Abril 21st 2007

Morrer de cafeína

Em geral, há uma certa incorreção quando se comenta em relação à quantidade de cafeína existente em cada tipo de preparo de café.

caffeine space 1 2Para facilitar a compreensão, devido ao fato de que a maior parte dos produtos contendo cafeína estão em base “água”, é importante saber que a extração aquosa da cafeína tem seu rendimento proporcional ao tempo de contato, ou seja, quanto mais tempo, por exemplo, o pó de café tiver com a água, mais cafeína será extraída.

Portanto, no espresso, apesar da maior pressão durante o processo de extração, o pouco tempo de contato, entre 20 e 30 segundos, faz com que, em geral, tenha-se cerca de apenas algo como 40% do que é possível ter num café preparado em coador de papel. Neste caso, quando se verte a água quente sobre o pó no coador, o tempo médio para se preparar entre 500 ml e 750 ml, que é a média da capacidade das garrafas térmicas ou dos jarros, fica entre 3 e 4 minutos. 

E, certamente, é um tempo muito menor em relação ao cafezinho tradicional, quando o pó é despejado na água fervente para depois passar por um coador de pano. Neste caso, considera-se que se consegue a quase totalidade do teor da cafeína disponível nos grãos.

Para se ter idéia, os grãos de café da espécie Coffea arabica  têm em média 1,0 a 1,2% de cafeína em peso, enquanto que nos grãos da espécie Coffeea canephora, 2,5%. Ou seja, em grãos das variedades Robusta ou Conillon (esta cultivada no Brasil), encontramos o dobro de cafeína do que nas variedades Mundo Novo e Bourbon, por exemplo.

Uma xícara de espresso é preprarada com 7 gramas, que correspondem em média a 50 grãos de café de tamanhos de peneiras #16, #17 e #18, lembrando que estes números se referem, na realidade, a furos com diâmetro equivalente a 1/16 de polegada, 1/17 de polegada e 1/18 de polegada, respectivamente (1 polegada = 25,4 mm). Logo, se forem exclusivamente grãos de arabica, considera-se que você ingere algo como 30 mg de cafeína.

Enquanto isso, num tradicional cafezinho, numa xícara de 50 ml, com uma proporção normal de 70 gramas para 500 ml, você ingere aproximadamente 100 mg de cafeína.

Pesquisas médicas revelam que um consumo normal diário aceitável é da ordem de 400 a 500 mg.

Outro detalhe: a cafeína é metabolizada pelo nosso corpo em aproximadamente 4 horas. Obviamente, algumas pessoas podem ser mais rápidas, outras mais lentas. Por isso, quando você se empanturra de cafeína, seja através de café, refrigerantes ou energéticos, após esse tempo você se sente novamente pronto para mais uma rodada.

Há um website muito interessante que tem uma calculadora para você saber a quantidade de cafeína ou de bebida para lhe matar…

http://www.energyfiend.com/death-by-caffeine/

 

Março 16th 2007

Café para os Jovens de Outrora: Bom para o Coração

Uma pesquisa publicada na American Journal of Clinical Nutrition e veiculada no website www.boasaude.com.br, destaca os efeitos benéficos do café sobre as atividades do coração de pessoas com mais de 65 anos:

14 de março de 2007 (Bibliomed). A cafeína é um composto presente em diversos tipos de bebidas, como o café, chás e alguns tipos de refrigerantes. Sabe-se que no organismo humano existem alguns órgãos que possuem receptores celulares para este composto, os quais são ativados na vigência do aumento da concentração da cafeína no sangue, como ocorre após alguns minutos da ingestão de uma xícara de café.

P1020526O consumo regular de cafeína pode se associar a redução da ocorrência de doenças do coração em idosos, conforme revelam um grupo de pesquisadores norte-americanos, que escreveram um estudo na revista American Journal of Clinical Nutrition, em fevereiro de 2007. A pesquisa procurou esclarecer quais os reais efeitos protetores da cafeína sobre o coração.

Foi verificado que pessoas com mais de 65 anos, que consumiam maiores quantidades diárias de cafeína, apresentaram uma menor chance de desenvolver doenças do coração, em comparação com os idosos que consumiam cafeína em pequenas quantidades. Além disso, percebeu-se que a proteção conferida pela cafeína era dose-dependente, ou seja, quanto maior o volume consumido deste composto, maior foi a redução no risco de surgimento de problemas de coração.

Os autores ressaltam que a proteção conferida pela cafeína não foi demonstrada em indivíduos com idade inferior a 65 anos, bem como nos com pressão alta descontrolada.

Com isso, percebe-se que o consumo regular de alimentos ricos em cafeína, pelos idosos pode ser um útil mecanismo de proteção do coração contra diversas doenças.

Fonte: American Journal of Clinical Nutrition 2007; 85 (2): 392 – 398 (February).

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