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	<title>The Coffee Traveler &#187; Gente</title>
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	<description>by Ensei Neto</description>
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		<title>Cup Shock: Cafés do Brasil são Surpreendentes!</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Feb 2012 02:35:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Você já assistiu ao filme Bottle Shock, que no Brasil saiu com o nome de O Julgamento de Paris? Lançado em 2010, este belo filme dirigido por Randall Miller conta a impensável história de um sommelier britânico radicado em Paris que resolve agitar o mundo dos vinhos ao viajar à América em busca de novos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você já assistiu ao filme <strong>Bottle Shock</strong>, que no Brasil saiu com o nome de <strong>O Julgamento de Paris</strong>?</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1202_BottleShck_1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1202_BottleShck_1.jpg',422,600,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1202_BottleShck_1.jpg" class="alignleft" alt="" width="175" height="250" /></a>Lançado em 2010, este belo filme dirigido por <strong>Randall Miller</strong> conta a impensável história de um <em>sommelier</em> britânico radicado em Paris que resolve agitar o mundo dos vinhos ao viajar à América em busca de novos sabores e emoções.</p>
<p>Em 1976, <strong>Steven Spurrier</strong>, personificado pelo sempre impecável <strong>Alan Rickman</strong>, segue para o <strong>Napa Valley</strong>, CA, USA, para conhecer as vinícolas da primeira origem do que seria conhecido como <strong>Novo Mundo</strong> num puro projeto de garimpagem. Encontra a família <strong>Barrett</strong>, proprietária do hoje místico <strong>Chateau Montelena</strong>, e com o jovem <strong>Bo</strong>, vivido por <strong>Chris Pine</strong>, e seus inseparáveis amigos <strong>Gustavo</strong> (<strong>Freddy Rodriguez</strong>), um filho de imigrantes mexicanos e enólogo autodidata, e a bela <strong>Sam</strong> (<strong>Rachel Taylor</strong>), andam por toda a região.</p>
<p>Feita a seleção das melhores garrafas, Steven retornou a Paris, onde organizou o que seria a mais famosa degustação comparativa entre vinhos dos dois mundos: o<strong> Clássico Francês</strong> versus o <strong>Caipira Californiano</strong>.</p>
<p>Grandes enólogos e sommeliers, acompanhados avidamente por importantes jornalistas, provaram às cegas e deram o seu veredito. E que acabou surpreendendo aos próprios juízes!</p>
<p>Belíssima fotografia, grandes elenco e uma trilha sonora embalada por deliciosas canções do <strong>The Doobie Brothers</strong>. Veja o trailer oficial através do link abaixo:</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=DYs0kblXToA">Bottle Shock Movie Trailer</a></p>
<p>Há uma grande mensagem passada por este filme  e que se presta muito bem aos cafeicultores do Brasil: assim como os vitivinicultores californianos, considerados rudes pelos franceses, muitos lotes simplesmente fantásticos tem sido produzidos em nosso país desde sempre!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_P1140506.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_P1140506.JPG',800,515,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/P1140506.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="160" /></a>  Alguns paralelos podem ser feitos com o nosso povo do café e os produtores de vinho do filme: há uma busca incessante em buscar o melhor na produção, apesar do certo ceticismo em relação à qualidade do que se produz.</p>
<p>Isto acontece com muita frequência por aqui, pois raros são os produtores que decidiram conhecer a fundo o que estão produzindo.</p>
<p>Nossos cafeicultores são competentes ao fazer as árvores produzirem frutos aos borbotões, mas cometem falhas que se mostram fatais no quesito qualidade no momento da colheita e da secagem. Quando, muitas vezes apenas guiados pela intuição ou por pura sorte conseguem ultrapassar essa fase, esbarram numa comercialização que em geral se parece como impenetráveis muralhas.</p>
<p>Pessoas como o personagem Gustavo, que procurou estudar a fundo a bebida, sua produção, conceitos técnicos e, principalmente, aprender a degustar, devem se multiplicar também na cafeicultura. No caso do café, nem sempre o tamanho das sementes, conhecido como &#8220;peneira&#8221;,  é sinal de que o lote tem excelente bebida. Portanto, aprender a degustar e saber como o seu café bebe é parte do ofício do novo cafeicultor.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_904_Ristretto_offers.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_904_Ristretto_offers.JPG',1024,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/904_Ristretto_offers.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="187" /></a><strong>Conhecimento</strong> é o que define o domínio do jogo comercial.</p>
<p>Quando o nível de conhecimento é semelhante, existe equilíbrio e, em geral, a comercialização segue um rumo saudável. Quando o desequilíbrio acontece, quase sempre pendendo para o lado de quem compra, o saldo pode ser amargo para o produtor.</p>
<p>Não há outra saída: aprender, treinar e, assim, conhecer cada lote de café produzido. Degustar é manter diálogo com a bebida, conhecer seus deliciosos segredos ou mesmo seus defeitos e problemas que podem macular o lote. Só assim o cafeicultor pode realmente chamar cada lote de &#8220;seu filhote&#8221;!</p>
<p>Se você assistiu ao filme, vai entender porque o <strong>Cup Shock</strong> ( ou o <strong>Choque das Xícaras</strong>!) chegou aos <strong>Cafés do Brasil</strong>: veja nesta foto a tabela de preços de cafés de uma cafeteria referência em Portland, OR. Sim, é justamente um café brasileiro o mais caro da lista entre tantos outros mais famosos!</p>
<p>E que seus aromas e sabores justificaram plenamente o seu valor, reconhecidos por <strong>Mr. Spurrier</strong>s<strong> do Café</strong> de diversos países!</p>
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		<title>&#8220;Americano&#8221; ou Carioca?</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 01:44:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Primavera de 2005 (no Hemisfério Norte) e a cidade, Seattle, WA, USA. A agitação entre Coffee Geeks, Baristas e Coffee Experts de plantão era devido ao lançamento da <strong>Clover</strong>, que combina de forma surpreendente conceitos como tempo de contato, temperatura da água de extração, extração à vácuo e até um rodinho de borracha (como os que os flanelinhas usam nos semáforos para limpar os parabrisas dos carros&#8230;) com uma máquina de belo <em>design</em>.</p>
<p>Slogans que os geeks da Clover estampavam nas camisetas que vestiam, bem como nos bottoms, eram <strong>&#8220;I HATE AMERICANO&#8221; </strong>e <strong>&#8220;STUPID AMERICANO&#8221;</strong>.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Americano_a.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Americano_a.JPG',800,529,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1201_Americano_a.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="165" /></a>Muitos brasileiros se perguntavam: &#8220;Esses caras se auto destestam?!&#8221;. Não!!!</p>
<p>Não é briga entre<em><strong> yanquees</strong></em>, até porque quem nasce nos <strong>USA</strong> é <strong><em>American</em></strong>&#8230;</p>
<p>Na verdade, <strong>Americano</strong> é o <em>espresso</em> diluído com água após a extração normal, cujo parente próximo no Brasil é o <strong>Carioca</strong>.</p>
<p>O surgimento desta variação do <em>espresso</em> tem uma razão científica: como um maravilhoso equipamento de avaliação sensorial, o ser humano tem sua sensibilidade (= acuidade) diretamente relacionada com a quantidade de sensores (sejam olfativos, sejam gustativos) que vem de &#8220;fábrica&#8221;. É por isso que ninguém tem uma língua idêntica, assim como acontece com a íris e as impressões digitais.</p>
<p>Estatísticamente, <strong>25%</strong> da população humana tem uma alta densidade de papilas gustativas (independente de sua, digamos, &#8220;configuração de fábrica&#8221;), ficando acima da média (mais do que <strong>40 papilas fungiformes</strong> por unidade de área). Muito dessas pessoas, devido à essa grande sensibilidade, acabam se tornando profissionais de degustação das mais diferentes áreas.</p>
<p>Metade da população tem uma quantidade de papilas que permite reconhecer e quantificar a intensidade de diversos estímulos gustativos. É o pessoal que &#8220;salva&#8221; a indústria de alimentos e bebidas, pois identificam produtos de diferentes empresas!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Americano_d.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Americano_d.JPG',900,675,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1201_Americano_d.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="187" /></a>Finalmente, os <strong>25%</strong> restante tem uma densidade baixa de papilas fungiformes, que não se importam tanto com o que bebem ou comem, ou necessitam de produtos mais concentrados para perceber as diferenças sensoriais.</p>
<p>Por outro lado, conforme envelhecemos, a quantidade de nossos sensores gustativos e olfativos diminuem devido à menor capacidade de reposição que o nosso corpo apresenta com o tempo. Se cuidados não forem tomados desde cedo, podemos chegar à idade avançada sem a maravilhosa capacidade de sentir as sutilezas dos aromas e sabores, a não ser que tudo esteja mais concentrado. É comum observarmos que as pessoas com mais idade começam a preferir alimentos e bebidas com mais intensidade de aromas e sabores.</p>
<p>Fora a Itália, onde o <em>espresso</em> faz parte da cultura no consumo do café, nos outros países há uma tendência deste serviço corresponder entre 8% e 12% do total (há um interessante estudo feito pela NCA e sua congênere européia sobre este assunto).</p>
<p>Não é da natureza humana consumir alimentos e bebidas muito concentradas. Observe a crescente oferta de produtos que são versões menos concentradas das originais.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Americano_c.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Americano_c.JPG',800,600,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1201_Americano_c.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="187" /></a>Observe esta foto de um porta-filtro aberto (= <strong>Naked Porta Filter</strong>).</p>
<p>As gotas parecem mais diluidas, com aspecto mais aguado em relação à foto ao alto, que é de um típico <em>espresso</em> (e que belo tigrado, não?!). Esta extração foi feita na <strong>Slayer</strong> do <strong>Ateliê do Grão</strong>, de Goiânia, GO, que permite prolongar a pré-infusão como você preferir. Por sugestão do <em>Companheiro de Viagem</em> <strong>Rodrigo Menezes</strong>, fizemos experiências com o tempo de pré infusão e a compactação do pó no porta filtro. Detalhe, o moinho empregado foi o Versalab, que possui um sistema de moagem sequencial com diferentes modalidades (primeiro mós cônicas, depois, mós planas ou discos), que possibilita um perfil de granulometria bastante distinto dos moinhos normais.</p>
<p>Compactado, o resultado, ao se lançar mão de grãos do fantástico <strong>Lote #66</strong> da <strong>Fazenda Chapadão de Ferro</strong>, de <strong>Ruvaldo Delarisse</strong>, finalista do <strong>Concurso de Qualidade de Café de Minas Gerais 2011</strong>,  é um <em>espresso</em> simplesmente esplêndido!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Americano_b.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Americano_b.jpg',576,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1201_Americano_b.jpg" class="alignleft" alt="" width="187" height="250" /></a>Na preparação de um Americano (ou seria um Carioca?!) não há necessidade de ser feita a compactação. Manteve-se apenas a dose de pó moído no porta filtro. A infusão foi longa, seguida da extração propriamente dita.</p>
<p>O resultado: um espresso ao estilo <strong><em>American</em> Americano</strong> ou <strong><em>Brasileiro</em> Carioca</strong>!</p>
<p>A bebida lembra o que se obtem numa French Press, pois a presença dos óleos fica bem caracterizada, apesar de ainda estar relativamente concentrada. Vale a experiência.</p>
<p>E um recado final: não se acanhe, peça sempre o café na forma que você gosta mais. Gosto é opção pessoal e, como foi explicado, cada pessoa tem uma percepção diferente!</p>
<p>Mas, não deixe de experimentar, sempre. Nunca é demais procurar desvendar o maravilhoso mundos dos aromas e sabores!</p>
<p>É possível julgar um serviço ou uma bebida somente a partir depois de adquirir um bom conjunto de experiências. Experimentar, aprender, comparar e se deliciar.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Por que Blend? &#8211; 2</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Jan 2012 01:38:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Blend significa Mistura. Em espanhol é Mescla. Não vivemos num mundo monocromático. Ainda bem! A sensação mais estimulada sem dúvida é a visual, certamente como uma obra divina, pois o homem naturalmente busca um sentido estético em tudo. Observe este belo conjunto de sushis executado pelo sempre inspirado e rigoroso Companheiro de Viagem Cristiano Machado do Bonsai. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Blend</strong> significa<strong> Mistura</strong>. Em espanhol é <strong>Mescla</strong>.</p>
<p>Não vivemos num mundo monocromático. Ainda bem!</p>
<p>A sensação mais estimulada sem dúvida é a visual, certamente como uma obra divina, pois o homem naturalmente busca um sentido estético em tudo.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Blends2_sushi_1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Blends2_sushi_1.jpg',800,562,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1201_Blends2_sushi_1.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="175" /></a>Observe este belo conjunto de sushis executado pelo sempre inspirado e rigoroso <em>Companheiro de Viagem</em> <strong>Cristiano Machado</strong> do <strong>Bonsai</strong>. Observe como a montagem com as fatias de salmão foi feita de tal forma para criar um belo efeito de linhas convergentes. Os niguirizushis de salmão ficaram centrados em relação aos de camarão e da tilápia, ambos de coloração menos exuberante, fazendo um cativante ton-sur-ton.  Entremear os sushis com a salsinha japonesa de intenso verde faz o contraste perfeito, quando são empregadas cores complementares, caso do vermelho e do verde. Essa mescla de cores dá ao prato irresistível visual, fazendo-nos ávidos para o ataque&#8230;</p>
<p>Este é um outro prato que considero indispensável! Pedida obrigatória!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Blends2_bruschetta_1.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Blends2_bruschetta_1.JPG',800,559,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1201_Blends2_bruschetta_1.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="174" /></a>Criado pelo <em>Chef</em> <strong>Rodrigo de Oliveira</strong>, do <strong>Mocotó</strong>, é a Bruschetta Nordestina. Note que o apelo visual ficou muito mais para o jogo de cores do prato onde é servida e o guardanapo avermelhado (novamente um jogo de cores complementares!) do que dos componentes da bruschetta em si, uma vez que vai ao forno. Aqui a estética predominante é a do <strong>Gosto</strong>, principalmente se forem levados em consideração os ingredientes, que tem na carne seca o ponto de referência, muito bem secundada por uma profusão de temperos clássicos do Brasil como a cebola, a cebolinha e salsinha. A carne seca é o sabor de maior força, mas o uso deste conjunto conhecido por Cheiro Verde quebra o tom pesado e de toque gorduroso com seus aromas espertos, delicadamente medicinais e refrescantes. É um interessante resultado da busca do equilíbrio de sabores. Boa mescla, não?!</p>
<p>Agora, preste bem atenção nesta foto.</p>
<p>Certamente você vai pensar: mas que composição mais sem graça! Tão diferente dos sushis&#8230;</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Blends2_chaNatal.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Blends2_chaNatal.jpg',900,675,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1201_Blends2_chaNatal.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="187" /></a>No entanto, há uma forte razão: fizemos uma rota iniciando por algo com grande peso visual ante o do Paladar; depois passamos para a bruschetta, que começa a ter predominância das coisas do Olfato e do Paladar, ficando o visual mais para os adereços; finalmente, algo essencialmente para o Olfato e Paladar. Esta é uma magistral mistura de vários ingredientes, o maravilhoso <strong>Blend de Natal</strong> que <strong>A Loja do Chá &#8211; Tee Gschwendener</strong> trouxe para o Natal 2011 pelas mãos da grande amiga e <em>Companheira de Viagem</em> <strong>Carla Saueressig</strong>, a &#8220;Tea óloga&#8221; do Brasil. É uma profusão de aromas e sabores florais como do hibiscus e calêndulas, e frutados como da maçã e manga, além de especiarias como o cravo-da-índia e cardamomo e inesperadas amêndoas!</p>
<p>Ao se fazer a infusão, um mágico aroma toma conta do local, começando com as notas florais e de frutas como a maçã e limão, seguidas das outras frutas e especiarias. O toque especial, como mencionei, fica com as amêndoas que dão um toque adocicado, lembrando algo muito aconchegante&#8230; como deve ser o ambiente no Natal! (aqui cabe uma observação: essas são sensações de um Natal típico do Hemisfério Norte, quando o cortante frio é posto de lado com chás inebriantes como este).</p>
<p>É importante observar que uma boa composição tem como objetivo o Equilíbrio entre os vários aspectos do Sabor, resultando num conjunto harmonioso. Enquanto a Estética Visual para alguns pratos (e, naturalmente, levando-se em conta a cultura de cada povo) tem grande peso, para as coisas de se beber o que predomina é a Estética do Gosto e do Aroma.</p>
<p>De qualquer forma, <strong>sempre</strong> os <strong>esforços</strong> são centrados na <strong>busca do equilíbrio</strong> dos atributos sensoriais.</p>
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		<title>Café &amp; Arte: Quando Ambos Fazem Nossa Praia&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Dec 2011 02:02:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O café tem sido tema de muitas expressões artísticas, desde artes plásticas e musicais até cênicas há muitos anos. O estímulo que a cafeína provoca em boa parte foi responsável por tornar o café numa das bebidas preferidas pelos filósofos de plantão do Período Iluminista e dos escritores para que a inspiração viesse com maior [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O café tem sido tema de muitas expressões artísticas, desde artes plásticas e musicais até cênicas há muitos anos.</p>
<p>O estímulo que a cafeína provoca em boa parte foi responsável por tornar o café numa das bebidas preferidas pelos filósofos de plantão do Período Iluminista e dos escritores para que a inspiração viesse com maior intensidade, bem como dos cineastas e diretores de teatro, para manter a atenção e foco durante os trabalhos.</p>
<p>Sou fã de cinema, não importando se curta ou longa metragem, simplesmente o que me importa é que seja um bom cinema. Com isso quero dizer que gosto de ver boas estórias com uma linguagem que nos faça pensar ou no mínimo faça cócegas no cérebro, embalados por fotografia de &#8220;gente grande&#8221; e uma trilha sonora  que funcione como uma grande lupa, tornando o resultado grandioso.</p>
<p>Gostaria de comentar e compartilhar uma série que me cativou desde o primeiro momento. Muitas vezes, coisas muito boas ocorrem fora do Eixo Rio-São Paulo e isso é muito saudável, ainda mais num país de dimensões continentais como o nosso. A diversidade cultural é o bem mais precioso do Brasil.</p>
<p>Imagine uma cafeteria no Recife, PE, pleno Nordeste, e que tenha vocação para casa multicultural. Pois é, o <strong>Castigliani Cafés Especiais</strong> tem disso. Não falarei do seu serviço de café, pois não tive a oportunidade de experimentar ainda, mas sim do seu ousado projeto de curta metragens chamado <strong>Mundo Café</strong>, que tem direção de <strong>Leonardo Lacca</strong>.</p>
<p>Até o momento estão disponíveis 5 belos curta metragens, todos acessíveis no <em><strong>Youtube</strong></em>: <strong>Praia</strong>, <strong>Tinta</strong>, <strong>Affogatta</strong>, <strong>Caffè Mocha</strong> e <strong>Espresso Doppio</strong>.</p>
<p>Os três primeiros tem uma linha de ligação muito clara como fragmentos de um único roteiro, enquanto que <strong>Caffè Mocha</strong> e <strong>Espresso Doppio</strong> já possuem vôos independentes.</p>
<p>O episódio <strong>Praia</strong> é construído a partir da conexão de sons e texturas entre a Torra e Preparo de Café e a Praia com sua Areia e Mar. Um roteiro inspiradamente genial!</p>
<p>Para mim, a melhor <em>sacada</em> sobre o preparo de café que já vi, assisti e ouvi em minha vida!</p>
<p><iframe width="500" height="281" src="http://www.youtube.com/embed/aGqRZarx7gY?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Outro episódio que considero também uma pequena obra prima é o terceiro, <strong>Affogatta</strong>. Sim, no feminino!</p>
<p>Tem uma forte ligação com o segundo episódio, <strong>Tinta</strong>, e o uso de uma banheira como uma xícara de café (ou seria justamente o inverso, uma enorme xícara de café sendo usada como uma banheira?!) também se revelou outro lampejo de grande inspiração.</p>
<p>Assista e confira porque este serviço está no feminino&#8230;</p>
<p><iframe width="500" height="281" src="http://www.youtube.com/embed/pnfpn7I5WMQ?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A Retomada dos Grandes Vôos&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Nov 2011 03:42:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agronomica]]></category>
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		<category><![CDATA[Norte Pioneiro do Paraná]]></category>

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		<description><![CDATA[Existem várias estórias que retratam a capacidade de retomada depois de um grande revés. Certamente a mais famosa é a da Fenix, mitológico pássaro que quando velho morria consumido por chamas geradas por si próprio, porém logo em seguida renascia de suas cinzas. Considero a passagem da série Harry Portter (sim, assisti a todos os filmes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Existem várias estórias que retratam a capacidade de retomada depois de um grande revés. Certamente a mais famosa é a da <strong>Fenix</strong>, mitológico pássaro que quando velho morria consumido por chamas geradas por si próprio, porém logo em seguida renascia de suas cinzas.</p>
<p>Considero a passagem da série <strong>Harry Portter</strong> (sim, assisti a todos os filmes da série porque minha filha fez parte dessa maravilhosa geração de pequenos fãs!) cujo episódio era <strong>A Câmara Secreta</strong> com uma Fenix como uma das mais belas!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1111_ACENPP_2.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1111_ACENPP_2.JPG',1024,635,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1111_ACENPP_2.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="155" /></a>Imagine um lugar que tem um solo muito fértil e, portanto, uma rara vocação agrícola reforçada pela presença de imigrantes italianos, alemães e poloneses. Bela mistura, não?</p>
<p>Bem, isso é o <strong>Norte do Paraná</strong>!</p>
<p>Esse solo fertilíssimo é conhecido como <strong>Terra Roxa</strong>, numa tradução simplória da expressão italiana <strong>Terra Rossa</strong> (<em>rossa</em> = vermelha). Ah, tem ainda o clima que é muito comportado, com as tradicionais estações do ano muito bem definidas, pois boa parte do Paraná está em latitude maior que o do <strong>Trópico de Capricórnio</strong>. Portanto, Primavera, Verão, Outono e Inverno são bem definidos. Com tudo isso, era natural que o café se tornasse um dos cultivos de grande interesse.</p>
<p>O <strong>Norte Pioneiro do Paraná</strong> tem esse nome para a cafeicultura porque foi onde ela se iniciou.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1111_ACENPP_locBR.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1111_ACENPP_locBR.jpg',1280,867,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1111_ACENPP_locBR.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="169" /></a>Observe bem o mapa ao lado. Na ponta do Noroeste está <strong>Jacarezinho</strong>, município que viveu a pujança do <strong>Ciclo do Café</strong> e que é a porta de entrada para quem vem de São Paulo, mais precisamente, da vizinha <strong>Ourinhos</strong>. Esta cidade é um interessante ponto de convergência, pois faz ligação com a <strong>Alta Paulista</strong>, uma das mais importantes origens paulistas de café ainda em atividade, e, também, com a <strong>Alta Sorocabana</strong> e parte do <strong>Centro-Oeste</strong>.   Só para nos situarmos, <strong>Garça</strong> é a cidade-polo da Alta Paulista, enquanto que <strong>Piraju</strong> tem esse papel na Alta Sorocabana e, há muitos anos atrás, <strong>Botucatu</strong> para o Centro-Oeste.</p>
<p>A divisa do Paraná e de São Paulo é feita pelo <strong>Rio Paranapanema</strong>, tendo ao longo a bonita Represa de Xavantes. Jacarezinho, PR, e Ourinhos, SP, fazem o papel de ligação entre esses Estados.</p>
<p>A cafeicultura se alastrou de forma impressionante, pois o fértil solo dava muito do suporte às lavouras. E  assim o Paraná se tornou o maior entre os Estados produtores de café, mantendo um longo reinado até o fatídico ano de 1975, quando a maior geada que o Brasil conheceu (e que definitivamente transformou o Mapa das Origens dos Cafés do Brasil!) dizimou quase todas aquelas lavouras. Muitos produtores perderam tudo.</p>
<p>Geada Negra em lavoura de café é como incêndio em fábrica de papel. Simplesmente não sobra nada…</p>
<p>Aqueles que tiveram condições pegaram suas malas e cuias e saíram em busca de novos lugares para continuar sua missão de cultivar lavouras de café. Foi quando as terras do Cerrado Mineiro ganharam novo colorido e sotaque.</p>
<p>No entanto, aqueles que permaneceram no Paraná, iniciaram uma longa e, por vezes, dolorosa jornada de reconstrução. Este processo, o de reconstrução, faz com que as pessoas reflitam mais sobre cada novo passo, em geral com maior dose de desprendimento porque tudo se reinicia. Por outro lado, esse sentimento motiva a busca por novas soluções, com muito empenho e atenção aos detalhes.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_logo_acenpp_final.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_logo_acenpp_final.jpg',823,572,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/logo_acenpp_final.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="173" /></a>A busca de uma nova identidade foi o ponto de partida para a fundação da <strong>ACENPP &#8211; Associação de Cafés Especiais do Norte Pioneiro do Paraná</strong>. Arregaçam as mangas nova geração de produtores, muitos sem qualquer vínculo com o passado (afinal, 1975 já está distante&#8230;) e dispostos a percorrerem novas rotas.</p>
<p>Um dos trabalhos mais difíceis é o de mudar a percepção do mercado quanto à qualidade dos cafés produzidos na região. Depois de anos a fio cultivando-se café como era feito na Era Pré-Geada, o mercado vê o Café do Paraná como aquele com muitas xícaras defeituosas, quase sempre com fermentações indesejáveis e contaminações por terra, por exemplo. Portanto, de preços distantes daqueles praticados em regiões que se impuseram como produtoras de cafés de boa qualidade.</p>
<p>Mas&#8230; sangue novo e cabeças desprendidas sempre fazem coisas surpreendentes&#8230;</p>
<p>E tenham certeza, irão escrever uma Nova História da Cafeicultura do Norte Pioneiro do Paraná.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Novos Degraus para o Conhecimento: Licenciando Q Graders</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Nov 2011 20:08:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma verdadeira maratona! Assim tem sido minhas últimas 2 semanas, dedicadas em Belo Horizonte, MG, na Academia do Café! O CQI &#8211; Coffee Quality Institute (www.coffeeinstitute.org) é uma entidade fundada por membros da SCAA &#8211; Specialty Coffee Association of America (www.scaa.org),  com quem divide a sede em Long Beach, CA, USA, e tem operacionalizado o maior e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma verdadeira maratona!</p>
<p>Assim tem sido minhas últimas 2 semanas, dedicadas em Belo Horizonte, MG, na Academia do Café!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1110_QGraders_1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1110_QGraders_1.jpg',1015,693,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1110_QGraders_1.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="170" /></a> O <strong>CQI &#8211; Coffee Quality Institute</strong> (www.coffeeinstitute.org) é uma entidade fundada por membros da <strong>SCAA &#8211; Specialty Coffee Association of America</strong> (www.scaa.org),  com quem divide a sede em Long Beach, CA, USA, e tem operacionalizado o maior e mais bem sucedido programa de certificação de profissionais classificadores/degustadores de café no mundo  através do <strong>Q Grader System</strong>.</p>
<p>Utilizando os protocolos desenvolvidos pela SCAA através de seu <strong>Standards &amp; Statistic Committee</strong> (Comitê de Normas e Estatísticas), que substituiu o <strong>Technical Standards Committee (Comitê de Normas Técnicas)</strong>, o CQI tem difundido através de um grandioso grupo de profissionais os princípios da qualidade do café, da semente à xícara.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1110_QGRaders_2.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1110_QGRaders_2.jpg',1024,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1110_QGRaders_2.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="187" /></a>A formação de um <strong>Q Grader</strong> (título que pode ser traduzido como <strong>Avaliador Q</strong>, onde <strong>Q</strong> é de Qualidade) abrange conhecimento de todas as etapas de produção da nossa bebida preferida, desde os aspectos agronômicos e botânicos, passando pelas operações de colheita e secagem, daí para a armazenagem e comércio internacional, noções de torra de café e, finalmente, até os principais requisitos para uma correta avaliação sensorial. Aptidão conta muito, mas também a experiência profissional e o senso aguçado para buscar novidades&#8230;</p>
<p>Dentre o domínio, digamos, &#8220;do corpo&#8221;, que são as aptidões e perícias, tem maior peso a Olfativa e a do Paladar. Nariz e Boca, simplesmente!</p>
<p>Quais sãos os grupos de aromas mais comuns aos cafés? Seriam apenas os 36 que compõem o famoso conjunto <strong>Le Nez du Cafè</strong>?</p>
<p>E como ficam os <strong>Sabores</strong> e <strong>Gostos</strong>? Isoladamente e combinados, como se comportam?</p>
<p>Como a formação de um Q Grader, assim como o de <strong>SCAA Cupping Judge</strong> (= <em>Juiz Certificado SCAA</em>), foi estruturada a partir da visão de um comprador de país consumidor (os Estados Unidos), conhecer as principais Origens Produtoras de Café é algo obrigatório. E para isso, aprender a avaliar 36 diferentes origens como Etiópia, Kenya, Indonésia, Colômbia e Guatemala, por exemplo, além das brasileiras, também é matéria obrigatória!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1111_QGraders_3.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1111_QGraders_3.jpg',953,694,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1111_QGraders_3.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="182" /></a>A bem da verdade, os principais concursos de qualidade de café no mundo, além dos inúmeros lotes de café que circulam pelo mundo, estão sendo feitos com a hoje quase obrigatória participação de profissionais licenciados como Q Grader. No website do CQI você pode saber quantos e quem sãos os profissionais licenciados em cada país. Transparência é fruto de conhecimento aberto.</p>
<p>E compartilho este momento particularmente feliz com o maior dos meus <em>Companheiros de Viagem</em>, <strong>Bruno Souza</strong>, o Urso, que aceitou o desafio de fazer realizar Exames para Q Graders na <strong>Academia do Café</strong> (www.academiadocafe.com.br), em Belo Horizonte, tendo o <em>Companheiro de Viagem</em> <strong>Mario Roberto Fernandez Alduenda</strong>, Instrutor Q do CQI, profissional mexicano com larga experiência em Ciência dos Alimentos, como o <strong>Diretor do Curso</strong>.</p>
<p>Duas turmas completas (mais de 25 profissionais de grandes empresas de comércio exterior, torrefações, cooperativas e até produtores) e outro tanto de profissionais que aproveitaram a oportunidade de refazerem alguns testes.</p>
<p>O Brasil precisa de mais profissionais com alta qualificação para auxiliar na busca da qualidade no café, que deve ser incessante. Para se ter idéia, a Coréia do Sul, com seus pouco mais de 30 milhões de habitantes, tem mais de 200 Q Graders, enquanto em nosso país, maior produtor mundial, pouco passa de 30 (trinta!).</p>
<p>Belô nestes dias respirou muito mais Café!</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Territórios &#8211; 3</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Sep 2011 23:39:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Comentei que o <strong>Café</strong>, como um <strong>Produto de Território</strong>, apesar da clara influência das coisas da <strong>Natureza</strong> como o clima e o solo, além das respostas que a <strong>Planta</strong> dá por tudo isso, tem nas mãos do <strong>Produtor</strong> a definição que teremos na xícara.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1109_territorios3_cerejas.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1109_territorios3_cerejas.JPG',800,519,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1109_territorios3_cerejas.JPG" class="alignleft" alt="" width="280" height="181" /></a>O <strong>Primeiro</strong> e <strong>Mais Importante Conceito</strong> que o produtor deve ter em mente é o de que produzir café é antes de mais nada produzir <strong>fruta</strong>!</p>
<p>Creio que acabo sendo insistente neste conceito, porém a grande verdade é que os cafeicultores geralmente tratam o cultivo de café como o de prosaicos grãos (talvez pelo longo histórico do café em fazer parte do grupo comercial de <em>commodities</em>&#8230;) como milho ou soja, onde a visão cartesiana de que basta controlar doenças e pragas, eventualmente dialogar com São Pedro para decidir por uma irrigação ou pedir por chuvas, é o suficiente.</p>
<p>Quando estamos falando de frutas, a primeira coisa que nos vem à lembrança é que <strong>fruta boa é fruta madura</strong>!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1108_territorios3_a_1.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1108_territorios3_a_1.JPG',800,492,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1108_territorios3_a_1.JPG" class="alignleft" alt="" width="280" height="172" /></a>Ninguém em sã consciência compra frutas absolutamente verdes, nem mesmo muito passadas, naquele limiar do estragado. Da mesma forma, colher frutas maduras do cafeeiro deve ser objetivo básico. Afinal, como sempre digo, <strong>boas sementes vem de frutas maduras</strong> e <strong>do cafeeiro</strong> queremos apenas e tão somente <strong>suas sementes</strong>!</p>
<p>Mas, na maior parte da vezes, nem sempre é possível colher apenas os maduros, vindo, em boa parte, aqueles ainda não amadurecidos.</p>
<p>Observe que a atenção e o cuidado do produtor ao fazer a colheita é fundamental, devendo se manter ao longo dos diversos procedimentos para a secagem das sementes. Um desses procedimentos é o de selecionar as frutas pelo seu ponto de maturação depois de colhidas através de equipamentos chamados de <strong>lavadores</strong>, que fazem este serviço usando a água e a diferença de densidade entre as frutas maduras, verdes e em ponto de passa (secas). O efeito visual deste processo é muito bonito, como pode ser visto nesta foto.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1109_territorios3_chapadao.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1109_territorios3_chapadao.JPG',800,543,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1109_territorios3_chapadao.JPG" class="alignleft" alt="" width="280" height="190" /></a>O fato de serem separados frutos secos daqueles ainda com muita água (os maduros, quase maduros e os ainda verdes) facilita o processo de secagem. Há um mito que se criou recentemente: grãos secos como Cerejas Descascados (sementes somente com a casca interna conhecida como <strong>Pergaminho</strong>) são superiores aos Naturais, que são sementes secadas com as cascas. É o típico caso de se justificar uma ocorrência pelo resultado. E, portanto, um pouco de falta de domínio de conhecimento científico.</p>
<p>Na realidade, o que se busca quando se quer Alta Qualidade  nada mais é do que sementes de frutos maduros, sem qualquer tipo de interferência, seja por contaminação ou causada por fermentações indesejáveis. É óbvio supor que o resultado será muito melhor em termos de uniformidade ao se passar frutas recém colhidas por equipamentos que fazem a seleção pela diferença de densidades (frutas secam flutuam, por exemplo) quando mergulhadas em água e daí passarem por outros que descascarão as frutas por atrito.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1108_territorios3_b_1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1108_territorios3_b_1.jpg',607,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1108_territorios3_b_1.jpg" class="alignleft" alt="" width="221" height="280" /></a>E se por acaso a região tiver uma severa restrição de água, como fazer?</p>
<p>A saída é secar com a casca, preparando Naturais.</p>
<p>A bem da verdade, produzir excelentes cafés Naturais exige muito mais cuidado, capricho e conhecimento pelo fato da possibilidade de que diversas floradas possam ter acontecido, gerando frutas em diferentes estágios de maturação. Sim, sem dúvida os resultados são diferentes na xícara, mas por razões absolutamente devidas à fisiologia e bioquímica, que comentarei numa outra oportunidade.</p>
<p>A partir destas pistas, pode-se concluir que apesar da Natureza estabelecer a maior parte das condições do Território como o clima e o solo, sem dúvida é o Produtor que tem nas mãos o poder de não deixar se perder o potencial de qualidade de um lote de café. Pode dizer que a Natureza contribui com 90% dos elementos, enquanto que o Produtor com meros 10% do conjunto; mas para preservar a qualidade sensorial das sementes, é do Produtor 90% da responsabilidade.</p>
<p>Portanto, quem faz o Território é o Produtor!</p>
<p>E vivas para o Produtor!</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Fjordland: O Significado da Sustentabilidade</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Jul 2011 03:16:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sustentabilidade é palavra que hoje é muito pronunciada em todos os cantos, quando muitos tentam criar um vínculo com coisas que fazem ou produzem. Nessa esteira, pode-se encontrar desde grupos financeiros a indústrias de pneus, de fazendas a empresas de cosméticos. Diversas empresas e corporações tem hoje departamentos de Ações de Sustentabilidade, quando através de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Sustentabilidade</strong> é palavra que hoje é muito pronunciada em todos os cantos, quando muitos tentam criar um vínculo com coisas que fazem ou produzem. Nessa esteira, pode-se encontrar desde grupos financeiros a indústrias de pneus, de fazendas a empresas de cosméticos. Diversas empresas e corporações tem hoje departamentos de Ações de Sustentabilidade, quando através de intrincadas equações matemáticas tentam calcular o número de árvores que devem ser plantadas enquanto seus executivos andam em beberrões carros de mastondônticos motores V6!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1107_Heimen_PedraAzul.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1107_Heimen_PedraAzul.JPG',800,600,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1107_Heimen_PedraAzul.JPG" class="alignleft" alt="" width="280" height="210" /></a> O conceito de Sustentabilidade é muito mais profundo do que um simples punhado de frases feitas pode fazer supor. Há muito mais de ações efetivas e atitudes coerentes do que pirotecnia!</p>
<p>Existe forte ligação com a valorização da produção e consumo local, da compreensão dos ciclos da Natureza, no respeito ao que a Terra pode nos proporcionar. Nestes últimos tempos, ao fazer eventuais balanços das inúmeras viagens que faço para visitar e conhecer diferentes origens de café (e agora de cacau, além das cachaças e vinho&#8230;) mais me convenço da importância de se aprender a &#8220;conversar com a Natureza&#8221;. Clima, solo, as plantas e o toque do homem. Em síntese, este conjunto recebe o nome de origem francesa <strong><em>Terroir</em></strong>, que pode ser traduzida simplesmente por <strong>Território</strong>.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1107_Heimen_sede.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1107_Heimen_sede.JPG',800,600,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1107_Heimen_sede.JPG" class="alignleft" alt="" width="280" height="210" /></a>Parte de um extenso roteiro de visitas, acabei recentemente conhecendo em <strong>Pedra Azul</strong>, em Domingos Martins, nas belas montanhas do Espírito Santo, um dos empreendimentos que mais me marcou.</p>
<p>Encravadas aos pés da imponente Pedra Azul, impressionante formação rochosa de quase 800 metros de altura, existem algumas aconchegantes pousadas ao longo da Estrada do Lagarto formando um charmoso roteiro que lembra paisagens do norte europeu. Relativamente próxima de Vitória, esta localidade tem se tornado importante polo turístico voltada às atividades ecológicas. E dentre os diversos empreendimentos, um deles merece destaque muito especial. Trata-se da <strong>Fjordland</strong> ou <strong>Cavalgada Ecológica</strong>.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1107_Heimen_consorcio.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1107_Heimen_consorcio.JPG',640,480,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1107_Heimen_consorcio.JPG" class="alignleft" alt="" width="280" height="210" /></a>É antes de tudo um projeto que tem como marca registrada um profundo respeito à Natureza, sua conservação e a preocupação em difundir esses conceitos junto à comunidade. O nome Fjordland serve para lembrar a origem norueguesa dos proprietários, que são os grandes mentores dessa filosofia. Com pouco mais de 12 anos de existência, o seu maior mérito está na impressionante recuperação das áreas antes exploradas por pecuária que quase exauriu o solo, além de ter provocado grande degradação.</p>
<p>Sob a batuta do agrônomo <strong>Edimar Binotti</strong>, o projeto envolveu desde a escolha de árvores para recomposição das florestas, a implantação de cafeicultura orgânica consorciada com palmito e o uso de eucaliptos do local para as belas construções com os tetos gramados, como se encontram em países como a Noruega e Suécia. O processo de produção da compostagem merece um <em>post</em> à parte.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1107_Heimen_cerejas.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1107_Heimen_cerejas.JPG',800,519,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1107_Heimen_cerejas.JPG" class="alignleft" alt="" width="280" height="181" /></a> A fazenda é certificada como Orgânica e Biodinâmica, bem como a produção em Sistema Agro Florestal do café e palmito. Dentre as variedades empregadas estava a IAPAR-59.</p>
<p>Para minha surpresa, a arquitetura das plantas é completamente diferente da que em geral vemos no Norte do Paraná, onde foi muito cultivada em lavouras super-adensadas (até 10.000 plantas por hectare!) como parte de um programa de recuperação da cafeicultura daquele Estado depois das grandes geadas. Empregando-se colheita seletiva, os frutos impressionam pelo seu tamanho e posso adiantar que podem produzir muito saborosos lotes de café!</p>
<p>Na cafeteria da fazenda, que leva o nome <strong><em>Heimen Coffee</em></strong>,  produtos cultivados na Fjordland são oferecidos fresquinhos como o palmito em diversas versões, das quais fiquei fã de uma inesquecível quiche, folhas para saladas e o café preparado pelo barista <strong>Vagner Uliana</strong> e sua equipe. É nesse momento que podemos compreender o significado da palavra Sustentabilidade!</p>
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		<title>Uma Xícara para Cafés Muito Especiais&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jul 2011 04:37:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>O Café, como se diz, percorre um longo caminho &#8220;da Lavoura até a Xícara&#8221;. Pensar que de uma lavoura que pode estar em uma das diversas origens brasileiras, por exemplo, cujas plantas são cultivadas por pessoas que podem fazer parte de uma história centenária, os frutos colhidos chegam finalmente aos consumidores depois de torrados e cuidadosamente extraídos. Mas, um personagem importante nesta história toda é justamente a <strong>Xícara</strong>!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1107_Ayumi_estudo_1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1107_Ayumi_estudo_1.jpg',1024,1407,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1107_Ayumi_estudo_1.jpg" class="alignleft" alt="" width="203" height="280" /></a>Um dos trabalhos mais importantes para o desenvolvimento do mercado de vinhos foi o de criação das taças. Diferentes materiais foram pesquisados, bem como os diversos estudos para encontrar a melhor geometria para cada tipo de vinho.</p>
<p>No café não é diferente. Apesar de que esta é uma bebida muito mais, digamos, democrática quanto aos materiais que podem compor uma xícara, indo desde a tradicional porcelana até o moderno vidro especial como os da venerada <strong>Bodum</strong>, sem esquecermos das tradicionais canecas de ferro esmaltadas como muito usadas pelo interior afora do Brasil.</p>
<p>Por outro lado, os formatos em geral são mais conservadores, sendo dois os mais utilizados: os cilíndricos e os curvos (= hiperbólicos), mais usados em xícaras para <em>espresso</em>.</p>
<p>Observe que as xícaras para o onipresente Cafezinho (sim, o tipicamente brasileiro!) tem parede fina e pode ganhar variações do formato curvo. No entanto, as xícaras de <em>espresso</em> em geral tem parede mais grossa e em sua parte interna o fundo é idealmente curvo, sem cantos vivos. Tudo isso para que o <em>crema</em> sem mantenha belo e intenso por mais tempo, uma vez que ele é dependente da temperatura (sim, se houver um súbito resfriamento, mais rapidamente o <em>crema</em> se abre!).</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1107_Ayumi_release1_1.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1107_Ayumi_release1_1.JPG',627,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1107_Ayumi_release1_1.JPG" class="alignleft" alt="" width="228" height="280" /></a>Um dos <em>designs</em> mais clássicos para xícaras de <em>espresso</em> é o da italiana <strong>illy</strong>, que há décadas lança anualmente séries assinadas por badalados artistas e que é alvo de colecionadores em todo o mundo. Seu formato é o mais copiado no mundo, o que é indicativo de que é um verdadeiro objeto de desejo por todo &#8220;louco&#8221; por café!</p>
<p>Mas, desenvolver uma xícara para café não é algo simples<em>, </em>apesar de ser um dos sonhos de muitos deste hoje vibrante mercado.</p>
<p>A escolha do material é o primeiro ponto fundamental. A maior parte dos serviços de café são a quente como o <strong>Cafezinho</strong>, o <strong><em>Espresso</em></strong>, o <strong><em>Ibriq</em></strong>, na <strong><em>French Press</em></strong> e assim por diante. Portanto, um dos desafios para a seleção do material é descobrir quais são aqueles que tem boa capacidade de manter a temperatura. Tem, ainda, que ser de fácil manipulação ou de industrialização.</p>
<p>Outro ponto fundamental é o seu <em>design</em> ou geometria.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_ayumi3_1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_ayumi3_1.jpg',1024,671,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/ayumi3_1.jpg" class="alignleft" alt="" width="280" height="183" /></a>Há quase um ano atrás conheci a talentosa ceramista e <em>Companheira de Viagem</em> <strong>Gisele Gandolfi</strong>, da <strong>Muriqui Cerâmica</strong>, de São Paulo. Conversa vai, conversa vem e é claro, o café acabou sendo parte dos assuntos. Até que vimos que poderíamos iniciar um projeto a quatro mãos. Haviam conceitos que eu tinha em mente para uma xícara, principalmente em sua geometria e aplicação, como você pode ver num dos diversos esboços que fiz.</p>
<p>O material eleito? Bem, para uma ceramista, nada como o toque natural da cerâmica de alto forno! Material da Mãe Terra, que permite unir pigmentos também naturais ao barro, dando forma aos devaneios geométricos&#8230;</p>
<p>Foram muitos desenhos, discussões e tentativas até se chegar à <strong>AYUMI</strong>, que é o nome desta xícara, nome japonês que significa &#8220;Quem Caminha para Frente, Quem Sempre Evolui&#8221;. Você pode conhecer mais com a Gisele, que certamente vai também lhe cativar com suas boas histórias, pelo www.muriquiceramica.com.br ou ir diretamente ao seu <em>show room</em>, agendando pelo 11-3875-2926.</p>
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		<title>Sobre Flores, Frutos, Casca e Conhecimento</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Jun 2011 19:44:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agronomica]]></category>
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		<description><![CDATA[O triunfo do barista campeão de El Salvador, Alejandro Mendez, no último WBC &#8211; World Barista Championship que aconteceu em Bogotá, Colombia, ainda hoje é tema de comentários entre o pessoal do café. Afinal, experientes baristas de países com presença tradicional neste campeonato alinharam-se na arena para mostrar técnica e criatividade em xícaras de café [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O triunfo do barista campeão de El Salvador, <strong>Alejandro Mendez</strong>, no último <strong>WBC &#8211; World Barista Championship</strong> que aconteceu em Bogotá, Colombia, ainda hoje é tema de comentários entre o pessoal do café.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_AlejandroMendez.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_AlejandroMendez.JPG',1106,666,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/AlejandroMendez.JPG" class="alignleft" alt="" width="280" height="168" /></a>Afinal, experientes baristas de países com presença tradicional neste campeonato alinharam-se na arena para mostrar técnica e criatividade em xícaras de café e parecia improvável que um barista de um país produtor de café levasse o título de campeão do <strong>WBC 2011</strong>.</p>
<p>Como se sabe, durante 15 tensos minutos cada competidor tem de preparar um espresso, um cappuccino e uma bebida de assinatura sem ingrediente alcoólico para cada juiz sensorial. Essa apresentação é fruto de um longo trabalho de preparação que vai desde a seleção dos grãos de café para as bebidas, ingredientes e concepção sensorial, além da trilha sonora que dá o toque especial à performance. Portanto, é um período em que diversos profissionais se unem apoiando e treinando o barista em cada etapa.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_Flores_close.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_Flores_close.JPG',1024,672,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/Flores_close.JPG" class="alignleft" alt="" width="280" height="183" /></a>Baristas com certa experiência em competições, como era também o caso do Alejandro, sabem que alguns detalhes são importantes como o comportamento de seu blend na xícara, a interação com o leite (é claro que sem se esquecer da sua qualidade!) e com os outros ingredientes na bebida de assinatura. Portanto, uma combinação de técnica, que é desenvolvida através de uma boa e quase sempre longa vivência em balcão junto às máquinas e moinhos, que pode ser simplesmente traduzida por <strong>intimidade</strong> com esses elementos.No entanto, a criação da bebida de assinatura necessita de um outro elemento que acaba sendo decisivo quando há um alto nível técnico entre os competidores: uma inspirada criatividade!</p>
<p>E isso não faltou ao Alejandro, somando-se, de quebra, um grande conhecimento técnico que revela muito refinamento. O que a princípio parecia ser uma sandice, se mostrou uma pequena obra prima com toques de maestria. </p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_Cafe_Casca_Semente.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_Cafe_Casca_Semente.JPG',500,375,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/Cafe_Casca_Semente.JPG" class="alignleft" alt="" width="280" height="210" /></a>Sua bebida de assinatura era uma genial composição de infusões e extração de diferentes partes e fases do fruto do cafeeiro!</p>
<p>Uma infusão das flores como um chá de flores brancas.</p>
<p>O cafeeiro é um primo distante da <strong>Gardênia</strong>, ambos <em><strong>rubiaceas</strong></em>, e suas flores tem um intenso aroma, que por vezes lembra o jamim pela sua doçura.</p>
<p>E uma bebida usando a polpa do fruto? Muito criativo!</p>
<p>Lembrando que a polpa da fruta madura do cafeeiro tem grande doçura e muitas substâncias de sabor, preparar um licor dela é como preparar um de jaboticaba. Sim, isso mesmo! E com uma vantagem adicional, que é dada pela extensa oferta de variedades de cafeeiros entre vermelhos e amarelos&#8230; </p>
<p> <a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_Bun_Qeishr_Pingado.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_Bun_Qeishr_Pingado.jpg',737,553,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/Bun_Qeishr_Pingado.jpg" class="alignleft" alt="" width="280" height="210" /></a>Usar a casca como base de bebida, pode?</p>
<p>Em alguns países, caso do Yemen, a casca é destinada para o preparo de uma bebida chamada <strong>Qeishr</strong>. As regiões produtoras de café daquele país ficam em áreas de raras chuvas e baixa umidade do ar, de forma que os grãos são colhidos quando entram em sua fase passa, apresentando, impressionantemente, cascas sem qualquer tipo de contaminação por fungos,  somando-se o fato do quase inexistente emprego de agroquímicos.</p>
<p>O Qeishr é usualmente composto pela adição de especiarias como o cardamomo e canela, cujas receitas são guardadas a 7 chaves pelos diversos, digamos, <strong>Mestres de Blends de Qeishr</strong>!</p>
<p>Pelo fato de ser um produto (a casca) que origina uma bebida muito apreciada (o Qeishr), o comércio da casca é regular. No entanto, os dois produtos são distintos, bem como suas respectivas bebidas: <strong>Bun</strong> (café por infusão, como você pode ver na foto acima, no copo à esquerda) é Bun, enquanto que Qeishr (no copo do centro) é Qeishr. Uma questão de lógica e respeito ao consumidor. </p>
<p>Ah, para finalizar a explicação sobre a última foto: à direita um copo com Bun e leite. Uma <strong>média yemeni</strong>&#8230;</p>
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