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	<title>The Coffee Traveler &#187; Tecnologia</title>
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	<description>by Ensei Neto</description>
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		<title>Como Preparar A Mais Fantástica Xícara de Café &#8211; 3</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Apr 2012 02:20:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dois sistemas são de longe os mais comuns no Brasil para preparar café em casa: o Coador de Pano e o Coador de Papel no Sistema Melitta. Gostaria de comentar neste post sobre o Sistema Melitta, que é muito comum em diversos países consumidores de café. Na verdade cada sistema de preparo de café tem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dois sistemas são de longe os mais comuns no Brasil para preparar café em casa: o <strong>Coador de Pano</strong> e o <strong>Coador de Papel</strong> no <strong>Sistema Melitta</strong>. Gostaria de comentar neste post sobre o Sistema Melitta, que é muito comum em diversos países consumidores de café.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_FantCup3_1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_FantCup3_1.jpg',576,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1204_FantCup3_1.jpg" class="alignleft" alt="" width="187" height="250" /></a>Na verdade cada sistema de preparo de café tem seus segredos para se extrair <strong>A Mais Fantástica Xícara de Café</strong> e é no mínimo precipitado tentar sepultar um modo tradicional em detrimento de um mais moderno. Grande parte do <em><strong>pré conceito</strong></em> existente sobre o café coado em casa como inferior ao <em>espresso</em>, por exemplo, é resultado de diversos fatores somados, incluindo o fato deste último ser um serviço que tem maior poder de aliviar o peso existencial de sua carteira do que o coado.</p>
<p>Ainda hoje, é raro encontrar cafés de boa qualidade nas gôndolas dos supermercados e padarias, principalmente fora das grandes capitais, sendo corriqueiro encontrar em sua esmagadora maioria cafés na embalagem tipo Almofada, em geral destinada aos produtos de preço mais competitivo (e deve ficar claro que não tem milagre&#8230; produto mais barato é sempre inferior!).  Infelizmente, há um pensamento nesses locais de que coisa barata é que gira mais rápido. É por isso que fica a percepção de que o café preparado em casa é quase sempre medíocre, uma vez que a matéria prima é sofrível proporcionalmente.</p>
<p>Algumas indústrias tem procurado oferecer cafés de melhor qualidade e ensaiam trilhar novos rumos, empurradas pela nova e crescente legião de  micro torrefações especializadas em cafés de alta qualidade. Já era tempo&#8230;</p>
<p><em>A melhoria do padrão de qualidade do café bebido no Brasil depende de um esforço generalizado, que deve ter, inicialmente, nos produtores os primeiros divulgadores,  devendo aprender a provar seus cafés e, assim, saber falar dos aromas e sabores que cada lote pode expressar numa xícara. Este é um dos grandes desafios a serem vencidos, pois ainda é um pequeno número de produtores que separa seus melhores lotes para torrar e servir em sua propriedade. </em></p>
<p><em>Indústria, cafeterias e seus profissionais tem papel fundamental, não apenas ao se aperfeiçoar no conhecimento e nas técnicas de avaliação sensorial, mas, a partir de um sólido saber, tomar a missão de  explicar aos consumidores o que esperar em cada xícara que está sendo servida.</em></p>
<p><em>Em resumo: Educação, Educação e mais Educação!</em></p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_FantCup3_2.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_FantCup3_2.JPG',750,617,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1204_FantCup3_2.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="205" /></a>O sistema Melitta tem o porta filtro com formato oval de sua boca, enquanto que espacialmente é o que se chama de Seção de Cone, pois não tem o bico, lembrando o &#8220;Chapéu de Napoleão&#8221;. Este porta filtro em particular tem um único furo relativamente grande e as suas estrias na parede seguem o sentido reto de cima para baixo.</p>
<p>Com essa geometria, a água tende a passar preferencialmente pelo centro desse &#8220;cone cortado&#8221;. E aí vem outra recomendação: depois de &#8220;lavar&#8221; o filtro de papel (para retirar o gosto dos alvejantes&#8230;) e fazer a SEMPRE necessária <strong>Pré Infusão</strong>, quando as gotas começam a cair mais espaçadamente, coloque o restante da água em fio fino pelas laterais para compensar a passagem mais rápida que acontece pelo centro (isto porque aí o caminho é mais curto&#8230;).</p>
<p>Fazendo isso, ter Uma Fantástica Xícara de Café ao final é quase certo!</p>
<p>A moagem ideal para o Sistema Melitta é a Média-Fina. Um dos problemas comuns é o de se usar cafés torrados com moagem muito fina, que acaba exigindo muito mais tempo para a extração além do necessário, tornando, portanto, a bebida muito mais amarga do que deveria. Se você tiver condições de moer os grãos torrados antes do preparo, tanto melhor!</p>
<p>Empregar cafés de perfil sensorial Básico, como chamamos os que tem apenas grande doçura (e, por isso, Corpo!), chamando principalmente notas de Caramelo, em bom equilíbrio com acidez cítrica, conferem Fantástica Xícara, bem como outros de perfil Complexo com notas florais, de frutas amarelas ou mesmo especiarias. O importante é o ajuste da moagem para se obter um bom efeito.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_Aguador_pfMelitta_JP.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_Aguador_pfMelitta_JP.jpg',1024,752,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1204_Aguador_pfMelitta_JP.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="183" /></a>Uma forma prática para saber se a moagem está adequada ou próxima do ideal é verificar quanto tempo se leva para prepara o seu café. Os sistemas com coador tem como tempo recomendado entre 3 e 4 minutos, dependendo da quantidade que você irá preparar. Se o seu preparo levar muito menos dos 3 minutos, certamente a moagem está grossa ou a quantidade grãos moídos em relação a água está bem abaixo do recomendado. A bebida resultante fica mais ácida, quase azeda, e pode apresentar pouco corpo, pois deverá ser menos adocicada.</p>
<p>Por outro lado, se ultrapassar de longe os 4 minutos, ou a tem mais café moído do que o ideal ou a moagem é excessivamente fina. O resultado na xícara: amargor que lembra jiló ou Dipirona Sódica, típico da Cafeína e seus colegas Compostos Clorogênicos, bebida que chega a ser encorpada, mas com menor doçura do que o esperado&#8230;</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_Aguador_chaleiraMelitta.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_Aguador_chaleiraMelitta.JPG',1024,702,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1204_Aguador_chaleiraMelitta.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="171" /></a>Mercados consolidados, que tem consumidores mais conscientes e exigentes, tem sempre oferta de diferentes apetrechos a todo momento. Nesse quesito, o Japão é um país em que o modelo de consumo é considerado muito sofisticado devido ao alto poder aquisitivo de sua população e o gosto quase nato pela estética (vide a Ikebana ou as famosas cerâmicas). Assim, é muito comum se ver lá produtos especialmente desenvolvidos para aquele mercado (tanto é verdade que em geral as indústrias mantém linha de produtos &#8220;para o mercado interno&#8221; e &#8220;para exportação&#8221;, estes menos sofisticados do que os primeiros!), como estas duas incríveis peças desenvolvidas pela Melitta Japan!</p>
<p>Sim, a Melitta mantém no Japão uma linha de porta filtros de porcelana, sendo este um dos mais bonitos que eu conheço!</p>
<p>E, para completar, uma chaleira com um longo, sinuoso e fino bico para que a dosagem de água seja muito bem controlada, que lembra a fabricada por outra empresa japonesa que se tornou febre no Ocidente, a Hario.</p>
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		<title>Como Preparar A Mais Fantástica Xícara de Café &#8211; 2</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Apr 2012 02:51:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Você já ouviu falar no Clever Coffee System? Este é um porta filtro desenvolvido e patenteado por uma empresa de Taiwan e que foi lançado há cerca de 10 anos atrás. A princípio, se parece com um clássico porta filtro como os criados pela germânica Melitta. Feito em acrílico de alta qualidade e com excelente acabamento, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você já ouviu falar no <strong>Clever Coffee System</strong>?</p>
<p>Este é um porta filtro desenvolvido e patenteado por uma empresa de Taiwan e que foi lançado há cerca de 10 anos atrás.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_FantCup2_Clever1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_FantCup2_Clever1.jpg',576,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1204_FantCup2_Clever1.jpg" class="alignleft" alt="" width="187" height="250" /></a>A princípio, se parece com um clássico porta filtro como os criados pela germânica Melitta. Feito em acrílico de alta qualidade e com excelente acabamento, há uma referência na caixa que a matéria prima é preparada no Japão!</p>
<p>Assim como um clássico porta filtro, as estrias internas estão dispostas em linha reta de alto a baixo, assim como, observando-se pelo alto, a boca tem formato oval. Até aqui, nada de diferente&#8230;</p>
<p>Mas, observe atentamente a parte inferior desse Clever e pode ser visto um pequeno tampão em silicone que se ajusta por sobre o orifício de saída, bem maior do que o usual. Este tampão está ligado a uma base plana no formato de um disco que fica internamente ao pés de apoio do porta filtro.</p>
<p>O disco, quando na posição de descanso, faz com que o tampão de silicone feche o orifício, vedando perfeitamente a passagem do líquido que estiver no porta filtro. Por outro lado, se estiver apoiado na boca de um jarro ou mesmo de uma xícara (sim, o seu diâmetro foi dimensionado para promover esse efeito!), o tampão ficará na posição <strong>Aberto,</strong> permitindo o escoamento do conteúdo.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_FantCup2_Clever3.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_FantCup2_Clever3.jpg',588,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1204_FantCup2_Clever3.jpg" class="alignleft" alt="" width="191" height="250" /></a>E esta é a grande sacada deste sistema!</p>
<p>O que eles criaram foi um <strong>Sistema de Controle de Fluxo</strong>, algo bem esperto (= clever &#8230;), de fácil acionamento e engenhosa escolha de materiais. O silicone tem excelente capacidade de acomodação entre suas peças, fazendo vedação total do orifício de passagem do porta filtro.</p>
<p>Observe nesta foto como esse sistema de controle de fluxo tem um<em> design</em> realmente inteligente.</p>
<p>E o que torna este sistema diferente é a forma como é feito o controle da extração do café. No coador clássico, seja um <strong>Melitta</strong> ou mesmo um inspirado <strong>Hario</strong>, o que determina o tempo de contato da água com as partículas das sementes torradas e moídas de café é a vazão da água vertida. Sobre este assunto, que envolve chaleiras e tipos de bico, vou comentar num <em>post</em> à parte.</p>
<p>Com a Clever, o serviço é executado por uma sequência bem diferente: você pode verter a quantidade de água desejada sobre o café torrado e moído acomodado no filtro.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_FantCup2_Clever2.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_FantCup2_Clever2.JPG',500,500,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1204_FantCup2_Clever2.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="250" /></a>Estando o porta filtro Clever com o Sistema de Controle de Fluxo em posição <strong>Fechado</strong>, você define o tempo de contato a partir da moagem escolhida para as sementes.</p>
<p>Apenas como recordação, algumas notas de Aroma e Sabor se formam durante o processo de Torra do Café em dois momentos distintos: um grupo é formado durante um enorme conjunto de reações químicas conhecida por <strong>Reações de Maillard</strong>, dando origem a notas como Caramelo,  Chocolate e Manteiga, enquanto que outro grupo, que necessita de mais energia para sua formação, surge quando a <strong>Reação de Pirólise</strong> se torna mais intensa. É quando aromas que nos arremetem à Especiarias como Nóz Moscada, Aniz e  Baunilha podem se expressar.</p>
<p>Estes últimos, como tem moléculas mais pesadas e menor solubilidade na água, precisam de tempo de contato maior para se fazerem presente no café. Portanto, se você tiver um café que tenha boa presença de notas de aroma e sabor que lembrem especiarias, o Sistema Clever se torna mais indicado do que outros de maior velocidade de extração!</p>
<p>Esta peça pode ser adquirida no Brasil na <strong>Academia do Café</strong>, www.academiadocafe.com.br, de Belo Horizonte, MG.</p>
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		<title>Como Preparar A Mais Fantástica Xícara de Café &#8211; 1</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Apr 2012 04:20:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Que tal aprender a preparar A MAIS FANTÁSTICA XÍCARA DE CAFÉ? Parece difícil à primeira vista, mas existem algumas regras básicas, sempre acompanhadas, é claro, do bom senso e das famosas Leis da Natureza (ou, simplesmente, Ciência&#8230;). Tenha sempre em mente que estas valem sempre, até a última gota! Para preparar a primeira das Mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Que tal aprender a preparar <strong>A MAIS FANTÁSTICA XÍCARA DE CAFÉ</strong>?</p>
<p>Parece difícil à primeira vista, mas existem algumas regras básicas, sempre acompanhadas, é claro, do bom senso e das famosas <strong>Leis da Natureza</strong> (ou, simplesmente, <strong>Ciência</strong>&#8230;). Tenha sempre em mente que estas valem sempre, até a última gota!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_MaisFant_1_a.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_MaisFant_1_a.jpg',576,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1204_MaisFant_1_a.jpg" class="alignleft" alt="" width="187" height="250" /></a>Para preparar a primeira das Mais Fantásticas Xícaras de Café que você pode reproduzir em casa, escolhi o Sistema<strong> Hario</strong>.</p>
<p>A <strong>Hario Glass Co. Ltd.</strong> é uma tradicional indústria japonesa de vidros especiais para laboratórios e medicina, fundada em 1921 por <strong>Hiromu Shibata</strong>. No início dos anos 60 sua atual fábrica, localizada em Koga, Ibaraki,  entrou em operação. Com reputação feita no meio médico e científico, passou a desenvolver diversas linhas de produtos, atendendo desde o setor de automóveis até a chamada linha residencial (<em>tableware</em>). E neste segmento se destacou graças ao belo <em>design</em> de suas peças somado às geniais soluções  para serviços de <strong>Chá</strong> e <strong>Café</strong>.</p>
<p>Até o final dos anos 90 as peças para estes serviços eram conhecidos apenas pelo sofisticado consumidor japonês. Na virada do milênio, a empresa resolveu fazer sua estréia no mercado norteamericano. Bingo!</p>
<p>Rapidamente ganhou a atenção e o respeito dos descolados apaixonados pelo café da Costa Oeste. <em>Design</em> caprichado e grande conhecimento demonstrado na concepção de cada peça, sua estréia teve efeito fulminante entre os baristas das cafeterias mais vanguardistas de Seattle, WA, e Portland, OR. Hoje sua linha tem peças que são objeto de desejo de todos os apaixonados por café!</p>
<p>Observe este que é o clássico <strong>Porta Filtro Hario</strong>, confeccionado em porcelana, na foto acima. A geometria escolhida foi a de um cone baseado em um triângulo equilátero.  Parece pouco? Mas, tem alguns conceitos muito bem pensados por trás disso tudo&#8230;</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_MaisFant_1_b.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_MaisFant_1_b.JPG',768,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1204_MaisFant_1_b.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="250" /></a>O seu centro é aberto o suficiente para acomodar a ponta do filtro, que quando aberto forma um cone de triângulo equilátero. Mas o grande diferencial está no inspirado desenho das estrias, que como se vê, lembra um vórtex!</p>
<p>Tiveram o cuidado de criar estrias relativamente protuberantes e de dimensões avantajadas quando comparadas, por exemplo, com um portafiltro da germânica Melitta. A água flui na lateral do filtro mais facilmente se houver um espaço entre ele e a parede cerâmica, pois esse vão permite que parte da água ganhe mais velocidade na medida que se desloca de alto a baixo.</p>
<p>É por isso que, após a sempre recomendável escaldada do filtro de papel com água fervente (para retirar resíduos das substâncias usadas na industrialização e que podem afetar o sabor da bebida), coloca-se o café torrado e moído fazendo um furo no centro, como está na foto acima. Ah, um detalhe importante: a água deve ser preferencialmente mineral, com pH levemente ácido (entre pH 5,0 e pH 6,5 está ótimo!), com uma quantidade de minerais (basta somar a lista de minerais que deve vir estampada no rótulo da água) que fique entre 100 e 175 ppm (= partes por milhão) e com baixo teor de carbonatos.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_MaisFant_1_c.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_MaisFant_1_c.jpg',576,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1204_MaisFant_1_c.jpg" class="alignleft" alt="" width="187" height="250" /></a>E vamos ao <em>show</em>&#8230;</p>
<p>A moagem para a <strong>Hario</strong> deve ser a que chamamos de média-fina, mas não tão fina quanto para preparar um <em>espresso</em>. Como a velocidade de extração é muito maior do que num sistema <strong>Melitta</strong>, por exemplo, para uma moagem média o resultado na xícara será <strong>pouco fantástico</strong>, com excessiva acidez e pouca presença de açúcares na bebida. Ou seja, será um <strong>café desequilibrado</strong>.</p>
<p>Fazer a <strong>Pré Infusão</strong> é obrigatória. Sempre!</p>
<p>A Pré Infusão tem a missão de umedecer todas as partículas dos grãos moídos, justamente para que a extração seja uniforme. Se houver um ponto em que o pó ficou seco, grumos serão formados, prejudicando a extração (menos será extraído!).</p>
<p>Veja que coloquei água apenas no centro, onde havia um buraco no pó seco. Espere que as gotas da bebida extraída durante a pré infusão comecem a diminuir para, então, colocar o restante da água controlando bem a dosagem.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_MaisFant_1_d.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_MaisFant_1_d.jpg',768,1024,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1204_MaisFant_1_d.jpg" class="alignleft" alt="" width="187" height="250" /></a>É recomendável que seja um fio de água quando começar a adicionar, que seja de início um pouco mais grosso em relação  aode que está saindo para a jarra ou xícara, para, depois que o filtro estiver quase cheio de água, ter as vazões semelhantes.</p>
<p>Uma alternativa é esperar que o nível de água no filtre baixe um pouco para, assim, completar. Jamais adicionar a água em grande vazão!</p>
<p>Outro detalhe: parte-se do princípio que foram escolhidos grãos de um lote de café honestamente bacana e que sua torra tenha sido bem feita. Exuberante pode ser, mas equilibrado sempre!</p>
<p>E&#8230;. <em>Voilà</em>: sua <strong>Fantástica Xícara de Café</strong> está pronta!</p>
<p>Sendo uma extração relativamente rápida, turbinada pelas estrias em vórtex, uma <strong>Fantástica Xícara de Café</strong> feita no <strong>Sistema Hario</strong> irá destacar a acidez da bebida, característica sensorial que confere brilho e vivacidade numa bebida docemente especial.</p>
<p>No Brasil, você pode encontrar algumas das primorosas peças da <strong>Hario</strong> no <em>website</em> do <strong>Martins Café</strong> (www.martinscafe.com).</p>
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		<title>A  Marcha dos Robustas</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Mar 2012 05:44:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tive algumas experiências muito interessantes nos últimos dias com cafés Robusta e Conilon, duas das principais variedades da espécie canephora, e surpreendentes combinações com variedades de arabica.  Só para recordar, as plantas e frutos dessas duas espécies mantém muitas diferenças, apesar de conviverem com muita frequência em blends de todo o mundo. Além do número de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tive algumas experiências muito interessantes nos últimos dias com cafés <strong>Robusta</strong> e <strong>Conilon</strong>, duas das principais variedades da <strong>espécie</strong> <em>canephora, </em>e surpreendentes combinações com variedades de<em> arabica. </em></p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_cafe_Rondonia_close2_1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_cafe_Rondonia_close2_1.jpg',555,361,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/cafe_Rondonia_close2_1.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="162" /></a>Só para recordar, as plantas e frutos dessas duas espécies mantém muitas diferenças, apesar de conviverem com muita frequência em <em>blends</em> de todo o mundo. Além do número de genes, 44 na <em>arabica</em> e somente a metade, ou seja, 22 na <em>canephora</em>, gostaria de destacar algumas características que tem importante impacto sensorial: os teores de óleos, açúcares e de ácidos clorogênicos.</p>
<p>Sementes das variedades do <em>canephora</em> tem quase o dobro do teor de <strong>óleos</strong> e <strong>ácidos clorogênicos</strong> que nas do <em>arabica</em>, enquanto que nestas os <strong>açúcares</strong> é que estão em maior teor, praticamente o dobro que num <strong>Robusta</strong> ou num <strong>Conilon</strong>. A maior resistência às doenças fúngicas fez com que diversos trabalhos de melhoramento genético se utilizassem do <em>canephora</em> como base para as chamadas variedades modernas, entre elas o <strong>Obatã</strong> e o <strong>Catucaí</strong>.</p>
<p>No entanto, a mudança de composição entre esses elementos (óleos, ácidos clorogênicos e açúcares) pode se expressar mais intensamente dependendo das condições locais de produção. Nossa linha de  raciocínio sempre leva em conta o balanço de energia que está envolvido no Ciclo da Fruta (= Ciclo Fenológico), cuja tradução se dá pelo teor de açúcares e sua formação. Como sempre digo, <strong>açúcar é tudo na vida</strong>!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1203_Robustas_torra.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1203_Robustas_torra.JPG',1024,706,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1203_Robustas_torra.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="172" /></a>Assim como a maturação de uma fruta acontece quando o teor de açúcares geneticamente programado é alcançado, é, também, essa quantidade de açúcares que define como será o Perfil de Torra dessas sementes. Se globalmente a semente de uma espécie possui menor teor de açúcares que de outra, fica evidente que a quantidade de energia necessária para se atingir a Etapa de Pirólise  será diferente para cada uma.</p>
<p>Nesta foto apresento  um <strong>Gráfico Visual</strong> que utilizo nos cursos avançados de torra de café; no caso, corresponde a um Ciclo de Torra de Conilon. Observe que a Etapa Intermediária, que compreende as <strong>Reações de Maillard</strong>, é bastante extensa, principalmente se comparada com a etapa final, quando há o predomínio da <strong>Reação de Pirólise</strong>.</p>
<p>São essas diferenças, digamos, de nascença entre variedades dessas duas espécies que provocam sensíveis diferenças sensoriais!</p>
<p>O menor teor de açúcares faz com que notas de aroma e sabor que se originam na Etapa de Pirólise se pronunciem mais. Especiarias de caráter mais medicinal como uma nóz moscada, pimenta do reino e até cardamomo podem surgir e ser percebidos por pessoas sensíveis a estas notas. É por isso que comumente as pessoas acham &#8220;picante&#8221; o sabor de bebidas com presença de Robustas ou Conilon!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1203_Robusta_Pixie3.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1203_Robusta_Pixie3.jpg',576,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1203_Robusta_Pixie3.jpg" class="alignleft" alt="" width="187" height="250" /></a>Recentemente a <strong>Nespresso</strong> relançou uma cápsula de edição limitada, o <strong>Kazaar</strong>. É algo surpreendente, pois segundo executivos da empresa, este relançamento foi resultado de uma longa lista de pedidos para que esse ousado <strong>blend</strong> de Robusta da Guatemala (uma das ousadias!), Conilon Capixaba (ousadamente Cereja Descascado) e um toque de<em> arabica</em> do Cerrado Mineiro. Aqui podemos afirmar que o <strong>Mestre de <em>Blends</em></strong> foi genial, pois compensou a menor doçura resultante da torra dos<em> canephoras</em> com um convite aos grãos evidentemente de frutos maduros produzidos numa região privilegiada pelo clima seco durante a colheita.</p>
<p>Não é bebida fácil a desta cápsula de belo azul marinho, mas para iniciados. De potência extrema, reforçada pela <strong>extração hiperbárica</strong> (que pode atingir impressionantes <strong>19 bar</strong>!) numa ecomoderna <strong>Pixie</strong>, de belo e inteligente <em>design</em>, exige certo preparo físico e psicológico, ainda mais que seu serviço recomendado é o <strong>ristretto</strong>!</p>
<p>Mas, vale a experiência sensorial, sem dúvida.</p>
<p>Fica clara a percepção do intenso amargor provocado pela avalanche de ácidos clorogênicos (da &#8220;família&#8221; da cafeína), das notas de sabor como tabaco e especiarias típicas de um robusta de alta qualidade, cujas arestas são minimizadas pela doçura e alteração na percepção de corpo provocadas pelo Cerrado Mineiro.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1203_Robusta_Pixie1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1203_Robusta_Pixie1.jpg',1002,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1203_Robusta_Pixie1.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="191" /></a>Para finalizar, gostaria de comentar sobre as variedades com híbridos de <em>canephora</em>, como o Catucaí e o Obatã. Em particular este último, que tenho acompanhado o comportamento de lavouras de diversas idades em diferentes territórios.</p>
<p>Mais uma vez, certamente numa das lavouras mais antigas de Obatã, localizada em São Paulo, em condições geoclimáticas que fazem com que a faceta fenotípica dos <em>canephoras</em> se expresse sem qualquer cerimônia, um efeito que nos leva a muitas reflexões se confirmou. Reconhecido como sementes de planta de variedade <em>arabica</em>, a bebida se mostrou muita próxima do&#8230;Kazaar!</p>
<p>Foi surpreendente, pois ajustando a concentração de ambos, a similaridade sensorial foi muito positiva, reconhecida até pelos alunos do último curso de Educação Sensorial em São Paulo.</p>
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		<title>Separando o Joio do Trigo ou o Açaí e o Milho do Café&#8230;</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Mar 2012 22:57:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Durante muito tempo se manteve a percepção de que os melhores grãos de café produzidos no Brasil eram exportados, ficando para o consumo interno apenas os chamado &#8220;Resíduos de Preparo&#8221;, nome técnico dado aos grãos com problemas, digamos, existenciais, como &#8220;mal formação congênita&#8221; (por falta de adubação ou por frutos colhidos antes do tempo) e, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Durante muito tempo se manteve a percepção de que os melhores grãos de café produzidos no Brasil eram exportados, ficando para o consumo interno apenas os chamado &#8220;Resíduos de Preparo&#8221;, nome técnico dado aos grãos com problemas, digamos, existenciais, como &#8220;mal formação congênita&#8221; (por falta de adubação ou por frutos colhidos antes do tempo) e, também, que foram afetados pelos mais diferentes &#8220;eventos da vida&#8221;, como as fermentações indesejáveis.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_LilianDuarte_Microscopia_Cafe_REF_bx.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_LilianDuarte_Microscopia_Cafe_REF_bx.jpg',1280,989,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/LilianDuarte_Microscopia_Cafe_REF_bx.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="193" /></a>O fato de se exportar os melhores grãos não é surpreendente, muito pelo contrário, faz bastante sentido porque o comprador quer sempre fazer valer ao máximo o que paga. Da mesma forma, quando você vai a uma loja comprar uma camisa, por exemplo, depois de ter alguma que lhe chame a atenção, pede, inicialmente, para experimentar ou fazer o que seria uma degustação estética. Se lhe cair bem, o próximo passo é negociar o preço; finalmente, uma inspeção para ver se não há defeitos no tecido ou um botão fora de lugar. Pronto! Compra feita.</p>
<p>E, certamente, você sai satisfeito!</p>
<p>Cultura típica de países pobres, o café teve uma trajetória diferente no Brasil. Até porque o Brasil mudou. Cresceu. Virou um país que já se impõe pela sua capacidade econômica, principalmente de sua população.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_LilianDuarte_Microscopia_Cafe_Casca_Paus_bx.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_LilianDuarte_Microscopia_Cafe_Casca_Paus_bx.jpg',1280,989,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/LilianDuarte_Microscopia_Cafe_Casca_Paus_bx.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="193" /></a>Com o crescimento do poder aquisitivo, da abertura do país aos produtos importados ainda na década de 90, da internacionalização da economia e cultura, incorporar hábitos  universalizados foi apenas questão de tempo. Hoje o mercado brasileiro já dá de ombros com o dos Estados Unidos, devendo brevemente alcançar o posto de maior mercado mundial consumidor de café, salto que se deve a uma série de ações que vem estimulando o consumo, combinado com o fato de que o café é atualmente uma bebida da moda.</p>
<p>O estímulo ao consumo se dá através de uma combinação de elementos como o poder aquisitivo, a oferta de novos produtos (sim, hoje cafés de qualidade excepcional já fazem parte do dia de muita gente por aqui!) e novas formas de consumo (seja na apresentação, seja nos novos serviços). E estes três elementos estão experimentando a avidez do novo consumidor, gente jovem e antenada nos gadgets e origens que surgem em profusão.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_LilianDuarte_Microscopia_Cafe_MIlho_bx.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_LilianDuarte_Microscopia_Cafe_MIlho_bx.jpg',1280,989,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/LilianDuarte_Microscopia_Cafe_MIlho_bx.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="193" /></a>A indústria de torrefação nacional passou por períodos complicados durante o período de hiper inflação, de triste lembrança para os jovens de outrora. Incluído na Cesta Básica, o café foi um dos produtos que sofreu por fazer parte do Tabelamento de Preços, que congelava os preços ao consumidor enquanto que a inflação corria solta, criando uma defasagem entre custos e valor de venda de tamanho abissal. O resultado: queda vertiginosa da qualidade, incorporando-se os piores resíduos de preparo disponíveis como forma de sobrevivência.</p>
<p>O fato do Brasil ser um país de excepcional vocação agrícola, além do café, uma diversidade de culturas tem suas colheitas disponíveis ao longo do ano. A facilidade para aquisição da matéria-prima básica, que é o grão de café cru,  é grande, uma vez que o cultivo se faz do Paraná à Bahia, além de Rondônia com o seu Conilon, e áreas pontuais em Mato Grosso e Goiás.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_LilianDuarte_Microscopia_Cafe__a__ai_bx.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_LilianDuarte_Microscopia_Cafe__a__ai_bx.jpg',1280,989,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/LilianDuarte_Microscopia_Cafe__a__ai_bx.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="193" /></a>Como em todos os setores, existem profissionais de alto nível, mas também existem aqueles que agem de má fé. Dois problemas devem ser enfrentados com rigor: o da <strong>Pureza do Café</strong>, que é um esforço de mais de 20 anos promovido pela <strong>ABIC &#8211; Associação Brasileira da Indústria do Café</strong>, e o da <strong>Qualidade do Café</strong>, que é um trabalho que deve ter todo o setor envolvido, de produtores a baristas e profissionais de serviço.</p>
<p>A questão da Pureza envolve a fraude básica: incorporar coisas que não o café. Paus, pedras e outros produtos. O milho é um dos elementos de fraude mais empregados, pois confere sabor adocicado ao produto final, o que melhora a percepção por parte do consumidor. O mais recente é o açaí.</p>
<p>Para verificação da Pureza de Café, o Laboratório do Departamento de Alimentos da <strong>Escola SENAI &#8220;Horácio Augusto da Silveira&#8221;</strong>, de São Paulo, SP, é um dos habilitados nos serviços de microscopia. É um trabalho maravilhoso coordenado pela <em>Companheira de Viagem</em> <strong>Professora Lilian Duarte</strong>, que gentilmente cedeu as imagens. Os laudos técnicos emitidos por este laboratório dá condições de ir à caça aos maus produtos, que, juntamente com uma legislação clara, deve retirar do mercado as marcas fraudadoras e punir adequadamente.</p>
<p>Veja com atenção as fotos e aprenda a reconhecer algumas das fraudes mais comuns contra os consumidores de café. Muito bom saber que existem profissionais que zelam pelo idoneidade do nosso café. Esperamos que outros laboratórios se habilitem para aumentar esse trabalho virtuoso.</p>
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		<title>O Que Fizeram Com Minha Teleobjetiva da Nikon?!</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Feb 2012 01:58:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não faz muito tempo que as máquinas fotográficas de película, as tais que usavam filmes de 35mm, eram a mídia dominante (ou será que faz?). Boa parte do pessoal que conhece o psicodélico Batman com Adam West e assistiu ao impagável Perdidos no Espaço (Lost in Space) teve uma câmera Kodak Rio 400 antes de subir degraus [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não faz muito tempo que as máquinas fotográficas de película, as tais que usavam filmes de 35mm, eram a mídia dominante (ou será que faz?).</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_nikon_lens_mugs_ede4.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_nikon_lens_mugs_ede4.jpg',3000,2000,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/nikon_lens_mugs_ede4.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="166" /></a>Boa parte do pessoal que conhece o psicodélico <strong>Batman</strong> com <strong>Adam West</strong> e assistiu ao impagável <strong>Perdidos no Espaço</strong> (Lost in Space) teve uma câmera <strong>Kodak Rio 400</strong> antes de subir degraus e partir para as tão sonhadas <strong>SLR</strong>. Neste grupo, marcas como as nipônicas <strong>Nikon</strong> e <strong>Mamiya</strong> eram verdadeiros sonhos de consumo.</p>
<p>A Nikon sempre foi referência devido às suas fantásticas lentes e as lendárias câmeras <strong>Série</strong> <strong>F</strong>. Eu tive a felicidade de ter uma <strong>F3</strong>, que foi a primeira máquina fotográfica dessa marca usando elevado grau de eletrônica embarcada (para a época, é claro!) no início de 1980. Além do robusto corpo em aço inox cirúrgico e impecável acabamento, aquelas câmeras brilhavam com a impressionante variedade de lentes intercambiáveis. Por exemplo, eu ainda tenho uma com estupenda luminosidade de <strong>F1.2</strong> (!). Os iniciados saberão o que este número significa&#8230;</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_nikon_lens_mugs1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_nikon_lens_mugs1.jpg',3103,2069,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/nikon_lens_mugs1.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="166" /></a>Como seria esperado, a Nikon lançou uma série de lentes de grande amplitude, como as <strong>70-200 mm</strong>, consideradas levemente acima do padrão normal (= <strong>50 mm</strong>, que se assemelha ao ângulo de visão humana) a algo como &#8220;meia&#8221; teleobjetiva. Hoje este tipo de lente é bastante difundida entre profissionais e amadores avançados com as modernas câmeras digitais.</p>
<p>Bem, toda essa memória foi resgatada quando visitei o muito recomendável <em>website</em> de compras de material para os &#8220;loucos&#8221; por fotografia <strong>The Photojojo</strong> (www.photojojo.com). Lá é possível encontrar coisas interessantíssimas para os que são apaixonados por fotografia e tem um iPhone S4 com companheiro inseparável.</p>
<p>Lá estava esta réplica de uma lente Nikon 70-200 mm que é nada mais, nada menos, que uma caneca térmica!</p>
<p>E dá-lhe café!</p>
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		<title>Variações Sobre a Aeropress: Filtros</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Jan 2012 17:12:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Comentei recentemente que recebi do Companheiro de Viagem Rodrigo Ramos do Ateliê do Grão uma peça do filtro Able para Aeropress. Só para refrescar a memória, o Able é um filtro confeccionado nos Estados Unidos, feito em aço inoxidável com furos com primorosa distribuição nanometricamente feitos a laser. Ele pode substituir o tradicional filtro de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Comentei recentemente que recebi do <em>Companheiro de Viagem</em> <strong>Rodrigo Ramos</strong> do <strong>Ateliê do Grão</strong> uma peça do filtro <strong>Able</strong> para <strong>Aeropress</strong>.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_able.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_able.JPG',802,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1112_able.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="239" /></a>Só para refrescar a memória, o Able é um filtro confeccionado nos Estados Unidos, feito em aço inoxidável com furos com primorosa distribuição nanometricamente feitos a laser. Ele pode substituir o tradicional filtro de papel da Aeropress. Diria que é um &#8220;app&#8221; para esse sistema&#8230;</p>
<p>Ter pessoas, aqui basicamente <em><strong>geeks cafeinados</strong></em>, dispostos a criar variações na manipulação ou mesmo no modo de funcionamento de aparelhos já comuns ao mercado é um claro sinal de maturidade desse mercado (é quando correm conhecimento e informação suficiente para que a barra de exigência comece a subir) juntamente com um bem delineado <strong>espírito de devoção</strong>. É assim mesmo: o povo do café gosta de comentar que o café é paixão, é devoção, que provoca um friozinho na espinha (ou abaixo da barriga!) todas as vezes que uma novidade chega ou uma boa discussão começa.</p>
<p>Quando a Aeropress foi lançada, o seu mecanismo tinha como objetivo permitir variar o tempo de contato da água com o pó do café. E observe que ainda existe uma outra variável, que é o perfil granulométrico da moagem.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_aeropress_1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_aeropress_1.jpg',644,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1112_aeropress_1.jpg" class="alignleft" alt="" width="209" height="250" /></a>Raciocine comigo: desde que a moagem tenha um determinado perfil, o tempo de contato das partículas com a água irá determinar o que será extraído. Mas, você pode &#8220;turbinar&#8221; esse processo ao fazer uma boa agitação da solução antes da filtragem, uma vez que uma espátula faz parte do conjunto Aeropress.</p>
<p>Pergunta: por que fazer a agitação?</p>
<p>Depende (este é sempre meu tradicional início de resposta&#8230;): vale sempre recordar que a preparar o café bebida é um processo denominado extração e que o que será extraído tem relação direta com a sua facilidade de se combinar com a água, que, no caso, é quem promove a retirada das substâncias das partículas do grão torrado e moído. O vigor e o tempo de agitação também tem relação direta com a eficiência da extração, ou seja, quanto mais intensa e longamente você fizer isso, mais substâncias serão extraídas. É quando se entra no campo das opções pessoais.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_Aeroable_filtros.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_Aeroable_filtros.JPG',900,613,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1112_Aeroable_filtros.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="170" /></a>O filtro de papel funciona exatamente como num processo tradicional de coado, sendo a única diferença a pressão que você irá exercer no êmbolo para diminuir o tempo de extração. O fato de reter as partículas oleosas faz com que a bebida resultante se apresente menos oleosa como se percebe, por exemplo, quando o café é preparado numa <em>French Press</em> ou mesmo no <em>Espresso</em>.</p>
<p>Algumas pessoas se referem a essa sensação <strong>&#8220;mais para água&#8221;</strong> do que <strong>&#8220;mais para óleo&#8221;</strong> na boca como &#8220;bebida limpa&#8221;. Isso induz a um erro clássico, pois café com <strong>Bebida Limpa</strong> (<strong><em>Clean</em></strong>) significa que não apresenta defeitos de bebida como a sempre desagradável adstringência de imaturos e verdes, além de contaminações como terra, por exemplo.</p>
<p>Ao se usar o filtro Able, o resultado já se aproxima daquele obtido numa <em>French Press</em> ou num <em>Espresso <strong>Americano</strong></em> (ou <em><strong>Carioca</strong></em>, como é pedido aqui no Brasil). Os furos, apesar de minúsculos, permitem a passagem de um pouco de micro partículas de café moído, além do óleo (ah, o óleo&#8230;.).</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_Aeroable.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_Aeroable.jpg',1024,719,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1112_Aeroable.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="175" /></a>E qual seria o veredito?</p>
<p>Afinal, quem tem melhor desempenho: Able ou o Papel?</p>
<p>Na verdade, os resultados são muito distintos e acredito que a escolha deve atender o que cada <strong>Cafemaníaco</strong> prefere!</p>
<p>Mas, posso dar algumas sugestões: cafés mais delicados, repletos de notas florais e frutados rápidos, acabam ficando melhor se você usar o filtro de papel. Isso acontece porque estas notas em sua grande maioria são de substâncias que se combinam muito bem com a água, ou seja, longe de óleos as xícaras ficam muito bacanas!</p>
<p>Por outro lado, grãos que tenham poucas notas florais, mas muito mais para coisas do Caramelo e do Chocolate, principalmente este último que tem pacto com gorduras, ficam melhores com o Able. Um quase Espresso, mais diluído, mas com um fino toque oleoso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Subtropical, Serjão, Subtropical &#8211; 4</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Dec 2011 02:43:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As origens dos vinhos em geral se localizam em latitudes maiores que 30o , podendo se estender a até 48o de latitude, onde predomina o Clima Subtropical por excelência. A parreira e o cafeeiro são frutíferas que produzem somente em ramos novos, apesar das arquiteturas completamente distintas. Sim, enquanto a parreira é uma planta que precisa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As origens dos vinhos em geral se localizam em latitudes maiores que 30<sup>o </sup>, podendo se estender a até 48<sup>o</sup> de latitude, onde predomina o <strong>Clima Subtropical</strong> por excelência.</p>
<p>A <strong>parreira</strong> e o <strong>cafeeiro</strong> são frutíferas que produzem somente em ramos novos, apesar das arquiteturas completamente distintas. Sim, enquanto a parreira é uma planta que precisa de, digamos, fios condutores para se esparramar, o cafeeiro é um arbusto que chega a ser imponente como uma conífera, com algumas variedades lembrando o formato de pinheiros. A parreira que produz uvas viníferas é podada todo final de safra para que novos ramos cresçam após o tempo de dormência. O cafeeiro precisa lançar novos internódios para que botões florais possam ter lugar.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_Subtropical4_1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_Subtropical4_1.jpg',576,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1112_Subtropical4_1.jpg" class="alignleft" alt="" width="187" height="250" /></a>A localização do <strong>Cinturão Vinícola</strong> no mundo segue uma lógica que tem por base a busca por uma combinação equilibrada de insolação e faixas de temperatura adequadas. Excelente é o Verão que tem dias longos e boa quantidade de chuvas, pois esse é o período que corresponde ao que chamo de <strong>Momento Adolescência</strong> dessas frutas: precisam de muita energia (portanto muita luz!), pois o crescimento é absurdamente rápido (muita água para preencher os espaços criados&#8230;), tal qual os adolescentes!</p>
<p>No final do Verão e início do Outono, semelhante a quando chegamos ao ponto de nossa maturidade, continuando a comparação, as frutas precisam de equilíbrio entre luz e temperaturas, pois é quando as <strong>reações mais sofisticadas</strong> acontecem em seu interior. E <strong>sofisticado para as plantas</strong> significa <strong>produzir</strong> e <strong>acumular açúcares nos frutos</strong>. É nesse ponto que cai por terra o conceito de <strong>temperatura média anual</strong> para se considerar um local apropriado ou não para o cultivo dessas duas plantas.</p>
<p>Modelos modernos e sofisticados que empregamos utilizam média ponderada por momento fenológico, pois em cada fase do Ciclo do Fruto as necessidades de energia são diferentes e, portanto, as temperaturas reinantes tem de estar sincronizadas.</p>
<p>Observe abaixo o <strong>Gráfico Sensorial</strong> de um lote produzido na <strong>Fazenda Jaboticabal</strong>, de <strong>Johann Nick</strong>, em <strong>Tomazina</strong>, <strong>Norte Pioneiro do Paraná</strong>, e que tive a oportunidade de apresentar a um seleto grupo de amigos e colegas juízes degustadores durante a <strong>FICAFÉ 2011</strong>, em Jacarezinho, PR.</p>
<p>A complexidade deste café é algo surpreendente e emocionante!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_Subtropical4_sensorial.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_Subtropical4_sensorial.jpg',1569,1130,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1112_Subtropical4_sensorial.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="180" /></a>Isso foi possível porque combinou-se uma variedade que tem uma impressionante capacidade de adaptação ao Clima Subtropical, em parte devido à sua porção vinda do DNA de robusta. O ciclo da fruta foi impensavelmente longo, permitindo que uma riqueza de sabores viessem à tona, sustentados por uma doçura que chega a ser bestial, resultado de um fabuloso período com predomínio do metabolismo basal.</p>
<p>Criei este Gráfico Sensorial especialmente para a FICAFÉ e que é bastante intuitivo, ao mesmo tempo que dá pistas de elementos muito sofisticados.</p>
<p>O círculo da esquerda, que tem cores que vão do verde ao alaranjado, mostra a formação das notas de  <em><strong>Aromas &amp; Sabores</strong></em> na frutificação e senescência. Portanto, você deve tomar como ponto inicial as notas HERBAIS, seguindo-se das FLORAIS, de FRUTAS CÍTRICAS, FRUTAS AMARELAS/TROPICAIS e FRUTAS VERMELHAS.</p>
<p>O círculo central e o da direita são notas de <em><strong>Aromas &amp; Sabores</strong></em> formados durante a torra do café, sendo o central resultado das <strong>Reações de Maillard</strong>, enquanto que os da direita surgem durante a intensificação do processo de <strong>pirólise</strong>. No entanto, o círculo central é a chave do que é a qualidade de um café, pois o que determina a sua qualidade global é a colheita de frutos maduros, que, traduzindo-se para as nossas papilas, significa presença de AÇÚCARES e, portanto, do sabor DOCE. Os açúcares durante as Reações de Maillard caramelizam (é como fazer uma calda de caramelo colocando açúcar numa panela e levar ao fogo) e é por isso que para cafés bacanas ou <strong>Cafés Especiais</strong> <strong>SEMPRE</strong> o sabor de <strong>CARAMELO</strong> é <strong>OBRIGATÓRIO</strong>. Escrevi em maiúsculas para deixar bem claro que algo que sempre é encarado como um atributo maravilhoso é, na realidade, o primeiro e necessário  indicador de que o café é de alta qualidade (= colhido maduro e secado direitinho)!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1111_Torra_11.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1111_Torra_11.JPG',800,518,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1111_Torra_11.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="161" /></a>Durante as Reações de Maillard surgem em sequência as notas de <em><strong>Aromas &amp; Sabores</strong></em> de NOZES (Amendoim, Nozes, Amêndoa e Avelãs), CARAMELO (Mel, Caramelo e Toffee) e CHOCOLATE (que começa com Manteiga e chega no Chocolate, o Dark).</p>
<p>Quando se inicia a Pirólise, temos como sequência a notas de <em><strong>Aromas &amp; Sabores</strong></em> que denominamos RESINOSOS, que estão no  Xarope de Maple e Erva Doce, por exemplo, as ESPECIARIAS LEVES como Baunilha, Anis e Canela, para, finalmente, chegar nas ESPECIARIAS PICANTES como Cardamomo e Pimenta do Reino.</p>
<p>Observe que boa parte das notas de <em><strong>Aromas &amp; Sabores</strong></em> é uma mescla de dois e até três grupos. Um exemplo: a Baunilha tem uma mescla Floral, com leve passagem pelo Caramelo e de Especiarias Leves!</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Subtropical, Serjão, Subtropical! &#8211; 3</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Dec 2011 11:06:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Temos um dilema em casa. Minha filha adora banhos com água muito quente, diria que quase pronta para despelar tomates, enquanto que eu prefiro aquela com temperatura morna a fria. Da mesma forma, eu me sinto muito bem em temperaturas baixas (algo como 12o a 18o C me fazem feliz), enquanto que minha filha adora [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Temos um dilema em casa.</p>
<p>Minha filha adora banhos com água muito quente, diria que quase pronta para despelar tomates, enquanto que eu prefiro aquela com temperatura morna a fria. Da mesma forma, eu me sinto muito bem em temperaturas baixas (algo como 12<sup>o</sup> a 18<sup>o</sup> C me fazem feliz), enquanto que minha filha adora dias calorosamente quentes.</p>
<p>O ser humano tem notável capacidade de adaptação aos diferentes climas porque fazemos parte de seleto grupo chamado de Animais de Sangue Quente, isto é, que tem um sistema para manter a temperatura corporal constante, conhecida como <strong>Homeostase</strong>. A temperatura do corpo humano é de 36,7<sup>o</sup> C e se subir acima dos 42<sup>o</sup> C  nosso corpo literalmente começa a cozinhar, enquanto que abaixo dos 35<sup>o</sup> C um colapso vem pela hipotermia.</p>
<p>De forma semelhante, plantas frutíferas como o cafeeiro, a macieira e a videira, que estão no grupo de vegetais mais sofisticados, tem uma temperatura ideal de trabalho, quando sua performance é máxima, ou seja, naquela que o metabolismo da planta está a 100%, como dizem os Fisiologistas.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_SubTrop_1.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_SubTrop_1.JPG',800,600,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1112_SubTrop_1.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="187" /></a>É provável que você tenha ouvido dizer que as maçãs precisam de uma certa quantidade de horas de temperaturas baixas para obterem excelente qualidade. Até a década de 1980 haviam plantações de maçãs, principalmente da variedade Rainha, no Oeste de São Paulo, na região de Paranapanema. Nessa época as <strong>maçãs argentinas</strong> dominavam o mercado brasileiro com sua variedade <strong>Gala</strong>, de cores vibrantes e mais saborosas que as brasileiras de então. Foi nessa época que se iniciou o cultivo da maçã <strong>Fuji</strong> nos planaltos de Santa Catarina, tendo <strong>Fraiburgo</strong> e <strong>São Joaquim</strong> como importantes pólos. Rapidamente essas maçãs conquistaram o consumidor brasileiro pela sua grande doçura em equilíbrio com uma  esplêndida acidez, junto a uma textura divertidamente crocante. Tudo isso é resultado do ajuste entre clima e macieiras, lembrando que essa é uma das regiões mais frias do Brasil, com nevascas certeiras em todos invernos.</p>
<p>A temperatura de <strong>23<sup>o</sup> C</strong> é considerada a ideal para o cafeeiro, quando seu metabolismo está em seu auge. No entanto, conforme a temperatura sobe, a performance da planta decai gradativamente até a temperatura crítica de 32<sup>o</sup> C, condição em que o consumo de energia é maior do que sua produção (lembre-se da fotossíntese!). Em sentido contrário, temperaturas abaixo de 17<sup>o</sup> C tendem a iniciar o processo de dormência no cafeeiro. Naturalmente, esses números podem sofrer discreta variação devido à variedade (= sua base genética) e insolação, entre outros fatores.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_ACENPP_hipsometrico.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_ACENPP_hipsometrico.jpg',1572,1200,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1112_ACENPP_hipsometrico.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="190" /></a>Assim como aconteceu com a produção de maçã nos altiplanos de Santa Catarina, estamos observando algo semelhante na cafeicultura. Sim, estou comentando sobre o <strong>Norte Pioneiro do Paraná</strong>.</p>
<p>Preste atenção neste mapa ao lado. Estes são os municípios que compõem essa região. No sentido da seta verde, que corresponde ao alinhamento Sudoeste-Nordeste, a altitude diminui à medida que segue para o Nordeste (de quase 1.000 m para menos de 500 m). Outro detalhe: aproximadamente <strong>40% dessa região</strong> está abaixo do <strong>Trópico de Capricórnio</strong>, isto é, em autêntica área <strong>Subtropical</strong>, que é diferente do clima <strong>Subtropical de Altitude</strong>.</p>
<p>Levando-se em conta que nessa região as Estações do Ano são bastante distintas, principalmente com os dias são muito longos no verão e curtos no inverno, é razoável se esperar um comportamento diferente dos cafeeiros.</p>
<p>Certamente a mais importante constatação é o tamanho do ciclo de frutificação, que vai da florada ao ponto cereja (maduro): algumas variedades ultrapassam surpreendentes 300 dias!</p>
<p>Sim, o cafeeiro pode se comportar como uma típica planta de clima subtropical&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Subtropical, Serjão, Subtropical! &#8211; 2</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Dec 2011 02:52:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As origens de café em todo o mundo estão esparramadas entre os Trópicos de Câncer e Capricórnio. Imagine a riqueza de combinações de fatores que influenciam a produção dessa fruta tão especial: solo, clima, insolação, variedades e tecnologias empregadas. No entanto, um aspecto chama a atenção: em geral, quanto mais próxima à linha do Equador [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As origens de café em todo o mundo estão esparramadas entre os <strong>Trópicos de Câncer</strong> e <strong>Capricórnio</strong>.</p>
<p>Imagine a riqueza de combinações de fatores que influenciam a produção dessa fruta tão especial: solo, clima, insolação, variedades e tecnologias empregadas. No entanto, um aspecto chama a atenção: em geral, quanto mais próxima à linha do Equador está a origem, tanto mais elevada se encontra. Casos de <strong>Boquete</strong>, no Panamá, região ativamente vulcânica, com lavouras a 1.800 m de altitude, e <strong>Jabal Bura</strong>, no Yemen, com estupendos 3.000 m!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_earthview_daymap.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_earthview_daymap.jpg',640,320,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/earthview_daymap.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="125" /></a>E quanto mais distantes do Equador, as lavouras de café ficam em altitudes menos impressionantes, como as que encontramos no Brasil, entre 750 m e 1.100 m. Como referência, as origens dos Cafés do Brasil se localizam entre as <strong>Latitudes Sul 12<span class="Apple-style-span" style="font-size: 11px;">.</span></strong> e <strong>24.<sup> </sup></strong>. <sup><strong>  </strong></sup></p>
<p>O <strong>ângulo de inclinação da Terra</strong> em relação ao seu Eixo Norte-Sul é de <strong>23. 27’</strong> e que corresponde, não por coincidência, aos números de Latitude dos Trópicos de Câncer e Capricórnio. Na verdade, essa latitude foi pensada como forma de compensar a inclinação da Terra.</p>
<p>Deve ficar claro que quanto mais próximo do Equador, mais intensa é a incidência dos raios solares. Por outro lado, se o local de maior incidência da luz do sol fosse exatamente a linha do Equador, caso a Terra não tivesse a inclinação, e tenha se tornado uma ampla faixa de<strong> 46. 54’</strong> (que corresponde a pouco mais de <strong>5.100 km</strong> percorridos pela superfície terrestre ou a distância entre <strong>Buenos Aires</strong> e a <strong>Cidade de Panamá</strong>!) no total, com a inclinação, é razoável pensar que a faixa de maior concentração dos raios solares fique por volta de um pouco menos que a metade (isso devido ao fato da Terra ter um formato esférico), algo como <strong>125. de latitude</strong> de cada hemisfério.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_SubTrop2_b.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_SubTrop2_b.JPG',640,420,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1112_SubTrop2_b.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="164" /></a>Nossos estudos tem encontrado com muita freqüência esse número em diversas origens, expressando um ponto em comum: a necessidade de sombreamento.</p>
<p>Sim, o sombreamento em origens de café com esta ou menor latitude é um modelo quase obrigatório em razão da intensidade dos raios UV. E aqui de novo uma outra característica inerente às coisas da Natureza: aquilo que dá a vida, também tira!</p>
<p><strong>Raios Ultra Violeta</strong> são fundamentais para ativar o processo de fotossíntese das plantas, gerando energia e, portanto, vida. Porém, em excesso, necrosa as folhas, resultando num efeito mortal&#8230;</p>
<p>Portanto, a saída, na impossibilidade de se aplicar protetor solar em larga escala, é o emprego de árvores maiores que o cafeeiro e prover de sombra. Ou seja, é o retorno ao habitat original das primeiras plantas identificadas de <em>Coffea arabica</em> nas florestas da Ethiopia!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_SubTrop2_a.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_SubTrop2_a.JPG',795,514,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1112_SubTrop2_a.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="161" /></a>O sombreamento parcial, que ainda permite a passagem direta dos raios solares, é empregado sistematicamente em lavouras até essa latitude para dar melhores condições produtivas às plantas. Conforme a localização das lavouras cafeeiras se distanciam do Equador, tanto menor tem de ser o sombreamento.</p>
<p>Isto é fundamental para que um outro fator seja compensado: a “temperatura de trabalho” do cafeeiro, ligada ao seu metabolismo.</p>
<p>Se as condições de trabalho são no mínimo boas, certamente o desempenho será muito bom!</p>
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