PouringMilk.jpg" class="alignleft" alt="" width="219" height="280" /></a>É a cultura efervecente, novidades aos borbotões e indicativos das novas tendências em tudo. O movimento de cafés de alta qualidade ou, simplesmente, dos <strong>Cafés Especiais</strong> no Brasil tem em Sampa o seu melhor meio. Casas inovadoras como <strong>Suplicy</strong>, <strong>Santo Grão</strong> e <strong>Coffee Lab</strong>, de empreendedores locais, convivem com tentáculos das grandes empresas globais como Sara Lee e sua surpreendente <strong>Casa Pilão</strong>, e a nova avalanche de <strong>McCafés</strong>, com seu ambiente aconchegantemente convidativo aos novos consumidores. São Paulo oferece, também, um incrível oferta de cursos e treinamentos especializados para os profissionais e apaixonados da área.</p>
<p>Máquinas, equipamentos e acessórios para fazer café? Sim, você encontra tudo em Sã0 Paulo!</p>
<p>Todas as máquinas de espress0 mais conhecidas tem sua base de representação na capital paulista, desde as grandes <strong>La Spaziale</strong>, <strong>Nuova Simonelli, Astoria</strong> e <strong>Cimbali</strong> até a artesanal e porisso sonho de consumo de todo <em>Coffee Geek</em>, <strong>La Marzocco</strong>. Moinhos e todos os outros apetrechos são fáceis de se encontrar. </p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_PINGADO_AteliedoGrao_mini.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_PINGADO_AteliedoGrao_mini.jpg',673,484,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/PINGADO_AteliedoGrao_mini.jpg" class="alignleft" alt="" width="280" height="201" /></a>É justamente por essa incrível diversidade de opções que faz de São Paulo a principal fonte para o povo do café, entre outros povos&#8230;</p>
<p>Gente de todo o país se aporta para buscar idéias, informações e aprendizado, literalmente bebendo direto da fonte. E se houver pessoas inspiradas, novas idéias e projetos podem acabar pipocando em outras paragens brasileiras!</p>
<p>Apesar das dimensões da produção cultural e econômica, lastreadas pela extraordinária capacidade de consumo, outras cidades e capitais estão mostrando que o chamado eixo São Paulo-Rio de Janeiro não é soberano. E tem dois exemplos muito bacanas sobre isso.</p>
<p>Quando se fala em <strong>Goiânia</strong>, GO, a primeira imagem que vem à nossa mente são gostosuras típicas do interior como o Empadão Goiano e pratos com a amargosa Gueroba, como o povo goiano chama o palmito Guariroba. No entanto, numa iniciativa de empresários inspirados e visionários, lá está o <strong>Ateliê do Grão</strong>, cafeteria que reune como pioneira no Brasil e América do Sul equipamentos <em>high end</em> como a máquina de <em>espresso</em> <strong>Slayer</strong> e o moinho <strong>Versalab</strong>.</p>
<p><strong><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_CarolBsouza.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_CarolBsouza.jpg',739,550,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/CarolBsouza.jpg" class="alignleft" alt="" width="280" height="208" /></a></strong>Além dessa dupla dinâmica, a seleção de cafés de excelente qualidade e um serviço de alto nível tem atraído<em> Coffee Lovers</em>, <em>Coffee Geeks</em> e personalidades do café não só do Brasil, mas, também, do exterior!</p>
<p>Vale a pena conhecer essa casa, até como um programa de final de semana, para fugir do trânsito e loucura de outras grandes cidades.</p>
<p><strong>Educação </strong>e <strong>treinamento </strong>é a principal alavanca para o crescimento e maturação do mercado. São dois tempos distintos, na realidade: o crescimento tem relação com o desenvolvimento sócio-econômico e atividades promocionais, porém a maturação começa quando a legião de consumidores passa a deter maior conhecimento sobre o assunto.</p>
<p>A <strong>Lucca Cafés Especiais</strong>, de Curitiba, PR, tem o primeiro centro de treinamento fora do eixo São Paulo-Rio de Janeiro, idealizado pela <strong>Georgia de Souza</strong>. Conheci a Georgia em 2.000, quando atuava na área de comércio de café cru, e fiquei fã de sua mão para preparar muito boas pastas em nossas viagens internacionais. Obstinada e tenaz, logo depois começou as operações da Lucca, torrando garimpados em concursos de qualidade, formando, também, um geração de baristas e profissionais do café como poucos!<a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_FelipeLukasievicz.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_FelipeLukasievicz.jpg',683,1024,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/FelipeLukasievicz.jpg" class="alignleft" alt="" width="186" height="280" /></a>Além do talentoso <strong> Otávio Linhares</strong>, barista premiado em 2005, Georgia revelou em sua própria casa a <strong>Carolina</strong> <strong>de</strong> <strong>Souza</strong> ou simplesmente <strong>Carol</strong>, sua filha, que é a primeira a vencer por duas vezes seguidas o <strong>Campeonato Brasileiro de Cup Tasters</strong>. Emocionante foi presenciar a caçula entre os degustadores, alguns tarimbadíssimos, mostrando suas habilidades sensoriais de rapidíssimas respostas! Com isso carimbou seu visto no passaporte para competir no Mundial em Maastrich, Holanda.</p>
<p>Porém, ficou com o pupilo <strong>Felipe Lukasievicz</strong> a grande e consagradora vitória da Lucca. Felipe já havia se sagrado campeão de <strong>Lattè Art</strong> em 2010, sendo um dos fortes competidores no Brasileiro de 2011. Mais maduro, sua apresentação foi impecável, valendo o bicampeonato no Lattè Art para ele. Mas, ao vencer competidores de ponta como <strong>Bruno Ferreira,</strong> <strong>Cecília Sanada</strong> e a campeoníssima <strong>Yara Castanho</strong>, Felipe conseguiu um feito inédito ao unir os dois títulos. Representará o Brasil nas duas competições mundiais, o de Barista em Bogotá, Colombia, e o de Lattè Art em Maastrich, Holanda.</p>
<p>Pois é, ao juntar profissionais talentosos e aplicar rigoroso treinamento, sempre sob exigência de excelência típica de sua pessoa, Georgia demonstrou como é saudável ter novos polos, saindo do Eixo&#8230;</p>
<p>Isso é ótimo para o mercado! Isso é ótimo para o Brasil!</p>
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		<title>Café: Mitos, Paradigmas e Dogmas &#8211; 1</title>
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		<pubDate>Sat, 07 May 2011 03:32:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A primeira bebida global. Isto é o café. Imagine que há mais de 1.000 anos o cafeeiro é cultivado nas áridas montanhas do Yemen e nos altiplanos da Ethiopia, tendo o Porto de Mocha como  o  principal ponto comercial de suas sementes &#8220;não férteis&#8221; (isto porque não se permitia que as sementes circulassem para os destinos consumidores [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A primeira bebida global. Isto é o café.</p>
<p>Imagine que há mais de 1.000 anos o cafeeiro é cultivado nas áridas montanhas do Yemen e nos altiplanos da Ethiopia, tendo o Porto de Mocha como  o  principal ponto comercial de suas sementes &#8220;não férteis&#8221; (isto porque não se permitia que as sementes circulassem para os destinos consumidores com a casca denominada pergaminho para evitar a propagação das plantas) por séculos até chegar à elite européia como bebida para estimular o espírito e daí, definitivamente, ganhar o mundo.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1104_Cerejas_CatuaiVermelho.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1104_Cerejas_CatuaiVermelho.jpg',622,829,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1104_Cerejas_CatuaiVermelho.jpg" class="alignleft" alt="" width="210" height="280" /></a>Com um histórico milenar, é natural que <strong>Mitos</strong>, <strong>Paradigmas</strong> e até <strong>Dogmas</strong> surgissem em torno do <strong>Café</strong>, seja o café fruto do cafeeiro, seja o café a semente (ou grão cru) como matéria prima para a torrefação ou, ainda, o café bebida na xícara. A idéia central desta série de posts é justamente comentar o que faz ou não sentido (paradigmas e dogmas) e o que se torna folclórico (mitos).</p>
<p>Um dos Paradigmas mais conhecidos é o de que <strong>todo o café de b</strong><strong>oa qualidade</strong> produzido em nosso país <strong>é exportado</strong>, ficando apenas &#8220;o resto&#8221; para ser torrado. <strong>Faz sentido</strong> em boa parte.</p>
<p>Para se compreender melhor porque isso acontece, devemos lembrar que o <strong>Brasil</strong> assumiu posição de <strong>maior produtor mundial de café</strong> no <strong>último quarto do Século XIX</strong>, período que coincidiu com o fim do período Imperial, desbancando a até então soberana Indonésia e mantendo com folga até os dias de hoje essa liderança.  Sendo um produto voltado para o mercado internacional, a lógica de comércio que prevalece é a de que o que o que é vendido tem de ser de boa qualidade.</p>
<p>Quando você vai às compras, primeiramente verifica-se a qualidade do produto e, então, o seu preço, muitas vezes comparando com similares. Afinal, o cliente tem o poder de manter ou retirar o vendedor do mercado quando o ambiente é competitivo.  </p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1105_Mitos_Secagem_ChapadaoFerro.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1105_Mitos_Secagem_ChapadaoFerro.jpg',700,439,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1105_Mitos_Secagem_ChapadaoFerro.jpg" class="alignleft" alt="" width="280" height="175" /></a>Esta é a lógica de comercialização por parte do produtor. Os melhores lotes sempre são vendidos com maior facilidade. E sendo o Brasil um país produtor, é natural que a oferta de matéria prima para a indústria local é grande, desde grãos de boa qualidade aos terrivelmente ruins como os fermentados ou fraudulentos como cascas externas, que muitas vezes carregam grande quantidade de açúcares da polpa seca, conhecida como palha melosa. Ainda é muito comum entre os cafeicultores deixarem para seu consumo (isso mesmo, para oferecer aos visitantes de sua propriedade!) os piores lotes como os chamados Fundos e Quebrados, Fundo de Ventilação (onde ficam muitos dos verde-pretos) e suas variações. <strong>Em casa de ferreiro, espeto de pau!</strong></p>
<p>Formou-se um círculo vicioso composto por produtores que fornecem estes produtos sofríveis e até de má-fé, torrefações de baixa categoria que acreditam que ganharão espaço vendendo um produto de preço competitivo (= barato), porém com total ausência de boa qualidade de bebida.</p>
<p>Neste ponto, a <strong>IN-16 (Instrução Normativa</strong>) do <strong>MAPA &#8211; Minis</strong><strong>tério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento</strong>, que define especificações e normas para o café industrializado, vem para arrumar o mercado. Assim esperamos.  Indústrias que respeitam o consumidor não tem o que temer, sendo a IN-16 capaz de coibir fraudes que empregam misturas pouco recomendáveis no café torrado e moído. </p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_ReloadingCup_1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_ReloadingCup_1.jpg',576,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/ReloadingCup_1.jpg" class="alignleft" alt="" width="210" height="280" /></a>Mas o cenário mudou bastante nos últimos 12 anos no Brasil. A crise de preços que aconteceu no início deste milênio e que perdurou até meados de 2004 estimulou o surgimento de um novo participante em nosso mercado: a pequena torrefação de cafeicultores. Como se diz no interior: <strong>&#8220;o sapo não pula por boniteza, mas por precisão (= por necessidade)&#8221;</strong> &#8230;</p>
<p>Premidos pelos baixos preços, quase não cobrindo as despesas de produção, alguns cafeicultores lançaram-se ao mercado de café torrado. O segmento de espresso experimentava grande expansão e com a melhora da economia brasileira, o poder de compra turbinado da população também estimulou a experimentação por produtos e serviços mais sofisticados. Marcas como <strong>Pessegueiro</strong> e <strong>Orfeu</strong>, por exemplo, tornaram-se casos de sucesso, levando de quebra como mensagem adicional o fato dos grãos de café serem de um produtor identificado.  </p>
<p>Hoje muitos lotes excepcionais de café ficam em nosso país, adquiridos por torrefações de cafés especiais e cafeterias que procuram oferecer o que há de melhor. Casas como <strong>Suplicy</strong> e <strong>Santo Grão</strong>, em São Paulo, <strong>Lucca</strong>, de Curitiba, <strong>Rubro</strong>, do Rio de Janeiro, e, fora desse eixo, a novata mas surpreendente<strong> Ateliê do Grão</strong>, de Goiânia, oferecem cafés maravilhosos como encontráveis em suas irmãs norte-americanas ou do norte europeu. E outras casas em diversos outros Estados e no interiorzão estão surgindo aos borbotões num saudável movimento.</p>
<p>Ou seja, é um paradigma que está mudando rapidamente&#8230;</p>
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		<title>EU ADORO PINGADO: Cafezal, São Paulo, SP</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Apr 2011 14:16:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[São Paulo tem como seu marco zero o Pátio do Colégio, onde os padres jesuítas, na época sob a batuta de Manoel da Nóbrega e José de Anchieta, se instalaram depois de  haver vencido a subida da Serra do Mar a partir de Santos. Era o início da hoje maior cidade da América do Sul.  Pela proximidade com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>São Paulo</strong> tem como seu marco zero o <strong>Pátio do Colégio</strong>, onde os padres jesuítas, na época sob a batuta de Manoel da Nóbrega e José de Anchieta, se instalaram depois de  haver vencido a subida da Serra do Mar a partir de Santos. Era o início da hoje maior cidade da América do Sul.</p>
<p> <a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1104_Cafezal_1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1104_Cafezal_1.jpg',800,542,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1104_Cafezal_1.jpg" class="alignleft" alt="" width="280" height="189" /></a>Pela proximidade com o Porto de Santos, por ser a confluência de diversas estradas e ferrovias, muito facilitada pela excelente topografia plana, a capital paulista rapidamente experimentou notável crescimento. A região central da cidade, além da Praça da Sé, onde fica a imponente catedral da Sé, tem como referência o Parque Dom Pedro II, cortado pelo hoje espremido Rio Tamanduateí, e sua Zona Cerealista, além do revitalizado e surpreendente templo gastronômico <strong>Mercado Municipal</strong>, carinhosamente chamado de <strong>Mercadão</strong>.</p>
<p>A região financeira, onde os bancos mantinham suas sedes em imponentes construções, já na virada do Século XX estava concentrada num quadrilátero formado pela <strong>Praça Antônio Prado</strong>, <strong>Rua Boa Vista</strong>, <strong>Rua Direita</strong> e <strong>Praça do Patriarca</strong>. Edifícios de grande beleza fazem parte de um impressionante acervo arquitetônico a céu aberto.</p>
<p>No final dos anos 1970, começou a migração do centro financeiro para a região da Avenida Paulista, onde ainda hoje muitas instituições mantém suas sedes, apesar de que a partir de 2.000, a região do Brooklyn ou Berrini se tornou o novo centro paulistano das finanças.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1104_Cafeza__CCBB_externo.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1104_Cafeza__CCBB_externo.jpg',649,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1104_Cafeza__CCBB_externo.jpg" class="alignleft" alt="" width="236" height="280" /></a>A bem da verdade, um processo de revitalização do chamado <strong>Centro Velho de São Paulo</strong> vem ocorrendo num misto de esforços do governo municipal e, principalmente, pela iniciativa das empresas lá instaladas. Calçadões fazem parte da paisagem, muitos edifícios foram restaurados. Centros culturais foram instalados e uma agenda cheia de peças de teatro e exposições tem atraído muito público.</p>
<p>No <strong>Centro Cultural do Banco do Brasil</strong>, um charmoso prédio na <strong>Rua Álvares Penteado</strong>, mostras de grande importância tem se realizado. A partir desta semana está em cartaz a do genial artista <strong>Maurits Escher</strong>, mago na manipulação da perspectiva e criação de impressionantes obras que instigam nossa lógica tridimensional.</p>
<p>Fica no Primeiro Piso do Centro Cultura Banco do Brasil a cafeteria <strong>Cafezal</strong>, um projeto tocado a 6 mãos pela <strong>Eliane Passerine</strong>, <strong>Silvana Rodrigo</strong> e <strong>Paschoal Trotta. </strong>Ocupando uma das alas do piso, o maquinário está montado sobre um imponente balcão em madeira escura que é parte do projeto arquitetônico original do espaço, criando um ambiente muito aconchegante, reforçado pelo belo vitral que faz as vezes de um segundo teto,  rebaixado. </p>
<p> <strong><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1104_Cafezal_Pingado.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1104_Cafezal_Pingado.jpg',730,1024,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1104_Cafezal_Pingado.jpg" class="alignleft" alt="" width="199" height="280" /></a></strong>A área externa com suas mesas e guarda-sóis dá um ar descontraído e relaxante para os apaixonados por café.</p>
<p> A cafeteria tem ainda um espaço na ante sala do Teatro, que fica no Terceiro Piso, compondo um charmoso bistrozinho com direito à vista das diversas &#8221;praias paulistanas&#8221; suspensas que os prédios da região mantém, com suas espreguiçadeiras, bancos e arranjos com plantas em vasos. Subir ao piso do teatro vale o passeio também para apreciar a imponente clarabóia e sua bonita composição de vitrais.</p>
<p>No <strong>Centro Velho de São Paulo</strong> agora tem um local para apreciar um delicioso <strong>Pingado</strong>, uma vez que a <strong>Cafezal</strong> também está fazendo parte do Movimento <strong>EU ADORO PINGADO</strong>.</p>
<p>E vá se preparando para comemorar neste ano o <strong>Dia do Pingado</strong>, que logo mais será anunciado, pedindo o seu na cafeteria ou padaria preferida, com o seu barista ou Mestre do Pingado amigo do peito!</p>
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		<title>Do pó sairás&#8230; &#8211; 2</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Apr 2011 20:46:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>O café teve como sua primeira forma de preparo a <strong>infusão</strong>, como dizem suas lendas e história milenares, sendo conhecida como <strong>Ibriq </strong>e é forma tradicional da região do antigo <strong>Porto de Mocha</strong>, <strong>Yemen</strong>. Para que pudesse ser preparado sem o uso de qualquer tipo de filtro, o pó tem moagem bastante fina, quase como um talco, como pode ser também  encontrada  em algumas marcas de <em>preços muito competitivos</em> aqui no Brasil.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1104_Moinhos_mkh.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1104_Moinhos_mkh.jpg',580,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1104_Moinhos_mkh.jpg" class="alignleft" alt="" width="211" height="280" /></a>Mas com o tempo e a popularização da bebida na Europa, novas formas de preparo surgiram e, em sua esteira, os equipamentos e maquinários. Dentre os equipamentos, os <strong>moinhos</strong> tem papel fundamental, pois são os responsáveis pela preparação dos grãos de café para a extração do café (= bebida!).</p>
<p>Comentei no<em> pos</em>t anterior que a <em><strong>essência ou alma</strong></em> do café tem uma série enorme de substâncias formadas e que passam a se expressar mais retumbantemente durante o processo de torra como <strong>açúcares</strong>, <strong>ácidos</strong>, <strong>compostos clorogênico</strong>s e <strong>proteínas</strong>. Cada uma dessas substâncias tem um sabor característico e que pode ser mais ou menos evidente na xícara dependendo de como foi feito a extração. Em geral, numa xícara de café um pouco mais de 97% corresponde à água (incrível não?!), um pouco mais ou um pouco menos dependendo do serviço escolhido, de <em>espresso</em> a <em>French Press</em>. É por isso que a água tem de receber atenção especial para que o resultado na xícara seja sempre delicioso!</p>
<p>Da mesma forma, isso nos leva a pensar como somos sensíveis para perceber e reconhecer sabores! Imagine que 2% a 3% do volume de uma xícara de café contem centenas de substâncias!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1104_versalab3_2.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1104_versalab3_2.jpg',680,1024,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1104_versalab3_2.jpg" class="alignleft" alt="" width="185" height="280" /></a>Os moinhos devem também receber cuidadosa atenção, pois o resultado na xícara também depende de como as partículas ficam depois da moagem. Basicamente, existem dois modelos mais comuns em razão do tipo de mós: moinhos com <strong>mós cônicos</strong> e os com <strong>mós planas </strong>ou <strong>de discos</strong>.</p>
<p>Cada tecnologia tem os seus defensores e aqueles que não são fãs, mas a verdade é que ambos os tipos funcionam bem. É claro que o material que compõe o equipamento tem muita importância, bem como alguns detalhes de tecnologia como ângulos de ataque, distribuição de microlâminas e etecetera e tal.</p>
<p>O resultado final da moagem pode ser aferido através da chamada <strong>Distribuição de Tamanho das Partículas</strong>, que pode ser verificada graficamente, em geral assumindo a forma de uma curva chamada de <strong>Curva de Gauss</strong>, que lembra a &#8220;cacunda&#8221; de um dromendário, isto é, uma área central que se parece com um grande calombo, refletindo a maior quantidade de partículas do grão moído com tamanhos próximos à regulagem feita, enquanto que partículas muito menores e outras muito maiores, em menor quantidade, ficam nas pontas do calombo. Uma moagem pode ser considerada eficiente quando esse calombo tem uma chamada dispersão pequena, ou seja, as pontas não ficam muito distantes do centro dele. E isso tem uma influência bárbara na extração!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1104_versalab3_1.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1104_versalab3_1.JPG',1280,850,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1104_versalab3_1.JPG" class="alignleft" alt="" width="280" height="185" /></a>Ao lembrarmos que a <strong>água</strong> é que irá retirar a <strong>alma</strong>, bem como seus <strong>pecados </strong>e suas <strong>virtudes</strong>, de dentro das <strong>partículas do café</strong> moído, ela acaba usando uma, digamos, lista de prioridades das substâncias a serem retiradas, definida pela propriedade denominada <strong>Solubilidade (em Água, no caso)</strong>: os <strong><em>ácidos</em></strong> são mais <strong>solúveis</strong>, como o <strong>Cítrico</strong> e <strong>Málico</strong>, portanto são extraídos com prioridade, depois os <strong><em>açúcares</em></strong>, aí é a vez das <strong><em>proteínas</em></strong> e, finalmente, os <strong><em>compostos clorogênicos</em></strong>, como a <strong>Cafeína</strong>. É porisso que o café tem bebida mais <strong>amarga</strong> lembrando <strong>jiló</strong>, que é o sabor da <strong>Cafeína </strong>e seus colegas <strong>Clorogênicos</strong>, quando as partículas necessitam um longo tempo de contato com a água.</p>
<p>Quero comentar um pouco sobre o inspiradíssimo moinho <strong>Versalab 3</strong>, que você pode conferir nesta e na foto anterior: ele combina dois tipos de mós!</p>
<p>Os grãos de café, dosados em câmaras específicas para cada recipiente, passam i<strong>nicialmente </strong>por um conjunto de <strong>mós cônicas</strong>, que devido às diferentes velocidades ao longo dos cones cortados  faz o serviço sem causar grande aquecimento, sendo, portanto, ótima solução para ajudar a preservar notas aromáticas e de sabor de maior sensibilidade ao calor. Em seguida, passam pelas <strong>mós planas</strong> (= discos), que finalizam o serviço com um ajuste magnífico da dispersão do tamanho das partículas do grão moído. O resultado é fantástico pela uniformidade que se obtém!</p>
<p>Daí para a extração, pode-se dizer que o sucesso do sabor na xícara está praticamente garantido!</p>
<p>Por ora, somente a <em>high tech</em> <strong>Ateliê do Grão</strong>, em Goiânia, GO, tem este incrível moinho na América Latina em conjunto com uma <strong>Slayer</strong> para <em>espresso</em>.</p>
<p>Pessoal, se vocês quiserem experimentar, vale a viagem!</p>
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