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	<title>The Coffee Traveler &#187; Gastronomia</title>
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	<description>by Ensei Neto</description>
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		<title>Por que Blend? &#8211; 2</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Jan 2012 01:38:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Blend significa Mistura. Em espanhol é Mescla. Não vivemos num mundo monocromático. Ainda bem! A sensação mais estimulada sem dúvida é a visual, certamente como uma obra divina, pois o homem naturalmente busca um sentido estético em tudo. Observe este belo conjunto de sushis executado pelo sempre inspirado e rigoroso Companheiro de Viagem Cristiano Machado do Bonsai. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Blend</strong> significa<strong> Mistura</strong>. Em espanhol é <strong>Mescla</strong>.</p>
<p>Não vivemos num mundo monocromático. Ainda bem!</p>
<p>A sensação mais estimulada sem dúvida é a visual, certamente como uma obra divina, pois o homem naturalmente busca um sentido estético em tudo.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Blends2_sushi_1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Blends2_sushi_1.jpg',800,562,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1201_Blends2_sushi_1.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="175" /></a>Observe este belo conjunto de sushis executado pelo sempre inspirado e rigoroso <em>Companheiro de Viagem</em> <strong>Cristiano Machado</strong> do <strong>Bonsai</strong>. Observe como a montagem com as fatias de salmão foi feita de tal forma para criar um belo efeito de linhas convergentes. Os niguirizushis de salmão ficaram centrados em relação aos de camarão e da tilápia, ambos de coloração menos exuberante, fazendo um cativante ton-sur-ton.  Entremear os sushis com a salsinha japonesa de intenso verde faz o contraste perfeito, quando são empregadas cores complementares, caso do vermelho e do verde. Essa mescla de cores dá ao prato irresistível visual, fazendo-nos ávidos para o ataque&#8230;</p>
<p>Este é um outro prato que considero indispensável! Pedida obrigatória!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Blends2_bruschetta_1.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Blends2_bruschetta_1.JPG',800,559,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1201_Blends2_bruschetta_1.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="174" /></a>Criado pelo <em>Chef</em> <strong>Rodrigo de Oliveira</strong>, do <strong>Mocotó</strong>, é a Bruschetta Nordestina. Note que o apelo visual ficou muito mais para o jogo de cores do prato onde é servida e o guardanapo avermelhado (novamente um jogo de cores complementares!) do que dos componentes da bruschetta em si, uma vez que vai ao forno. Aqui a estética predominante é a do <strong>Gosto</strong>, principalmente se forem levados em consideração os ingredientes, que tem na carne seca o ponto de referência, muito bem secundada por uma profusão de temperos clássicos do Brasil como a cebola, a cebolinha e salsinha. A carne seca é o sabor de maior força, mas o uso deste conjunto conhecido por Cheiro Verde quebra o tom pesado e de toque gorduroso com seus aromas espertos, delicadamente medicinais e refrescantes. É um interessante resultado da busca do equilíbrio de sabores. Boa mescla, não?!</p>
<p>Agora, preste bem atenção nesta foto.</p>
<p>Certamente você vai pensar: mas que composição mais sem graça! Tão diferente dos sushis&#8230;</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Blends2_chaNatal.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Blends2_chaNatal.jpg',900,675,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1201_Blends2_chaNatal.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="187" /></a>No entanto, há uma forte razão: fizemos uma rota iniciando por algo com grande peso visual ante o do Paladar; depois passamos para a bruschetta, que começa a ter predominância das coisas do Olfato e do Paladar, ficando o visual mais para os adereços; finalmente, algo essencialmente para o Olfato e Paladar. Esta é uma magistral mistura de vários ingredientes, o maravilhoso <strong>Blend de Natal</strong> que <strong>A Loja do Chá &#8211; Tee Gschwendener</strong> trouxe para o Natal 2011 pelas mãos da grande amiga e <em>Companheira de Viagem</em> <strong>Carla Saueressig</strong>, a &#8220;Tea óloga&#8221; do Brasil. É uma profusão de aromas e sabores florais como do hibiscus e calêndulas, e frutados como da maçã e manga, além de especiarias como o cravo-da-índia e cardamomo e inesperadas amêndoas!</p>
<p>Ao se fazer a infusão, um mágico aroma toma conta do local, começando com as notas florais e de frutas como a maçã e limão, seguidas das outras frutas e especiarias. O toque especial, como mencionei, fica com as amêndoas que dão um toque adocicado, lembrando algo muito aconchegante&#8230; como deve ser o ambiente no Natal! (aqui cabe uma observação: essas são sensações de um Natal típico do Hemisfério Norte, quando o cortante frio é posto de lado com chás inebriantes como este).</p>
<p>É importante observar que uma boa composição tem como objetivo o Equilíbrio entre os vários aspectos do Sabor, resultando num conjunto harmonioso. Enquanto a Estética Visual para alguns pratos (e, naturalmente, levando-se em conta a cultura de cada povo) tem grande peso, para as coisas de se beber o que predomina é a Estética do Gosto e do Aroma.</p>
<p>De qualquer forma, <strong>sempre</strong> os <strong>esforços</strong> são centrados na <strong>busca do equilíbrio</strong> dos atributos sensoriais.</p>
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		<title>Das Infinitas Possibilidades de Harmonização &#8211; 2</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Sep 2011 19:21:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Comer e beber começam sempre pela clássica olhadinha no prato ou xícara&#8230; é a chamada “inspeção visual”. A apresentação passa a primeira impressão para nós, que pode ser boa ou nem tanto, despertando a vontade de levar boca adentro. Na nossa sociedade, o estímulo visual é o grande meio para chamar a atenção das pessoas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Comer e beber começam sempre pela clássica olhadinha no prato ou xícara&#8230; é a chamada “inspeção visual”. A apresentação passa a primeira impressão para nós, que pode ser boa ou nem tanto, despertando a vontade de levar boca adentro.</p>
<p>Na nossa sociedade, o estímulo visual é o grande meio para chamar a atenção das pessoas, por isso recursos criativos e novas tecnologias surgem aos borbotões. Afinal, causar uma boa impressão é o primeiro passo para a conquista do desejo das pessoas. No entanto, a <strong>Visão</strong>, dos nossos sentidos, é aquela, digamos, mais “bobinha”, tanto que existem brincadeiras  e de trabalhos de “Ilusão de Óptica”  ou “Efeitos Visuais”, tudo para fazer crer em algo que não existe ou que não é o que aparenta ser. Os cegos vivem muito bem e são a prova que os outros sentidos podem ser intensamente estimulantes.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1109_Harmoniz2_a.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1109_Harmoniz2_a.jpg',450,204,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1109_Harmoniz2_a.jpg" class="alignleft" alt="" width="450" height="204" /></a>Ao lado, um bom exemplo: será que a cor das letras é diferente?</p>
<p>Resposta: não! A cor é exatamente a mesma, porém como os fundos são diferentes, um com perfeito contraste (preto) e outro vermelho (que tem muita proximidade em termos de freqüência de luz com o amarelado/alaranjado), tem-se a impressão de que a letra<strong> M</strong> é mais escura que a <strong>P</strong>.</p>
<p>Cheirar é, naturalmente, o passo seguinte depois do ato visual. O <strong>Olfato</strong> é um dos sentidos que faz parte do grupo dos <strong>Sentidos Químicos</strong>, que são aqueles que precisam de reações químicas para serem interpretados pelo nosso cérebro. O outro sentido que faz parte deste grupo é o <strong>Paladar</strong>.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1109_Harmz2_e.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1109_Harmz2_e.jpg',450,337,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1109_Harmz2_e.jpg" class="alignleft" alt="" width="450" height="337" /></a>As notas aromáticas podem ser de diferente natureza, como um padrão floral ou que lembre uma especiaria como a canela.Importante: você só consegue lembrar de um aroma, ou seja, buscando em sua memória, se ele foi vivenciado. Portanto, não se preocupe quando alguém começa a discorrer sobre um intrincado grupo de notas aromáticas de um vinho ou café como “mala com roupa suja no quarto da casa da praia” ou “florzinha amarela que encontrei no pé de uma montanha no Tibet” e você não conseguir identificar. Se você não vivenciou, esqueça, não virá de sua memória, a não ser que seja feita uma comparação como “ah, lembra uma florzinha roxa do jardim da minha avó&#8230;”.</p>
<p>Um excelente exercício para treinar o seu “equipamento cheirador” é aplicar um pouco de um perfume no braço. Observe que, em geral, surgirão as primeiras notas, chamadas de “cabeça” porque são mais rápidas, que darão lugar a outras menos rápidas e queacabam permanecendo um pouco mais de tempo no ar, conhecidas  como “coração” e “fundo”, respectivamente.</p>
<p>Tente identificar os aromas. É divertido. Faça isso com vários frascos de diferentes marcas.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1109_Harmoniz2_d.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1109_Harmoniz2_d.JPG',450,337,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1109_Harmoniz2_d.JPG" class="alignleft" alt="" width="450" height="337" /></a>Outro detalhe: os perfumes são ótimos exemplos de harmonização. Diversas notas aromáticas, diferentes momentos de ataque (cabeça, coração e fundo) e um sem número de <strong>combinações</strong>! Interessante observar que existem combinações (ou <strong>harmonizações</strong>) que funcionam bem para muitas pessoas, outras nem tanto. Sim, antes de tudo, não deve ser esquecido de que tudo que envolve percepções sensoriais tem estreita ligação com experiências pessoais.</p>
<p>É por isso que não existe unanimidade sobre o que é melhor, justamente porque as escolhas seguem a maioria, não a unanimidade.  E <strong>melhor</strong> é algo estritamente <strong>pessoal</strong>.</p>
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		<title>Das Infinitas Possibilidades de Harmonização &#8211; 1</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Sep 2011 03:13:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tudo na Natureza funciona como uma incessante busca da Harmonia, que pode ser também compreendida como Equilíbrio. Estático ou dinâmico, não importa, trabalhar em Harmonia tem o significado de que tudo está fluindo bem. Preparar um belo Lattè, por exemplo, é um exercício de controle sobre a velocidade de queda do leite vaporizado que, por outro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tudo na Natureza funciona como uma incessante busca da <strong>Harmonia</strong>, que pode ser também compreendida como <strong>Equilíbrio</strong>. Estático ou dinâmico, não importa, trabalhar em Harmonia tem o significado de que tudo está fluindo bem.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1109_Harmoniz1_latte_1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1109_Harmoniz1_latte_1.jpg',353,450,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1109_Harmoniz1_latte_1.jpg" class="alignleft" alt="" width="353" height="450" /></a>Preparar um belo <em>Lattè</em>, por exemplo, é um exercício de controle sobre a velocidade de queda do leite vaporizado que, por outro lado, também foi outro interessante exercício. Nem vapor demais, nem de menos, apenas o necessário. O leite tem de se apresentar como uma brilhante e cremosa camada, uniforme e docemente perfumada.</p>
<p>Ao despejar o leite sobre uma dose de <em>espresso</em>, um experiente barista sabe que quem faz o desenho, na realidade, é o impacto do leite , cabendo a ele realizar o mágico traçado final, criando os detalhes de belos desenhos bicolores.</p>
<p>Quando fazemos uma escolha de um prato ou lanche, sua composição se torna um novo jogo de <strong>&#8220;Encontre a Harmonia&#8221;</strong>, pois intuitivamente colocamos a comida em porções de ingredientes que acabam criando um diálogo sensorial. A apresentação é importante para que as imagens nos estimulem a querer comer, enquanto que os aromas completam o despertar de toda essa vontade!</p>
<p>Naturalmente, com fome, ficamos ainda mais sensíveis aos estímulos sensoriais&#8230;</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1109_Harmoniz1_goianos.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1109_Harmoniz1_goianos.jpg',450,326,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1109_Harmoniz1_goianos.jpg" class="alignleft" alt="" width="450" height="326" /></a>Os Exercícios de Harmonização com elementos que aparentemente não se combinam tem como fundamento inicial quebrar paradigmas&#8230; nada mais do que isso!</p>
<p>A forma de comer ou beber é decorrente de um processo cultural, que revela como foi a evolução econômica e mesmo da cultura de um povo. Um bom exemplo é o caso clássico do abacate. Abacate para o brasileiro é ótimo como vitamina, batido com leite, ou com açúcar com gotas de limão, numa clássica sobremesa de pomares. No entanto, para qualquer outro povo, dos latino-americanos aos asiáticos, abacate é componente para pratos salgados. É careta na certa se uma dessas pessoas ouvir que abacate com açúcar é delicioso! E a recíproca é verdadeira para a esmagadora maioria de brasileiros aos ver pedaços de abacate em saladas ou outro prato salgado&#8230;</p>
<p>Veja, é algo essencialmente cultural.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1109_Harmoniz1_paoCafe.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1109_Harmoniz1_paoCafe.jpg',337,450,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1109_Harmoniz1_paoCafe.jpg" class="alignleft" alt="" width="337" height="450" /></a>Para compreendermos como Harmonizar ou, simplesmente, Combinar Bebidas, Bebidas e Comidas e assim por diante, saber como nosso Paladar e Olfato funcionam ajuda muito.</p>
<p>A nossa incrível sensibilidade olfativa, apesar de anos-luz atrás do olfato de um cachorro perdigueiro, faz do <strong>Olfato</strong> o sentido mais aguçado que temos entre os 5 (os outros 4 são a Visão, Audição, Tato e Paladar). É aquele que responde mais rapidamente a um estímulo (coisa de até milésimos de segundos para menos!), muito para nos alertar sobre os <em><strong>perigos da vida</strong></em>. Enquanto isso, a <strong>Visão</strong> é o &#8220;mais bobinho&#8221; de todos, que depende de iluminação neutra para funcionar bem entre outras exigências.</p>
<p>Mas, <strong>é na boca que tudo se resolve</strong>! Portanto, o <strong>Paladar</strong> ganha destaque entre os sentidos justamente porque é quando ingerimos algo podemos quantificar o quão bom é. Uma bebida preparada num belo cálice e deslumbrantes cores pode ser uma decepção na boca caso um sabor desagradável apareça. Apesar da primeira impressão que a Visão e o Olfato podem provocar, boa ou ruim, ela será definitivamente balizada pelo Paladar através das sensações que ficarem.</p>
<p>É este apaixonante tema que vamos conversar a partir daqui&#8230;</p>
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		<title>Fjordland: O Significado da Sustentabilidade</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Jul 2011 03:16:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sustentabilidade é palavra que hoje é muito pronunciada em todos os cantos, quando muitos tentam criar um vínculo com coisas que fazem ou produzem. Nessa esteira, pode-se encontrar desde grupos financeiros a indústrias de pneus, de fazendas a empresas de cosméticos. Diversas empresas e corporações tem hoje departamentos de Ações de Sustentabilidade, quando através de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Sustentabilidade</strong> é palavra que hoje é muito pronunciada em todos os cantos, quando muitos tentam criar um vínculo com coisas que fazem ou produzem. Nessa esteira, pode-se encontrar desde grupos financeiros a indústrias de pneus, de fazendas a empresas de cosméticos. Diversas empresas e corporações tem hoje departamentos de Ações de Sustentabilidade, quando através de intrincadas equações matemáticas tentam calcular o número de árvores que devem ser plantadas enquanto seus executivos andam em beberrões carros de mastondônticos motores V6!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1107_Heimen_PedraAzul.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1107_Heimen_PedraAzul.JPG',800,600,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1107_Heimen_PedraAzul.JPG" class="alignleft" alt="" width="280" height="210" /></a> O conceito de Sustentabilidade é muito mais profundo do que um simples punhado de frases feitas pode fazer supor. Há muito mais de ações efetivas e atitudes coerentes do que pirotecnia!</p>
<p>Existe forte ligação com a valorização da produção e consumo local, da compreensão dos ciclos da Natureza, no respeito ao que a Terra pode nos proporcionar. Nestes últimos tempos, ao fazer eventuais balanços das inúmeras viagens que faço para visitar e conhecer diferentes origens de café (e agora de cacau, além das cachaças e vinho&#8230;) mais me convenço da importância de se aprender a &#8220;conversar com a Natureza&#8221;. Clima, solo, as plantas e o toque do homem. Em síntese, este conjunto recebe o nome de origem francesa <strong><em>Terroir</em></strong>, que pode ser traduzida simplesmente por <strong>Território</strong>.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1107_Heimen_sede.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1107_Heimen_sede.JPG',800,600,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1107_Heimen_sede.JPG" class="alignleft" alt="" width="280" height="210" /></a>Parte de um extenso roteiro de visitas, acabei recentemente conhecendo em <strong>Pedra Azul</strong>, em Domingos Martins, nas belas montanhas do Espírito Santo, um dos empreendimentos que mais me marcou.</p>
<p>Encravadas aos pés da imponente Pedra Azul, impressionante formação rochosa de quase 800 metros de altura, existem algumas aconchegantes pousadas ao longo da Estrada do Lagarto formando um charmoso roteiro que lembra paisagens do norte europeu. Relativamente próxima de Vitória, esta localidade tem se tornado importante polo turístico voltada às atividades ecológicas. E dentre os diversos empreendimentos, um deles merece destaque muito especial. Trata-se da <strong>Fjordland</strong> ou <strong>Cavalgada Ecológica</strong>.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1107_Heimen_consorcio.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1107_Heimen_consorcio.JPG',640,480,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1107_Heimen_consorcio.JPG" class="alignleft" alt="" width="280" height="210" /></a>É antes de tudo um projeto que tem como marca registrada um profundo respeito à Natureza, sua conservação e a preocupação em difundir esses conceitos junto à comunidade. O nome Fjordland serve para lembrar a origem norueguesa dos proprietários, que são os grandes mentores dessa filosofia. Com pouco mais de 12 anos de existência, o seu maior mérito está na impressionante recuperação das áreas antes exploradas por pecuária que quase exauriu o solo, além de ter provocado grande degradação.</p>
<p>Sob a batuta do agrônomo <strong>Edimar Binotti</strong>, o projeto envolveu desde a escolha de árvores para recomposição das florestas, a implantação de cafeicultura orgânica consorciada com palmito e o uso de eucaliptos do local para as belas construções com os tetos gramados, como se encontram em países como a Noruega e Suécia. O processo de produção da compostagem merece um <em>post</em> à parte.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1107_Heimen_cerejas.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1107_Heimen_cerejas.JPG',800,519,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1107_Heimen_cerejas.JPG" class="alignleft" alt="" width="280" height="181" /></a> A fazenda é certificada como Orgânica e Biodinâmica, bem como a produção em Sistema Agro Florestal do café e palmito. Dentre as variedades empregadas estava a IAPAR-59.</p>
<p>Para minha surpresa, a arquitetura das plantas é completamente diferente da que em geral vemos no Norte do Paraná, onde foi muito cultivada em lavouras super-adensadas (até 10.000 plantas por hectare!) como parte de um programa de recuperação da cafeicultura daquele Estado depois das grandes geadas. Empregando-se colheita seletiva, os frutos impressionam pelo seu tamanho e posso adiantar que podem produzir muito saborosos lotes de café!</p>
<p>Na cafeteria da fazenda, que leva o nome <strong><em>Heimen Coffee</em></strong>,  produtos cultivados na Fjordland são oferecidos fresquinhos como o palmito em diversas versões, das quais fiquei fã de uma inesquecível quiche, folhas para saladas e o café preparado pelo barista <strong>Vagner Uliana</strong> e sua equipe. É nesse momento que podemos compreender o significado da palavra Sustentabilidade!</p>
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		<title>Uma Xícara para Cafés Muito Especiais&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jul 2011 04:37:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>O Café, como se diz, percorre um longo caminho &#8220;da Lavoura até a Xícara&#8221;. Pensar que de uma lavoura que pode estar em uma das diversas origens brasileiras, por exemplo, cujas plantas são cultivadas por pessoas que podem fazer parte de uma história centenária, os frutos colhidos chegam finalmente aos consumidores depois de torrados e cuidadosamente extraídos. Mas, um personagem importante nesta história toda é justamente a <strong>Xícara</strong>!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1107_Ayumi_estudo_1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1107_Ayumi_estudo_1.jpg',1024,1407,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1107_Ayumi_estudo_1.jpg" class="alignleft" alt="" width="203" height="280" /></a>Um dos trabalhos mais importantes para o desenvolvimento do mercado de vinhos foi o de criação das taças. Diferentes materiais foram pesquisados, bem como os diversos estudos para encontrar a melhor geometria para cada tipo de vinho.</p>
<p>No café não é diferente. Apesar de que esta é uma bebida muito mais, digamos, democrática quanto aos materiais que podem compor uma xícara, indo desde a tradicional porcelana até o moderno vidro especial como os da venerada <strong>Bodum</strong>, sem esquecermos das tradicionais canecas de ferro esmaltadas como muito usadas pelo interior afora do Brasil.</p>
<p>Por outro lado, os formatos em geral são mais conservadores, sendo dois os mais utilizados: os cilíndricos e os curvos (= hiperbólicos), mais usados em xícaras para <em>espresso</em>.</p>
<p>Observe que as xícaras para o onipresente Cafezinho (sim, o tipicamente brasileiro!) tem parede fina e pode ganhar variações do formato curvo. No entanto, as xícaras de <em>espresso</em> em geral tem parede mais grossa e em sua parte interna o fundo é idealmente curvo, sem cantos vivos. Tudo isso para que o <em>crema</em> sem mantenha belo e intenso por mais tempo, uma vez que ele é dependente da temperatura (sim, se houver um súbito resfriamento, mais rapidamente o <em>crema</em> se abre!).</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1107_Ayumi_release1_1.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1107_Ayumi_release1_1.JPG',627,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1107_Ayumi_release1_1.JPG" class="alignleft" alt="" width="228" height="280" /></a>Um dos <em>designs</em> mais clássicos para xícaras de <em>espresso</em> é o da italiana <strong>illy</strong>, que há décadas lança anualmente séries assinadas por badalados artistas e que é alvo de colecionadores em todo o mundo. Seu formato é o mais copiado no mundo, o que é indicativo de que é um verdadeiro objeto de desejo por todo &#8220;louco&#8221; por café!</p>
<p>Mas, desenvolver uma xícara para café não é algo simples<em>, </em>apesar de ser um dos sonhos de muitos deste hoje vibrante mercado.</p>
<p>A escolha do material é o primeiro ponto fundamental. A maior parte dos serviços de café são a quente como o <strong>Cafezinho</strong>, o <strong><em>Espresso</em></strong>, o <strong><em>Ibriq</em></strong>, na <strong><em>French Press</em></strong> e assim por diante. Portanto, um dos desafios para a seleção do material é descobrir quais são aqueles que tem boa capacidade de manter a temperatura. Tem, ainda, que ser de fácil manipulação ou de industrialização.</p>
<p>Outro ponto fundamental é o seu <em>design</em> ou geometria.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_ayumi3_1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_ayumi3_1.jpg',1024,671,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/ayumi3_1.jpg" class="alignleft" alt="" width="280" height="183" /></a>Há quase um ano atrás conheci a talentosa ceramista e <em>Companheira de Viagem</em> <strong>Gisele Gandolfi</strong>, da <strong>Muriqui Cerâmica</strong>, de São Paulo. Conversa vai, conversa vem e é claro, o café acabou sendo parte dos assuntos. Até que vimos que poderíamos iniciar um projeto a quatro mãos. Haviam conceitos que eu tinha em mente para uma xícara, principalmente em sua geometria e aplicação, como você pode ver num dos diversos esboços que fiz.</p>
<p>O material eleito? Bem, para uma ceramista, nada como o toque natural da cerâmica de alto forno! Material da Mãe Terra, que permite unir pigmentos também naturais ao barro, dando forma aos devaneios geométricos&#8230;</p>
<p>Foram muitos desenhos, discussões e tentativas até se chegar à <strong>AYUMI</strong>, que é o nome desta xícara, nome japonês que significa &#8220;Quem Caminha para Frente, Quem Sempre Evolui&#8221;. Você pode conhecer mais com a Gisele, que certamente vai também lhe cativar com suas boas histórias, pelo www.muriquiceramica.com.br ou ir diretamente ao seu <em>show room</em>, agendando pelo 11-3875-2926.</p>
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		<title>Quem tem medo do Sabor Amargo?</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Mar 2011 03:21:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como comentei no post anterior, os Sabores Básicos são aqueles percebidos exclusivamente na boca, daí terem estreita relação com o Paladar. Antigamente, acreditava-se que cada parte da língua percebia seletivamente um dos sabores, conceito que caiu por terra ao se compreender que tudo depende do tipo, quantidade e como se distribuem as Papilas Gustativas. As papilas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como comentei no <em>post </em>anterior, os <strong>Sabores Básicos</strong> são aqueles percebidos exclusivamente na boca, daí terem estreita relação com o <strong>Paladar</strong>.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1103_Lingua.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1103_Lingua.JPG',997,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1103_Lingua.JPG" class="alignleft" alt="" width="280" height="215" /></a>Antigamente, acreditava-se que cada parte da língua percebia seletivamente um dos sabores, conceito que caiu por terra ao se compreender que tudo depende do tipo, quantidade e como se distribuem as <strong>Papilas Gustativas</strong>. As papilas são classificadas quanto ao seu formato, podendo ser a <strong>Fu</strong><strong>ngiforme</strong>, que lembra uma pequena bolinha, a <strong>Filiforme</strong>, que se parece com cabelinhos, ou a <strong>Caliciforme</strong>, que tem o formato de um botão e é maior que as anteriores.</p>
<p>Cada<strong> língua</strong> possui uma <strong>configuração própria</strong>, assim como as digitais ou a íris, o que faz com que cada pessoa tenha percepções diferentes para determinados sabores.</p>
<p>Entre os Sabores Básicos, existe um que sua aceitação é um típico caso de <em>Ame-o ou Deteste-o</em>. Sim, estou me referindo ao Sabor<strong> Amargo</strong>, que é percebido de forma específica pelas <strong>Papilas Caliciformes Posteriores</strong>, aquelas que ficam no fundo da língua. Por exemplo, a dona da língua da foto acima adora coisas predominantemente adocicadas, preterindo automaticamente aquelas amargas.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1103_Jilo_Bartiquim.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1103_Jilo_Bartiquim.jpg',800,600,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1103_Jilo_Bartiquim.jpg" class="alignleft" alt="" width="280" height="210" /></a>O tipo de sabor amargo que é geralmente identificado por essas papilas é aquele devido, principalmente, às substâncias alcalóides e ácidos clorogênicos. Para se ter uma idéia mais clara, é o sabor encontrado no jiló ou na jurubeba, frutos primos da Família das <strong>Solanáceas</strong>. No caso do café, este é o tipo de Sabor Amargo aceitável porque é da natureza do nosso grãozinho básico&#8230;</p>
<p>Eu, particularmente, não gosto do sabor amargo. Nunca gostei, para ser sincero!</p>
<p>Uma das coisas típicas de mineiros, baianos e goianos é o fato de terem em sua culinária a presença de ingredientes que conferem esse sabor aos pratos. É um povo que adora um amargor&#8230; mais intensificado no período da Quaresma. Certamente um resquício da cultura católica portuguesa.</p>
<p>No entanto, numa rápida peregrinação por distintos butecos de Belo Horizonte, juntamente com o grande <em>Companheiro de Viagem</em> <strong>Eduardo Maya</strong>, inspirado mentor do incrível evento <strong>Comida de Buteco</strong>, quebrei escrita quanto a comer jiló!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1103_Bartiquim_Bolinha.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1103_Bartiquim_Bolinha.jpg',1024,711,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1103_Bartiquim_Bolinha.jpg" class="alignleft" alt="" width="280" height="194" /></a>Estivemos no<strong> Bartiquim</strong>, do simpaticíssimo <strong>Bolinha,</strong> que fica no delicioso bairro de Santa Tereza. Primeira cortês oferta, Bolinha ofereceu o jiló à moda. A princípio declinei, mas a insistência do Eduardo foi muito grande, de forma que cedi. Aliás, cedi e capitulei!</p>
<p>Não fiquei apenas na primeira fina peça, mas pedi uma segunda porção&#8230;</p>
<p>Sabedor da resistência natural da maioria das pessoas para o sabor amargo, Bolinha fatia finamente o jiló, deixando em descanso em uma vasilha com água. Através de um básico princípio de<strong> Osmose</strong>, os alcalóides e companhia limitada se transferem para a água. As fatias do jiló recebem uma primeira camada de queijo curado ralado para ganharem uma fina massa de farinha de trigo e ovo. Frito em óleo bem quente, o resultado é um cocrante, saboroso e de, eu diria, inócuo amargor. Ah, e nada como uma excelente cachaça para acompanhar&#8230;</p>
<p>Magistral!</p>
<p>Outro aspecto muito bacana desse evento Comida de Buteco que deve ser destacado é o capricho e espírito de pesquisa despertados nos <strong>Chefs Butequeiros</strong> ao lidar com os diferentes <em>ingredientes temas</em> de cada edição. E, além de tudo, resgata a cultura gastronômica de comunidades e locais que estavam caindo no esquecimento devido aos novos padrões de comida trazidos pelos movimentos globalistas.</p>
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		<title>Umami: um raro sabor no café</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Mar 2011 05:08:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Até recentemente, quatro eram os Sabores Básicos, percebidos especificamente na língua, considerados: Doce, Salgado, Ácido e Amargo. O que distinge um sabor básico de um complexo é o fato de que este último precisa da ajuda do nosso Olfato para ser sentido, como o de frutas ou um dos chocolates. O Nariz tem papel fundamental para captarmos esse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Até recentemente, quatro eram os <strong>Sabores Básicos, </strong>percebidos especificamente na língua, considerados: <strong>Doce</strong>, <strong>Salgado</strong>, <strong>Ácido</strong> e <strong>Amargo</strong>.</p>
<p>O que distinge um sabor básico de um complexo é o fato de que este último precisa da ajuda do nosso <strong>Olfato</strong> para ser sentido, como o de frutas ou um dos chocolates. O <strong>Nariz</strong> tem papel fundamental para captarmos esse tipo de sabor e que faz parte de uma paleta muito extensa. Por outro lado, os sabores básicos, que podemos dizer que são tipicamente da <strong>Boca</strong>, podem ser percebidos mesmo que estejamos constipados, pois a língua é o principal &#8220;equipamento&#8221; de identificação!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_RequeijaoMoreno_pronto.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_RequeijaoMoreno_pronto.jpg',2048,1360,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/RequeijaoMoreno_pronto.jpg" class="alignleft" alt="" width="280" height="185" /></a>Cada sabor básico possui um receptor específico, isto é, uma molécula que &#8220;reconhece&#8221; o estímulo provocado por um deles especificamente, transmitindo imediatamente a informação para o cérebro, que compara com o que está na &#8220;biblioteca&#8221; (= nossa memória gustativa) e identifica, finalmente, o sabor.</p>
<p>No início do século passado, o pesquisador japonês <strong>Kikunae Ikeda</strong> conseguiu identificar um receptor para o <strong>Ácido Glutâmico</strong>, cuja presença lhe pareceu notável em alimentos com alto teor de proteína, principalmente carnes. A esse novo sabor, confirmado em 1969 por pesquisadores da Universidade de Miami, deu-se o nome de <strong>Umami,</strong> que ganhou <em>status</em> de Sabor Básico, sendo o quinto desse seleto time.</p>
<p>O Umami é o sabor típico de proteínas, em geral compostas por aminoácidos que tem átomos de enxofre em sua estrutura molecular. Este, inclusive, é um dos sinais identificadores da sua presença num determinado alimento ou bebida.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1103_Obatan_fl.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1103_Obatan_fl.JPG',800,577,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1103_Obatan_fl.JPG" class="alignleft" alt="" width="280" height="201" /></a>Para pessoas acostumadas com os sabores da culinária oriental, este sabor fica relativamente fácil de, digamos, compreender. Um bom exemplo onde encontrá-lo é no molho, conhecido por <strong><em>tarê</em></strong>, usado para marinar um típico prato japonês de verão, o <strong><em>Hiashi Somen</em></strong>, que lembra o macarrão <strong><em>capellini</em></strong>.  O molho é feito através de uma redução em água de um tipo de alga marinha, mais larga, cultivada principalmente nos mares ao norte do arquipélago japonês, cogumelos e lascas de peixe seco.</p>
<p>Para as pessoas que não tem tanta familiaridade com os sabores orientais, creio que o sabor de batata doce é o mais fácil para criar uma associação.</p>
<p>No café é um sabor raro de se encontrar. Porém, tive a oportunidade de encontrar num lote produzido na Fazenda Califórnia, de propriedade da família do Luiz Roberto Saldanha Rodrigues, em Jacarezinho, Norte Pioneiro do Paraná.</p>
<p>Na foto acima vemos como o ciclo de frutificação da variedade Obatan é longo, particularmente para aquela localização, apresentando um fases distintas por período muito acima do esperado, principalmente por se tratar de um lavoura com primeira produção. Por isso, também pudemos inferir que possivelmente a acidez do café poderia ser acima da média. Bingo!</p>
<p>Esse lote, que recebeu o número de #145, tem aroma com notas iniciais que lembram batata doce e doce de marron glacê, além de um fundo como capim limão. Na boca, a primeira surpresa, para os afeitos à culinária oriental, vem o sabor típico de algas marinhas e o cogumelo negro <em>shitake</em>, seguido de  notas como rapadura e erva cidreira, complementados por uma presença de intensa e elegante acidez cítrica.</p>
<p>Por tudo isso, este lote fez juz para integrar o <strong>Projeto <em>Sharing Coffees</em></strong>, onde <strong>cafeterias irmãs</strong>, no Brasil e no exterior, compartilham o mesmo lote, num modelo de grande sinergia de informações e experiências. No caso, está disponível no Brasil na<em> high tech</em> cafeteria <strong>Ateliê do Grão</strong>, de Goiânia, GO, e em Tokyo, Japão,  na <strong>Horiguchi Coffee</strong>.</p>
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		<title>Guloseimas, Bebidas e Paixão por Café</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Oct 2010 03:59:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Comer</strong> e <strong>Beber</strong> é uma dupla inseparável dos bons de garfo e de copos (ou de taças, de xícaras e canecas&#8230;).</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1010_Lu_Guloseima_1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1010_Lu_Guloseima_1.jpg',1024,743,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1010_Lu_Guloseima_1.jpg" class="alignleft" alt="" width="280" height="203" /></a>A <em>Companheira de Viagem</em> <strong>Luciana Mastrorosa</strong>, ou simplesmente Lu, é daquelas pessoas apaixonadas por comer e beber, porém tendo a rara felicidade de fazer disso o seu ofício do dia a dia. Jornalista especializada em Bem Comer, mantém um divertido blog, o <strong>Guloseima</strong>, que você pode conferir acessando no <em>link</em> que fica na lista dos <strong>Prazeres da Mesa &amp; Balcão.</strong></p>
<p>Lu é também a autora do livro <strong>Pingado e Pão na Chapa</strong>, onde conta histórias sobre o Café da Manhã e suas receitas de diversos lugares.</p>
<p>Ela esteve comigo em Goiânia, GO, no finalzinho de Setembro para uma experiência sensorial envolvendo <strong>Café &amp; Comidinhas Goianas</strong>, competentemente providenciadas pelo <em>Companheiro de Viagem</em> <strong>Rodrigo Menezes Ramos</strong>. Imagine combinar novos cafés da Safra 2010/2011 como um lote de grãos Cereja Descascada da <strong>Fazenda Chapadão de Ferro</strong> de <strong>Ruvaldo Delarisse</strong> e duas versões, CD &#8211; Cereja Descascada e Natural, de grãos da variedade Mundo Novo da <strong>Fazenda Serra Negra</strong> de <strong>Pedro Rossi</strong>, respectivamente, com um clássico <strong>Empadão Goiano</strong> (recheadíssimo de linguiça e guariroba), <strong>Pastelim</strong> (que é uma tortinha com doce de leite e canela) e <strong>Requeijão Cremoso</strong> (feito com soro de leite, que dá um delicado toque azedo)&#8230;</p>
<p>Pois é, o resultado foi sublime!</p>
<p>E para terminar, veja a declaração de paixão por café pela Luciana, depois dessa maratona de guloseimas:</p>

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		<title>Paladar 2010: Cafés &amp; Queijos &amp; Cia.</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Aug 2010 22:00:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tive a oportunidade de mais uma vez participar do evento que congrega e emulsifica a gastronomia brasileira: Paladar 2010. Delicioso e pujante projeto da equipe do Caderno Paladar, do jornal O Estado de São Paulo, com o Grand Hyatt Hotel de São Paulo, o Evento Paladar se destacou por 3 intensos dias, de 30 de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tive a oportunidade de mais uma vez participar do evento que congrega e emulsifica a gastronomia brasileira: <strong>Paladar 2010</strong>.</p>
<p>Delicioso e pujante projeto da equipe do <strong>Caderno Paladar</strong>, do jornal <strong>O Estado de São Paulo</strong>, com o <strong>Grand Hyatt Hotel</strong> de São Paulo, o <strong>Evento Paladar</strong> se destacou por 3 intensos dias, de 30 de julho a 01 de agosto, de aprendizado, troca de informações e congraçamento com todas as vertentes do &#8220;comer e beber&#8221;.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1008_Paladar1_1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1008_Paladar1_1.jpg',576,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1008_Paladar1_1.jpg" class="alignleft" alt="" width="210" height="280" /></a>Na sexta-feira, juntamente com o grande <em>Companheiro de Viagem</em> <strong>Eduardo Maya</strong>, que se autointitula &#8220;um mineiro da gema caipira&#8221;, apesar de carioca (!), fizemos um laboratório apresentando uma harmonização à mineira: Café com Queijo. Sim, mas nada de queijos banais, mas daqueles recolhidos dos recônditos mineiros que apenas um andarilho como o Eduardo poderia encontrar.</p>
<p>Nesta foto, em primeiro plano está o Requeijão Moreno, produzido na região de Montes Claros, Norte de Minas, e que tem um impressionante sabor de doce de leite, chocolate e até canela, vendo-se, ainda, um Requeijão de Raspa de Tacho e dois Canastras ao fundo, um deles numa bela caixa de madeira &#8220;para levar&#8221; (coisa de mineiro&#8230;).</p>
<p>A idéia foi a de trabalhar com cafés que pudessem fazer contraponto e servir, por vezes, de &#8220;escada&#8221; para os sabores dos queijos, cujo quarteto se completou com um Cabacinha de Pedra Azul.</p>
<p>Escolhi 4 cafés mineiros que pudessem formar grandes duplas com esse queijos, numa tarefa que o Eduardo e eu levamos 2 tardes-noites em sua oficina gastronômica! Depois dessas empreitadas, só cachaça e comida de buteco para dar uma refrescada&#8230;</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1008_Paladar_2_1.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1008_Paladar_2_1.JPG',1024,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1008_Paladar_2_1.JPG" class="alignleft" alt="" width="280" height="210" /></a>Dos cafés: um de Lajinha, por um grupo de pequenos cafeicultores, parte do projeto Terra Firma, conduzido pela National Geographic e produzido pelo Café Bom Dia, de Varginha, que fez dupla com o Cabacinha. Um bourbon amarelo, de Patos de Minas, finalista de um concurso regional e torrado pelo Café Excelsior, de Sorocaba, que se harmonizou com o Requeijão de Raspa de Tacho. O terceiro café, o Serra Negra, de Pedro Rossi, torrado pelo Café Nuance, harmonizou-se com o Requeijão Moreno, e que foi a dupla eleita como a predileta da tarde!</p>
<p>Para o Gran Finale, um inusitado Canastra de 14 meses (que como estava muito duro, batizamos de &#8220;Queijo Tamborete&#8221;, que é como o mineiro chama aos banquinhos de madeira&#8230;) com o Chapadão de Ferro, vulcânico, que, apesar da sempre espetacular complexidade de seu sabor, encontrou um adversário à altura no quesito intensidade!</p>
<p>Tudo funcionou muito bem!</p>
<p>E de quebra, ainda pude participar de uma degustação às cegas com outro grande <em>Companheiro de Viagem</em>, o sempre brilhante sommelier <strong>Manoel Beato</strong>, que apresentou diversos vinhos brasileiros, alguns deles surpreendentes!</p>
<p>Dessa forma, ficou claro como nossos produtores, sejam eles de vinhos, queijos ou café, estão trilhando caminhos da busca incansável da excelência. E isso é ótimo para o mercado!</p>
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		<title>LAMILL Coffee Boutique, Los Angeles, CA</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Apr 2010 03:59:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Alguns lugares oferecem serviços tão diferenciados que podem literalmente chamar seus serviços de experiência. Uma casa que impressiona pelo seu conjunto é o LAMILL Coffee Boutique, que fica na 1636 Silver Lake Blv, Los Angeles, CA. Luxo e muito cuidado nos detalhes! Sua entrada, dominada por grandes vidros, que ficam emoldurados pelas paredes externas em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alguns lugares oferecem serviços tão diferenciados que podem literalmente chamar seus <strong>serviços</strong> de <strong>experiência</strong>.</p>
<p>Uma casa que impressiona pelo seu conjunto é o <strong>LAMILL Coffee Boutique</strong>, que fica na 1636 Silver Lake Blv, Los Angeles, CA.</p>
<p>Luxo e muito cuidado nos detalhes!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1004_Lamill_poltrona.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1004_Lamill_poltrona.JPG',800,558,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1004_Lamill_poltrona.JPG" class="alignleft" alt="" width="280" height="195" /></a>Sua entrada, dominada por grandes vidros, que ficam emoldurados pelas paredes externas em coloração vermelha quase carmim, literalmente conduz a grandes experiências sensoriais.</p>
<p>O primeiro impacto fica com o grande balcão do café, que exibe uma imponente La Marzocco de 3 grupos e esperados conjunto de moinho e 2 Clovers revestidas em tecido da mesma cor avermelhada da logomarca original. Detalhe: o balcão é envolto em revestimento em tecido Louis Vuiton!</p>
<p>No salão, onde um grande lustre dourado dá o tom exótico, ficam as mesas laqueadas em negro, as poltronas são em couro de crocodilo, enquanto as cadeiras tem revestimento em couro de avestruz. O Menu também tem é revestido em couro de avestruz tingido na original cor vermelha.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1004_Lamill_FreshPeaSoup.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1004_Lamill_FreshPeaSoup.JPG',1024,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1004_Lamill_FreshPeaSoup.JPG" class="alignleft" alt="" width="280" height="210" /></a>A proposta da casa é o de oferecer uma seleção do que há de melhor em café, chá, saquês, cervejas, pratos rápidos e doces, cada qual contando com um especialista para não apenas atualizar o menu, mas também buscar novidades, treinar o pessoal da cozinha e os atendentes.</p>
<p>Como foi uma parada para o almoço, experimentei uma sopa de ervilhas frescas numa interessante combinação com um tradicional salgadinho produzido no Japão a base de <em>wasabi</em> (= raiz forte), acompanhado com um saquê produzido na região de Kyoto. Depois, prossegui com uma muzzarela acompanhada por uma seleção coloridíssima de tomatinhos cereja orgânicos.</p>
<p>E o que seria para finalizar?</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1004_Lamill_syphon.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1004_Lamill_syphon.jpg',611,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1004_Lamill_syphon.jpg" class="alignleft" alt="" width="222" height="280" /></a>Sim, café!</p>
<p>Começamos com um espresso de um <em>peaberry </em>(= grãos redondos ou moka, como são conhecidos no Brasil) Natural produzido por João Sidney de Souza Filho, o famoso &#8220;Sô&#8221; Zinho de Campos Altos, MG. Muito equilibrado, encorpado, muito bem extraído com excelente crema.</p>
<p>Depois foi a vez de experimentar o mesmo café extraído em coador do Hario, do Japão, que difere do modelo concebido pela alemã Mellitta por ter um único e enorme furo central, e papel-filtro com formato de cone. Novamente, o resultado ficou muito bom, no que pedi para ver os grãos torrados.</p>
<p>Toda essa operação é comandada pelo refinado e alto astral <strong>Craig Min</strong>, que tem nesta boutique sua vitrine de produtos e equipamentos, além de oferecer e conhecer a receptividade dos consumidores para suas novidades. Sim, pode-se dizer que esta casa é apenas a &#8220;ponta do iceberg&#8221; de produtos que a Lamill tem a ofertar, como vi em seu QG em Alhambra, distrito vizinho a Los Angeles.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1004_Lamill_clovers.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1004_Lamill_clovers.JPG',800,600,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1004_Lamill_clovers.JPG" class="alignleft" alt="" width="280" height="210" /></a>Neste prédio fica também a torrefação, comandada pelo <strong>Thomas Hodges</strong>, experiente <em>roastmaster</em> com passagens por importantes casas como o Zoka Coffee Roasters, de Seattle, WA, que tive a feliz oportunidade de revê-lo. O café torrado Lamill é distribuído em diversos locais na América do Norte e também na Ásia.</p>
<p>Outra operação impressionante é a de chá, que fica num galpão ao lado da torrefação. Thomas mostrou a área, que possui um especialista no comando, e onde são trabalhados alguns milhares de diferentes tipos de chá e suas combinações.</p>
<p>Uma observação sobre a boutique: apesar de todo o luxo, que pode parecer exagerado para alguns, o perfil dos clientes é muito eclético, pois estavam bebendo chá e café desde típicas &#8220;patricinhas&#8221;  e artistas (afinal, Hollywood está bem próxima) a um pessoal muito descolado e até alternativo. Lugar para ver, ser visto e apreciar excelentes cafés.</p>
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