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	<title>The Coffee Traveler &#187; Historia</title>
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	<description>by Ensei Neto</description>
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		<title>Cafeterias da Terceira Onda &#8211; 3rd Wave Coffee Shops</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Apr 2012 01:47:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Lei da Natureza, soberana e inflexível, nos mostra que tudo caminha para a constante evolução. Simples, não? Isso vale para todos as coisas da vida e para as coisas do mercado, inclusive do café. Na longa cadeia que vai da produção da mais incrível das sementes até se transformar numa mágica e saborosa xícara [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>Lei da Natureza</strong>, soberana e inflexível, nos mostra que <strong>tudo caminha para a constante evolução</strong>.</p>
<p>Simples, não?</p>
<p>Isso vale para todos as coisas da vida e para as coisas do mercado, inclusive do café. Na longa cadeia que vai da produção da mais incrível das sementes até se transformar numa mágica e saborosa xícara de café, que vira e mexe inspira revolucionários e suas revoluções, os <strong>Pontos de Serviço</strong> ao Consumidor tem experimentado nos últimos anos grandes mudanças.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_3rdGenCS_AG.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_3rdGenCS_AG.jpg',576,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1204_3rdGenCS_AG.jpg" class="alignleft" alt="" width="187" height="250" /></a>No Brasil as primeiras cafeterias, lojas realmente especializadas nos serviços de café, surgiram no final dos anos 70 com a visionária iniciativa do &#8220;Seu&#8221; <strong>Américo Sato</strong>, na época à frente da torrefação <strong>Café do Ponto</strong>. Um local que servia <em>espresso</em>, uma novidade para a época, além de mostrar que existiam diversas <strong>Origens de Cafés do Brasil</strong>, com folders que davam explicações sobre os locais de produção e como era cada bebida, é um merecido <strong>Caso de Estudos</strong>.</p>
<p>Em seguida, surgiu a primeira grande franquia nacional de cafeterias, o <strong>Frans Café</strong>, que fincou bandeira em diversas capitais e cidades médias do Brasil afora.</p>
<p>Estas são o que chamamos de <strong>Cafeteiras da Primeira Onda</strong>, ou seja, as primeiras que surgiram e cujo modelo tem como referência a força da marca.</p>
<p>No início dos anos 2.000 começaram a florescer as primeiras casas que ficariam posicionadas como as <strong>Cafeterias da Segunda Onda</strong>. Casas que rapidamente conquistaram posição de referência foram o <strong>Suplicy Cafés</strong>, que leva a assinatura do <em>Companheiro de Viagem</em> <strong>Marco Suplicy</strong>, e o <strong>Santo Grão</strong>, de Marco Kerkmeester, em São Paulo, e o <strong>Lucca Café Especiais</strong>, da dedicada Geórgia Franco, em Curitiba, PR. Um dos diferenciais destas casas foi, entre outros, o de incorporar um <strong>Cardápio de Cafés</strong> com cafés de alta qualidade e identificação da origem produtora. Parece inacreditável, mas a verdade é que nas grandes ondas não se sabe de onde vem cada grãozinho de café&#8230;</p>
<p>Usar máquinas e equipamentos de excelentes fornecedores foi outro ponto notável, somada à até então inovadora Torra na Cafeteria, a exemplo do que já vinha acontecendo na América do Norte, principalmente na Costa Oeste, parte do Japão Central e no Norte da Europa. Nomes como <strong>La Marzocco</strong>, <strong>Mahlkonig</strong> e <strong>Bunn</strong> passaram a ser comuns aos olhos e ouvidos dos consumidores brasileiros.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_3rdGenCS_BG.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_3rdGenCS_BG.jpg',914,663,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1204_3rdGenCS_BG.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="181" /></a>Certamente a maior contribuição que essas cafeterias deram foi a de reconhecer uma nova classe de profissional: o <strong>Barista</strong>.</p>
<p>As <strong>Cafeterias da Segunda Onda</strong> se preocuparam em promover treinamento sistematizado de seus baristas e, principalmente, estimulando-os a competirem nos campeonatos de baristas, que é quando um grau de refinamento maior começa a contaminar esse já dinâmico pessoal. A cafeteria de Marco Suplicy é um dos grandes celeiros de baristas campeões paulistas e brasileiros, saindo de trás dos seus balcões exímios profissionais como a <strong>Yara Castanho</strong>, <strong>Bruno Ferreira</strong> e o atual Campeão Brasileiro <strong>Rafael Godoy</strong>.</p>
<p>Graças a essa geração de cafeterias, belos <em>Cappuccinos</em> e <em>Lattès</em>, junto com <em>Ristrettos</em> e <em>Longos</em>, passaram a fazer parte do dia a dia dos <strong>loucos por café</strong>.</p>
<p>Mas, segundo a <strong>Lei da Natureza</strong>, o progresso continua. As organizações tem o seu ciclo de vida, crescendo, expandindo seu território e ao mudar de tamanho acabam também tendo novas aspirações. E é nesse  momento que surgem as <strong>Cafeterias da Terceira Onda</strong>&#8230;</p>
<p>Assim como a famosa <strong>Lei da Informática</strong>, que diz que <em><strong>a capacidade de processamento dos computadores deve dobrar a cada 6 meses</strong></em>, depois de estabelecidos os novos segmentos do café, como num processo caleidoscópico, outros patamares se consolidam, com características inovadoras e serviços inéditos. E assim, tudo passa a acontecer em maior velocidade.</p>
<p>O que se passa atualmente no Brasil com essas novas casas é simplesmente fantástico!</p>
<p>São cafeterias que não apenas se espelham em outras de vanguarda no exterior, mas que (isso mesmo!) servem de referência para outros países. Na realidade, refletem o atual estágio de desenvolvimento do mercado brasileiro. Isso é ótimo!</p>
<p>Equipamentos de vanguarda, de design inspirado, serviços modernos e de muita ciência aplicada, ambientes descontraídos e próprios para se criar experiências sensoriais muito bacanas!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_3rdGenCS_Din.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_3rdGenCS_Din.JPG',634,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1204_3rdGenCS_Din.JPG" class="alignleft" alt="" width="206" height="250" /></a>Em meados de 2010 esse movimento no Brasil começou com a hoje grande referência do segmento, o <strong>Ateliê do Grão</strong>, que tem a assinatura dos <em>Companheiros de Viagem</em> <strong>Rodrigo Ramos</strong> e <strong>Leandro de Lima</strong>, em Goiânia, GO. Máquina de Espresso <strong>Slayer</strong>, que permite controlar o fluxo da água do grupo, criando impensável flexibilidade para a extração do <em>espresso</em>, e o <strong>retrô-lucionário</strong> moinho <strong>Versalab</strong>, que inovou ao incorporar 2 sistemas de mós, resultando num perfil granulométrico totalmente diferente do comum. Apresenta uma seleção de microlotes de café de excepcional qualidade com torra magistral,  além de outros serviços de café como o preparo em <strong>Hario</strong> System com baristas muito bem treinados e focados na excelência do atendimento ao cliente.</p>
<p style="text-align: left;">Apresentar o produtor, a fazenda ou um pequeno sítio e seus cafés, discriminando variedade e o período em que foi colhido, por exemplo, é parte do requinte de transparência do modelo. O foco dessas novas casas é o de apresentar o produtor e os seus lotes de café como os verdadeiros atores principais, sendo assim o depuramento e evolução do que as cafeterias da Segunda Onda fazem.</p>
<p>A segunda cafeteria que segue o mesmo modelo é o <strong>Bistrô do Grão</strong>, em Joinvile, SC, com o duo <strong>Slayer-Versalab</strong> em Amarelo Ferrari como pode ser visto na segunda foto, que iniciou operações neste mês de abril. E outras com esse mesmo modelo iniciam atividades em breve!</p>
<p>Em São Paulo, a cafeteria <strong>Coffee Lab</strong> da Isabela Raposeiras faz parte dessa Terceira Onda também.</p>
<p>Agora, como sugestão para quem vai a sempre cativante <strong>Portland</strong>, OR, é obrigatória visita ao <strong>Ristretto Roasters</strong>, do grande <em>Companheiro de Viagem</em> <strong>Din Johnson</strong>.Din começou com uma pequena operação na <strong>3908 North Williams Avenue</strong>, onde também torrava o café à vista dos seus clientes. Ah, e verdade seja dita, o Ristretto tem a cara e espírito do Din, muito elegante e criativo!</p>
<p>A segunda casa fica na <strong>3520 NE 42nd Avenue</strong>, muito charmosa, mas a terceira, que fica na <strong>2181 NW Nicolai Street</strong>, é simplesmente incrível e inovadora!</p>
<p>Veja o vídeo e, se puder, confira pessoalmente  visitando o local!</p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/40413511" width="500" height="331" frameborder="0" webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowFullScreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Dia Internacional da Mulher&#8230; Com Café!</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Mar 2012 04:20:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ah, o que seria do café sem essas mulheres tão incríveis? Ficaríamos todos desamparados, como um Cappuccino sem Leite! A História dos Cafés do Brasil teve um início romanceado com a participação da Madame D&#8217;Orvilliers, que ofereceu mudas de cafeeiro para o galanteador sargento Mello Palheta, que as trouxe para o Pará, de onde esta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ah, o que seria do café sem essas mulheres tão incríveis?</p>
<p>Ficaríamos todos desamparados, como um <em>Cappuccino</em> sem Leite!</p>
<p>A História dos Cafés do Brasil teve um início romanceado com a participação da <strong>Madame D&#8217;Orvilliers</strong>, que ofereceu mudas de cafeeiro para o galanteador sargento Mello Palheta, que as trouxe para o Pará, de onde esta planta se disseminou por diversos Estados.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1303_Mulheres_mosaico.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1303_Mulheres_mosaico.jpg',2765,1382,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1303_Mulheres_mosaico.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="124" /></a>A Cafeicultura ficou como algo exclusivo do mundo masculino, à exceção dos tempos de colheita, quando as mulheres recolhiam delicadamente os rubros frutos.</p>
<p>O tempo passou, o mundo mudou e o que era doce se acabou&#8230; Bem, não foi assim, ainda bem!</p>
<p>As mulheres passaram a ter maior presença onde apenas os homens se sobressaíam ou simplesmente comandavam. Assim como houve a &#8220;Revolução Feminina&#8221; na Europa para que também pudessem as mulheres apreciar o <strong>Negro Vinho</strong>, a Cafeicultura em todos os seus setores experimentou a entrada dessas doces revolucionárias&#8230;</p>
<p>Mulheres na lida das fazendas vem se tornando cada vez mais comum, assim como muitas lideranças que alternam seus momentos de &#8220;botina de bico sujo de terra&#8221; com os de &#8220;sapato de salto alto&#8221;. Propriedades onde as mulheres tem o comando tem apresentando espetacular consistência nos resultados colheita após colheita. Talvez o cuidado e carinho que o espírito masculino sempre com altas doses de adrenalina e centrado em desempenho acaba não dispensando aos detalhes seja o diferencial do feminino. Como diz uma grande amiga e <em>Companheira de Viagem</em>, o toque feminino acaba dando um colorido especial nas coisas.</p>
<p>Baristas (sim, no Brasil elas são a esmagadora maioria), agrônomas, mas, também, superespecialistas Coffee Hunters e Juízas Certificadas Q Graders (pelo CQI &#8211; Coffee Quality Institute) são os novos terrenos onde as mulheres estão marcando presença.</p>
<p>E verdade seja dita: é impossível pensar no Mundo do Café sem as Mulheres&#8230;</p>
<p>Por isso, Vivas! Com Excelentes Cafés!</p>
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		<title>Sobre arabicas e robustas &#8211; 2</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Oct 2011 20:45:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os grãos de café da espécie robusta, cuja variedade mais cultivada no Brasil é o Conilon, tem grande importância na composição dos blends industriais, cuja esmagadora maioria disputa espaço nas gôndolas dos supermercados, onde, devido ao modelo de venda, os consumidores se mostram muito sensíveis aos preços.  Basicamente, nas gôndolas de supermercados são vistos em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os grãos de café da espécie <em>robusta</em>, cuja variedade mais cultivada no Brasil é o Conilon, tem grande importância na composição dos <em>blends</em> industriais, cuja esmagadora maioria disputa espaço nas gôndolas dos supermercados, onde, devido ao modelo de venda, os consumidores se mostram muito sensíveis aos preços.  Basicamente, nas gôndolas de supermercados são vistos em maior oferta cafés torrados na tradicional embalagem almofada e em alto vácuo. São, de fato, os maiores hits de vendas da indústria no Brasil, ocupando a maior fatia do mercado, abastecendo desde concorrências para fornecimento de “Cestas Básicas”, repartições públicas e grandes empresas, além de serem os ainda mais consumidos nas residências brasileiras.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_cafe_Rondonia_close2.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_cafe_Rondonia_close2.jpg',559,379,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/cafe_Rondonia_close2.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="169" /></a>Manter preços competitivos no varejo foi uma das razões para que o ritmo de crescimento do consumo do café em todo o mundo se mantivesse vigoroso desde então. Portanto, a produção crescente de <em>robustas</em>, muito mais produtivos e com menor custo de produção que lavouras de <em>arabica</em>,  permitiu a manutenção de consumidores cativos e a entrada de iniciantes. Em mercados novos, o tipo de café torrado mais usado é o Solúvel, pela sua praticidade e facilidade de preparo. Afinal, começamos a fazer de nossas atividades um rito somente depois que adquirimos experiência e familiaridade.</p>
<p>É importante observar que todos os grãos, de qualquer espécie e variedade que sejam, tem seu papel relevante no mercado e que o crescimento de consumo se faz através de todos os seus segmentos, desde os mais competitivos aos mais sofisticados. Apesar da grande diferença sensorial que um Conilon ou um Bourbon podem apresentar, cada um tem o seu espaço no mercado e na composição dos <em>blends</em>. Existe um efervescente movimento preocupado em aprimorar os atributos sensoriais do Conilon, seja com maior cuidado durante a colheita e secagem, seja na introdução de processos que podem deixar seu sabor mais agradável ao consumidor.</p>
<p>Obviamente, o Conilon não apresenta a mesma complexidade de sabores que um excepcional <em>arabica</em>, pois como possui menos açúcar e mais substâncias alcalóides, seu sabor é, em geral, picante, mais, digamos, “amarrado” e um “panorama” mais para uma planície do que à exuberância de uma cadeia de montanhas.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1110_Coffeas2_a.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1110_Coffeas2_a.JPG',1024,597,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1110_Coffeas2_a.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="145" /></a>Algumas empresas vem testando o mercado apresentando grãos para <em>espresso</em> apenas com <em>robustas</em>. Tudo bem, o resultado não lá muito motivador, mas a experiência é válida. Se não experimentarmos, não poderemos nunca comparar e opinar.  Este é um caso extremo, combinando consumo sofisticado com quebra de paradigmas. Há que se tranqüilizar, pois em termos sensoriais, um <em>blend</em> misto <em>arabica-robusta</em> ou single de um Catuaí Amarelo continuarão agradando muito mais, porém, para alguns, é um sinal de que um Conilon ou Robusta bem preparados podem surpreender&#8230;</p>
<p>Outro ponto importante de discussão é o fato de que mesmo no caso dos arábica, ainda há um longo caminho a se percorrer no campo da torra. Muita tecnologia está sendo desenvolvida, softwares, indicadores e sensores, mas, muito estudo ainda é necessário.</p>
<p>Apesar dos surpreendentes avanços, os temas a serem explorados são incontáveis também.</p>
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		<title>Sobre arabicas e robustas &#8211; 1</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Oct 2011 02:05:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Diz-se que todas as coisas iniciaram-se a partir do Big Bang, uma fantástica explosão que deu origem ao Universo, que, por isso mesmo, está em constante expansão. Dentre um incontável número de planetas que permeiam o Universo, o nosso se destaca por reunir condições muito especiais para o surgimento da vida como conhecemos. Algumas das [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Diz-se que todas as coisas iniciaram-se a partir do <strong>Big Bang</strong>, uma fantástica explosão que deu origem ao Universo, que, por isso mesmo, está em constante expansão. Dentre um incontável número de planetas que permeiam o Universo, o nosso se destaca por reunir condições muito especiais para o surgimento da vida como conhecemos.</p>
<p>Algumas das teorias mais aceitas apontam que durante sua infância, o planeta <strong>Terra</strong> era como um impressionante caldeirão contendo substâncias básicas como a água e o metano sob ação de grande energia gerada durante as contínuas tempestades. Com o tempo, outras substâncias surgiram a partir da recombinação química desses átomos e que foram precursoras de outras mais complexas. Daí, com mais alguns milhões de anos, surgiram as primeiras manifestações de vida, basicamente constituídas de uma única célula.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1110_Gr__os_Robusta___Cereja.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1110_Gr__os_Robusta___Cereja.JPG',729,720,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1110_Gr__os_Robusta___Cereja.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="246" /></a>Sabe-se que o processo evolutivo das espécies tem dois componentes fundamentais e que são fortemente vinculados: <strong>Genotipia</strong> e <strong>Fenotipia</strong>. O primeiro relaciona-se com a <strong>carga genética</strong> nativa de cada indivíduo ou sua hereditariedade, enquanto que o segundo é a manifestação física de sua hereditariedade, que pode ser influenciada pelo ambiente onde esse indivíduo está.</p>
<p>Tendo como prima distante a planta da bela <strong>Gardênia</strong>, o cafeeiro pertence ao Gênero <em>Coffea</em> da Família das <strong>Rubiáceas</strong>, possuindo um enorme número de espécies (mais de 6.000 !). Porém, economicamente, duas são as mais importantes comercialmente: a <em>Coffea arabica</em> e a <em>Coffea canephora</em>.</p>
<p>Há uma longa discussão entre os botânicos sobre quantas e quais seriam as verdadeiras representantes desse Gênero, um vez que existe uma variação muito grande de tamanhos e formas das plantas. No entanto, o comércio de café está completamente estruturado a partir destas duas espécies, que são muito diferentes entre si.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1110_Coffeas_tabela.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1110_Coffeas_tabela.jpg',1293,326,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1110_Coffeas_tabela.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="63" /></a><br />
Os países produtores de café podem ser classificados em 3 grandes grupos: produtores de grãos <strong>exclusivamente </strong>da espécie <strong><em>arabica</em></strong><em> </em>(Colômbia e Costa Rica, por exemplo), majoritariamente da espécie <strong><em>canephora</em></strong> ou <strong><em>robusta</em></strong> (Vietnan e Costa do Marfim) e produtores de ambas as espécies (Brasil e Índia).Além disso, o Conilon, como é variedade do <em>canephora</em> mais plantada Brasil, apresenta uma bebida com maior teor de sólidos solúveis do que uma preparada exclusivamente com grãos de <em>arabica</em>.</p>
<p>Depois das grandes geadas de 1994 ocorridas no Brasil e que prejudicou extensa área produtiva, um ciclo de elevados preços do café se seguiu até 1999, estimulando o aumento de produção via novos plantios principalmente pelo Vietnan, que em poucos anos alcançou o posto de segundo maior produtor mundial de café, à frente da Colômbia, e o de maior produtor de <em>robusta</em>. Este foi um dos fatores que contribuiu fortemente para o processo de substituição de grãos de <em>arabica</em> nos <em>blends</em> de indústrias da Europa, Japão e América do Norte, pois estes se mantiveram com valores equivalentes ao dobro dos de <em>robusta</em> em boa parte dos anos.</p>
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		<title>Territórios &#8211; 1</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Aug 2011 03:42:20 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Certamente você já ouviu a palavra Terroir, tão pronunciada ultimamente. De origem francesa, esta palavra pode ser traduzida por Território. Desde os tempos antigos já se sabia que havia uma estreita relação entre os produtos agrícolas e onde eram produzidos. São bons exemplos as famosas Especiarias, entre elas o Cravo da Índia e a Canela, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Certamente você já ouviu a palavra <strong><em>Terroir</em></strong>, tão pronunciada ultimamente. De origem francesa, esta palavra pode ser traduzida por <strong>Território</strong>.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1108_SRoque_heart.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1108_SRoque_heart.JPG',640,480,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1108_SRoque_heart.JPG" class="alignleft" alt="" width="280" height="210" /></a>Desde os tempos antigos já se sabia que havia uma estreita relação entre os produtos agrícolas e onde eram produzidos. São bons exemplos as famosas <strong>Especiarias</strong>, entre elas o Cravo da Índia e a Canela, que saíam da distante Índia para fazer parte de receitas de pratos servidos à nobreza européia. Sim, os indianos sempre tiveram queda especial para as especiarias, bastante ver como sua rica culinária sempre combina de forma exuberante um conjunto delas.</p>
<p>Tem relação com sua cultura, muito mística, com os aromas intensos que auxiliam na ambientação para a prática da meditação e até do Yoga.  Hoje, como outro bom exemplo, o <strong>Tchai</strong> é uma bebida que pode ser considerada bastante popular, muito difundida mundo afora pela gigantesca rede Starbucks.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1108_Piata_AgroFl.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1108_Piata_AgroFl.jpg',450,600,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1108_Piata_AgroFl.jpg" class="alignleft" alt="" width="210" height="280" /></a>De forma sistematizada, a noção da relação entre Território e Produtos Agropecuários se formou na Europa. Desde o Jamón da Espanha até o arroz cultivado no vale do Rio Pó, passando pelas quase incontáveis regiões vinícolas e produtoras de queijo, a lista é p&#8217;ra lá de longa&#8230;</p>
<p>Foi o <strong>vinho</strong> o primeiro produto agrícola a ter um processo de <strong>Denominação de Origem</strong>. Ao contrário do que muita gente pensa, a primeira Denominação de Origem foi para o Vinho Verde de Portugal no início do Século XX, vindo depois a impressionante série de origens vinhos franceses. Estes foram mais eficientes em propagar pelo mundo que seus vinhos, além do prestígio que já desfrutavam, tinham produção com território definido.</p>
<p>De qualquer forma, os processos foram bastante semelhantes, desde a criação de um organismo que coordenasse os serviços de certificação dos vinhos produzidos, atestando não apenas sua qualidade como também o processo utilizado. Este foi o ponto mais importante para que um modelo de criação do que podemos chamar de <strong>Territórios de Produção</strong> pudesse ganhar espaço.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_Caf__doCerrado_H2O_1.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_Caf__doCerrado_H2O_1.JPG',291,279,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/Caf__doCerrado_H2O_1.JPG" class="alignleft" alt="" width="280" height="268" /></a>Falar em<strong> Terroir</strong> é relacionar as condições geográficas, como o local de produção, o clima e o solo, além dos aspectos botânicos e, não menos importante, o papel do produtor. Tudo tem de funcionar bem, harmonicamente. No caso do café, o namoro com as Denominações Geográficas é algo recente.</p>
<p>Apesar de ter sido a primeira região produtora no mundo a se organizar para obter uma Denominação Geográfica, o <strong>Cerrado Mineiro</strong> perdeu essa oportunidade ao receber uma <strong>Indicação de Procedência</strong> pelo INPI quase 6 meses após a região de <strong>Vera Cruz</strong>, no México.</p>
<p>Um dos requisitos mais importantes para uma região receber a Indicação de Procedência, no caso específico do Brasil, a <strong>Notoriedade</strong>, que é o reconhecimento pelo mercado de um atributo que seja relacionado diretamente com uma determinada origem, tem grande peso, assim como acontece para a <strong>Denominação de Origem, </strong>dada pela <strong>WIPO</strong>.  Apesar de sua história recente, o Cerrado Mineiro construiu a partir das boas condições climáticas a fama de origem produtora de cafés de boa qualidade dentro do Brasil, confundindo, por vezes, a <strong>origem</strong> com o conceito de <strong>qualidade superior</strong>.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_aprocam_b1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_aprocam_b1.jpg',401,587,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/aprocam_b1.jpg" class="alignleft" alt="" width="191" height="280" /></a>Se uma região com o Cerrado Mineiro, mesmo que demarcada e reconhecida pelo Governo do Estado de Minas Gerais, com uma gigantesca área abrangendo 55 municípios, obteve sua IP &#8211; Indicação de Procedência, uma micro região poderia conseguir algo semelhante mais facilmente. Foi justamente esta linha de pensamento que norteou a demarcação da <strong>Micro Região da Face Mineira da Serra da Mantiqueira</strong>, liderada pela <strong>APROCAM &#8211; Associação dos Produtores de Café da Mantiqueira</strong>, na hoje renomada Carmo de Minas. Sua IP foi concedida neste ano de 2011, após quase 6 anos de tramitação do processo junto ao INPI.</p>
<p>E sobre sua notoriedade? Bem, cafés que são cultivados numa área particularmente montanhosa, a belíssima Serra da Mantiqueira, com o adicional de dividir um dos mais ricos mananciais de água mineral do Brasil, só poderiam resultar em bebidas de boa complexidade de notas de sabor, intensos aromas e quase sempre exuberante acidez cítrica.</p>
<p>Tudo isso é resultado da combinação que um Território pode proporcionar.</p>
<p>Sobre as fotos: 1- lavouras em São Roque, montanhas do Espírito Santo; 2 -lavoura sombreada em modelo agroflorestal em Piatã, Chapada Diamantina, BA; 3 &#8211; Selo do Café do Cerrado, hoje substituído pelo Selo da Região do Cerrado Mineiro; 4 &#8211; Selo de Origem para os Cafés da Mantiqueira.</p>
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		<title>Café: Mitos, Paradigmas e Dogmas &#8211; 1</title>
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		<pubDate>Sat, 07 May 2011 03:32:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agronomica]]></category>
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		<description><![CDATA[A primeira bebida global. Isto é o café. Imagine que há mais de 1.000 anos o cafeeiro é cultivado nas áridas montanhas do Yemen e nos altiplanos da Ethiopia, tendo o Porto de Mocha como  o  principal ponto comercial de suas sementes &#8220;não férteis&#8221; (isto porque não se permitia que as sementes circulassem para os destinos consumidores [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A primeira bebida global. Isto é o café.</p>
<p>Imagine que há mais de 1.000 anos o cafeeiro é cultivado nas áridas montanhas do Yemen e nos altiplanos da Ethiopia, tendo o Porto de Mocha como  o  principal ponto comercial de suas sementes &#8220;não férteis&#8221; (isto porque não se permitia que as sementes circulassem para os destinos consumidores com a casca denominada pergaminho para evitar a propagação das plantas) por séculos até chegar à elite européia como bebida para estimular o espírito e daí, definitivamente, ganhar o mundo.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1104_Cerejas_CatuaiVermelho.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1104_Cerejas_CatuaiVermelho.jpg',622,829,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1104_Cerejas_CatuaiVermelho.jpg" class="alignleft" alt="" width="210" height="280" /></a>Com um histórico milenar, é natural que <strong>Mitos</strong>, <strong>Paradigmas</strong> e até <strong>Dogmas</strong> surgissem em torno do <strong>Café</strong>, seja o café fruto do cafeeiro, seja o café a semente (ou grão cru) como matéria prima para a torrefação ou, ainda, o café bebida na xícara. A idéia central desta série de posts é justamente comentar o que faz ou não sentido (paradigmas e dogmas) e o que se torna folclórico (mitos).</p>
<p>Um dos Paradigmas mais conhecidos é o de que <strong>todo o café de b</strong><strong>oa qualidade</strong> produzido em nosso país <strong>é exportado</strong>, ficando apenas &#8220;o resto&#8221; para ser torrado. <strong>Faz sentido</strong> em boa parte.</p>
<p>Para se compreender melhor porque isso acontece, devemos lembrar que o <strong>Brasil</strong> assumiu posição de <strong>maior produtor mundial de café</strong> no <strong>último quarto do Século XIX</strong>, período que coincidiu com o fim do período Imperial, desbancando a até então soberana Indonésia e mantendo com folga até os dias de hoje essa liderança.  Sendo um produto voltado para o mercado internacional, a lógica de comércio que prevalece é a de que o que o que é vendido tem de ser de boa qualidade.</p>
<p>Quando você vai às compras, primeiramente verifica-se a qualidade do produto e, então, o seu preço, muitas vezes comparando com similares. Afinal, o cliente tem o poder de manter ou retirar o vendedor do mercado quando o ambiente é competitivo.  </p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1105_Mitos_Secagem_ChapadaoFerro.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1105_Mitos_Secagem_ChapadaoFerro.jpg',700,439,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1105_Mitos_Secagem_ChapadaoFerro.jpg" class="alignleft" alt="" width="280" height="175" /></a>Esta é a lógica de comercialização por parte do produtor. Os melhores lotes sempre são vendidos com maior facilidade. E sendo o Brasil um país produtor, é natural que a oferta de matéria prima para a indústria local é grande, desde grãos de boa qualidade aos terrivelmente ruins como os fermentados ou fraudulentos como cascas externas, que muitas vezes carregam grande quantidade de açúcares da polpa seca, conhecida como palha melosa. Ainda é muito comum entre os cafeicultores deixarem para seu consumo (isso mesmo, para oferecer aos visitantes de sua propriedade!) os piores lotes como os chamados Fundos e Quebrados, Fundo de Ventilação (onde ficam muitos dos verde-pretos) e suas variações. <strong>Em casa de ferreiro, espeto de pau!</strong></p>
<p>Formou-se um círculo vicioso composto por produtores que fornecem estes produtos sofríveis e até de má-fé, torrefações de baixa categoria que acreditam que ganharão espaço vendendo um produto de preço competitivo (= barato), porém com total ausência de boa qualidade de bebida.</p>
<p>Neste ponto, a <strong>IN-16 (Instrução Normativa</strong>) do <strong>MAPA &#8211; Minis</strong><strong>tério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento</strong>, que define especificações e normas para o café industrializado, vem para arrumar o mercado. Assim esperamos.  Indústrias que respeitam o consumidor não tem o que temer, sendo a IN-16 capaz de coibir fraudes que empregam misturas pouco recomendáveis no café torrado e moído. </p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_ReloadingCup_1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_ReloadingCup_1.jpg',576,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/ReloadingCup_1.jpg" class="alignleft" alt="" width="210" height="280" /></a>Mas o cenário mudou bastante nos últimos 12 anos no Brasil. A crise de preços que aconteceu no início deste milênio e que perdurou até meados de 2004 estimulou o surgimento de um novo participante em nosso mercado: a pequena torrefação de cafeicultores. Como se diz no interior: <strong>&#8220;o sapo não pula por boniteza, mas por precisão (= por necessidade)&#8221;</strong> &#8230;</p>
<p>Premidos pelos baixos preços, quase não cobrindo as despesas de produção, alguns cafeicultores lançaram-se ao mercado de café torrado. O segmento de espresso experimentava grande expansão e com a melhora da economia brasileira, o poder de compra turbinado da população também estimulou a experimentação por produtos e serviços mais sofisticados. Marcas como <strong>Pessegueiro</strong> e <strong>Orfeu</strong>, por exemplo, tornaram-se casos de sucesso, levando de quebra como mensagem adicional o fato dos grãos de café serem de um produtor identificado.  </p>
<p>Hoje muitos lotes excepcionais de café ficam em nosso país, adquiridos por torrefações de cafés especiais e cafeterias que procuram oferecer o que há de melhor. Casas como <strong>Suplicy</strong> e <strong>Santo Grão</strong>, em São Paulo, <strong>Lucca</strong>, de Curitiba, <strong>Rubro</strong>, do Rio de Janeiro, e, fora desse eixo, a novata mas surpreendente<strong> Ateliê do Grão</strong>, de Goiânia, oferecem cafés maravilhosos como encontráveis em suas irmãs norte-americanas ou do norte europeu. E outras casas em diversos outros Estados e no interiorzão estão surgindo aos borbotões num saudável movimento.</p>
<p>Ou seja, é um paradigma que está mudando rapidamente&#8230;</p>
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		<title>Trip to Yemen &#8211; 5: Mocha, Red Sea &amp;Tallook</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Jan 2011 20:50:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A última etapa da jornada pelas origens yemeni de café foi particularmente fantástica!  Saindo de Jabal Bura, onde se encontram as lavouras mais elevadas de café que tenho conhecimento (quase 3.000 m acima do nível do mar!), iniciamos a &#8220;descida da serra&#8221;, literalmente, rumo ao Mar Vermelho. Vencida a sinuosa estrada das montanhas, a paisagem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A última etapa da jornada pelas origens yemeni de café foi particularmente fantástica!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1012_Yemen5_PortMocha.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1012_Yemen5_PortMocha.jpg',576,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1012_Yemen5_PortMocha.jpg" class="alignleft" alt="" width="210" height="280" /></a> Saindo de <strong>Jabal Bur</strong>a, onde se encontram as lavouras mais elevadas de café que tenho conhecimento (quase 3.000 m acima do nível do mar!), iniciamos a &#8220;descida da serra&#8221;, literalmente, rumo ao <strong>Mar Vermelho</strong>.</p>
<p>Vencida a sinuosa estrada das montanhas, a paisagem mudou radicalmente. As grandes rochas e imponentes picos deram lugar à branca e fina areia do deserto, que compõe grande parte da região sul do Yemen. Sol impiedosamente intenso e brilhante fez a diferença na temperatura, que atingiu rapidamente mais de 32°C. E chegamos ao mítico <strong>Porto de Mocha</strong>.</p>
<p>O Porto de Mocha teve seu auge entre os Séculos XV e XVII, quando era o principal porto para escoamento das mercadorias que vinham do norte do Yemen, muitas vezes passando por Sana&#8217;a. Banhado pelo Mar Vermelho, fica relativamente próximo ao <strong>Estreito de Bab al Mandeb</strong>, que separa o Mar Vermelho do Golfo de Aden e é onde está a menor distância entre a Península Arábica e o Leste da África.</p>
<p>Sendo um importante local para exportação, era natural que o café também tivesse parte na história. Tanto é verdade que foi por isso que os grãos crus de café ganharam o nome de <strong>Mocha Sanani</strong> (= vindo de Sana&#8217;a), que se tornou um nome comum a todo o café originário do Yemen.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1012_Yemen5_RedSea_Mocha.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1012_Yemen5_RedSea_Mocha.jpg',1024,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1012_Yemen5_RedSea_Mocha.jpg" class="alignleft" alt="" width="280" height="210" /></a>Essa fusão entre nome e produto é o que aconteceu no Brasil como o Porto de Santos. Santos é o mais importante porto exportador de café brasileiro, abrigando um grande número de casas de comércio internacional (lembre-se que o Brasil chegou ao posto de maior produtor mundial de café por volta de 1880&#8230;). Em geral, os comerciantes de commodities idealizam padrões para os seus produtos, o mesmo acontecendo com o café. Assim, ao se misturar grãos crus de diversas origens brasileiras, como Sul de Minas e Alta Paulista, por exemplo, com determinado padrão de qualidade, dão nomes para facilitar na venda. Assim, o ainda muito famoso é o chamado <strong>Café Tipo Santos</strong>, que nada mais é do que um café com certo padrão de pureza e qualidade de bebida, vinculados a uma característica sensorial média como sem <strong>Defeitos Capitais</strong> (<strong>PVA</strong> = Pretos, Verdes e Ardidos) e delicada acidez (afinal, o café brasileiro tem sido usualmente base de <em>blends</em>).</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1012_YemenTrip5_ReSea.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1012_YemenTrip5_ReSea.jpg',1024,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1012_YemenTrip5_ReSea.jpg" class="alignleft" alt="" width="280" height="210" /></a>Muita gente ainda pensa que Santos é um local onde existem lavouras de café, quando na realidade é apenas um porto de exportação, assim como foi Mocha. Este último perdeu seu brilho a partir do Século XIX, quando os portos de Aden e Hodeida ganharam importância. Hoje Mocha não passa de um vilarejo de pescadores, com bucólicas hospedarias e muita estórias para contar&#8230;</p>
<p>Como não poderia deixar de fazer, coloquei os pés no Mar Vermelho que, apenas para esclarecer, é de um belíssimo azul&#8230; Junto comigo compartilhando o mágico momento estão os <em>Companheiros de Viagem</em>, a partir da direita,  <strong>Al-Masri</strong>, do Yemen, <strong>Tsion</strong>, da Ethiopia, <strong>Mario</strong> e <strong>Manuel</strong>, do Mexico, e eu, seu Coffee Traveler. Foi emocionante!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1012_Yemen5_TaizMarket.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1012_Yemen5_TaizMarket.jpg',800,600,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1012_Yemen5_TaizMarket.jpg" class="alignleft" alt="" width="280" height="210" /></a>Fizemos o pernoite em <strong>Taiz</strong>, a maior cidade do Yemen, com mais de 3 milhões de habitantes. Visitamos sua área antiga com um grande mercado. Aproveitei e compre um queijo de cabra defumado para experimentar. Apesar de muito salgado, certamente para evitar contaminações e &#8220;otras cositas más&#8221;, sua textura era muito macia, delicada, quase um pudim de leite.</p>
<p>Falando em leite, existe apenas o de cabra, quase todo destinado para a fabricação artesanal de queijos. O leite de vaca é importado e somente em hotéis é possível de encontrar.</p>
<p>De Taiz seguimos para <strong>Tallook</strong>, a região produtora menos elevada do Yemen , mas não menos que 1.300 m de altitude!</p>
<p>Fomos recepcionados pelos produtores, que nos serviram Bun (café) e Qishr. O café me impressionou pela riqueza de sabores com notas a frutas vermelhas e chocolate (é daí que veio o conceito do sabor do <strong>Mocha Coffee</strong>, divulgado pelos europeus), secundados por acidez do raro ácido fosfórico, em geral encontrado em cafés do Kenya.</p>
<p>O ponto alto foi saber que existe uma <strong>Associação de Mulheres Produtores de Tallook</strong>! Sim, foi uma surpresa saber que a associação é toda organizada pelas mulheres, num total de 164 da região, representando mais de 100 hectares cultivados de café. Através da associação conseguem adubos para o tratamento das lavouras, fazem o benefício e rebenefício de café, torram e comercializam, gerando riquezas para a comunidade.</p>
<p>Sim, foi um fecho de ouro para a viagem!</p>
<p>Veja o vídeo com imagens de <strong>Haraz</strong> e <strong>Jabal Bura</strong> a seguir:</p>

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		<title>2011: Renovando expectativas!</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Jan 2011 16:48:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um dos filmes que mais me impressionou durante a adolescência foi o clássico de Stanley Kubrick 2001 &#8211; A Space Odissey, baseado no conto The Sentinel do visionário escritor Arthur Clarke e que fundia imagens de alto impacto com belas músicas eruditas. Tudo estava perfeito e é uma referência para o cinema de ficção e ciência. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos filmes que mais me impressionou durante a adolescência foi o clássico de <strong>Stanley Kubrick</strong> <strong>2001 &#8211; A Space Odissey</strong>, baseado no conto <strong><em>The Sentinel</em></strong> do visionário escritor <strong>Arthur Clarke </strong>e que fundia imagens de alto impacto com belas músicas eruditas. Tudo estava perfeito e é uma referência para o cinema de ficção e ciência.</p>
<p>Um dos pontos altos do filme é a refinada conexão que se faz entre o passado e o futuro, a evolução da humanidade e suas perspectivas.</p>
<p>Se imaginávamos que a virada do milênio estava distante, o que dizer então que entramos na segunda década deste século?</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1101_FAN_11.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1101_FAN_11.jpg',1684,1190,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1101_FAN_11.jpg" class="alignleft" alt="" width="280" height="197" /></a>A velocidade dos acontecimentos vem se tornando vertiginosa, a quantidade de informação nunca foi tão grande e o seu acesso tão facilitado. Cada vez mais o mundo se torna menor, todos ficamos mais &#8220;vizinhos&#8221;&#8230;</p>
<p>A dicotomia das coisas, também, surge mais rapidamente e clara, mostrando que para cada problema existe uma boa e criativa solução, quando não no plural. No entanto, muitos começam a se interessar mais pelos acontecimentos passados, justamente para melhor compreender o que estamos presenciando e o que poderá ainda vir. Na vida, tudo está definitivamente interligado.</p>
<p>A última viagem de 2010 foi emblemática para mim, uma vez que conhecer todos os aspectos históricos do café e da cafeicultura no Yemen mudou muito alguns conceitos que eu tinha, bem como reforçou outras convicções sobre o nosso <em><strong>vinho negro</strong></em>.</p>
<p>E iniciamos <strong>2011</strong>!</p>
<p>Desejamos que seja pleno de equilíbrio e harmonia, próspero e cheio de novas aventuras!</p>
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		<title>Trip to Yemen &#8211; 4: Haraz &amp; Jabal Bura (&amp; Yemeni Baristas!)</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Dec 2010 23:06:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os trabalhos da 2nd International Conference on Arabica Naturals, em Sana’a, encerram-se no dia 13 de dezembro com excelentes resultados. O dia seguinte,  14, estava reservado para o início de uma longa jornada pelas principais origens yemenitas produtoras de café. Eram antes das 6 h da manhã quando um grupo de amigos se juntou no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os trabalhos da <strong>2nd International Conference on Arabica Naturals</strong>, em Sana’a, encerram-se no dia 13 de dezembro com excelentes resultados. O dia seguinte,  14, estava reservado para o início de uma longa jornada pelas principais origens yemenitas produtoras de café. Eram antes das 6 h da manhã quando um grupo de amigos se juntou no lobby do hotel, aguardando as camionetes 4X4 que nos levariam. Expectativa total!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1012_YemenTrip4_terraces.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1012_YemenTrip4_terraces.jpg',576,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1012_YemenTrip4_terraces.jpg" class="alignleft" alt="" width="210" height="280" /></a>Todos estavam ansiosos pelo início da grande aventura, uma vez que todos, apesar de experientes no café, estavam se iniciando nas origens do Yemen. Este país, considerado ainda o mais pobre dentre os da Península Arábica, pode ser dividido em duas grandes áreas geográficas: o Sul, onde predomina o deserto, é rico em petróleo, que gera a maior parte das divisas do país, enquanto que o Norte, onde grandes cadeias de montanhas se estendem generosamente, tem na agricultura sua sustentação econômica. Apesar da conhecida fertilidade dos rincões montanhosos, em parte explicada pela incrível quantidade de rochas calcáreas, apesar da topografia íngreme e repleta de pedras, tem outra restrição: a água, que é bastante escassa. Ou seja: se não é o caso de paisagem desértica de dunas em mutação, predomina a aridez das montanhas pedregosas.</p>
<p>As chuvas são diminutas se compararmos à abundância existente no Brasil (não mais que 30% do que chove em nosso país!), por isso tem de ser sabiamente empregada pelos yemenis.</p>
<p>Nesta primeira etapa da jornada, nosso destino era <strong>Haraz</strong>, uma das mais antigas cafeiculturas do mundo (lembrem-se de que a cafeicultura do Yemen é milenar!) nas montanhas. Lavouras de café entre 1.500 m e 1.800 m de altitude. Não, não eram as mais elevadas&#8230; no entanto, elevações dessa magnitude já ultrapassam as Centro-Americanas como em <strong>Boquete</strong>, <strong>Panamá</strong>.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1012_YemenTrip4_JabalBura.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1012_YemenTrip4_JabalBura.jpg',800,600,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1012_YemenTrip4_JabalBura.jpg" class="alignleft" alt="" width="280" height="210" /></a>A principal característica das lavouras é o fato de que todo o plantio é feito empregando a técnica de terraços, que permitem lidar com a declividade das montanhas e auxiliam na retenção da água. O que impressiona é o perfeito trabalho em nível, no que podemos chamar de alinhamento em <em>State of Art</em>. Aproveitamos, o <em>Companheiro de Viagem</em> <strong>Manuel Diaz</strong> e eu, e fizemos algumas medições e cálculos rápidos. Conclusão: no espaçamento médio empregado, a densidade de plantio fica em torno de (pasmem!) 7.000 plantas por hectare!</p>
<p>Isso explica, em parte, a relativa boa produtividade dessas lavouras.</p>
<p>Estes terraços estão em Jabal Bura, e ficam entre inacreditáveis 2.000 e 2.400 m de altitude. Algumas lavouras chegam a conversar com as estrelas, pois estão a cerca de 3.000 m acima do nível do mar!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1012_YemenTrip4_terracesDetail.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1012_YemenTrip4_terracesDetail.jpg',576,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1012_YemenTrip4_terracesDetail.jpg" class="alignleft" alt="" width="210" height="280" /></a>Observem em detalhe a construção de um terraço. Impressionante, não?</p>
<p>Imagine que fizeram, inicialmente, o traçado de cada linha, verificaram o nível para, finalmente, construírem, literalmente, as paredes de cada terraço. Daí, é razoável concluir que por se tratar de uma obra de engenharia, o custo para a implantação de uma lavoura como essa chega a ser&#8230; impensável! Porém, é algo que fazem a centenas e centenas de anos&#8230;</p>
<p>Outra coisa: sendo a largura dos terraços, principalmente naquela altitude, bastante pequena, dá para compreender que todos os serviços são feitos manualmente. Tratores são impensáveis e até mesmo cavalos. Para vencer esses terrenos pedregosos e íngremes, somente burricos e cabras. Estradas em desenhos pouco civilizados e repletas de seixos rolantes são vencidas com certa dificuldade pelos valentes Toyotas 4&#215;4!</p>
<p>Foi uma aventura vertiginosa!</p>
<p>Como refresco, assiste ao vídeo abaixo e conheça o mais antigo serviço de café, o Ibriq, numa cafeteria típica do Yemen:</p>

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		<title>Trip to Yemen -2: Caravan Serai, Spices &amp; Cafe</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Dec 2010 03:04:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agronomica]]></category>
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		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<description><![CDATA[Imaginando Sana&#8217;a como parte de rota das caravanas de mercadores vindas da região oriental da Península Arábica rumo ao Mar Vermelho, manter uma Caravan Serai seria algo mais do que esperado. Hoje em dia, os grandes espaços deste tipo de hospedaria se tornaram, como acontece em Bab Al Yemen, praças onde diversas barracas se instalaram para comercializar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Imaginando <strong>Sana&#8217;a</strong> como parte de rota das caravanas de mercadores vindas da região oriental da Península Arábica rumo ao Mar Vermelho, manter uma <strong>Caravan Serai</strong> seria algo mais do que esperado.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1012_YemenTrip2_Spices.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1012_YemenTrip2_Spices.JPG',800,600,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1012_YemenTrip2_Spices.JPG" class="alignleft" alt="" width="280" height="210" /></a>Hoje em dia, os grandes espaços deste tipo de hospedaria se tornaram, como acontece em <strong>Bab Al Yemen</strong>, praças onde diversas barracas se instalaram para comercializar itens nobres como especiarias e frutas secas.</p>
<p>Com uma forte inclinação para o comércio, os yemenis oferecem seus produtos a partir de estupendos arranjos onde combinam magistralmente cores e texturas, compondo um rico mosaico de cores e aromas, como pode ser observado  nesta foto. Vejam que bela composição com  cravo da índia e noz moscada em primeiro plano, cardamono e orégano, sementes de gergelim tostada e as rubras folhas de hibisco, conhecidas também como <em>tea rose</em>.  Gengibre e pimenta do reino completam o conjunto.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1012_YemenTrip2_Caravanserai.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1012_YemenTrip2_Caravanserai.jpg',576,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1012_YemenTrip2_Caravanserai.jpg" class="alignleft" alt="" width="210" height="280" /></a>Juntamente com Makonen, da Ethiopia, provei cada tipo de tempero, especiaria e frutas, comparando seus matizes de sabores com as que encontramos no Brasil, por exemplo. Foi um exercício sensorial inesquecível!</p>
<p>Algumas frutas são cultivadas na região Norte do Yemen como as uvas, que devido ao clima árido são muito saborosas e intensamente adocicadas. Observe nesta foto como a montagem para exposição das uvas passa levou-se em conta características como  ponto de maturação na colheita, tamanho das bagas e até procedência. Estavam deliciosas!</p>
<p>A região Sudoeste do Yemen é banhada pelo <strong>Mar Vermelho</strong>, tendo ao Sul o <strong>Mar Arábico</strong> e o <strong>Golfo de Aden</strong>. Há um estreito que separa estas duas águas, tornando esta parte da península muito próxima da chamada África Oriental, mais precisamente com a <strong>Ethiopia</strong>.</p>
<p>Nesta parte do Yemen a arquitetura difere um pouco das cidades mais ao norte, além do que seus habitantes com feições bastante distintas, também usam roupas destacadamente mais coloridas. Tudo isso é influência da cultura etíope. Ainda hoje o intercâmbio com a Ethiopia é muito grande e, por exemplo, diversas palavras e expressões são comuns aos dois povos.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1012_YemenTrip2_CShop.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1012_YemenTrip2_CShop.jpg',576,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1012_YemenTrip2_CShop.jpg" class="alignleft" alt="" width="210" height="280" /></a>A Ethiopia é o berço do cafeeiro (ou origem botânica), planta que deu início à saga da segunda bebida mais consumida no mundo depois da água, ou seja, onde foram identificadas originalmente. A proximidade com o Yemen fez com que plantas e sementes tenham sido transportadas a partir da Ethiopia. A partir daí, os yemenis passaram a cultivar os cafeeiros de forma sistematizada, o que faz com que aquele país seja considerado como o berço da Cafeicultura e do café como bebida.</p>
<p>Esta <em>questão de berço</em> disto ou daquilo ainda hoje desperta uma apaixonada discussão entre etíopes e yemenis&#8230;</p>
<p>Registros históricos indicam que com o domínio da produção sistematizada do café, o Yemen foi o maior produtor deste precioso fruto durante muitos séculos, tendo boa parte de sua comercialização feita pelo antigo porto de <strong>Mocha</strong>. Devido ao escoamento dos grãos de café através deste porto, denominou-se como <strong>Mocha</strong> o café produzido no <strong>Yemen</strong>, exatamente como ocorreu no <strong>Brasil</strong> ao se confundir o porto de <strong>Santos</strong> para muitos uma origem de café!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1012_YemenTrip1_cafe.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1012_YemenTrip1_cafe.JPG',800,600,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1012_YemenTrip1_cafe.JPG" class="alignleft" alt="" width="280" height="210" /></a> As origens produtoras de café do Yemen ficam mais ao norte, nas montanhas, onde o clima é mais ameno e chove mais (apenas impressionantes entre 400 mm a 500 mm de chuva por ano!!!), onde também ficam as outras produções agrícolas. O sul tem como paisagem predominante o deserto que, no entanto, faz aflorar vindo das profundezas um outro negro produto: o petróleo.</p>
<p>Para se ter idéia do meu espanto quanto à quantidade de chuvas é porque correspondem em média a algo como 25% a 30% do que normalmente ocorre no Brasil. Sendo a água escassa e tão preciosa, é compreensível porque toda a produção de café é secada pelo processo conhecido como <strong>Natural</strong> (= grãos maduros secos com a casca).</p>
<p>Sendo um produto de grande valor, em geral as sementes descascadas eram praticamente vendidas em sua maior parte para outros países, ficando por vezes apenas a casca do fruto. Veja na foto acima os dois produtos sendo comercializados, as sementes à esquerda, cascas à direita.</p>
<p>As sementes ou o Café Cru é praticamente, nos dias de hoje, totalmente consumido dentro do próprio país. Com uma produção bastante pequena, em torno do equivalente a 150.000 sacas de 60 kg líquidos, o café cru (= Green Coffee) atinge preços impressionantes como US$ 10/kg (isso mesmo, dez dólares por quilo!!!).</p>
<p>Café bebida no Yemen é o <strong>Bun,</strong> finamente moído e preparado em ibriqs em estilo tradicional à toda região árabe.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1012_YemenTrip2_Qishr.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1012_YemenTrip2_Qishr.jpg',576,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1012_YemenTrip2_Qishr.jpg" class="alignleft" alt="" width="210" height="280" /></a>Com a casca surgiu uma outra bebida, o <strong>Qishr</strong>. Ou seja, o seu uso é legal porque gera um produto distinto. Com o tempo, para dar notas de sabor diferentes, foram sendo adicionados outros produtos como gengibre, canela e cardamono às cascas, de modo que diversos <em>blends de Qishr</em> surgiram, como o que está nesta foto.</p>
<p>Observe que é muito clara a descrição do Qishr como feito a partir da casca do café.</p>
<p>No caso deste produto, considerado um dos melhores <em>blends </em>foi criado pelo mesmo senhor que está sentado na entrada de sua barraca, como pode ser visto na terceira foto da sequência.</p>
<p>Fica uma lição: os yemeni souberam dar um tratamento digno à casca do café, que atinge preços tão elevados quanto o do próprio café!!!</p>
<p>Mas que fique claro: Bun é Bun, Qishr é Qishr.</p>
<p>E outro detalhe: esse uso massivo da casca do café é possível porque as lavouras do Yemen são praticamente isentas de uso de agroquímicos, o que os torna bastante seguro o seu consumo.</p>
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