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	<title>The Coffee Traveler &#187; Gente</title>
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	<description>by Ensei Neto</description>
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		<title>The Coffee Revolution &#8211; 1</title>
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		<pubDate>Sat, 12 May 2012 17:41:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tony Shin. Guarde este nome. Certamente será um dos que receberá muitos holofotes nos próximos anos. Criativo quando o assunto é usar as autovias da internet, ele formou um grupo de trabalho com colegas da faculdade para desenvolver infográficos. Depois de várias discussões, escolheram como tema do primeiro projeto o GRÃO QUE MUDOU O MUNDO, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Tony Shin</strong>.</p>
<p>Guarde este nome. Certamente será um dos que receberá muitos holofotes nos próximos anos. Criativo quando o assunto é usar as autovias da internet, ele formou um grupo de trabalho com colegas da faculdade para desenvolver infográficos.</p>
<p>Depois de várias discussões, escolheram como tema do primeiro projeto o GRÃO QUE MUDOU O MUNDO, sim, nossa semente preferida, o Café. Debruçaram-se sobre telas e teclados (antigamente era mais comum debruçar-se sobre os livros para fazer pesquisas, mas hoje basta &#8220;bater no vidro&#8221; dos tablets), revirarando diversos websites para compor o conteúdo do genial para explicar <strong>COMO O CAFÉ REVOLUCIONOU O MUNDO (How Coffee Revolutionized The World). </strong></p>
<p>Trocamos emails por algumas semanas e deu pra perceber como ele e sua equipe tem um belo e criativo futuro pela frente. Comentei sobre a sempre controversa questão da quantidade de cafeína em cada tipo de extração e bebida (você pode recordar sobre isto aqui: <a href="http://coffeetraveler.net/cafe-mitos-paradigmas-e-dogmas-2/">http://coffeetraveler.net/cafe-mitos-paradigmas-e-dogmas-2/</a> ), porém nada que afetasse o belo trabalho que essa turma fez!</p>
<p>Curtam o link, pois é muito bom!</p>
<p><img src="http://images.onlinembaprograms.org.s3.amazonaws.com/coffee-revolutionized-the-world.gif" alt="" border="0" /></p>
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		<title>Cafeterias da Terceira Onda &#8211; 3rd Wave Coffee Shops</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Apr 2012 01:47:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Lei da Natureza, soberana e inflexível, nos mostra que tudo caminha para a constante evolução. Simples, não? Isso vale para todos as coisas da vida e para as coisas do mercado, inclusive do café. Na longa cadeia que vai da produção da mais incrível das sementes até se transformar numa mágica e saborosa xícara [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>Lei da Natureza</strong>, soberana e inflexível, nos mostra que <strong>tudo caminha para a constante evolução</strong>.</p>
<p>Simples, não?</p>
<p>Isso vale para todos as coisas da vida e para as coisas do mercado, inclusive do café. Na longa cadeia que vai da produção da mais incrível das sementes até se transformar numa mágica e saborosa xícara de café, que vira e mexe inspira revolucionários e suas revoluções, os <strong>Pontos de Serviço</strong> ao Consumidor tem experimentado nos últimos anos grandes mudanças.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_3rdGenCS_AG.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_3rdGenCS_AG.jpg',576,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1204_3rdGenCS_AG.jpg" class="alignleft" alt="" width="187" height="250" /></a>No Brasil as primeiras cafeterias, lojas realmente especializadas nos serviços de café, surgiram no final dos anos 70 com a visionária iniciativa do &#8220;Seu&#8221; <strong>Américo Sato</strong>, na época à frente da torrefação <strong>Café do Ponto</strong>. Um local que servia <em>espresso</em>, uma novidade para a época, além de mostrar que existiam diversas <strong>Origens de Cafés do Brasil</strong>, com folders que davam explicações sobre os locais de produção e como era cada bebida, é um merecido <strong>Caso de Estudos</strong>.</p>
<p>Em seguida, surgiu a primeira grande franquia nacional de cafeterias, o <strong>Frans Café</strong>, que fincou bandeira em diversas capitais e cidades médias do Brasil afora.</p>
<p>Estas são o que chamamos de <strong>Cafeteiras da Primeira Onda</strong>, ou seja, as primeiras que surgiram e cujo modelo tem como referência a força da marca.</p>
<p>No início dos anos 2.000 começaram a florescer as primeiras casas que ficariam posicionadas como as <strong>Cafeterias da Segunda Onda</strong>. Casas que rapidamente conquistaram posição de referência foram o <strong>Suplicy Cafés</strong>, que leva a assinatura do <em>Companheiro de Viagem</em> <strong>Marco Suplicy</strong>, e o <strong>Santo Grão</strong>, de Marco Kerkmeester, em São Paulo, e o <strong>Lucca Café Especiais</strong>, da dedicada Geórgia Franco, em Curitiba, PR. Um dos diferenciais destas casas foi, entre outros, o de incorporar um <strong>Cardápio de Cafés</strong> com cafés de alta qualidade e identificação da origem produtora. Parece inacreditável, mas a verdade é que nas grandes ondas não se sabe de onde vem cada grãozinho de café&#8230;</p>
<p>Usar máquinas e equipamentos de excelentes fornecedores foi outro ponto notável, somada à até então inovadora Torra na Cafeteria, a exemplo do que já vinha acontecendo na América do Norte, principalmente na Costa Oeste, parte do Japão Central e no Norte da Europa. Nomes como <strong>La Marzocco</strong>, <strong>Mahlkonig</strong> e <strong>Bunn</strong> passaram a ser comuns aos olhos e ouvidos dos consumidores brasileiros.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_3rdGenCS_BG.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_3rdGenCS_BG.jpg',914,663,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1204_3rdGenCS_BG.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="181" /></a>Certamente a maior contribuição que essas cafeterias deram foi a de reconhecer uma nova classe de profissional: o <strong>Barista</strong>.</p>
<p>As <strong>Cafeterias da Segunda Onda</strong> se preocuparam em promover treinamento sistematizado de seus baristas e, principalmente, estimulando-os a competirem nos campeonatos de baristas, que é quando um grau de refinamento maior começa a contaminar esse já dinâmico pessoal. A cafeteria de Marco Suplicy é um dos grandes celeiros de baristas campeões paulistas e brasileiros, saindo de trás dos seus balcões exímios profissionais como a <strong>Yara Castanho</strong>, <strong>Bruno Ferreira</strong> e o atual Campeão Brasileiro <strong>Rafael Godoy</strong>.</p>
<p>Graças a essa geração de cafeterias, belos <em>Cappuccinos</em> e <em>Lattès</em>, junto com <em>Ristrettos</em> e <em>Longos</em>, passaram a fazer parte do dia a dia dos <strong>loucos por café</strong>.</p>
<p>Mas, segundo a <strong>Lei da Natureza</strong>, o progresso continua. As organizações tem o seu ciclo de vida, crescendo, expandindo seu território e ao mudar de tamanho acabam também tendo novas aspirações. E é nesse  momento que surgem as <strong>Cafeterias da Terceira Onda</strong>&#8230;</p>
<p>Assim como a famosa <strong>Lei da Informática</strong>, que diz que <em><strong>a capacidade de processamento dos computadores deve dobrar a cada 6 meses</strong></em>, depois de estabelecidos os novos segmentos do café, como num processo caleidoscópico, outros patamares se consolidam, com características inovadoras e serviços inéditos. E assim, tudo passa a acontecer em maior velocidade.</p>
<p>O que se passa atualmente no Brasil com essas novas casas é simplesmente fantástico!</p>
<p>São cafeterias que não apenas se espelham em outras de vanguarda no exterior, mas que (isso mesmo!) servem de referência para outros países. Na realidade, refletem o atual estágio de desenvolvimento do mercado brasileiro. Isso é ótimo!</p>
<p>Equipamentos de vanguarda, de design inspirado, serviços modernos e de muita ciência aplicada, ambientes descontraídos e próprios para se criar experiências sensoriais muito bacanas!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_3rdGenCS_Din.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_3rdGenCS_Din.JPG',634,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1204_3rdGenCS_Din.JPG" class="alignleft" alt="" width="206" height="250" /></a>Em meados de 2010 esse movimento no Brasil começou com a hoje grande referência do segmento, o <strong>Ateliê do Grão</strong>, que tem a assinatura dos <em>Companheiros de Viagem</em> <strong>Rodrigo Ramos</strong> e <strong>Leandro de Lima</strong>, em Goiânia, GO. Máquina de Espresso <strong>Slayer</strong>, que permite controlar o fluxo da água do grupo, criando impensável flexibilidade para a extração do <em>espresso</em>, e o <strong>retrô-lucionário</strong> moinho <strong>Versalab</strong>, que inovou ao incorporar 2 sistemas de mós, resultando num perfil granulométrico totalmente diferente do comum. Apresenta uma seleção de microlotes de café de excepcional qualidade com torra magistral,  além de outros serviços de café como o preparo em <strong>Hario</strong> System com baristas muito bem treinados e focados na excelência do atendimento ao cliente.</p>
<p style="text-align: left;">Apresentar o produtor, a fazenda ou um pequeno sítio e seus cafés, discriminando variedade e o período em que foi colhido, por exemplo, é parte do requinte de transparência do modelo. O foco dessas novas casas é o de apresentar o produtor e os seus lotes de café como os verdadeiros atores principais, sendo assim o depuramento e evolução do que as cafeterias da Segunda Onda fazem.</p>
<p>A segunda cafeteria que segue o mesmo modelo é o <strong>Bistrô do Grão</strong>, em Joinvile, SC, com o duo <strong>Slayer-Versalab</strong> em Amarelo Ferrari como pode ser visto na segunda foto, que iniciou operações neste mês de abril. E outras com esse mesmo modelo iniciam atividades em breve!</p>
<p>Em São Paulo, a cafeteria <strong>Coffee Lab</strong> da Isabela Raposeiras faz parte dessa Terceira Onda também.</p>
<p>Agora, como sugestão para quem vai a sempre cativante <strong>Portland</strong>, OR, é obrigatória visita ao <strong>Ristretto Roasters</strong>, do grande <em>Companheiro de Viagem</em> <strong>Din Johnson</strong>.Din começou com uma pequena operação na <strong>3908 North Williams Avenue</strong>, onde também torrava o café à vista dos seus clientes. Ah, e verdade seja dita, o Ristretto tem a cara e espírito do Din, muito elegante e criativo!</p>
<p>A segunda casa fica na <strong>3520 NE 42nd Avenue</strong>, muito charmosa, mas a terceira, que fica na <strong>2181 NW Nicolai Street</strong>, é simplesmente incrível e inovadora!</p>
<p>Veja o vídeo e, se puder, confira pessoalmente  visitando o local!</p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/40413511" width="500" height="331" frameborder="0" webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowFullScreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Impostos, Incentivos e Carros Novos</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Mar 2012 15:05:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Que a carga de impostos que incide em tudo que compramos no Brasil é grande, não é novidade para ninguém. Alta carga tributária em geral é reflexo de modelo econômico onde a presença do Estado (leia-se Governo) é muito grande, exigindo sempre mais recursos financeiros para se manter. Era isso exatamente o que ocorria no período medieval e que foi causa de tantas insurreições na Europa.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1203_Tributos_1.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1203_Tributos_1.JPG',1024,721,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1203_Tributos_1.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="176" /></a>Há, ainda, um grande emaranhado de <strong>Tributos</strong> que pululam na esfera Federal, na Estadual e chega na Municipal.</p>
<p>No entanto, há momentos em que o Governo decide promover <strong>Incentivos Fiscais</strong>, quando oferece uma boa contrapartida ao contribuinte para que um determinado setor possa ter seu movimento reaquecido. É o que aconteceu recentemente, via Governo Federal, com a diminuição de impostos para veículos e geladeiras. Bom para o consumidor, que acaba pagando menos pelo mesmo produto, bom para a economia em geral, que continua girando.</p>
<p>As sementes do café tem um caminho bastante longo desde que saem da fazenda até chegar à uma xícara de um ávido consumidor, passando por diferentes etapas da cadeia comercial: do cafeicultor pode passar por um exportador, daí para uma indústria (micro ou grande, não importa) e chega ao consumidor via supermercado ou uma cafeteria. Pode ser que passe por etapas intermediárias como armazéns, que estocam o café cru beneficiado até o momento em que o produtor resolve vender a um exportador ou diretamente a uma torrefação.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1203_Tributos_2.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1203_Tributos_2.jpg',800,542,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1203_Tributos_2.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="169" /></a>O tratamento que as cooperativas de café tem perante o sistema de tributos federais e estaduais é bastante diferente, muitos deles vindo da <strong>Lei das Cooperativas (Lei Nr. 5764, de 16 de Dezembro de 1971)</strong>. Uma das práticas é o fato de que ao colocar o seu café no armazém de uma cooperativa em geral esta operação é considerada como de  &#8221;Compra e Venda&#8221; entre ambos. Como previsto no <strong>Artigo 83</strong>, o produtor &#8220;outorga a esta (a cooperativa) plenos poderes para a sua livre disposição&#8230; salvo se, tendo em vista os usos e costumes relativos à comercialização de determinados produtos, sendo de interesse do produtor, os estatutos dispuserem de outro modo.&#8221;</p>
<p>Pela legislação de cada Estado, é normal que uma operação comercial gere o <strong>ICMS &#8211; Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços</strong>, que é sempre destacado na Nota Fiscal e que acompanha, digamos assim, a mercadoria até chegar ao consumidor ou na exportação. Em Minas Gerais, Estado que tem o maior parque cafeeiro e é responsável pela maior parte da produção do Brasil, o <strong>ICMS incidente</strong> é de <strong>3,6% sobre o valor da saca de café</strong>. Ao entregar um lote de café na cooperativa, o produtor transfere esse valor correspondente à incidência do ICMS. O que não é pouco, tendo-se em vista os valores que o café cru alcançou nos últimos anos.</p>
<p>O Governo de Minas Gerais resolveu dar um belo Incentivo Fiscal aos cafeicultores ao permitir que o valor correspondente ao ICMS arrecadado pudesse ser utilizado na aquisição de bens, como veículos novos.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_Logo_Coocacer012.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_Logo_Coocacer012.jpg',1280,885,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/Logo_Coocacer012.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="172" /></a>Nesse meio tempo, uma cooperativa, que já vinha se preparando para cenários de grande competitividade, resolveu colocar em prática esse incentivo. Localizada em Araguari, MG, a <strong>Coocacer Araguari</strong>, como é conhecida a Cooperativa de Produção dos Cafeicultores do Cerrado de Araguari, passou a destacar em seu Balanço Financeiro todo o ICMS transferido do cafeicultor para ela, que, depois de apurado, torna-se <strong>Valor a Recuperar</strong> para o produtor associado. É dessa forma que ele pode recuperar o valor do seu café que havia se transformado em imposto na forma de um bem. No caso, a escolha ficou com veículos novos.</p>
<p>Foi surpreendente ver mais de 35 cafeicultores cooperados da <strong>Coocacer Araguari</strong> receberem veículos zero km, desde pick ups pequenas até cavalos mecânicos de mais de R$ 200 mil (confira nas fotos a grande frota entregue)!</p>
<p>O incentivo dado pelo governo foi para que as vendas sejam feitas sempre legalmente, ou seja, com notas fiscais, mas a atuação da Coocacer Araguari foi decisiva para transformar o suado trabalho do produtor em uma forma de atualizar sua frota de trabalho!</p>
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		<title>Chá Não é só para Doente: Os Sabores da Camelia sinensis</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Mar 2012 02:50:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Algumas profissões tem nomes, digamos, bem fundamentados e, portanto, consagrados, como o de Cozinheiro e o de Engenheiro. No entanto, outras mais modernas, acabam sendo formadas na língua portuguesa no Brasil aproveitando-se os nomes originais em outras línguas ou quando, simplesmente, são usadas diretamente. É o caso de Barista e Sommelier. São estas duas palavras [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Algumas profissões tem nomes, digamos, bem fundamentados e, portanto, consagrados, como o de <strong>Cozinheiro</strong> e o de <strong>Engenheiro</strong>. No entanto, outras mais modernas, acabam sendo formadas na língua portuguesa no Brasil aproveitando-se os nomes originais em outras línguas ou quando, simplesmente, são usadas diretamente. É o caso de <strong>Barista</strong> e <strong>Sommelier</strong>. São estas duas palavras tão difundidas em todo o mundo que não receberam qualquer adaptação, sendo assim faladas e escritas em muitas línguas.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1203_DiagLiqud_CarlaS1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1203_DiagLiqud_CarlaS1.jpg',653,1024,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1203_DiagLiqud_CarlaS1.jpg" class="alignleft" alt="" width="159" height="250" /></a>Com as transformações cada vez mais rápidas e intensas no Mundo, assim como algumas profissões ficam relegadas ao passado, outras surgem na esteira dos novos mercados. Países jovens, como é o caso dos que estão no chamado Novo Mundo, tiveram influência cultural da Europa, seja pelos portugueses e espanhóis, seja pelos ingleses e holandeses. Isso explica em boa parte o porque de alguns usos e costumes em cada região.</p>
<p>Por exemplo, é muito comum no Brasil se associar o ato de  tomar sopa ou beber chá com uma pessoa doente!</p>
<p>Num país tropical como o nosso, beber infusões ainda quentes é sinônimo de &#8220;santo remédio&#8221;&#8230; sendo uma rara exceção o <strong>Cafezinho</strong>, que para o brasileiro é heresia tomar se não estiver &#8220;pelando&#8221; de quente.</p>
<p>Treze anos atrás uma gaúcha espivetada resolveu abrir aquela que seria a primeira loja especializada em chás de alta qualidade no Brasil. A <em>Companheira de Viagem</em> <strong>Carla Saueressig</strong>, num projeto de fé fervorosa, aproveitando sua ascendência germânica e a rica educação sensorial que seus pais lhe repassaram, resolveu apresentar uma proposta de trabalho a uma das mais prestigiadas casas comercializadoras de chá da Europa: a <strong>Tee Gschwendner</strong>. Conversa boa, trato feito!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1203_DiagLiq_Gyokuro.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1203_DiagLiq_Gyokuro.JPG',1024,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1203_DiagLiq_Gyokuro.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="187" /></a>Instalou-se num pequeno espaço no Shopping Iguatemi, em São Paulo, pois era esse o local onde certamente encontraria pessoas que entenderiam sua proposta inovadora de trabalho. Foi nessa época que a conheci.</p>
<p>O seu espírito aventureiro e curioso fez com que se aprofundasse no estudo dos chás, aprendendo a <strong>degustar</strong>, <strong>avaliar</strong> e, principalmente, <strong>compreender</strong> os diferentes processos de produção, além do que cada <strong>território</strong> pode oferecer. Estudar, se aperfeiçoar na degustação e avaliação são atividades que fazem parte do seu dia a dia também.</p>
<p>A Carla certamente é a grande <strong>Especialista em Chás</strong> no Brasil nos dias de hoje. Ou seria <strong>Cha-rista</strong>, porque sabe preparar chás como ninguém? Ou, ainda, como um amigo em comum sugeriu, seria ela <strong>Tea-óloga</strong>?</p>
<p>Bem essa é uma questão que somente o tempo irá resolver&#8230; Gostaria agora de compartilhar algumas experiências sensoriais que a Carla preparou para mim.</p>
<p>Na foto acima tem uma xícara com uma infusão do espetacular <strong>Chá Verde</strong> japonês <strong>Gyukuro Nozomi</strong>.Produzido na Província de Aichi, no meio do caminho entre Tokyo e Kyoto (rota conhecida no Japão Feudal como o <strong>O Caminho de Tokkaido</strong>), a cerca de 700 m de altitude, suas tenras folhas (sempre as terceiras de cada ramo, contadas a partir da ponta) são colhidas quando as plantas da <em>Camelia sinensis</em> se encontram a plena atividade depois do rigoroso inverno. O detalhe para a produção deste raro chá fica por conta do uso de invólucros que estimulam a formação de clorofila adicional nas folhas, simulando um processo de quase sombreamento. O resultado: um chá de aroma intenso com notas a baunilha, que se repetem na bebida adocicada e extremamente macia!</p>
<p>Este é um caso em que as características de território são reforçadas pela mão do homem, que foi sábio!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1203_DiagLiqd_ch__s.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1203_DiagLiqd_ch__s.JPG',800,600,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1203_DiagLiqd_ch__s.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="187" /></a>Nesta foto ao lado se vêem duas xícaras feitas de um único chá. É um <strong>Oolong</strong> produzido em Taiwan, em estupendos 1.200 m de altitude!</p>
<p>Segundo Carla, Taiwan é produtora de excepcionais Oolongs, grande parte destinando-se ao sofisticado mercado japonês (como curiosidade, os japoneses pronunciam <strong>O-ROONGU CHA</strong>). Recebem esta classificação folhas que sofreram um processo de fermentação estimulado por impactos com bastões. A ruptura dos tecidos vegetais são prato cheio para reações enzimáticas. O controle é feito unicamente pela sensibilidade dos Mestres de Fermentação; notas de aromas e sabor elegantemente frutados como pêssego são o resultado deste processo.</p>
<p>Presente valioso do amigo <strong>Chen Chia-Chun</strong>, este foi o chá vencedor de um concurso de qualidade. Suas folhas são enroladas em espiral, diferente dos <strong>Oolong Dragon Ball</strong>, que se assemelham a bolinhas. Carla preparou duas infusões diferentes para ver qual seria a mais indicada. Na xícara da direita a infusão foi de 2 minutos, enquanto que na da esquerda, 3 minutos, conferido pela tonalidade mais escura como caramelo.</p>
<p>O que impressionou quando colocamos o Nariz à prova foi a sensação de &#8220;maresia&#8221;, principalmente na infusão mais longa, considerada a mais apropriada para este chá!</p>
<p>Foi quando a Carla comentou que esta é uma nota de aroma que eventualmente está presente em excepcionais Oolongs produzidos em Taiwan, pequena ilha com topografia muito diversificada. Ou seja, o Território, a partir de suas condições geográficas, se expressou de forma fantástica nesta xícara!</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Separando o Joio do Trigo ou o Açaí e o Milho do Café&#8230;</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Mar 2012 22:57:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Durante muito tempo se manteve a percepção de que os melhores grãos de café produzidos no Brasil eram exportados, ficando para o consumo interno apenas os chamado &#8220;Resíduos de Preparo&#8221;, nome técnico dado aos grãos com problemas, digamos, existenciais, como &#8220;mal formação congênita&#8221; (por falta de adubação ou por frutos colhidos antes do tempo) e, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Durante muito tempo se manteve a percepção de que os melhores grãos de café produzidos no Brasil eram exportados, ficando para o consumo interno apenas os chamado &#8220;Resíduos de Preparo&#8221;, nome técnico dado aos grãos com problemas, digamos, existenciais, como &#8220;mal formação congênita&#8221; (por falta de adubação ou por frutos colhidos antes do tempo) e, também, que foram afetados pelos mais diferentes &#8220;eventos da vida&#8221;, como as fermentações indesejáveis.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_LilianDuarte_Microscopia_Cafe_REF_bx.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_LilianDuarte_Microscopia_Cafe_REF_bx.jpg',1280,989,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/LilianDuarte_Microscopia_Cafe_REF_bx.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="193" /></a>O fato de se exportar os melhores grãos não é surpreendente, muito pelo contrário, faz bastante sentido porque o comprador quer sempre fazer valer ao máximo o que paga. Da mesma forma, quando você vai a uma loja comprar uma camisa, por exemplo, depois de ter alguma que lhe chame a atenção, pede, inicialmente, para experimentar ou fazer o que seria uma degustação estética. Se lhe cair bem, o próximo passo é negociar o preço; finalmente, uma inspeção para ver se não há defeitos no tecido ou um botão fora de lugar. Pronto! Compra feita.</p>
<p>E, certamente, você sai satisfeito!</p>
<p>Cultura típica de países pobres, o café teve uma trajetória diferente no Brasil. Até porque o Brasil mudou. Cresceu. Virou um país que já se impõe pela sua capacidade econômica, principalmente de sua população.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_LilianDuarte_Microscopia_Cafe_Casca_Paus_bx.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_LilianDuarte_Microscopia_Cafe_Casca_Paus_bx.jpg',1280,989,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/LilianDuarte_Microscopia_Cafe_Casca_Paus_bx.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="193" /></a>Com o crescimento do poder aquisitivo, da abertura do país aos produtos importados ainda na década de 90, da internacionalização da economia e cultura, incorporar hábitos  universalizados foi apenas questão de tempo. Hoje o mercado brasileiro já dá de ombros com o dos Estados Unidos, devendo brevemente alcançar o posto de maior mercado mundial consumidor de café, salto que se deve a uma série de ações que vem estimulando o consumo, combinado com o fato de que o café é atualmente uma bebida da moda.</p>
<p>O estímulo ao consumo se dá através de uma combinação de elementos como o poder aquisitivo, a oferta de novos produtos (sim, hoje cafés de qualidade excepcional já fazem parte do dia de muita gente por aqui!) e novas formas de consumo (seja na apresentação, seja nos novos serviços). E estes três elementos estão experimentando a avidez do novo consumidor, gente jovem e antenada nos gadgets e origens que surgem em profusão.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_LilianDuarte_Microscopia_Cafe_MIlho_bx.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_LilianDuarte_Microscopia_Cafe_MIlho_bx.jpg',1280,989,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/LilianDuarte_Microscopia_Cafe_MIlho_bx.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="193" /></a>A indústria de torrefação nacional passou por períodos complicados durante o período de hiper inflação, de triste lembrança para os jovens de outrora. Incluído na Cesta Básica, o café foi um dos produtos que sofreu por fazer parte do Tabelamento de Preços, que congelava os preços ao consumidor enquanto que a inflação corria solta, criando uma defasagem entre custos e valor de venda de tamanho abissal. O resultado: queda vertiginosa da qualidade, incorporando-se os piores resíduos de preparo disponíveis como forma de sobrevivência.</p>
<p>O fato do Brasil ser um país de excepcional vocação agrícola, além do café, uma diversidade de culturas tem suas colheitas disponíveis ao longo do ano. A facilidade para aquisição da matéria-prima básica, que é o grão de café cru,  é grande, uma vez que o cultivo se faz do Paraná à Bahia, além de Rondônia com o seu Conilon, e áreas pontuais em Mato Grosso e Goiás.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_LilianDuarte_Microscopia_Cafe__a__ai_bx.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_LilianDuarte_Microscopia_Cafe__a__ai_bx.jpg',1280,989,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/LilianDuarte_Microscopia_Cafe__a__ai_bx.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="193" /></a>Como em todos os setores, existem profissionais de alto nível, mas também existem aqueles que agem de má fé. Dois problemas devem ser enfrentados com rigor: o da <strong>Pureza do Café</strong>, que é um esforço de mais de 20 anos promovido pela <strong>ABIC &#8211; Associação Brasileira da Indústria do Café</strong>, e o da <strong>Qualidade do Café</strong>, que é um trabalho que deve ter todo o setor envolvido, de produtores a baristas e profissionais de serviço.</p>
<p>A questão da Pureza envolve a fraude básica: incorporar coisas que não o café. Paus, pedras e outros produtos. O milho é um dos elementos de fraude mais empregados, pois confere sabor adocicado ao produto final, o que melhora a percepção por parte do consumidor. O mais recente é o açaí.</p>
<p>Para verificação da Pureza de Café, o Laboratório do Departamento de Alimentos da <strong>Escola SENAI &#8220;Horácio Augusto da Silveira&#8221;</strong>, de São Paulo, SP, é um dos habilitados nos serviços de microscopia. É um trabalho maravilhoso coordenado pela <em>Companheira de Viagem</em> <strong>Professora Lilian Duarte</strong>, que gentilmente cedeu as imagens. Os laudos técnicos emitidos por este laboratório dá condições de ir à caça aos maus produtos, que, juntamente com uma legislação clara, deve retirar do mercado as marcas fraudadoras e punir adequadamente.</p>
<p>Veja com atenção as fotos e aprenda a reconhecer algumas das fraudes mais comuns contra os consumidores de café. Muito bom saber que existem profissionais que zelam pelo idoneidade do nosso café. Esperamos que outros laboratórios se habilitem para aumentar esse trabalho virtuoso.</p>
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		<title>Dia Internacional da Mulher&#8230; Com Café!</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Mar 2012 04:20:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ah, o que seria do café sem essas mulheres tão incríveis? Ficaríamos todos desamparados, como um Cappuccino sem Leite! A História dos Cafés do Brasil teve um início romanceado com a participação da Madame D&#8217;Orvilliers, que ofereceu mudas de cafeeiro para o galanteador sargento Mello Palheta, que as trouxe para o Pará, de onde esta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ah, o que seria do café sem essas mulheres tão incríveis?</p>
<p>Ficaríamos todos desamparados, como um <em>Cappuccino</em> sem Leite!</p>
<p>A História dos Cafés do Brasil teve um início romanceado com a participação da <strong>Madame D&#8217;Orvilliers</strong>, que ofereceu mudas de cafeeiro para o galanteador sargento Mello Palheta, que as trouxe para o Pará, de onde esta planta se disseminou por diversos Estados.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1303_Mulheres_mosaico.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1303_Mulheres_mosaico.jpg',2765,1382,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1303_Mulheres_mosaico.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="124" /></a>A Cafeicultura ficou como algo exclusivo do mundo masculino, à exceção dos tempos de colheita, quando as mulheres recolhiam delicadamente os rubros frutos.</p>
<p>O tempo passou, o mundo mudou e o que era doce se acabou&#8230; Bem, não foi assim, ainda bem!</p>
<p>As mulheres passaram a ter maior presença onde apenas os homens se sobressaíam ou simplesmente comandavam. Assim como houve a &#8220;Revolução Feminina&#8221; na Europa para que também pudessem as mulheres apreciar o <strong>Negro Vinho</strong>, a Cafeicultura em todos os seus setores experimentou a entrada dessas doces revolucionárias&#8230;</p>
<p>Mulheres na lida das fazendas vem se tornando cada vez mais comum, assim como muitas lideranças que alternam seus momentos de &#8220;botina de bico sujo de terra&#8221; com os de &#8220;sapato de salto alto&#8221;. Propriedades onde as mulheres tem o comando tem apresentando espetacular consistência nos resultados colheita após colheita. Talvez o cuidado e carinho que o espírito masculino sempre com altas doses de adrenalina e centrado em desempenho acaba não dispensando aos detalhes seja o diferencial do feminino. Como diz uma grande amiga e <em>Companheira de Viagem</em>, o toque feminino acaba dando um colorido especial nas coisas.</p>
<p>Baristas (sim, no Brasil elas são a esmagadora maioria), agrônomas, mas, também, superespecialistas Coffee Hunters e Juízas Certificadas Q Graders (pelo CQI &#8211; Coffee Quality Institute) são os novos terrenos onde as mulheres estão marcando presença.</p>
<p>E verdade seja dita: é impossível pensar no Mundo do Café sem as Mulheres&#8230;</p>
<p>Por isso, Vivas! Com Excelentes Cafés!</p>
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		<title>Cup Shock: Cafés do Brasil são Surpreendentes!</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Feb 2012 02:35:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Você já assistiu ao filme Bottle Shock, que no Brasil saiu com o nome de O Julgamento de Paris? Lançado em 2010, este belo filme dirigido por Randall Miller conta a impensável história de um sommelier britânico radicado em Paris que resolve agitar o mundo dos vinhos ao viajar à América em busca de novos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você já assistiu ao filme <strong>Bottle Shock</strong>, que no Brasil saiu com o nome de <strong>O Julgamento de Paris</strong>?</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1202_BottleShck_1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1202_BottleShck_1.jpg',422,600,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1202_BottleShck_1.jpg" class="alignleft" alt="" width="175" height="250" /></a>Lançado em 2010, este belo filme dirigido por <strong>Randall Miller</strong> conta a impensável história de um <em>sommelier</em> britânico radicado em Paris que resolve agitar o mundo dos vinhos ao viajar à América em busca de novos sabores e emoções.</p>
<p>Em 1976, <strong>Steven Spurrier</strong>, personificado pelo sempre impecável <strong>Alan Rickman</strong>, segue para o <strong>Napa Valley</strong>, CA, USA, para conhecer as vinícolas da primeira origem do que seria conhecido como <strong>Novo Mundo</strong> num puro projeto de garimpagem. Encontra a família <strong>Barrett</strong>, proprietária do hoje místico <strong>Chateau Montelena</strong>, e com o jovem <strong>Bo</strong>, vivido por <strong>Chris Pine</strong>, e seus inseparáveis amigos <strong>Gustavo</strong> (<strong>Freddy Rodriguez</strong>), um filho de imigrantes mexicanos e enólogo autodidata, e a bela <strong>Sam</strong> (<strong>Rachel Taylor</strong>), andam por toda a região.</p>
<p>Feita a seleção das melhores garrafas, Steven retornou a Paris, onde organizou o que seria a mais famosa degustação comparativa entre vinhos dos dois mundos: o<strong> Clássico Francês</strong> versus o <strong>Caipira Californiano</strong>.</p>
<p>Grandes enólogos e sommeliers, acompanhados avidamente por importantes jornalistas, provaram às cegas e deram o seu veredito. E que acabou surpreendendo aos próprios juízes!</p>
<p>Belíssima fotografia, grandes elenco e uma trilha sonora embalada por deliciosas canções do <strong>The Doobie Brothers</strong>. Veja o trailer oficial através do link abaixo:</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=DYs0kblXToA">Bottle Shock Movie Trailer</a></p>
<p>Há uma grande mensagem passada por este filme  e que se presta muito bem aos cafeicultores do Brasil: assim como os vitivinicultores californianos, considerados rudes pelos franceses, muitos lotes simplesmente fantásticos tem sido produzidos em nosso país desde sempre!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_P1140506.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_P1140506.JPG',800,515,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/P1140506.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="160" /></a>  Alguns paralelos podem ser feitos com o nosso povo do café e os produtores de vinho do filme: há uma busca incessante em buscar o melhor na produção, apesar do certo ceticismo em relação à qualidade do que se produz.</p>
<p>Isto acontece com muita frequência por aqui, pois raros são os produtores que decidiram conhecer a fundo o que estão produzindo.</p>
<p>Nossos cafeicultores são competentes ao fazer as árvores produzirem frutos aos borbotões, mas cometem falhas que se mostram fatais no quesito qualidade no momento da colheita e da secagem. Quando, muitas vezes apenas guiados pela intuição ou por pura sorte conseguem ultrapassar essa fase, esbarram numa comercialização que em geral se parece como impenetráveis muralhas.</p>
<p>Pessoas como o personagem Gustavo, que procurou estudar a fundo a bebida, sua produção, conceitos técnicos e, principalmente, aprender a degustar, devem se multiplicar também na cafeicultura. No caso do café, nem sempre o tamanho das sementes, conhecido como &#8220;peneira&#8221;,  é sinal de que o lote tem excelente bebida. Portanto, aprender a degustar e saber como o seu café bebe é parte do ofício do novo cafeicultor.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_904_Ristretto_offers.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_904_Ristretto_offers.JPG',1024,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/904_Ristretto_offers.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="187" /></a><strong>Conhecimento</strong> é o que define o domínio do jogo comercial.</p>
<p>Quando o nível de conhecimento é semelhante, existe equilíbrio e, em geral, a comercialização segue um rumo saudável. Quando o desequilíbrio acontece, quase sempre pendendo para o lado de quem compra, o saldo pode ser amargo para o produtor.</p>
<p>Não há outra saída: aprender, treinar e, assim, conhecer cada lote de café produzido. Degustar é manter diálogo com a bebida, conhecer seus deliciosos segredos ou mesmo seus defeitos e problemas que podem macular o lote. Só assim o cafeicultor pode realmente chamar cada lote de &#8220;seu filhote&#8221;!</p>
<p>Se você assistiu ao filme, vai entender porque o <strong>Cup Shock</strong> ( ou o <strong>Choque das Xícaras</strong>!) chegou aos <strong>Cafés do Brasil</strong>: veja nesta foto a tabela de preços de cafés de uma cafeteria referência em Portland, OR. Sim, é justamente um café brasileiro o mais caro da lista entre tantos outros mais famosos!</p>
<p>E que seus aromas e sabores justificaram plenamente o seu valor, reconhecidos por <strong>Mr. Spurrier</strong>s<strong> do Café</strong> de diversos países!</p>
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		<title>&#8220;Americano&#8221; ou Carioca?</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 01:44:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Primavera de 2005 (no Hemisfério Norte) e a cidade, Seattle, WA, USA. A agitação entre Coffee Geeks, Baristas e Coffee Experts de plantão era devido ao lançamento da <strong>Clover</strong>, que combina de forma surpreendente conceitos como tempo de contato, temperatura da água de extração, extração à vácuo e até um rodinho de borracha (como os que os flanelinhas usam nos semáforos para limpar os parabrisas dos carros&#8230;) com uma máquina de belo <em>design</em>.</p>
<p>Slogans que os geeks da Clover estampavam nas camisetas que vestiam, bem como nos bottoms, eram <strong>&#8220;I HATE AMERICANO&#8221; </strong>e <strong>&#8220;STUPID AMERICANO&#8221;</strong>.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Americano_a.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Americano_a.JPG',800,529,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1201_Americano_a.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="165" /></a>Muitos brasileiros se perguntavam: &#8220;Esses caras se auto destestam?!&#8221;. Não!!!</p>
<p>Não é briga entre<em><strong> yanquees</strong></em>, até porque quem nasce nos <strong>USA</strong> é <strong><em>American</em></strong>&#8230;</p>
<p>Na verdade, <strong>Americano</strong> é o <em>espresso</em> diluído com água após a extração normal, cujo parente próximo no Brasil é o <strong>Carioca</strong>.</p>
<p>O surgimento desta variação do <em>espresso</em> tem uma razão científica: como um maravilhoso equipamento de avaliação sensorial, o ser humano tem sua sensibilidade (= acuidade) diretamente relacionada com a quantidade de sensores (sejam olfativos, sejam gustativos) que vem de &#8220;fábrica&#8221;. É por isso que ninguém tem uma língua idêntica, assim como acontece com a íris e as impressões digitais.</p>
<p>Estatísticamente, <strong>25%</strong> da população humana tem uma alta densidade de papilas gustativas (independente de sua, digamos, &#8220;configuração de fábrica&#8221;), ficando acima da média (mais do que <strong>40 papilas fungiformes</strong> por unidade de área). Muito dessas pessoas, devido à essa grande sensibilidade, acabam se tornando profissionais de degustação das mais diferentes áreas.</p>
<p>Metade da população tem uma quantidade de papilas que permite reconhecer e quantificar a intensidade de diversos estímulos gustativos. É o pessoal que &#8220;salva&#8221; a indústria de alimentos e bebidas, pois identificam produtos de diferentes empresas!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Americano_d.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Americano_d.JPG',900,675,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1201_Americano_d.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="187" /></a>Finalmente, os <strong>25%</strong> restante tem uma densidade baixa de papilas fungiformes, que não se importam tanto com o que bebem ou comem, ou necessitam de produtos mais concentrados para perceber as diferenças sensoriais.</p>
<p>Por outro lado, conforme envelhecemos, a quantidade de nossos sensores gustativos e olfativos diminuem devido à menor capacidade de reposição que o nosso corpo apresenta com o tempo. Se cuidados não forem tomados desde cedo, podemos chegar à idade avançada sem a maravilhosa capacidade de sentir as sutilezas dos aromas e sabores, a não ser que tudo esteja mais concentrado. É comum observarmos que as pessoas com mais idade começam a preferir alimentos e bebidas com mais intensidade de aromas e sabores.</p>
<p>Fora a Itália, onde o <em>espresso</em> faz parte da cultura no consumo do café, nos outros países há uma tendência deste serviço corresponder entre 8% e 12% do total (há um interessante estudo feito pela NCA e sua congênere européia sobre este assunto).</p>
<p>Não é da natureza humana consumir alimentos e bebidas muito concentradas. Observe a crescente oferta de produtos que são versões menos concentradas das originais.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Americano_c.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Americano_c.JPG',800,600,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1201_Americano_c.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="187" /></a>Observe esta foto de um porta-filtro aberto (= <strong>Naked Porta Filter</strong>).</p>
<p>As gotas parecem mais diluidas, com aspecto mais aguado em relação à foto ao alto, que é de um típico <em>espresso</em> (e que belo tigrado, não?!). Esta extração foi feita na <strong>Slayer</strong> do <strong>Ateliê do Grão</strong>, de Goiânia, GO, que permite prolongar a pré-infusão como você preferir. Por sugestão do <em>Companheiro de Viagem</em> <strong>Rodrigo Menezes</strong>, fizemos experiências com o tempo de pré infusão e a compactação do pó no porta filtro. Detalhe, o moinho empregado foi o Versalab, que possui um sistema de moagem sequencial com diferentes modalidades (primeiro mós cônicas, depois, mós planas ou discos), que possibilita um perfil de granulometria bastante distinto dos moinhos normais.</p>
<p>Compactado, o resultado, ao se lançar mão de grãos do fantástico <strong>Lote #66</strong> da <strong>Fazenda Chapadão de Ferro</strong>, de <strong>Ruvaldo Delarisse</strong>, finalista do <strong>Concurso de Qualidade de Café de Minas Gerais 2011</strong>,  é um <em>espresso</em> simplesmente esplêndido!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Americano_b.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Americano_b.jpg',576,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1201_Americano_b.jpg" class="alignleft" alt="" width="187" height="250" /></a>Na preparação de um Americano (ou seria um Carioca?!) não há necessidade de ser feita a compactação. Manteve-se apenas a dose de pó moído no porta filtro. A infusão foi longa, seguida da extração propriamente dita.</p>
<p>O resultado: um espresso ao estilo <strong><em>American</em> Americano</strong> ou <strong><em>Brasileiro</em> Carioca</strong>!</p>
<p>A bebida lembra o que se obtem numa French Press, pois a presença dos óleos fica bem caracterizada, apesar de ainda estar relativamente concentrada. Vale a experiência.</p>
<p>E um recado final: não se acanhe, peça sempre o café na forma que você gosta mais. Gosto é opção pessoal e, como foi explicado, cada pessoa tem uma percepção diferente!</p>
<p>Mas, não deixe de experimentar, sempre. Nunca é demais procurar desvendar o maravilhoso mundos dos aromas e sabores!</p>
<p>É possível julgar um serviço ou uma bebida somente a partir depois de adquirir um bom conjunto de experiências. Experimentar, aprender, comparar e se deliciar.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Por que Blend? &#8211; 2</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Jan 2012 01:38:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Blend significa Mistura. Em espanhol é Mezcla. Não vivemos num mundo monocromático. Ainda bem! A sensação mais estimulada sem dúvida é a visual, certamente como uma obra divina, pois o homem naturalmente busca um sentido estético em tudo. Observe este belo conjunto de sushis executado pelo sempre inspirado e rigoroso Companheiro de Viagem Cristiano Machado do Bonsai. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Blend</strong> significa<strong> Mistura</strong>. Em espanhol é <strong>Mezcla</strong>.</p>
<p>Não vivemos num mundo monocromático. Ainda bem!</p>
<p>A sensação mais estimulada sem dúvida é a visual, certamente como uma obra divina, pois o homem naturalmente busca um sentido estético em tudo.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Blends2_sushi_1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Blends2_sushi_1.jpg',800,562,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1201_Blends2_sushi_1.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="175" /></a>Observe este belo conjunto de sushis executado pelo sempre inspirado e rigoroso <em>Companheiro de Viagem</em> <strong>Cristiano Machado</strong> do <strong>Bonsai</strong>. Observe como a montagem com as fatias de salmão foi feita de tal forma para criar um belo efeito de linhas convergentes. Os niguirizushis de salmão ficaram centrados em relação aos de camarão e da tilápia, ambos de coloração menos exuberante, fazendo um cativante ton-sur-ton.  Entremear os sushis com a salsinha japonesa de intenso verde faz o contraste perfeito, quando são empregadas cores complementares, caso do vermelho e do verde. Essa mescla de cores dá ao prato irresistível visual, fazendo-nos ávidos para o ataque&#8230;</p>
<p>Este é um outro prato que considero indispensável! Pedida obrigatória!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Blends2_bruschetta_1.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Blends2_bruschetta_1.JPG',800,559,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1201_Blends2_bruschetta_1.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="174" /></a>Criado pelo <em>Chef</em> <strong>Rodrigo de Oliveira</strong>, do <strong>Mocotó</strong>, é a Bruschetta Nordestina. Note que o apelo visual ficou muito mais para o jogo de cores do prato onde é servida e o guardanapo avermelhado (novamente um jogo de cores complementares!) do que dos componentes da bruschetta em si, uma vez que vai ao forno. Aqui a estética predominante é a do <strong>Gosto</strong>, principalmente se forem levados em consideração os ingredientes, que tem na carne seca o ponto de referência, muito bem secundada por uma profusão de temperos clássicos do Brasil como a cebola, a cebolinha e salsinha. A carne seca é o sabor de maior força, mas o uso deste conjunto conhecido por Cheiro Verde quebra o tom pesado e de toque gorduroso com seus aromas espertos, delicadamente medicinais e refrescantes. É um interessante resultado da busca do equilíbrio de sabores. Boa mescla, não?!</p>
<p>Agora, preste bem atenção nesta foto.</p>
<p>Certamente você vai pensar: mas que composição mais sem graça! Tão diferente dos sushis&#8230;</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Blends2_chaNatal.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Blends2_chaNatal.jpg',900,675,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1201_Blends2_chaNatal.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="187" /></a>No entanto, há uma forte razão: fizemos uma rota iniciando por algo com grande peso visual ante o do Paladar; depois passamos para a bruschetta, que começa a ter predominância das coisas do Olfato e do Paladar, ficando o visual mais para os adereços; finalmente, algo essencialmente para o Olfato e Paladar. Esta é uma magistral mistura de vários ingredientes, o maravilhoso <strong>Blend de Natal</strong> que <strong>A Loja do Chá &#8211; Tee Gschwendener</strong> trouxe para o Natal 2011 pelas mãos da grande amiga e <em>Companheira de Viagem</em> <strong>Carla Saueressig</strong>, a &#8220;Tea óloga&#8221; do Brasil. É uma profusão de aromas e sabores florais como do hibiscus e calêndulas, e frutados como da maçã e manga, além de especiarias como o cravo-da-índia e cardamomo e inesperadas amêndoas!</p>
<p>Ao se fazer a infusão, um mágico aroma toma conta do local, começando com as notas florais e de frutas como a maçã e limão, seguidas das outras frutas e especiarias. O toque especial, como mencionei, fica com as amêndoas que dão um toque adocicado, lembrando algo muito aconchegante&#8230; como deve ser o ambiente no Natal! (aqui cabe uma observação: essas são sensações de um Natal típico do Hemisfério Norte, quando o cortante frio é posto de lado com chás inebriantes como este).</p>
<p>É importante observar que uma boa composição tem como objetivo o Equilíbrio entre os vários aspectos do Sabor, resultando num conjunto harmonioso. Enquanto a Estética Visual para alguns pratos (e, naturalmente, levando-se em conta a cultura de cada povo) tem grande peso, para as coisas de se beber o que predomina é a Estética do Gosto e do Aroma.</p>
<p>De qualquer forma, <strong>sempre</strong> os <strong>esforços</strong> são centrados na <strong>busca do equilíbrio</strong> dos atributos sensoriais.</p>
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		<title>Café &amp; Arte: Quando Ambos Fazem Nossa Praia&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Dec 2011 02:02:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O café tem sido tema de muitas expressões artísticas, desde artes plásticas e musicais até cênicas há muitos anos. O estímulo que a cafeína provoca em boa parte foi responsável por tornar o café numa das bebidas preferidas pelos filósofos de plantão do Período Iluminista e dos escritores para que a inspiração viesse com maior [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O café tem sido tema de muitas expressões artísticas, desde artes plásticas e musicais até cênicas há muitos anos.</p>
<p>O estímulo que a cafeína provoca em boa parte foi responsável por tornar o café numa das bebidas preferidas pelos filósofos de plantão do Período Iluminista e dos escritores para que a inspiração viesse com maior intensidade, bem como dos cineastas e diretores de teatro, para manter a atenção e foco durante os trabalhos.</p>
<p>Sou fã de cinema, não importando se curta ou longa metragem, simplesmente o que me importa é que seja um bom cinema. Com isso quero dizer que gosto de ver boas estórias com uma linguagem que nos faça pensar ou no mínimo faça cócegas no cérebro, embalados por fotografia de &#8220;gente grande&#8221; e uma trilha sonora  que funcione como uma grande lupa, tornando o resultado grandioso.</p>
<p>Gostaria de comentar e compartilhar uma série que me cativou desde o primeiro momento. Muitas vezes, coisas muito boas ocorrem fora do Eixo Rio-São Paulo e isso é muito saudável, ainda mais num país de dimensões continentais como o nosso. A diversidade cultural é o bem mais precioso do Brasil.</p>
<p>Imagine uma cafeteria no Recife, PE, pleno Nordeste, e que tenha vocação para casa multicultural. Pois é, o <strong>Castigliani Cafés Especiais</strong> tem disso. Não falarei do seu serviço de café, pois não tive a oportunidade de experimentar ainda, mas sim do seu ousado projeto de curta metragens chamado <strong>Mundo Café</strong>, que tem direção de <strong>Leonardo Lacca</strong>.</p>
<p>Até o momento estão disponíveis 5 belos curta metragens, todos acessíveis no <em><strong>Youtube</strong></em>: <strong>Praia</strong>, <strong>Tinta</strong>, <strong>Affogatta</strong>, <strong>Caffè Mocha</strong> e <strong>Espresso Doppio</strong>.</p>
<p>Os três primeiros tem uma linha de ligação muito clara como fragmentos de um único roteiro, enquanto que <strong>Caffè Mocha</strong> e <strong>Espresso Doppio</strong> já possuem vôos independentes.</p>
<p>O episódio <strong>Praia</strong> é construído a partir da conexão de sons e texturas entre a Torra e Preparo de Café e a Praia com sua Areia e Mar. Um roteiro inspiradamente genial!</p>
<p>Para mim, a melhor <em>sacada</em> sobre o preparo de café que já vi, assisti e ouvi em minha vida!</p>
<p><iframe width="500" height="281" src="http://www.youtube.com/embed/aGqRZarx7gY?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Outro episódio que considero também uma pequena obra prima é o terceiro, <strong>Affogatta</strong>. Sim, no feminino!</p>
<p>Tem uma forte ligação com o segundo episódio, <strong>Tinta</strong>, e o uso de uma banheira como uma xícara de café (ou seria justamente o inverso, uma enorme xícara de café sendo usada como uma banheira?!) também se revelou outro lampejo de grande inspiração.</p>
<p>Assista e confira porque este serviço está no feminino&#8230;</p>
<p><iframe width="500" height="281" src="http://www.youtube.com/embed/pnfpn7I5WMQ?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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