Setembro 28th 2008

My Caffeine Based Sunblock

cafeinaNum artigo publicado recentemente no Journal of Cancer Research, pesquisadores da University of Washington, USA, verificaram algumas propriedades interessantes da cafeína como um possível bloqueador de raios ultra-violetas.

Foram realizados testes de produtos como bloqueadores solares com alto teor de cafeína em ratos com a pele descoberta e observou-se que não houve progressão de algumas lesões provocadas pelos raios ultra-violetas na pele das cobaias.

Será mais um capítulo de sucesso sobre as novas possibilidades dos componentes do café na saúde?

Veja no vídeo abaixo, indicado pelo Companheiro de Viagem Joseph Rivera, a reportagem sobre o assunto:

Setembro 13th 2008

22nd ASICS CONFERENCE: Coffee & Science

Começa amanhã, dia 14 de setembro extendendo-se até o dia 19, a 22nd International Conference on Coffee Science (Conferência Internacional da Ciência do Café) em Campinas, SP, com sua Cerimônia de Abertura..

logo asic2008A ASIC - Association for Science Information on Coffee é uma entidade cuja missão é a de fomentar e divulgar pesquisas científicas sobre o café.

Sim, CAFÉ & CIÊNCIA!

Esta conferência é realizada em nosso país num momento particularmente feliz para nós, quando o Brasil demonstra sua liderança não apenas na produção, mas, também, na busca da qualidade, eficiência produtiva e pesquisas científicas nos mais diversos campos, do agronômico ao vinculado à ciência dos alimentos.

Com uma intensa programação, cada dia será dedicado a temas específicos:

Dia 15: Tendências de Consumo & Ciência do Café e Efeitos Benéficos do Café na Saúde Humana.

Dia 16: Química do Café & Efeitos Fisiológicos, Aroma do Café & Química do Café e Química do Café & Qualidade.

Dia 17: Torra do Café & Processo de Torra e Processos de Pós-Colheita & Qualidade do Café Cru.

Dia 18: Genética do Café & Bioquímica e Agronomia & Eco-Fisiologia.

Dia 19: Gerenciamento de Patologias & Proteção de Cultivo, Avanlos em Resistência a Doenças e Desenvolvimento & Diversidade.

Apesar de uma agenda essencialmente científica, os desdobramentos para todos os agentes de mercado, de produtores às indústrias de torrefação, são fantásticos!

Você pode conferir mais sobre esse evento através do link

http://www.asic-cafe.org/asic2008/

Agosto 11th 2008

Café é Saúde! - Sobre Mitos & Verdades

Ao longo dos anos, muito se comentou sobre os efeitos que a cafeína, principal e mais famoso componente do café, tem sobre nossa saúde.

Nos primórdios de sua primeira fase global, ainda no Século XVII, quando as primeiras cafeterias abriram suas portas na Europa, como o veneziano Florian Caffè, os seus frequentadores, intelectuais que se tornariam referências nas Artes e na Filosofia, se encantavam e decantavam sobre os maravilhosos efeitos da cafeína. Puro deleite!

Coffee EspressoJá na segunda metade do Século XX, quando se tornaram comuns as mais diferentes dietas devido ao “Culto ao Corpo” e uma primeira ”Geração Saúde” se criou, o café ganhou a fama de vilão para nossa saúde. De dores de cabeça ao câncer no fígado e pâncreas, faltando apenas dores no cabelo e nas unhas (piadinha…), o café foi uma das bebidas com mais estudos negativos que se tem memória na história recente.

A cada dia uma pesquisa médica surgia e seus resultados acabavam relacionando como causa de uma doença inevitavelmente … o café!

Talvez seja por isso é que na minha adolescência e até um pouco antes de entrar para o mundo do café eu tinha a imagem de que o café era algo terrível, além do que na média o café que era encontrado nos supermercados da época eram de qualidade sofrível…

No final dos anos 90 um grupo de pesquisadores médicos, no caso do Brasil liderado pelo Dr. Darcy Lima, do Rio de Janeiro, criou-se um projeto para se conhecer a real extensão dos efeitos das substâncias encontradas no café sobre a nossa saúde. Bingo!

Talvez embalado pelo então jovem movimento dos Cafés Especiais, nunca se produziu tanta pesquisa com resultados tão positivos sobre o nosso “Pretinho Básico”.

Agora foi a vez do The New York Times, um dos mais influentes e importantes jornais norte-americanos, destrinchar sobre Mitos & Verdades sobre Café & Saúde, neste final de semana.

Latte bebido 1Com uma extensa reportagem de Jane E. Brody, vários fatos sobre antigas pesquisas e seus resultados foram confrontados com o que hoje a ciência tem verificado sobre as diversas substâncias presentes no café e seus efeitos sobre nossa saúde.

São relatados casos de pesquisas extremamente mal conduzidas, com os chamados ”vícios estatísticos”, até  daqueles em que ocorreu interpretação errônea dos resultados!

Sim, os cientistas também comentem erros como todos nós, simples humanos…

Agora, algumas considerações devem ser feitas, antes de você iniciar uma leitura cuidadosa da reportagem através do link http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/nytimes/2008/08/11/ult574u8712.jhtm .

Leve em conta que o local onde a reportagem foi realizada fica nos Estados Unidos para melhor compreensão das observações feitas pela jornalista Jane Brody:

1. Sobre a Concentração do Café:  os diversos tipos de preparo de café diferem entre si pelo tipo de serviço, quando diferentes graus de moagem e pressão de extração, além do tempo médio, produzem resultados muito distintos entre si. Moagem mais grossa significa que a área de contato da água com as partículas do café se torna menor do que no caso de uma moagem mais fina. Isto se reflete numa extração mais rápida, resultando num café mais ralo e, por isso, mais claro. Naturalmente, o teor de cafeína é menor.

Como preparo mais comun no Hemisfério Norte, o Coffee tem uma concentração média de 5,5% m/v, ou seja, para um litro de café são empregados 55 gramas de pó.  O nosso Cafezinho tem concentração média de 8,0% a 10,0% m/v, dependendo da região do Brasil, o que significa o emprego entre 80 e 100 gramas de pó, que além de tudo é muito mais fino do que no caso do Coffee, para um litro de água.

Finalmente, o Espresso, pelas normas da Escola Italiana, possui a proporção de “1 para 4″, ou seja, 7 gramas, que corresponde a 1/4 de onça-peso (aproximadamente 28 gramas) de pó de café são usados na extração de 28 ml, que corresponde a uma onça-líquida. Ou seja, a concentração no Espresso corresponde a olímpicos 25%!

2. Sobre a Moagem: a moagem para o preparo do Coffee é mais grossa do que a usualmente encontrada no Brasil, que é considerada Moagem Fina a Finíssima, esta no caso dos produtos do tipo Extra Forte, sinônimo de alto rendimento. Lembrando apenas que este “alto rendimento” é resultado de uma combinação que por vezes considero perversa de grãos com ponto de torra intenso e moagem muito fina, apropriados para os coadores de pano.

3. Sobre o Ponto de Torra: para a preservação do maior número dos componentes benéficos encontrados no grão de café, o ponto de torra não pode ser muito intenso, o que é bastante comum na indústria do Hemisfério Norte. Em geral os cafés, por exemplo, encontrados na América do Norte têm cor entre #65 e#55 Agtron-SCAA, enquanto que no Brasil o café industrializado tem cor em torno de #45 Agtron-SCAA. Quanto menor o número (tendendo a #05) a coloração é mais escura, enquanto que para número maiores (tendendo a #95), a coloração é mais clara. Num próximo post comentarei com mais detalhes sobre o Ponto de Torra e Coloração. Apenas para lembrar: grãos de café muito torrados oferecerão quase que apenas a experiência de se deliciar com o sabor… do carvão!!!

4. Sobre a Qualidade dos Grãos: Pessoal, não tem milagre! Cafés de alta qualidade sempre oferecerão muito mais do que os de baixa qualidade. A relação entre preço e qualidade é perfeita e estritamente proporcional.

Sendo o café um fruto, somente os melhores, aqueles bem maduros, corretamente colhidos e secados, levados a uma torra adequada e, finalmente, cuidadosamente preparados oferecerão mais à sua saúde…

Leia e comente o artigo.

Abril 26th 2008

Café, Kapeh & Outros Produtos

Já se imaginou lavar o rosto com um sabonete a base de café? Ou adicionar um óleo a base de café numa banheira para uma revigorante imersão?

sabonete kapeh2O grão de café possui um número impressionante de substâncias que o compõem, muitas delas hoje com diversos estudos que comprovam efeitos benéficos para nossa saúde, como os ácidos clorogênicos, que são poderosos anti-oxidantes, que podem auxiliar no retardamento do processo de envelhecimento.

Porém, uma família de produtores de Três Pontas, no Sul de Minas Gerais, teve a idéia de aplicar algumas das substâncias do café em produtos de higiene e cosmética.

Nesta foto, por exemplo, são vistos os sabonetes que lembram a seqüência do processo de amadurecimento do café, com o “Café Verde”, “Café Maduro” e “Café Torrado”. Neste, por exemplo, existem fragmentos de café torrado e moído que funcionam como esfoliante.

Ou seja, uma idéia muito inovadora!

Outro ponto interessante é que são empregados cafés produzidos segundo normas da certificadora Utz Certified, garantindo-se, assim, toda a procedência e rastreabilidade da matéria-prima café nos produtos.

Juliano Kapeh1Nesta foto o Juliano Araujo, cuja família é proprietária da tradicional Fazenda Rancho Fundo, é o agrônomo responsável pela produção de café.

O nome kapeh tem origem maia e significa café.

E aqui há uma nota curiosa: a fazenda da família do Juliano já era certificada pela Utz Kapeh (= bom café, em maia), como anteriormente era conhecida essa certificadora que tem base em Amsterdam, Holanda, e que é uma das mais difundidas certificações de processo de produção de café no Brasil. Você pode saber sobre a Utz através do link na coluna ao lado.

Juliano e sua mulher, Vanessa, que é a responsável pela linha Kapeh, tinham muito interesse em utilizar esse nome, pois é muito fácil sua pronúncia nas diversas línguas, quando souberam que a Utz estava alterando seu nome, pois passou a ter atividade mais abrangente, além da cerficação das fazendas de café. Bingo!

Você pode saber mais sobre isso pelo endereço www.kapeh.com.br .

Agosto 17th 2007

Mais sobre Menos Cafeína

Os últimos dias foram pródigos em notícias sobre a cafeína, o “grande motor” do nosso Santo Café.

A Fazenda Daterra, de Patrocínio, Cerrado Mineiro, do Grupo D. Paschoal, fez o lançamento no Brasil do café Opus 1 Exotic, que possui teor de cafeína da ordem de 1%.

Esse café, que segundo Carlos Borges, Degustador da Fazenda e Juíz Certificado SCAA, apresenta notas florais delicadas, foi obtido por diversos cruzamentos genéticos, sendo, portanto, uma planta de origem natural.

Você pode saber mais sobre esse lançamento e adquiri-lo através do www.daterracoffee.com.br .

 cafeinaDo outro lado do mundo, a empresa japonesa UCC - Ueshima Coffee Co., que possui base em Kobe, divulgou o lançamento do café que recebeu o nome de GCA, que possui teor de cafeína da ordem de 0,3%.

Incrível, não?

Isso correspondente a cerca de 25% do teor médio de cafeína da espécie arabica, que normalmente varia entre 1,05% a 1,20%, dependendo da combinação de variedade e condições geográficas.

No entanto, comercialmente esses grãos estarão disponíveis somente em 2010, quando será destinado principalmente para gestantes e idosos.

Na verdade, a busca por cafés com baixo teor de cafeína vem ocorrendo a muito tempo, sendo que industrialmente foram desenvolvidos métodos de extração química desse poderoso estimulante.

Existem, basicamente, dois processos industriais mais empregados: um que emprega solventes orgânicos, como por exemplo o n-hexano, isto é, produtos derivados do petróleo, e outro que utiliza a água.

Lembre-se que já comentei que ao preparar um café, você também está fazendo a extração da cafeína!

Nesse caso, a extração é diretamente proporcional ao tempo de contato da água com o pó, onde as moléculas de cafeína estão alojadas. Quanto mais tempo de contato água-café, mais cafeína é extraída. Mais cafeína extraída, mais amargor do tipo “jiló” terá a bebida.

Dismas_espresso1E no início da semana saiu uma notícia inusitada: uma garota teve overdose de cafeína!

Jasmine Willins, de 17 anos e que atendia no The Sandwich Bar, em Stanley, Inglaterra, consumiu 7 doble shots (doses duplas) de espresso.

Depois disso, começou a tremer, palpitações do coração e reações de descontrole emocional.

Nosso corpo precisa em torno de 4 horas para metabolizar a cafeína. Por isso, quando tomamos muito café, ficamos um certo tempo sem vontade de fazê-lo novamente, pois estudos indicam que há uma correlação entre a cafeína ainda não metabolizada e a vontade de consumir mais café.

Naturalmente, cada pessoa tem uma reação diferente e moderação nunca é demais…

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