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	<title>The Coffee Traveler &#187; Cultura</title>
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	<description>by Ensei Neto</description>
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		<title>The Coffee Revolution &#8211; 1</title>
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		<pubDate>Sat, 12 May 2012 17:41:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tony Shin. Guarde este nome. Certamente será um dos que receberá muitos holofotes nos próximos anos. Criativo quando o assunto é usar as autovias da internet, ele formou um grupo de trabalho com colegas da faculdade para desenvolver infográficos. Depois de várias discussões, escolheram como tema do primeiro projeto o GRÃO QUE MUDOU O MUNDO, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Tony Shin</strong>.</p>
<p>Guarde este nome. Certamente será um dos que receberá muitos holofotes nos próximos anos. Criativo quando o assunto é usar as autovias da internet, ele formou um grupo de trabalho com colegas da faculdade para desenvolver infográficos.</p>
<p>Depois de várias discussões, escolheram como tema do primeiro projeto o GRÃO QUE MUDOU O MUNDO, sim, nossa semente preferida, o Café. Debruçaram-se sobre telas e teclados (antigamente era mais comum debruçar-se sobre os livros para fazer pesquisas, mas hoje basta &#8220;bater no vidro&#8221; dos tablets), revirarando diversos websites para compor o conteúdo do genial para explicar <strong>COMO O CAFÉ REVOLUCIONOU O MUNDO (How Coffee Revolutionized The World). </strong></p>
<p>Trocamos emails por algumas semanas e deu pra perceber como ele e sua equipe tem um belo e criativo futuro pela frente. Comentei sobre a sempre controversa questão da quantidade de cafeína em cada tipo de extração e bebida (você pode recordar sobre isto aqui: <a href="http://coffeetraveler.net/cafe-mitos-paradigmas-e-dogmas-2/">http://coffeetraveler.net/cafe-mitos-paradigmas-e-dogmas-2/</a> ), porém nada que afetasse o belo trabalho que essa turma fez!</p>
<p>Curtam o link, pois é muito bom!</p>
<p><img src="http://images.onlinembaprograms.org.s3.amazonaws.com/coffee-revolutionized-the-world.gif" alt="" border="0" /></p>
<div id="postembed"></div>
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		<title>COFFEE HUNTERS 2012 &#8211; Projeto #5</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Apr 2012 13:56:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estão abertas as inscrições para o Projeto #5 do Treinamento para Coffee Hunters em 2012! Este é um treinamento que foi desenhado para atender a  uma nova classe de profissionais, chamada de Super Especialistas, e que é estruturado em 2 etapas: A CAMPO e EM LABORATÓRIO. Na etapa A CAMPO, os treinandos visitam duas origens [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estão abertas as inscrições para o <strong>Projeto #5</strong> do <strong>Treinamento para Coffee Hunters</strong> em <strong>2012</strong>!</p>
<p>Este é um treinamento que foi desenhado para atender a  uma nova classe de profissionais, chamada de <strong>Super Especialistas</strong>, e que é estruturado em 2 etapas: <strong>A CAMPO</strong> e <strong>EM LABORATÓRIO</strong>.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_CHunters_P5_front.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_CHunters_P5_front.jpg',600,300,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1204_CHunters_P5_front.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="125" /></a>Na etapa A CAMPO, os treinandos visitam duas origens produtoras para conhecer, identificar e, posteriormente, comparar, os <strong>Elementos de Território</strong> e <strong>Técnicas &amp; Procedimentos</strong> utilizados. São escolhidos alguns lotes de café que apresentam algo que se mostre interessante durante a colheita e o processo de secagem.</p>
<p>O Treinamento recebe o codinome de <strong>Projeto</strong> pelo fato de que os roteiros, ou seja, as localidades que são objeto de estudo, não se repetem. São definidas de acordo com o desenvolvimento dos frutos e elementos climáticos, que são particulares a cada ano. Essa diversidade de origens visitadas em cada Projeto tem proporcionado a criação de um belo acervo de conhecimento, além do encontro de verdadeiros tesouros sensoriais produzidos Brasil afora.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_CHunters_1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_CHunters_1.jpg',576,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1204_CHunters_1.jpg" class="alignleft" alt="" width="187" height="250" /></a>Na etapa EM LABORATÓRIO, com amostras dos lotes escolhidos durante a etapa A CAMPO, são feitas avaliações sensoriais e estudos de torra para identificar e compreender o impacto de cada <strong>Elemento de Território</strong> na xícara. É uma série de estudos muito importantes para aqueles que pretendem utilizar alguns dos lotes no serviço em cafeterias e micro torrefações.</p>
<p>Os trabalhos são centrados na análise sensorial e composição de perfis de torra para cada verificar o desempenho sensorial de cada lote de café nos diferentes serviços.</p>
<p>O modelo adotado para este Treinamento é o <strong>Coaching</strong>, pois o principal objetivo é o de construir uma linha de raciocínio lógico para compreender como cada semente de café pode se expressar numa xícara de café. É por esta razão que o número de vagas é bastante limitado, para que o aproveitamento seja excelente.</p>
<p>Há um processo seletivo para a composição do grupo de treinandos, que se inicia com o envio da Ficha de Inscrição juntamente com um Currículo. É, então, agendada uma entrevista. O Processo Seletivo para o Projeto #5 se encerra no dia 22 de maio, quando serão definidos os participantes.</p>
<p>O Treinamento tem o valor de R$ 4.000,00 (quatro mil reais) e para saber mais sobre a forma de pagamento, além de outras informações e como obter a FICHA DE INSCRIÇÃO, entre em contato conosco através do email <a href="mailto:cafeotech@uol.com.br">cafeotech@uol.com.br</a>  .</p>
<p>Aguardo vocês!</p>
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		<title>Cafeterias da Terceira Onda &#8211; 3rd Wave Coffee Shops</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Apr 2012 01:47:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Lei da Natureza, soberana e inflexível, nos mostra que tudo caminha para a constante evolução. Simples, não? Isso vale para todos as coisas da vida e para as coisas do mercado, inclusive do café. Na longa cadeia que vai da produção da mais incrível das sementes até se transformar numa mágica e saborosa xícara [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>Lei da Natureza</strong>, soberana e inflexível, nos mostra que <strong>tudo caminha para a constante evolução</strong>.</p>
<p>Simples, não?</p>
<p>Isso vale para todos as coisas da vida e para as coisas do mercado, inclusive do café. Na longa cadeia que vai da produção da mais incrível das sementes até se transformar numa mágica e saborosa xícara de café, que vira e mexe inspira revolucionários e suas revoluções, os <strong>Pontos de Serviço</strong> ao Consumidor tem experimentado nos últimos anos grandes mudanças.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_3rdGenCS_AG.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_3rdGenCS_AG.jpg',576,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1204_3rdGenCS_AG.jpg" class="alignleft" alt="" width="187" height="250" /></a>No Brasil as primeiras cafeterias, lojas realmente especializadas nos serviços de café, surgiram no final dos anos 70 com a visionária iniciativa do &#8220;Seu&#8221; <strong>Américo Sato</strong>, na época à frente da torrefação <strong>Café do Ponto</strong>. Um local que servia <em>espresso</em>, uma novidade para a época, além de mostrar que existiam diversas <strong>Origens de Cafés do Brasil</strong>, com folders que davam explicações sobre os locais de produção e como era cada bebida, é um merecido <strong>Caso de Estudos</strong>.</p>
<p>Em seguida, surgiu a primeira grande franquia nacional de cafeterias, o <strong>Frans Café</strong>, que fincou bandeira em diversas capitais e cidades médias do Brasil afora.</p>
<p>Estas são o que chamamos de <strong>Cafeteiras da Primeira Onda</strong>, ou seja, as primeiras que surgiram e cujo modelo tem como referência a força da marca.</p>
<p>No início dos anos 2.000 começaram a florescer as primeiras casas que ficariam posicionadas como as <strong>Cafeterias da Segunda Onda</strong>. Casas que rapidamente conquistaram posição de referência foram o <strong>Suplicy Cafés</strong>, que leva a assinatura do <em>Companheiro de Viagem</em> <strong>Marco Suplicy</strong>, e o <strong>Santo Grão</strong>, de Marco Kerkmeester, em São Paulo, e o <strong>Lucca Café Especiais</strong>, da dedicada Geórgia Franco, em Curitiba, PR. Um dos diferenciais destas casas foi, entre outros, o de incorporar um <strong>Cardápio de Cafés</strong> com cafés de alta qualidade e identificação da origem produtora. Parece inacreditável, mas a verdade é que nas grandes ondas não se sabe de onde vem cada grãozinho de café&#8230;</p>
<p>Usar máquinas e equipamentos de excelentes fornecedores foi outro ponto notável, somada à até então inovadora Torra na Cafeteria, a exemplo do que já vinha acontecendo na América do Norte, principalmente na Costa Oeste, parte do Japão Central e no Norte da Europa. Nomes como <strong>La Marzocco</strong>, <strong>Mahlkonig</strong> e <strong>Bunn</strong> passaram a ser comuns aos olhos e ouvidos dos consumidores brasileiros.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_3rdGenCS_BG.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_3rdGenCS_BG.jpg',914,663,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1204_3rdGenCS_BG.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="181" /></a>Certamente a maior contribuição que essas cafeterias deram foi a de reconhecer uma nova classe de profissional: o <strong>Barista</strong>.</p>
<p>As <strong>Cafeterias da Segunda Onda</strong> se preocuparam em promover treinamento sistematizado de seus baristas e, principalmente, estimulando-os a competirem nos campeonatos de baristas, que é quando um grau de refinamento maior começa a contaminar esse já dinâmico pessoal. A cafeteria de Marco Suplicy é um dos grandes celeiros de baristas campeões paulistas e brasileiros, saindo de trás dos seus balcões exímios profissionais como a <strong>Yara Castanho</strong>, <strong>Bruno Ferreira</strong> e o atual Campeão Brasileiro <strong>Rafael Godoy</strong>.</p>
<p>Graças a essa geração de cafeterias, belos <em>Cappuccinos</em> e <em>Lattès</em>, junto com <em>Ristrettos</em> e <em>Longos</em>, passaram a fazer parte do dia a dia dos <strong>loucos por café</strong>.</p>
<p>Mas, segundo a <strong>Lei da Natureza</strong>, o progresso continua. As organizações tem o seu ciclo de vida, crescendo, expandindo seu território e ao mudar de tamanho acabam também tendo novas aspirações. E é nesse  momento que surgem as <strong>Cafeterias da Terceira Onda</strong>&#8230;</p>
<p>Assim como a famosa <strong>Lei da Informática</strong>, que diz que <em><strong>a capacidade de processamento dos computadores deve dobrar a cada 6 meses</strong></em>, depois de estabelecidos os novos segmentos do café, como num processo caleidoscópico, outros patamares se consolidam, com características inovadoras e serviços inéditos. E assim, tudo passa a acontecer em maior velocidade.</p>
<p>O que se passa atualmente no Brasil com essas novas casas é simplesmente fantástico!</p>
<p>São cafeterias que não apenas se espelham em outras de vanguarda no exterior, mas que (isso mesmo!) servem de referência para outros países. Na realidade, refletem o atual estágio de desenvolvimento do mercado brasileiro. Isso é ótimo!</p>
<p>Equipamentos de vanguarda, de design inspirado, serviços modernos e de muita ciência aplicada, ambientes descontraídos e próprios para se criar experiências sensoriais muito bacanas!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_3rdGenCS_Din.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_3rdGenCS_Din.JPG',634,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1204_3rdGenCS_Din.JPG" class="alignleft" alt="" width="206" height="250" /></a>Em meados de 2010 esse movimento no Brasil começou com a hoje grande referência do segmento, o <strong>Ateliê do Grão</strong>, que tem a assinatura dos <em>Companheiros de Viagem</em> <strong>Rodrigo Ramos</strong> e <strong>Leandro de Lima</strong>, em Goiânia, GO. Máquina de Espresso <strong>Slayer</strong>, que permite controlar o fluxo da água do grupo, criando impensável flexibilidade para a extração do <em>espresso</em>, e o <strong>retrô-lucionário</strong> moinho <strong>Versalab</strong>, que inovou ao incorporar 2 sistemas de mós, resultando num perfil granulométrico totalmente diferente do comum. Apresenta uma seleção de microlotes de café de excepcional qualidade com torra magistral,  além de outros serviços de café como o preparo em <strong>Hario</strong> System com baristas muito bem treinados e focados na excelência do atendimento ao cliente.</p>
<p style="text-align: left;">Apresentar o produtor, a fazenda ou um pequeno sítio e seus cafés, discriminando variedade e o período em que foi colhido, por exemplo, é parte do requinte de transparência do modelo. O foco dessas novas casas é o de apresentar o produtor e os seus lotes de café como os verdadeiros atores principais, sendo assim o depuramento e evolução do que as cafeterias da Segunda Onda fazem.</p>
<p>A segunda cafeteria que segue o mesmo modelo é o <strong>Bistrô do Grão</strong>, em Joinvile, SC, com o duo <strong>Slayer-Versalab</strong> em Amarelo Ferrari como pode ser visto na segunda foto, que iniciou operações neste mês de abril. E outras com esse mesmo modelo iniciam atividades em breve!</p>
<p>Em São Paulo, a cafeteria <strong>Coffee Lab</strong> da Isabela Raposeiras faz parte dessa Terceira Onda também.</p>
<p>Agora, como sugestão para quem vai a sempre cativante <strong>Portland</strong>, OR, é obrigatória visita ao <strong>Ristretto Roasters</strong>, do grande <em>Companheiro de Viagem</em> <strong>Din Johnson</strong>.Din começou com uma pequena operação na <strong>3908 North Williams Avenue</strong>, onde também torrava o café à vista dos seus clientes. Ah, e verdade seja dita, o Ristretto tem a cara e espírito do Din, muito elegante e criativo!</p>
<p>A segunda casa fica na <strong>3520 NE 42nd Avenue</strong>, muito charmosa, mas a terceira, que fica na <strong>2181 NW Nicolai Street</strong>, é simplesmente incrível e inovadora!</p>
<p>Veja o vídeo e, se puder, confira pessoalmente  visitando o local!</p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/40413511" width="500" height="331" frameborder="0" webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowFullScreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Impostos, Incentivos e Carros Novos</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Mar 2012 15:05:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Que a carga de impostos que incide em tudo que compramos no Brasil é grande, não é novidade para ninguém. Alta carga tributária em geral é reflexo de modelo econômico onde a presença do Estado (leia-se Governo) é muito grande, exigindo sempre mais recursos financeiros para se manter. Era isso exatamente o que ocorria no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Que a carga de impostos que incide em tudo que compramos no Brasil é grande, não é novidade para ninguém. Alta carga tributária em geral é reflexo de modelo econômico onde a presença do Estado (leia-se Governo) é muito grande, exigindo sempre mais recursos financeiros para se manter. Era isso exatamente o que ocorria no período medieval e que foi causa de tantas insurreições na Europa.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1203_Tributos_1.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1203_Tributos_1.JPG',1024,721,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1203_Tributos_1.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="176" /></a>Há, ainda, um grande emaranhado de <strong>Tributos</strong> que pululam na esfera Federal, na Estadual e chega na Municipal.</p>
<p>No entanto, há momentos em que o Governo decide promover <strong>Incentivos Fiscais</strong>, quando oferece uma boa contrapartida ao contribuinte para que um determinado setor possa ter seu movimento reaquecido. É o que aconteceu recentemente, via Governo Federal, com a diminuição de impostos para veículos e geladeiras. Bom para o consumidor, que acaba pagando menos pelo mesmo produto, bom para a economia em geral, que continua girando.</p>
<p>As sementes do café tem um caminho bastante longo desde que saem da fazenda até chegar à uma xícara de um ávido consumidor, passando por diferentes etapas da cadeia comercial: do cafeicultor pode passar por um exportador, daí para uma indústria (micro ou grande, não importa) e chega ao consumidor via supermercado ou uma cafeteria. Pode ser que passe por etapas intermediárias como armazéns, que estocam o café cru beneficiado até o momento em que o produtor resolve vender a um exportador ou diretamente a uma torrefação.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1203_Tributos_2.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1203_Tributos_2.jpg',800,542,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1203_Tributos_2.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="169" /></a>O tratamento que as cooperativas de café tem perante o sistema de tributos federais e estaduais é bastante diferente, muitos deles vindo da <strong>Lei das Cooperativas (Lei Nr. 5764, de 16 de Dezembro de 1971)</strong>. Uma das práticas é o fato de que ao colocar o seu café no armazém de uma cooperativa em geral esta operação é considerada como de  &#8221;Compra e Venda&#8221; entre ambos. Como previsto no <strong>Artigo 83</strong>, o produtor &#8220;outorga a esta (a cooperativa) plenos poderes para a sua livre disposição&#8230; salvo se, tendo em vista os usos e costumes relativos à comercialização de determinados produtos, sendo de interesse do produtor, os estatutos dispuserem de outro modo.&#8221;</p>
<p>Pela legislação de cada Estado, é normal que uma operação comercial gere o <strong>ICMS &#8211; Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços</strong>, que é sempre destacado na Nota Fiscal e que acompanha, digamos assim, a mercadoria até chegar ao consumidor ou na exportação. Em Minas Gerais, Estado que tem o maior parque cafeeiro e é responsável pela maior parte da produção do Brasil, o <strong>ICMS incidente</strong> é de <strong>3,6% sobre o valor da saca de café</strong>. Ao entregar um lote de café na cooperativa, o produtor transfere esse valor correspondente à incidência do ICMS. O que não é pouco, tendo-se em vista os valores que o café cru alcançou nos últimos anos.</p>
<p>O Governo de Minas Gerais resolveu dar um belo Incentivo Fiscal aos cafeicultores ao permitir que o valor correspondente ao ICMS arrecadado pudesse ser utilizado na aquisição de bens, como veículos novos.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_Logo_Coocacer012.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_Logo_Coocacer012.jpg',1280,885,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/Logo_Coocacer012.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="172" /></a>Nesse meio tempo, uma cooperativa, que já vinha se preparando para cenários de grande competitividade, resolveu colocar em prática esse incentivo. Localizada em Araguari, MG, a <strong>Coocacer Araguari</strong>, como é conhecida a Cooperativa de Produção dos Cafeicultores do Cerrado de Araguari, passou a destacar em seu Balanço Financeiro todo o ICMS transferido do cafeicultor para ela, que, depois de apurado, torna-se <strong>Valor a Recuperar</strong> para o produtor associado. É dessa forma que ele pode recuperar o valor do seu café que havia se transformado em imposto na forma de um bem. No caso, a escolha ficou com veículos novos.</p>
<p>Foi surpreendente ver mais de 35 cafeicultores cooperados da <strong>Coocacer Araguari</strong> receberem veículos zero km, desde pick ups pequenas até cavalos mecânicos de mais de R$ 200 mil (confira nas fotos a grande frota entregue)!</p>
<p>O incentivo dado pelo governo foi para que as vendas sejam feitas sempre legalmente, ou seja, com notas fiscais, mas a atuação da Coocacer Araguari foi decisiva para transformar o suado trabalho do produtor em uma forma de atualizar sua frota de trabalho!</p>
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		<title>Chá Não é só para Doente: Os Sabores da Camelia sinensis</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Mar 2012 02:50:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Algumas profissões tem nomes, digamos, bem fundamentados e, portanto, consagrados, como o de Cozinheiro e o de Engenheiro. No entanto, outras mais modernas, acabam sendo formadas na língua portuguesa no Brasil aproveitando-se os nomes originais em outras línguas ou quando, simplesmente, são usadas diretamente. É o caso de Barista e Sommelier. São estas duas palavras [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Algumas profissões tem nomes, digamos, bem fundamentados e, portanto, consagrados, como o de <strong>Cozinheiro</strong> e o de <strong>Engenheiro</strong>. No entanto, outras mais modernas, acabam sendo formadas na língua portuguesa no Brasil aproveitando-se os nomes originais em outras línguas ou quando, simplesmente, são usadas diretamente. É o caso de <strong>Barista</strong> e <strong>Sommelier</strong>. São estas duas palavras tão difundidas em todo o mundo que não receberam qualquer adaptação, sendo assim faladas e escritas em muitas línguas.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1203_DiagLiqud_CarlaS1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1203_DiagLiqud_CarlaS1.jpg',653,1024,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1203_DiagLiqud_CarlaS1.jpg" class="alignleft" alt="" width="159" height="250" /></a>Com as transformações cada vez mais rápidas e intensas no Mundo, assim como algumas profissões ficam relegadas ao passado, outras surgem na esteira dos novos mercados. Países jovens, como é o caso dos que estão no chamado Novo Mundo, tiveram influência cultural da Europa, seja pelos portugueses e espanhóis, seja pelos ingleses e holandeses. Isso explica em boa parte o porque de alguns usos e costumes em cada região.</p>
<p>Por exemplo, é muito comum no Brasil se associar o ato de  tomar sopa ou beber chá com uma pessoa doente!</p>
<p>Num país tropical como o nosso, beber infusões ainda quentes é sinônimo de &#8220;santo remédio&#8221;&#8230; sendo uma rara exceção o <strong>Cafezinho</strong>, que para o brasileiro é heresia tomar se não estiver &#8220;pelando&#8221; de quente.</p>
<p>Treze anos atrás uma gaúcha espivetada resolveu abrir aquela que seria a primeira loja especializada em chás de alta qualidade no Brasil. A <em>Companheira de Viagem</em> <strong>Carla Saueressig</strong>, num projeto de fé fervorosa, aproveitando sua ascendência germânica e a rica educação sensorial que seus pais lhe repassaram, resolveu apresentar uma proposta de trabalho a uma das mais prestigiadas casas comercializadoras de chá da Europa: a <strong>Tee Gschwendner</strong>. Conversa boa, trato feito!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1203_DiagLiq_Gyokuro.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1203_DiagLiq_Gyokuro.JPG',1024,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1203_DiagLiq_Gyokuro.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="187" /></a>Instalou-se num pequeno espaço no Shopping Iguatemi, em São Paulo, pois era esse o local onde certamente encontraria pessoas que entenderiam sua proposta inovadora de trabalho. Foi nessa época que a conheci.</p>
<p>O seu espírito aventureiro e curioso fez com que se aprofundasse no estudo dos chás, aprendendo a <strong>degustar</strong>, <strong>avaliar</strong> e, principalmente, <strong>compreender</strong> os diferentes processos de produção, além do que cada <strong>território</strong> pode oferecer. Estudar, se aperfeiçoar na degustação e avaliação são atividades que fazem parte do seu dia a dia também.</p>
<p>A Carla certamente é a grande <strong>Especialista em Chás</strong> no Brasil nos dias de hoje. Ou seria <strong>Cha-rista</strong>, porque sabe preparar chás como ninguém? Ou, ainda, como um amigo em comum sugeriu, seria ela <strong>Tea-óloga</strong>?</p>
<p>Bem essa é uma questão que somente o tempo irá resolver&#8230; Gostaria agora de compartilhar algumas experiências sensoriais que a Carla preparou para mim.</p>
<p>Na foto acima tem uma xícara com uma infusão do espetacular <strong>Chá Verde</strong> japonês <strong>Gyukuro Nozomi</strong>.Produzido na Província de Aichi, no meio do caminho entre Tokyo e Kyoto (rota conhecida no Japão Feudal como o <strong>O Caminho de Tokkaido</strong>), a cerca de 700 m de altitude, suas tenras folhas (sempre as terceiras de cada ramo, contadas a partir da ponta) são colhidas quando as plantas da <em>Camelia sinensis</em> se encontram a plena atividade depois do rigoroso inverno. O detalhe para a produção deste raro chá fica por conta do uso de invólucros que estimulam a formação de clorofila adicional nas folhas, simulando um processo de quase sombreamento. O resultado: um chá de aroma intenso com notas a baunilha, que se repetem na bebida adocicada e extremamente macia!</p>
<p>Este é um caso em que as características de território são reforçadas pela mão do homem, que foi sábio!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1203_DiagLiqd_ch__s.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1203_DiagLiqd_ch__s.JPG',800,600,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1203_DiagLiqd_ch__s.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="187" /></a>Nesta foto ao lado se vêem duas xícaras feitas de um único chá. É um <strong>Oolong</strong> produzido em Taiwan, em estupendos 1.200 m de altitude!</p>
<p>Segundo Carla, Taiwan é produtora de excepcionais Oolongs, grande parte destinando-se ao sofisticado mercado japonês (como curiosidade, os japoneses pronunciam <strong>O-ROONGU CHA</strong>). Recebem esta classificação folhas que sofreram um processo de fermentação estimulado por impactos com bastões. A ruptura dos tecidos vegetais são prato cheio para reações enzimáticas. O controle é feito unicamente pela sensibilidade dos Mestres de Fermentação; notas de aromas e sabor elegantemente frutados como pêssego são o resultado deste processo.</p>
<p>Presente valioso do amigo <strong>Chen Chia-Chun</strong>, este foi o chá vencedor de um concurso de qualidade. Suas folhas são enroladas em espiral, diferente dos <strong>Oolong Dragon Ball</strong>, que se assemelham a bolinhas. Carla preparou duas infusões diferentes para ver qual seria a mais indicada. Na xícara da direita a infusão foi de 2 minutos, enquanto que na da esquerda, 3 minutos, conferido pela tonalidade mais escura como caramelo.</p>
<p>O que impressionou quando colocamos o Nariz à prova foi a sensação de &#8220;maresia&#8221;, principalmente na infusão mais longa, considerada a mais apropriada para este chá!</p>
<p>Foi quando a Carla comentou que esta é uma nota de aroma que eventualmente está presente em excepcionais Oolongs produzidos em Taiwan, pequena ilha com topografia muito diversificada. Ou seja, o Território, a partir de suas condições geográficas, se expressou de forma fantástica nesta xícara!</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Dia Internacional da Mulher&#8230; Com Café!</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Mar 2012 04:20:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ah, o que seria do café sem essas mulheres tão incríveis? Ficaríamos todos desamparados, como um Cappuccino sem Leite! A História dos Cafés do Brasil teve um início romanceado com a participação da Madame D&#8217;Orvilliers, que ofereceu mudas de cafeeiro para o galanteador sargento Mello Palheta, que as trouxe para o Pará, de onde esta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ah, o que seria do café sem essas mulheres tão incríveis?</p>
<p>Ficaríamos todos desamparados, como um <em>Cappuccino</em> sem Leite!</p>
<p>A História dos Cafés do Brasil teve um início romanceado com a participação da <strong>Madame D&#8217;Orvilliers</strong>, que ofereceu mudas de cafeeiro para o galanteador sargento Mello Palheta, que as trouxe para o Pará, de onde esta planta se disseminou por diversos Estados.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1303_Mulheres_mosaico.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1303_Mulheres_mosaico.jpg',2765,1382,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1303_Mulheres_mosaico.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="124" /></a>A Cafeicultura ficou como algo exclusivo do mundo masculino, à exceção dos tempos de colheita, quando as mulheres recolhiam delicadamente os rubros frutos.</p>
<p>O tempo passou, o mundo mudou e o que era doce se acabou&#8230; Bem, não foi assim, ainda bem!</p>
<p>As mulheres passaram a ter maior presença onde apenas os homens se sobressaíam ou simplesmente comandavam. Assim como houve a &#8220;Revolução Feminina&#8221; na Europa para que também pudessem as mulheres apreciar o <strong>Negro Vinho</strong>, a Cafeicultura em todos os seus setores experimentou a entrada dessas doces revolucionárias&#8230;</p>
<p>Mulheres na lida das fazendas vem se tornando cada vez mais comum, assim como muitas lideranças que alternam seus momentos de &#8220;botina de bico sujo de terra&#8221; com os de &#8220;sapato de salto alto&#8221;. Propriedades onde as mulheres tem o comando tem apresentando espetacular consistência nos resultados colheita após colheita. Talvez o cuidado e carinho que o espírito masculino sempre com altas doses de adrenalina e centrado em desempenho acaba não dispensando aos detalhes seja o diferencial do feminino. Como diz uma grande amiga e <em>Companheira de Viagem</em>, o toque feminino acaba dando um colorido especial nas coisas.</p>
<p>Baristas (sim, no Brasil elas são a esmagadora maioria), agrônomas, mas, também, superespecialistas Coffee Hunters e Juízas Certificadas Q Graders (pelo CQI &#8211; Coffee Quality Institute) são os novos terrenos onde as mulheres estão marcando presença.</p>
<p>E verdade seja dita: é impossível pensar no Mundo do Café sem as Mulheres&#8230;</p>
<p>Por isso, Vivas! Com Excelentes Cafés!</p>
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		<title>O Que Fizeram Com Minha Teleobjetiva da Nikon?!</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Feb 2012 01:58:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não faz muito tempo que as máquinas fotográficas de película, as tais que usavam filmes de 35mm, eram a mídia dominante (ou será que faz?). Boa parte do pessoal que conhece o psicodélico Batman com Adam West e assistiu ao impagável Perdidos no Espaço (Lost in Space) teve uma câmera Kodak Rio 400 antes de subir degraus [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não faz muito tempo que as máquinas fotográficas de película, as tais que usavam filmes de 35mm, eram a mídia dominante (ou será que faz?).</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_nikon_lens_mugs_ede4.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_nikon_lens_mugs_ede4.jpg',3000,2000,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/nikon_lens_mugs_ede4.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="166" /></a>Boa parte do pessoal que conhece o psicodélico <strong>Batman</strong> com <strong>Adam West</strong> e assistiu ao impagável <strong>Perdidos no Espaço</strong> (Lost in Space) teve uma câmera <strong>Kodak Rio 400</strong> antes de subir degraus e partir para as tão sonhadas <strong>SLR</strong>. Neste grupo, marcas como as nipônicas <strong>Nikon</strong> e <strong>Mamiya</strong> eram verdadeiros sonhos de consumo.</p>
<p>A Nikon sempre foi referência devido às suas fantásticas lentes e as lendárias câmeras <strong>Série</strong> <strong>F</strong>. Eu tive a felicidade de ter uma <strong>F3</strong>, que foi a primeira máquina fotográfica dessa marca usando elevado grau de eletrônica embarcada (para a época, é claro!) no início de 1980. Além do robusto corpo em aço inox cirúrgico e impecável acabamento, aquelas câmeras brilhavam com a impressionante variedade de lentes intercambiáveis. Por exemplo, eu ainda tenho uma com estupenda luminosidade de <strong>F1.2</strong> (!). Os iniciados saberão o que este número significa&#8230;</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_nikon_lens_mugs1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_nikon_lens_mugs1.jpg',3103,2069,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/nikon_lens_mugs1.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="166" /></a>Como seria esperado, a Nikon lançou uma série de lentes de grande amplitude, como as <strong>70-200 mm</strong>, consideradas levemente acima do padrão normal (= <strong>50 mm</strong>, que se assemelha ao ângulo de visão humana) a algo como &#8220;meia&#8221; teleobjetiva. Hoje este tipo de lente é bastante difundida entre profissionais e amadores avançados com as modernas câmeras digitais.</p>
<p>Bem, toda essa memória foi resgatada quando visitei o muito recomendável <em>website</em> de compras de material para os &#8220;loucos&#8221; por fotografia <strong>The Photojojo</strong> (www.photojojo.com). Lá é possível encontrar coisas interessantíssimas para os que são apaixonados por fotografia e tem um iPhone S4 com companheiro inseparável.</p>
<p>Lá estava esta réplica de uma lente Nikon 70-200 mm que é nada mais, nada menos, que uma caneca térmica!</p>
<p>E dá-lhe café!</p>
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		<title>Educação Sensorial em São Paulo, SP: Programe-se!</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Feb 2012 02:41:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há poucos semanas atrás a revista Veja publicou uma extensa reportagem sobre a grande arma que a China está preparando para dominar o mundo: compartilhar Conhecimento às de hoje e futuras gerações! Quando observamos na História como os diversos povos exerciam o seu domínio, aqueles que se mantiveram mais longevos sempre se caracterizavam pelo elevado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há poucos semanas atrás a revista Veja publicou uma extensa reportagem sobre a grande arma que a China está preparando para dominar o mundo: compartilhar Conhecimento às de hoje e futuras gerações!</p>
<p>Quando observamos na História como os diversos povos exerciam o seu domínio, aqueles que se mantiveram mais longevos sempre se caracterizavam pelo elevado grau de conhecimento e domínio de tecnologia. A força bruta vencia muitas vezes, porém não era num quadro de longo tempo.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1202_Knowledge_a.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1202_Knowledge_a.jpg',519,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1202_Knowledge_a.jpg" class="alignleft" alt="" width="168" height="250" /></a> Nos dias de hoje está ainda mais claro que povos com maior domínio técnico e científico mantém supremacia sobre os outros que apenas copiam ou simplesmente fazem a manufatura de um produto desenhado num outro país. Fabricar deixou de dar <strong>status</strong> de poder, pois transferir uma linha de produção de uma para oura parte do mundo se tornou muito mais fácil. Um exemplo disso é a rota de volta de diversas indústrias norte-americanas que mantém plantas em solo chinês e planejam reativar linhas de produção que estampem o selo <strong>Made in USA</strong>.</p>
<p>No comércio é o domínio técnico-científico que determina o lado que ditará regras e imporá condições nas transações. E no mercado do café é muito nítido este quadro!</p>
<p>Em geral os cafeicultores possuem bom conhecimento técnico, empregam tecnologias modernas e tem acesso a um excelente banco de profissionais de campo que tem auxiliado na crescente produtividade da cafeicultura brasileira. Empresas dos diversos segmentos apresentam todos os anos inovações em agroquímicos, bem como nos novos modelos de máquinas e implementos. No entanto, a grande maioria dos produtores não tem sequer noção dos lotes de café que estão produzindo, atendo-se muitas vezes apenas ao tamanho dos grãos, como se o atributo Tamanho fosse Documento&#8230;</p>
<p>Uma das grandes revoluções que a poderosa e inspiradora Federación de Cafeteros da Colômbia promoveu foi o de tentar instruir cada produtor quanto às questões de qualidade na lavoura e secagem e, principalmente, ensinar a provar os cafés produzidos. Os produtores de vinho se elevaram a uma classe especial porque praticamente todos sabem provar seu produto e, dessa forma, descrevê-lo perfeitamente aos seus potenciais clientes. E os cafeicultores brasileiros e profissionais de todos os segmentos devem seguir o mesmo caminho!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1202_Knowledge_b.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1202_Knowledge_b.JPG',800,452,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1202_Knowledge_b.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="141" /></a>Os novos cursos de <strong>Educação Sensorial</strong> que estamos introduzindo em São Paulo através do <strong>CPC &#8211; Centro de Preparação de Café</strong> do <strong>Sindicafé de São Paulo</strong> procuram abrir um pouco do maravilhoso universo dos sentidos. Mantendo no café o foco principal, modernas técnicas de degustação permitem que cada pessoa possa ter um autoconhecimento refinado, pois somente a correta <strong>Interpretação Sensorial</strong> de cada produto provado dá sentido crítico a que ponto o que se bebeu ou comeu é agradável. Ou seja, saber interpretar suas sensações abre novas perspectivas sobre como melhor trabalhar a riqueza de aromas e sabores do café!</p>
<p>Complementando o curso de <strong>Educação Sensorial com Metodologia SCAA</strong> <strong> (SCAA &#8211; Specialty Coffee Association of America)</strong>, da qual participei como membro do Comitê de Normas Técnicas por 7 anos, temos o de <strong>Ciência da Torra do Café</strong>, que tem um foco científico profundo e que explora o universo físico e químico desse incrível grãozinho!</p>
<p>Para que você possa se programar, estas são as datas para <strong>2012</strong>:</p>
<p><strong>1. EDUCAÇÃO SENSORIAL com Metodologia SCAA de Avaliação de Café</strong></p>
<p>a) De 28 de Fevereiro a 02 de Março;</p>
<p>b) De 22 a 25 de Maio; e</p>
<p>c) De 18 a 21 de Setembro.</p>
<p><strong>2. Ciência da Torra do Café</strong></p>
<p>a) De 13 a 16 de Março;</p>
<p>b) De 28 a 31 de Agosto; e</p>
<p>c) De 13 a 16 de Novembro.</p>
<p>O <strong>Centro de Preparação de Café</strong> fica na Praça Dom José Gaspar, 30 &#8211; 22. andar, Edifício Tomas Edison, Centro, São Paulo.</p>
<p>Maiores informações podem ser obtidas pelo telefone<strong> 11-3258-7443</strong> e pelo email <strong>cpcsp@sindicafesp.com.br </strong></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Cup Shock: Cafés do Brasil são Surpreendentes!</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Feb 2012 02:35:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agronomica]]></category>
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		<description><![CDATA[Você já assistiu ao filme Bottle Shock, que no Brasil saiu com o nome de O Julgamento de Paris? Lançado em 2010, este belo filme dirigido por Randall Miller conta a impensável história de um sommelier britânico radicado em Paris que resolve agitar o mundo dos vinhos ao viajar à América em busca de novos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você já assistiu ao filme <strong>Bottle Shock</strong>, que no Brasil saiu com o nome de <strong>O Julgamento de Paris</strong>?</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1202_BottleShck_1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1202_BottleShck_1.jpg',422,600,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1202_BottleShck_1.jpg" class="alignleft" alt="" width="175" height="250" /></a>Lançado em 2010, este belo filme dirigido por <strong>Randall Miller</strong> conta a impensável história de um <em>sommelier</em> britânico radicado em Paris que resolve agitar o mundo dos vinhos ao viajar à América em busca de novos sabores e emoções.</p>
<p>Em 1976, <strong>Steven Spurrier</strong>, personificado pelo sempre impecável <strong>Alan Rickman</strong>, segue para o <strong>Napa Valley</strong>, CA, USA, para conhecer as vinícolas da primeira origem do que seria conhecido como <strong>Novo Mundo</strong> num puro projeto de garimpagem. Encontra a família <strong>Barrett</strong>, proprietária do hoje místico <strong>Chateau Montelena</strong>, e com o jovem <strong>Bo</strong>, vivido por <strong>Chris Pine</strong>, e seus inseparáveis amigos <strong>Gustavo</strong> (<strong>Freddy Rodriguez</strong>), um filho de imigrantes mexicanos e enólogo autodidata, e a bela <strong>Sam</strong> (<strong>Rachel Taylor</strong>), andam por toda a região.</p>
<p>Feita a seleção das melhores garrafas, Steven retornou a Paris, onde organizou o que seria a mais famosa degustação comparativa entre vinhos dos dois mundos: o<strong> Clássico Francês</strong> versus o <strong>Caipira Californiano</strong>.</p>
<p>Grandes enólogos e sommeliers, acompanhados avidamente por importantes jornalistas, provaram às cegas e deram o seu veredito. E que acabou surpreendendo aos próprios juízes!</p>
<p>Belíssima fotografia, grandes elenco e uma trilha sonora embalada por deliciosas canções do <strong>The Doobie Brothers</strong>. Veja o trailer oficial através do link abaixo:</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=DYs0kblXToA">Bottle Shock Movie Trailer</a></p>
<p>Há uma grande mensagem passada por este filme  e que se presta muito bem aos cafeicultores do Brasil: assim como os vitivinicultores californianos, considerados rudes pelos franceses, muitos lotes simplesmente fantásticos tem sido produzidos em nosso país desde sempre!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_P1140506.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_P1140506.JPG',800,515,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/P1140506.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="160" /></a>  Alguns paralelos podem ser feitos com o nosso povo do café e os produtores de vinho do filme: há uma busca incessante em buscar o melhor na produção, apesar do certo ceticismo em relação à qualidade do que se produz.</p>
<p>Isto acontece com muita frequência por aqui, pois raros são os produtores que decidiram conhecer a fundo o que estão produzindo.</p>
<p>Nossos cafeicultores são competentes ao fazer as árvores produzirem frutos aos borbotões, mas cometem falhas que se mostram fatais no quesito qualidade no momento da colheita e da secagem. Quando, muitas vezes apenas guiados pela intuição ou por pura sorte conseguem ultrapassar essa fase, esbarram numa comercialização que em geral se parece como impenetráveis muralhas.</p>
<p>Pessoas como o personagem Gustavo, que procurou estudar a fundo a bebida, sua produção, conceitos técnicos e, principalmente, aprender a degustar, devem se multiplicar também na cafeicultura. No caso do café, nem sempre o tamanho das sementes, conhecido como &#8220;peneira&#8221;,  é sinal de que o lote tem excelente bebida. Portanto, aprender a degustar e saber como o seu café bebe é parte do ofício do novo cafeicultor.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_904_Ristretto_offers.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_904_Ristretto_offers.JPG',1024,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/904_Ristretto_offers.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="187" /></a><strong>Conhecimento</strong> é o que define o domínio do jogo comercial.</p>
<p>Quando o nível de conhecimento é semelhante, existe equilíbrio e, em geral, a comercialização segue um rumo saudável. Quando o desequilíbrio acontece, quase sempre pendendo para o lado de quem compra, o saldo pode ser amargo para o produtor.</p>
<p>Não há outra saída: aprender, treinar e, assim, conhecer cada lote de café produzido. Degustar é manter diálogo com a bebida, conhecer seus deliciosos segredos ou mesmo seus defeitos e problemas que podem macular o lote. Só assim o cafeicultor pode realmente chamar cada lote de &#8220;seu filhote&#8221;!</p>
<p>Se você assistiu ao filme, vai entender porque o <strong>Cup Shock</strong> ( ou o <strong>Choque das Xícaras</strong>!) chegou aos <strong>Cafés do Brasil</strong>: veja nesta foto a tabela de preços de cafés de uma cafeteria referência em Portland, OR. Sim, é justamente um café brasileiro o mais caro da lista entre tantos outros mais famosos!</p>
<p>E que seus aromas e sabores justificaram plenamente o seu valor, reconhecidos por <strong>Mr. Spurrier</strong>s<strong> do Café</strong> de diversos países!</p>
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		<title>&#8220;Americano&#8221; ou Carioca?</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 01:44:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Primavera de 2005 (no Hemisfério Norte) e a cidade, Seattle, WA, USA. A agitação entre Coffee Geeks, Baristas e Coffee Experts de plantão era devido ao lançamento da <strong>Clover</strong>, que combina de forma surpreendente conceitos como tempo de contato, temperatura da água de extração, extração à vácuo e até um rodinho de borracha (como os que os flanelinhas usam nos semáforos para limpar os parabrisas dos carros&#8230;) com uma máquina de belo <em>design</em>.</p>
<p>Slogans que os geeks da Clover estampavam nas camisetas que vestiam, bem como nos bottoms, eram <strong>&#8220;I HATE AMERICANO&#8221; </strong>e <strong>&#8220;STUPID AMERICANO&#8221;</strong>.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Americano_a.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Americano_a.JPG',800,529,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1201_Americano_a.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="165" /></a>Muitos brasileiros se perguntavam: &#8220;Esses caras se auto destestam?!&#8221;. Não!!!</p>
<p>Não é briga entre<em><strong> yanquees</strong></em>, até porque quem nasce nos <strong>USA</strong> é <strong><em>American</em></strong>&#8230;</p>
<p>Na verdade, <strong>Americano</strong> é o <em>espresso</em> diluído com água após a extração normal, cujo parente próximo no Brasil é o <strong>Carioca</strong>.</p>
<p>O surgimento desta variação do <em>espresso</em> tem uma razão científica: como um maravilhoso equipamento de avaliação sensorial, o ser humano tem sua sensibilidade (= acuidade) diretamente relacionada com a quantidade de sensores (sejam olfativos, sejam gustativos) que vem de &#8220;fábrica&#8221;. É por isso que ninguém tem uma língua idêntica, assim como acontece com a íris e as impressões digitais.</p>
<p>Estatísticamente, <strong>25%</strong> da população humana tem uma alta densidade de papilas gustativas (independente de sua, digamos, &#8220;configuração de fábrica&#8221;), ficando acima da média (mais do que <strong>40 papilas fungiformes</strong> por unidade de área). Muito dessas pessoas, devido à essa grande sensibilidade, acabam se tornando profissionais de degustação das mais diferentes áreas.</p>
<p>Metade da população tem uma quantidade de papilas que permite reconhecer e quantificar a intensidade de diversos estímulos gustativos. É o pessoal que &#8220;salva&#8221; a indústria de alimentos e bebidas, pois identificam produtos de diferentes empresas!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Americano_d.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Americano_d.JPG',900,675,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1201_Americano_d.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="187" /></a>Finalmente, os <strong>25%</strong> restante tem uma densidade baixa de papilas fungiformes, que não se importam tanto com o que bebem ou comem, ou necessitam de produtos mais concentrados para perceber as diferenças sensoriais.</p>
<p>Por outro lado, conforme envelhecemos, a quantidade de nossos sensores gustativos e olfativos diminuem devido à menor capacidade de reposição que o nosso corpo apresenta com o tempo. Se cuidados não forem tomados desde cedo, podemos chegar à idade avançada sem a maravilhosa capacidade de sentir as sutilezas dos aromas e sabores, a não ser que tudo esteja mais concentrado. É comum observarmos que as pessoas com mais idade começam a preferir alimentos e bebidas com mais intensidade de aromas e sabores.</p>
<p>Fora a Itália, onde o <em>espresso</em> faz parte da cultura no consumo do café, nos outros países há uma tendência deste serviço corresponder entre 8% e 12% do total (há um interessante estudo feito pela NCA e sua congênere européia sobre este assunto).</p>
<p>Não é da natureza humana consumir alimentos e bebidas muito concentradas. Observe a crescente oferta de produtos que são versões menos concentradas das originais.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Americano_c.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Americano_c.JPG',800,600,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1201_Americano_c.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="187" /></a>Observe esta foto de um porta-filtro aberto (= <strong>Naked Porta Filter</strong>).</p>
<p>As gotas parecem mais diluidas, com aspecto mais aguado em relação à foto ao alto, que é de um típico <em>espresso</em> (e que belo tigrado, não?!). Esta extração foi feita na <strong>Slayer</strong> do <strong>Ateliê do Grão</strong>, de Goiânia, GO, que permite prolongar a pré-infusão como você preferir. Por sugestão do <em>Companheiro de Viagem</em> <strong>Rodrigo Menezes</strong>, fizemos experiências com o tempo de pré infusão e a compactação do pó no porta filtro. Detalhe, o moinho empregado foi o Versalab, que possui um sistema de moagem sequencial com diferentes modalidades (primeiro mós cônicas, depois, mós planas ou discos), que possibilita um perfil de granulometria bastante distinto dos moinhos normais.</p>
<p>Compactado, o resultado, ao se lançar mão de grãos do fantástico <strong>Lote #66</strong> da <strong>Fazenda Chapadão de Ferro</strong>, de <strong>Ruvaldo Delarisse</strong>, finalista do <strong>Concurso de Qualidade de Café de Minas Gerais 2011</strong>,  é um <em>espresso</em> simplesmente esplêndido!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Americano_b.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Americano_b.jpg',576,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1201_Americano_b.jpg" class="alignleft" alt="" width="187" height="250" /></a>Na preparação de um Americano (ou seria um Carioca?!) não há necessidade de ser feita a compactação. Manteve-se apenas a dose de pó moído no porta filtro. A infusão foi longa, seguida da extração propriamente dita.</p>
<p>O resultado: um espresso ao estilo <strong><em>American</em> Americano</strong> ou <strong><em>Brasileiro</em> Carioca</strong>!</p>
<p>A bebida lembra o que se obtem numa French Press, pois a presença dos óleos fica bem caracterizada, apesar de ainda estar relativamente concentrada. Vale a experiência.</p>
<p>E um recado final: não se acanhe, peça sempre o café na forma que você gosta mais. Gosto é opção pessoal e, como foi explicado, cada pessoa tem uma percepção diferente!</p>
<p>Mas, não deixe de experimentar, sempre. Nunca é demais procurar desvendar o maravilhoso mundos dos aromas e sabores!</p>
<p>É possível julgar um serviço ou uma bebida somente a partir depois de adquirir um bom conjunto de experiências. Experimentar, aprender, comparar e se deliciar.</p>
<p>&nbsp;</p>
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