Dentre os aditivos para a indústria de alimentos, os espessantes e gelificantes sempre ocuparam um espaço muito especial.
Os espessantes são empregados para tornar um alimento mais “espesso” ou mais consistente através de um brutal aumento da viscosidade. Um bom exemplo é o que você tem nos molhos para salada (Salad Dressings) e catchups, bem como nos iogurtes para beber.
Os gelificantes, como o nome já denuncia, criam os “géis”, que são estruturas mais estáveis, isto é, não fluidas. Lembre-se da gelatina como um bom exemplo, cuja textura é firme sem ser dura.
Várias são as fontes dessas substâncias que vão de raízes a nozes, das algas a até o famoso tutano de boi.
Nesta foto, a Ana Luisa, minha filha, está segurando uma Alga Vermelha, de onde se extrai a Carragena, um espessante/gelificante de amplo uso. O Chile é o maior produtor deste tipo de alga, bem como da Alga Marron, de onde se extrai o Ácido Algínico.
Industrialmente, o ácido algínico pode ser neutralizado com diversos tipos de álcalis, como os de Sódio, Cálcio ou Propileno Glicol. Seu uso é muito amplo, tendo aplicações nas mais diversas indústrias desde a cosmética, passando pela de mineração, até a alimentícia. Ah, não podemos esquecer de que é muito utilizado na odontologia, principalmente para se fazer moldes para estudos de casos ou confecção de aparelhos e outros itens como pontes fixas e móveis.
Como gelificante, o alginato é empregado para se fazer, por exemplo, “cerejas artificiais” e as “pimentas artificiais”, esta como recheio de azeitonas.
Mas, o seu uso culinário ganhou status gastronômico quando Chefs de vanguarda, entre eles o espanhol Ferran Adriá, fez seu emprego de forma diferenciada, a partir de profundo conhecimento de seu mecanismo de ação gelificante. Daí surgiram, por exemplo, os famosos caviares, cujo processo ele denominou de esferificação. A esferificiação nada mais é do que se fazer o que cientificamente denominamos de gelificação reversa, isto é, quando o objetivo é o de que o gel criado não faça parte da estrutura interna do alimento.
Dentre os baristas brasileiros, particularmente considero o carioca Léo Moço como um dos mais talentosos e técnicos, estando em plena ascenção na sua prodigiosa carreira.
Quando comento sobre baristas, procuro destacar aqueles que mantém uma busca constante de conhecimento, aperfeiçoamento técnico e inspiração, pois a formação profissional nunca termina, sempre se refina. Afinal, ser um bom barista vai muito além de apenas servir um belo café.
Léo vem fazendo experimentos com alginatos para criar o Caviar de Café, como apresentou recentemente em Araguari, MG, durante o Encontro de Cafeicultura Irrigada.
Obviamente, toda técnica possui muita ciência por detrás e Léo tem a preocupação de descobrir os porquês de como cada coisa funciona.
Isso é muito legal!
Veja neste vídeo sua performance:












Caríssimo Ensei,
seu blog está cada vez melhor e os textos, como sempre ótimos, de fazer inveja a muitos que se pretendem jornalistas…hehehe…
E resolvi escrever algo reproduzindo parte deste post no meu blog, chamando os leitores para cá.
É um ato pedagógico com o qual tento reverter o funesto costume botocudo de beber água suja com o nome de café.
Dizem que Obama referiu-se ao Apedeuta como “este é o cara”. Entretanto, Obama não conhece o Ensei Neto e provavelmente toma água suja na Casa Branca…HAHAHAHAHA…
Todo o sucesso para você. Seu blog é o que há de melhor na web sobre café.
Abração forte do
Aluízio Amorim
Prezado Aluizio,
Grato pelos sempre gentis comentários.
Creio que logo mais poderemos realizar a nossa tão sonhada “jam session”…
Grande abraço
Ensei Neto
Salve, Ensei Neto!
Passando de novo por aqui para ver as novidades.
Quanto à “jam session”, regada a café é claro, temos que realizar.
Se vier a Florianópolis, não deixe de me avisar.
Abração do
Aluízio Amorim