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	<title>The Coffee Traveler</title>
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	<description>by Ensei Neto</description>
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		<title>Coffee Hunters Projeto #2: Paralelos 16 e 23 Sul</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Aug 2010 03:51:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pois é, de sopetão um novo projeto do Curso para Coffee Hunters acabou sendo concretizado.
O Projeto #2 teve como destinos, definidos em razão da época do ano, de 23 a 29 de agosto, localizados nos Paralelos 16 e 23 Sul. O roteiro teve como ponto de partida Brasília, DF, mais precisamente no Aeroporto JK, onde iniciamos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pois é, de sopetão um novo projeto do <strong>Curso para Coffee Hunters</strong> acabou sendo concretizado.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1008_CHProj2_1.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1008_CHProj2_1.JPG',1024,735,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1008_CHProj2_1.JPG" class="alignleft" alt="" width="280" height="200" /></a><strong>O Projeto #2</strong> teve como destinos, definidos em razão da época do ano, de 23 a 29 de agosto, localizados nos <strong>Paralelos 16 e 23 Sul.</strong> O roteiro teve como ponto de partida Brasília, DF, mais precisamente no Aeroporto JK, onde iniciamos a jornada rumo a <strong>Unaí</strong> e <strong>Bonfinópolis de Minas</strong>, no extremo noroeste de Minas Gerais.</p>
<p>Num momento em que estamos 60 dias depois do início do Inverno, o efeito da mudança da luminosidade ao longo dos dias em diferentes latitudes, ainda mais com distâncias tão expressivas, certamente seria notável, no que foi plenamente correspondido!</p>
<p>A colheita do café nesta região, ainda no Cerrado Mineiro, já estava em sua finalização, restando muito pouco de café sendo colhido por colheitadeiras como a K-3 e ainda boa quantidade de grãos no chão recolhidos por sistemas de aspiração.  Muito calor, umidade relativa do ar baixa e a percepção clara do impressionante efeito dos raios UV nessa latitude.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1008_CHProj2_3.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1008_CHProj2_3.JPG',888,598,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1008_CHProj2_3.JPG" class="alignleft" alt="" width="280" height="188" /></a>Um dos pontos mais importantes nesta etapa foi verificar o impacto da insolação em diferentes momentos do dia sobre os grãos de café.</p>
<p>Os dados mostraram claramente como a escolha do material para revestimento do terreiro é de expressiva importância durante o processo de secagem dos grãos de café, podendo modificar a curva de temperatura da massa e a consequente alteração da velocidade de secagem.</p>
<p>Na <strong>Fazenda Veredas</strong>, de <strong>Irmo Casavechia</strong>, além de fazermos todas essas medições, encontramos árvores raras na região e que tem formas inusitadas, como estes frutos de uma variedade da acácia, vistos nesta foto. Até parece que aquele macarrão &#8220;Miojo Lamen&#8221; dá em árvores&#8230;</p>
<p>A segunda etapa da viagem, que teve mais de 3.500 km percorridos nos 6 dias, teve como destino a <strong>Alta Sorocabana</strong>. <strong>Piraju</strong>, <strong>Sarutaiá</strong>, <strong>Timburi</strong> e <strong>Tejupá</strong> são os sonoros nomes dos municípios produtores de café da região. Um pouco da história do café pode ser revista, pois durante o Século XIX, a expansão das linhas férreas se deu por conta da cafeicultura, tendo sido a <strong>Estrada de Ferro Sorocabana</strong> uma verdadeira semeadeira de cidades.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1008_CHProj2_2.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1008_CHProj2_2.jpg',576,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1008_CHProj2_2.jpg" class="alignleft" alt="" width="210" height="280" /></a>Em Piraju está sendo restaurada a antiga estação, de belas linhas arquitetônicas de <strong>Júlio Prestes</strong>. Nas <strong>Fazendas Ouro Verde</strong>, <strong>São Francisco</strong>, <strong>São Vicente</strong> e <strong>Sítio Monte Alegre</strong>, da <strong>Unimesp Agropecuária</strong>, realizamos os mesmos levantamentos de temperaturas e insolação junto às lavouras e terreiros, cujos resultados serão devidamente discutidos na etapa EM LABORATÓRIO.</p>
<p>A última parte da viagem foi no Norte do Paraná, em Jacarezinho, onde acompanhamos a colheita do café da <strong>Fazenda Califórnia</strong>, hoje administrada pelos jovens agrônomos <strong>Flávia</strong> e <strong>Luiz Roberto Saldanha</strong>, que vem fazendo um excepcional trabalho de recuperação e manutenção das construções e documentação histórica desta centenária propriedade. </p>
<p>O <strong>Curso para Coffee Hunters</strong> possui 2 etapas: a primeira, denominada A CAMPO, tem duração de 7 dias, considerando-se 1 dia para os deslocamentos, pois tem como objetivo visitar duas origens distintas, conhecendo os diferentes <strong><em>terroirs </em></strong>e selecionando os lotes de café que farão parte dos testes na etapa EM LABORATÓRIO, quando testes de torras e degustações junto a estimulantes discussões técnicas se desenrolam ao longo de 4 dias.</p>
<p>Cada grupo de alunos participa de um roteiro específico, chamado de <strong>PROJETO, </strong>que recebe uma numeração. Os roteiros e, portanto, os Projetos não se repetirão, focando de forma lúdica, porém rigorosamente científica, os aspectos que influenciam definitivamente os aromas e sabores do café. </p>
<p>A partir desta dia 31 de agosto, inicia-se a etapa EM LABORATÓRIO para o pessoal do <strong>PROJETO #1</strong>, que será todo no laboratório do CPC - Centro de Preparação de Café do Sindicafé de São Paulo.</p>
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		<title>Uma Delicada Discussão Sobre a Acidez &#8211; 1</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Aug 2010 03:43:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agronomica]]></category>
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		<description><![CDATA[No final da semana passada tive uma boa discussão com o Companheiro de Viagem Christian Rotsko, da Barefoot Coffee, de San Jose,  sobre a Acidez.
Provamos diversos cafés ao longo de 2 dias em 5 sessões, onde haviam tanto cafés com preparo de secagem como Cerejas Descascadas (CD) como com cascas, os Naturais. Dentre os Naturais, estavam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No final da semana passada tive uma boa discussão com o <em>Companheiro de Viagem</em> <strong>Christian Rotsko,</strong> da <strong>Barefoot Coffee</strong>, de San Jose,  sobre a Acidez.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1008_Acidez1_cupping.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1008_Acidez1_cupping.jpg',564,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1008_Acidez1_cupping.jpg" class="alignleft" alt="" width="205" height="280" /></a>Provamos diversos cafés ao longo de 2 dias em 5 sessões, onde haviam tanto cafés com preparo de secagem como <strong>Cerejas Descascadas</strong> (CD) como com cascas, os <strong>Naturais</strong>. Dentre os Naturais, estavam o que denomino de verdadeiros Naturais, ou seja, cafés colhidos como cerejas, em sua plena maturação, e secos com a casca. Eu havia selecionado cafés de dois produtores que considero exemplares. Outra preocupação foi a de apresentar a sequência de um trabalho iniciado em 2009, quando alguns lotes de CDs e Naturais eram os chamados <strong>Gêmeos</strong> ou <strong>Twin</strong>, pois eram originados de uma mesma lavoura e variedade, sendo, no momento de passar pelo lavador, separados para parte ter sua casca externa retirada, enquanto que outra, teve as cascas preservadas.</p>
<p>Ao final do primeiro dia, ele me perguntou, espantado, porque alguns lotes de Naturais estavam mais ácidos do que os de CDs. Afinal, ele tinha a convicção de que os cafés CDs sempre apresentam maior acidez do que os Naturais.</p>
<p>Respondi que, na realidade, esse conceito não funcionava no Brasil, pois essa diferenciação somente é notável quando alguns grãos são preparados pelo método <strong>Fully Washed</strong> (= Despolpado em Tanques com Água), rarissimamente empregado por aqui.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1008_Acidez1_Caparao.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1008_Acidez1_Caparao.JPG',1024,718,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1008_Acidez1_Caparao.JPG" class="alignleft" alt="" width="280" height="196" /></a>Haviam 2 grupos de <em>Gêmeos</em>, um com a variedade <strong>Mundo Novo</strong> e outra com a <strong>Catuaí Amarelo 62</strong>.</p>
<p>A primeira dupla, com  Mundo Novo, estavam muito equilibrados com intensa doçura, demonstrando que a colheita foi feita no momento correto. Ao se fazer a comparação, as xícaras de grãos de processo Natural apresentaram uma acidez um pouco mais intensa, ainda que discreta, do que o CD, o que fez com que o Christian iniciasse o questionamento.  A explicação é simples: a acidez independe de método de preparo de secagem, seja Natural ou CD, exceto se for um Fully Washed. A acidez, nesse caso,  é da natureza do grão, dependente principalmente de fatores de &#8220;terroir&#8221; a que as plantas se submeteram ao longo da safra. Ou seja, se forem de uma mesma lavoura, de uma mesma variedade, é de se esperar que a acidez seja a mesma caso os frutos sejam secados com ou sem a casca externa.</p>
<p>Ao compararmos as xícaras de Natural e CD do Catuaí Amarelo 62, ambos apresentaram uma acidez equivalente.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1007_CoffeeHunters_1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1007_CoffeeHunters_1.jpg',774,538,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1007_CoffeeHunters_1.jpg" class="alignleft" alt="" width="280" height="194" /></a>As duas lavouras estavam dispostas como vizinhas,  o que faz imaginar que o <em>terroir</em> é o mesmo para as duas variedades. O que causa uma discreta variação no resultado é o fato de que o Catuaí Amarelo é mais precoce do que o Mundo Novo, ou seja, ele acaba atingindo a maturação dias antes para a mesma floração.</p>
<p>No caso do <strong>Descascado Despolpado</strong> (= Fully Washed) os grãos descascados ficam mergulhados em água durante 24 a 30 horas, em pH que permite a ocorrência de diversas reações bioquímicas, que tanto podem realizar a retirada da mucilagem que recobre o chamado pergaminho, como formar o <strong>Ácido Lático</strong>, que aumenta consideravelmente a acidez na bebida. Esta é a razão porque os cafés colombianos, centro americanos e alguns africanos, quando despolpados, apresentam uma acidez tão elevada na xícara!</p>
<p>Ou, apresentavam, pois com a adoção de processos de despolpamento mecânico como no Brasil, até por pressão de certificadoras internacionais e de ONGs de preservação do Meio Ambiente, a acidez dos cafés de alguns desses países, nos dias de hoje, já não é tão alta.</p>
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		<title>Sobre o Tamanho da Safra de Café do Brasil</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Aug 2010 21:15:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agronomica]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado]]></category>
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		<category><![CDATA[Safra 2010 de Café]]></category>

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		<description><![CDATA[A safra brasileira de café 2010/2011 está entrando em sua reta final de colheita. Tem espantado a muitos experientes comerciantes globais pelos solavancos das cotações nas Bolsas, tanto na NY/CSCE &#8211; New York Coffee, Sugar &#38; Cocoa Exchange  quanto na brasileira BM&#38;F &#8211; Bolsa de Mercadorias &#38; Futuros de São Paulo.
Os preços do nosso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A safra brasileira de café 2010/2011 está entrando em sua reta final de colheita. Tem espantado a muitos experientes comerciantes globais pelos solavancos das cotações nas Bolsas, tanto na <strong>NY/CSCE &#8211; New York Coffee, Sugar &amp; Cocoa Exchange </strong> quanto na brasileira <strong>BM&amp;F &#8211; Bolsa de Mercadorias &amp; Futuros de São Paulo</strong>.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1008_CropSize_2.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1008_CropSize_2.jpg',576,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1008_CropSize_2.jpg" class="alignleft" alt="" width="210" height="280" /></a>Os preços do nosso amado grão há tempos não registram um movimento de valorização nesta época do ano, quando em geral os produtores entram fortemente no mercado vendendo os seus &#8220;periquitos&#8221; (= lotes de café com grande quantidade de grãos verdes&#8230;) ou outros com qualidade não tão nobre para fazer frente às despesas de colheita.</p>
<p>Este é um dos grandes gargalos financeiros dos cafeicultores: despesas constantes ao longo do ano-safra com adubações e tratamentos contra doenças e pragas, culminando com o alto fluxo de caixa exigido durante a colheita, que, devido ao intensivo uso de mão de obra e outros insumos energéticos, chega a representar até 40% das necessidades anuais. Isso em pouco mais de 90 dias!</p>
<p>Desde que as primeiras previsões desta safra começaram a ser divulgadas pelos mais diferentes agentes do mercado, ainda em 2009, num quase sempre exercício de xamanismo e futurologia, criou-se a expectativa de um número grandioso, muito devido ao fator <em>bienalidade</em> (= alternância de safras maiores e menores) que sempre envolve lavouras adultas do cafeeiro. Os números variaram de 43 milhões a até esticadíssimos 58 milhões de sacas de 60 kg líquidos. Mesmo com as posteriores revisões numéricas, o tamanho desta grande safra ficou estimada entre 45,8 milhões a 55 milhões de sacas de café, ficando a previsão oficial do governo, feita pela <strong>CONAB</strong>, em aproximadamente 47 milhões (este documento está disponível em <strong><em>Downloads</em></strong>).</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1008_CropSize_1.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1008_CropSize_1.JPG',800,600,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1008_CropSize_1.JPG" class="alignleft" alt="" width="280" height="210" /></a>Com tanto café para ser produzido, havia um sentimento entre as casas de comércio de que os preços da <em>commoditie</em> deveriam se manter relativamente bem comportados, uma vez que saimos de uma safra conturbada pelo clima chuvoso durante a colheita em 2009 e que levou à uma queda na qualidade geral do café produzido no Brasil, mas com lavouras preparadas para uma grande produção.</p>
<p>As cotações nas Bolsas tem um comportamento peculiar: são extremamente sensíveis (ou &#8220;voláteis&#8221; como se diz no jargão do mercado) às especulações, principalmente as climáticas, e nem sempre tão rápidas quando de efeitos de prazo mais longo como o de uma seca, por exemplo. E aqui uma observação: o único país que dá essa &#8220;sensibilidade&#8221; às cotações nas Bolsas de Mercadorias durante o período de colheita é o Brasil porque o seu chamado <strong>Cinturão do Café</strong> está situado  entre os paralelos 12° e 24<em>° </em>de Latitude Sul, ou seja, em áreas onde eventuais geadas podem ocorrer. As outras origens de café estão muito mais próximas à linha do Equador do que dos Trópico, como acontece com a cafeicultura brasileira.</p>
<p>Bem, se tudo levava a crer que a safra seria grande, como está se configurando, qual seria a razão para que as cotações atingissem valores tão elevados?</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1008_CropSize_4.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1008_CropSize_4.JPG',800,600,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1008_CropSize_4.JPG" class="alignleft" alt="" width="280" height="210" /></a>Fazendo uma memória do chuvoso clima de 2009, um considerado quase infindável número de floradas para padrões brasileiros fez notar o seu efeito durante a colheita que está acontecendo agora. Uma impressionante quantidade de grãos verdes, que, nesta época, quando estamos entrando nos últimos 30 dias do Inverno Brasileiro, não conseguirão amadurecer como deveriam!</p>
<p>Tradicionalmente, em algumas regiões cafeeiras é possível produzir de 35% a 45% de cerejas descadadas, conhecidas como CDs, do total da produção. Neste ano, observa-se que esse número deve ficar em modestos 12% a 20% . Os grãos verdes, por outro lado, ficam em torno dos 5% a 12% do total, dependendo da região; neste ano estes números poderão simplesmente dobrar!</p>
<p>Toda safra possui frações de cafés desde altíssima até baixa qualidade  sensorial, sendo cada uma destinada a mercados específicos. O ideal seria que a fração de baixa qualidade fosse pequena, ficando a maior parte com qualidade mediana a boa.</p>
<p>O grande problema nesta safra reside no fato de que uma menor quantidade de cafés de boa a alta qualidade serão ofertados, fazendo crescer substancialmente a distância com os de baixa qualidade, que neste ano serão a grande maioria. Já se observa em algumas regiões um descolamento de preços que chega a ultrapassar os 70% de diferença a favor dos cafés com boa qualidade.</p>
<p>Quando isto acontece, posso dizer que não é bom para ninguém, seja para o produtor, para o consumidor ou o para o próprio mercado. Afinal, não existe milagre: se faltar bons cafés e fartamente sobrarem ruins, o resultado não pode ser muito alentador&#8230;</p>
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		<title>SLAYER: A &#8220;Matadora&#8221; em Ação</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Aug 2010 21:24:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Comentei anteriormente sobre algumas das boas &#8220;sacadas&#8221; da Slayer, uma máquina de espresso que já está se tornando o novo sonho de consumo de muitos baristas. Agora, é o momento de ver essa &#8220;Matadora&#8221; em ação&#8230;
Captei as imagens deste vídeo durante o SCAA &#8211; Specialty Coffee Association of America Show de 2009, que aconteceu em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Comentei anteriormente sobre algumas das boas &#8220;sacadas&#8221; da Slayer, uma máquina de espresso que já está se tornando o novo sonho de consumo de muitos baristas. Agora, é o momento de ver essa &#8220;Matadora&#8221; em ação&#8230;</p>
<p>Captei as imagens deste vídeo durante o SCAA &#8211; Specialty Coffee Association of America Show de 2009, que aconteceu em Atlanta, GA. Como ocorre bienalmente, o WBC &#8211; World Barista Championship dividiu espaço com esta que é a mais importante feira de cafés, principalmente de cafés especiais. Dessa forma, o lançamento internacional da Slayer não poderia ter sido em melhor momento!</p>
<p>Veja o vídeo a seguir:</p>

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		<title>SLAYER: Extração por Ajuste Proporcional</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Aug 2010 23:56:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O preparo do café pode ser feito por duas vias: sob pressão normal ou ambiente e sob alta pressão. E  a grande representante deste último tipo de preparo é o espresso e suas incríveis máquinas!
9 bars ou 9 atmosferas se tornou sinônimo de pressão usual para a extração de uma xícara clássica com 30 ml [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O preparo do café pode ser feito por duas vias: sob pressão normal ou ambiente e sob alta pressão. E  a grande representante deste último tipo de preparo é o <em>espresso</em> e suas incríveis máquinas!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1008_slayer_3groups_1.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1008_slayer_3groups_1.JPG',800,580,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1008_slayer_3groups_1.JPG" class="alignleft" alt="" width="280" height="203" /></a><strong>9 bars</strong> ou <strong>9 atmosferas</strong> se tornou sinônimo de pressão usual para a extração de uma xícara clássica com 30 ml ou de sua &#8220;grande família&#8221;.</p>
<p>O <em>espresso</em>, desde seus primórdios há quase 90 anos, evoluiu extraordinariamente, principalmente nos últimos anos com a entrada de novos fabricantes com arejados conceitos técnicos. Caldeiras independentes, sistemas de estabilização de temperatura junto aos grupos, bombas por pulso&#8230; é simplesmente estonteante o número de itens aperfeiçoados e que de tempos em tempos são literalmente repensados.</p>
<p>Com a notoriedade que o serviço de espresso ganhou em todo o mundo, graças a um intenso trabalho de promoção por parte dos profissionais italianos, surgiram grandes empresas que passaram a produzir em alta escala as máquinas de grupo para <strong>espresso</strong>, como <strong>La Spaziale</strong>,<strong>Gaggia</strong>, <strong>Cimbali</strong>, <strong>Nuova Simonelli</strong> e <strong>Rancilio</strong>, entre outras.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1008_Slayer_grupo1_1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1008_Slayer_grupo1_1.jpg',576,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1008_Slayer_grupo1_1.jpg" class="alignleft" alt="" width="210" height="280" /></a>Em seguida vieram as máquinas construídas praticamente sob encomenda, com um novo padrão de customização estabelecido pela venerada <strong>La Marzocco</strong>, de Florença, e que é o sonho de consumo de todo barista por excelência.</p>
<p>Nessa linha aberta pela La Marzocco vieram duas empresas americanas com propostas avançadas: a <strong>Synesso</strong> e a <strong>Slayer</strong>. E cuja história possui muitos pontos em comum, também.</p>
<p>Em particular, gostaria de comentar um pouco sobre a Slayer. Com um <em>design</em> inspiradíssimo e detalhes em madeira do Northwest dos Estados Unidos, ela arranca sem dó suspiros de todos os que adoram extrair <em>espresso. </em>Essa máquina foi apresentada em 2008 ao mercado e ganhou admiração de muitos baristas durante a <strong>Feira da SCAA &#8211; Specialty Coffee Association of America,</strong> de Atlanta, em 2009, que acolheu o <strong>WBC &#8211; World Barista Championship 2009</strong>. Nem é preciso dizer sobre a fila de baristas de todo o mundo que se formou para ver e, principalmente, testar essa impressionante máquina.</p>
<p>A grande &#8220;sacada&#8221; da Slayer é o fato do acionamento da água pressurizada do grupo possuir mecanismo proporcional, fugindo do tradicional Aberto/Fechado! Ou seja, com ela é possível dosar a vazão da água ao seu bel prazer, permitindo criar novos matizes de sabores e aromas nas xícaras. Definitivamente, o <em>espresso</em> ganhou um novo padrão de extração.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1008_Slayer_ajusteGrupo_1.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1008_Slayer_ajusteGrupo_1.JPG',640,480,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1008_Slayer_ajusteGrupo_1.JPG" class="alignleft" alt="" width="280" height="210" /></a>Depois de compactado no portafiltro, o pó de café recebe a &#8220;primeira onda&#8221; de água pressurizada, que fará a pré infusão, fundamental para que o bolo resultante fique todo umedecido e propicie uma extração uniforme. A água arrasta as várias substâncias das partículas de café combinando solubilidade e pressão. Substâncias mais solúveis são extraídas com maior facilidade, é claro, como os ácidos e os açúcares, pela ordem decrescente. O óleo que forma a <em>crema</em> emulsiona-se devido à pressão que força a passagem da água após a pré infusão.  Substâncias aromáticas podem ser solúveis em água ou em óleo e é por isso que se você conseguir dosar a pressurização da água que passa pelo portafiltro, é possível extrair com maior precisão muito mais de um  ou outro tipo  dessas substâncias.</p>
<p>E foi justamente isso que percebemos testando cafés com diferentes, digamos, &#8220;curvas de extração&#8221;!</p>
<p>Quem sabe se em breve uma dessas não faça parte de um balcão de uma loja no Brasil&#8230; assim todos poderão experimentar e compreender esse novo tipo de <em>espresso</em>.</p>
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		<title>Quando os Sentidos São Valorizados&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Aug 2010 20:27:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Há cerca de duas semanas atrás, uma notícia mexeu literalmente com classificadores e degustadores de todo o mundo, quando anunciou-se o valor assegurado daquela que é hoje considerada <em>a língua mais valiosa do mundo</em>, pertencente ao italiano nascido em Napoli,  <strong>Gennaro Pelliccia</strong>, que é o degustador e responsável pela criação de <em>blends</em> da britânica <strong>Costa Coffee</strong>. Os quase estratosféricos <strong>US$15 milhões</strong> (isso mesmo, quinze milhões de dólares americanos!!!) foram estimados pelos diretores dessa rede de cafeterias, pois uma pesquisa entre consumidores de café apontou que 7 entre 10 ingleses eram fãs do <em>cappuccino</em> da Costa Coffee.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_L__ngua_papilasmarcs_2.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_L__ngua_papilasmarcs_2.jpg',200,285,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/L__ngua_papilasmarcs_2.jpg" class="alignleft" alt="" width="196" height="280" /></a>Muitas pessoas me perguntaram como esses sentidos poderiam chegar a <em><strong>Supersentidos</strong></em>. Na verdade, quando falamos de sabores é necessário se fazer uma distinção entre os <strong>Sabores Básicos</strong> e os <strong>Complexos</strong> ou ligados a aromas.</p>
<p>Os Sabores Básicos são percebidos na boca e são o Doce, o Salgado, o Ácido, o Amargo e, agora também, o Umami. A <strong>língua</strong> é o nosso grande <strong>instrumento de análise dos sabores básicos</strong>, cuja capacidade e desempenho dependem do <em>fabricante</em>, <em>modelo</em> e até mesmo do <em>ano de fabricação</em>. Ou seja, a genética tem papel importantíssimo nesse aspecto.</p>
<p>Os sensores são as papilas gustativas, que podem ser fungiformes, filiformes ou caliciformes. Cada qual possui uma <em>especialização</em>, isto é, uma pode ser mais eficiente para perceber o sabor ácido, enquanto que outra o é para o sabor salgado, por exemplo. No entanto, nossa percepção melhora na medida que os sabores se diluem, assim como nos equipamentos de laboratório, que para fazerem as análises corretamente tem de receber as amostras devidamente diluídas. A papila fungiforme tem uma capacidade camaleônica de perceber todos os sabores, de forma que a partir de sua contagem numa área frontal da língua (como está na ilustração acima) passamos a ter idéia de quão sensível é uma pessoa para perceber os sabores básicos.</p>
<p>Cada pessoa tem uma predisposição genética que define o tamanho dessa importante papila, sendo maior em algumas pessoas ou muito pequenas em outras. Ora, se pensarmos que <strong>cada papila</strong> funciona como <strong>um sensor</strong>, fica claro que quanto menor é, um número maior ficará acomodado naquela área de contagem que comentei!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1008_Sensorial_cupping.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1008_Sensorial_cupping.jpg',811,1024,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1008_Sensorial_cupping.jpg" class="alignleft" alt="" width="221" height="280" /></a>Estatísticamente, 50% da população humana tem número suficiente de papilas fungiformes que permite que os sabores, inclusive alguns sutis, possam ser percebidos sem problemas, enquanto que 25%, com um pequeno número de papilas por área, acaba, sendo pouco sensível aos sabores básicos. Por outro lado, 25% das pessoas possuem uma grande densidade das papilas fungiformes, sendo, assim, consideradas como <strong>Supertasters</strong> ou <strong>Supersensíveis</strong>.</p>
<p>Como toda bom equipamento de análise, não basta ter bons sensores, mesmo que sejam de última geração, se não houver um grande banco de dados e um programa eficiente para comparar os resultados, para, então, emitir um relatório final. Isto significa que não basta você ter, digamos, mais de 50 papilas na área de contagem (o que o tornaria um eventual Supersensível!), se não passar por um treinamento refinado e contínuo. Talento conta, mas empenho e determinação podem exercer papel definitivo!</p>
<p>E isso vale também para outro valioso sentido, o Olfato.</p>
<p>O que torna um equipamento de análise mais valioso que o outro? Além dos avanços tecnológicos, sem dúvida é o seu banco de dados e o programa incorporado que faz uma comparação com o captado na avaliação. Observe que isso significa treinamento contínuo (assim como um bom computador, são os dados coletados dia a dia que tornam o seu &#8220;banco de memória sensorial&#8221; mais valioso, juntamente com uma capacidade aprimorada de interpretação do que foi percebido. Não basta repetir um exercício à exaustão, mas compreender as sutilezas em cada um.  É esta uma das razões, por exemplo, que profissionais com essa extrema qualificação em geral são pessoas que entraram em idade madura, pois além do talento, do exercício diário de aprimoramento de suas habilidades, possuem uma larga vivência, permitindo criar um raciocínio lógico para o que denomino de <strong>Interpretação Sensorial</strong>.</p>
<p>Veja no vídeo a seguir alguns treinamentos que são feitos no Curso Avançado de Avaliação Sensorial de Café.</p>
<p>Ah, em tempo: caso o Gennaro venha a perder sua capacidade sensorial, apesar da &#8220;bolada&#8221; do seguro que viria a receber, não significa que a Costa Coffee conseguirá repor facilmente um profissional com esse gabarito&#8230;</p>

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		<title>Paladar 2010: Cafés &amp; Queijos &amp; Cia.</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Aug 2010 22:00:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tive a oportunidade de mais uma vez participar do evento que congrega e emulsifica a gastronomia brasileira: Paladar 2010.
Delicioso e pujante projeto da equipe do Caderno Paladar, do jornal O Estado de São Paulo, com o Grand Hyatt Hotel de São Paulo, o Evento Paladar se destacou por 3 intensos dias, de 30 de julho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tive a oportunidade de mais uma vez participar do evento que congrega e emulsifica a gastronomia brasileira: <strong>Paladar 2010</strong>.</p>
<p>Delicioso e pujante projeto da equipe do <strong>Caderno Paladar</strong>, do jornal <strong>O Estado de São Paulo</strong>, com o <strong>Grand Hyatt Hotel</strong> de São Paulo, o <strong>Evento Paladar</strong> se destacou por 3 intensos dias, de 30 de julho a 01 de agosto, de aprendizado, troca de informações e congraçamento com todas as vertentes do &#8220;comer e beber&#8221;.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1008_Paladar1_1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1008_Paladar1_1.jpg',576,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1008_Paladar1_1.jpg" class="alignleft" alt="" width="210" height="280" /></a>Na sexta-feira, juntamente com o grande <em>Companheiro de Viagem</em> <strong>Eduardo Maya</strong>, que se autointitula &#8220;um mineiro da gema caipira&#8221;, apesar de carioca (!), fizemos um laboratório apresentando uma harmonização à mineira: Café com Queijo. Sim, mas nada de queijos banais, mas daqueles recolhidos dos recônditos mineiros que apenas um andarilho como o Eduardo poderia encontrar.</p>
<p>Nesta foto, em primeiro plano está o Requeijão Moreno, produzido na região de Montes Claros, Norte de Minas, e que tem um impressionante sabor de doce de leite, chocolate e até canela, vendo-se, ainda, um Requeijão de Raspa de Tacho e dois Canastras ao fundo, um deles numa bela caixa de madeira &#8220;para levar&#8221; (coisa de mineiro&#8230;).</p>
<p>A idéia foi a de trabalhar com cafés que pudessem fazer contraponto e servir, por vezes, de &#8220;escada&#8221; para os sabores dos queijos, cujo quarteto se completou com um Cabacinha de Pedra Azul.</p>
<p>Escolhi 4 cafés mineiros que pudessem formar grandes duplas com esse queijos, numa tarefa que o Eduardo e eu levamos 2 tardes-noites em sua oficina gastronômica! Depois dessas empreitadas, só cachaça e comida de buteco para dar uma refrescada&#8230;</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1008_Paladar_2_1.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1008_Paladar_2_1.JPG',1024,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1008_Paladar_2_1.JPG" class="alignleft" alt="" width="280" height="210" /></a>Dos cafés: um de Lajinha, por um grupo de pequenos cafeicultores, parte do projeto Terra Firma, conduzido pela National Geographic e produzido pelo Café Bom Dia, de Varginha, que fez dupla com o Cabacinha. Um bourbon amarelo, de Patos de Minas, finalista de um concurso regional e torrado pelo Café Excelsior, de Sorocaba, que se harmonizou com o Requeijão de Raspa de Tacho. O terceiro café, o Serra Negra, de Pedro Rossi, torrado pelo Café Nuance, harmonizou-se com o Requeijão Moreno, e que foi a dupla eleita como a predileta da tarde!</p>
<p>Para o Gran Finale, um inusitado Canastra de 14 meses (que como estava muito duro, batizamos de &#8220;Queijo Tamborete&#8221;, que é como o mineiro chama aos banquinhos de madeira&#8230;) com o Chapadão de Ferro, vulcânico, que, apesar da sempre espetacular complexidade de seu sabor, encontrou um adversário à altura no quesito intensidade!</p>
<p>Tudo funcionou muito bem!</p>
<p>E de quebra, ainda pude participar de uma degustação às cegas com outro grande <em>Companheiro de Viagem</em>, o sempre brilhante sommelier <strong>Manoel Beato</strong>, que apresentou diversos vinhos brasileiros, alguns deles surpreendentes!</p>
<p>Dessa forma, ficou claro como nossos produtores, sejam eles de vinhos, queijos ou café, estão trilhando caminhos da busca incansável da excelência. E isso é ótimo para o mercado!</p>
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		<title>Caçadores de Café &#8211; Projeto #1: A Campo no Chapadão de Ferro</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Jul 2010 03:07:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Projeto #1  do Curso para Caçadores de Café foi desenhado para que duas origens em latitudes aproximadas pudessem ser comparadas quanto ao efeito do terroir nos cafeeiros, saindo da Serra do Caparaó, a 20° Sul, para ter sequência no Chapadão de Ferro a 18° Sul.
Retomamos a tortuosa BR 262 até Belo Horizonte, onde, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>Projeto #1 </strong> do C<strong>urso para Caçadores de Café</strong> foi desenhado para que duas origens em latitudes aproximadas pudessem ser comparadas quanto ao efeito do <em>terroir</em> nos cafeeiros, saindo da Serra do Caparaó, a 20° Sul, para ter sequência no Chapadão de Ferro a 18° Sul.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1007_CHunters_P1_Chap1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1007_CHunters_P1_Chap1.jpg',800,600,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1007_CHunters_P1_Chap1.jpg" class="alignleft" alt="" width="280" height="210" /></a>Retomamos a tortuosa BR 262 até Belo Horizonte, onde, no Aeroporto da Pampulha, tomamos o vôo para Patos de Minas, no Cerrado Mineiro. Ao desembarcarmos, todos puderam sentir a impressionante variação de clima, agora bastante seco.</p>
<p>Paisagens montanhosas e de formas muitas vezes surpreendentes ficaram para trás, enquanto que terrenos amplos e planos, onde a linha do Horizonte fica muito distante, se colocam como composição visual predominante nesta fase.</p>
<p>As lavouras visitadas no Alto Caparaó, Alto Jequitibá e Manhumirim variaram desde os 700 m de altitude até impressionantes 1300 m. Porém, o Planalto Central, que estende seus domínios até o conhecido Triângulo Mineiro, reserva suas surpresas. E o Chapadão de Ferro é, sem dúvida, um de seus exemplares mais incríveis!</p>
<p>Imagine um quase perfeito círculo que se eleva a mais de 350 metros (em sua borda) em relação ao resto do local. Adicione elevados teores de minerais em seu solo e o fato de que esta área é considerada de alto risco para sobrevôo pelos órgãos de segurança do Ministério da Aeronáutica  num terreno praticamente plano com 1.250 m de altitude. É de tirar o fôlego, literalmente!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1007_CHunters_P1_LagoChapadao.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1007_CHunters_P1_LagoChapadao.JPG',800,600,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1007_CHunters_P1_LagoChapadao.JPG" class="alignleft" alt="" width="280" height="210" /></a>A elevação da borda cria outro fenômeno de alto impacto nas lavouras dentro do Chapadão: algo como 40 minutos a menos de insolação por dia!</p>
<p>Isso mesmo. Afinal, para que as plantas possam realizar sua fotossíntese, é necessária luz direta para que a clorofila possa trabalhar. Da mesma forma, esse tempo a menos de insolação diária promove uma sensível diferença para menos das temperaturas, em geral de 3°C em relação à cidade de Patrocínio e suas imediações.</p>
<p>Portanto, no Chapadão as lavouras, de modo geral, tem um ciclo de maturação de seus frutos muito mais longo do que nas áreas externas ao seu perímetro, que combinado com as características muito minerais do solo fazem surgir cafés com bebida de alta complexidade, típicas de regiões vulcânicas espalhadas ao redor do mundo cafeeiro.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1007_CHunters_P1_SNegra.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1007_CHunters_P1_SNegra.jpg',576,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1007_CHunters_P1_SNegra.jpg" class="alignleft" alt="" width="210" height="280" /></a>O formato circular de seu interior faz com que algumas propriedades tenham maior ou menor privilégio quanto à insolação, o que dá o toque especial aos aspectos geográficos. Em particular a <strong>Fazenda Chapadão de Ferro</strong>, de <strong>Ruvaldo Delarisse</strong>, possui localização particularmente excepcional, pois suas lavouras recebem luz na medida certa, que pode ser observado na excelente homogeneidade de seus ramos e folhas em ambos os lados das linhas de cafeeiros!</p>
<p>Outra propriedade privilegiada quanto às suas características geoclimáticas é a <strong>Fazenda Serra Negra</strong>, de <strong>Pedro Rossi</strong>. Alinhada com a fazenda de Ruvaldo e localizada distante 10 km do perímetro do Chapadão e altitude de 1.150 m, suas lavouras tem produzido cafés com interessante perfil de açúcares, que confere grande doçura e corpo, além de grande acidez.</p>
<p>Alguns lotes de café foram selecionados para que os novos Caçadores de Café possam realizar os testes de torra na etapa EM LABORATÓRIO, que será em São Paulo, SP.</p>
<p>Será o momento de comprovar todas as teorias e percepções quanto à qualidade desses lotes, influenciados pelas diferentes condições geoclimáticas, botânicas e de tecnologia.</p>
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		<title>Caçadores de Café &#8211; Projeto #1: A Campo no Caparaó</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Jul 2010 16:03:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na manhã do dia 12 de julho iniciamos a jornada A CAMPO do Projeto #1 para Caçadores de Café.
Quatro selecionados profissionais fizeram parte deste primeiro grupo. Eu me encontrei no Aeroporto de Congonhas, SP, com a Márcia da Matta, da Sara Lee do Brasil, e o Murilo Kalil, do Café Excelsior, de Sorocaba, para pegarmos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na manhã do dia 12 de julho iniciamos a jornada <strong>A CAMPO</strong> do <strong>Projeto #1 para Caçadores de Café</strong>.</p>
<p>Quatro selecionados profissionais fizeram parte deste primeiro grupo. Eu me encontrei no Aeroporto de Congonhas, SP, com a <strong>Márcia da Matta</strong>, da Sara Lee do Brasil, e o <strong>Murilo Kalil</strong>, do Café Excelsior, de Sorocaba, para pegarmos o vôo para o Aeroporto de Confins, na Grande Belo Horizonte, onde nos aguardariam o <strong>Rodrigo Menezes</strong>, do Atelier do Grão, de Goiânia, e o <strong>Paulo Sérgio Guillén</strong>, do Genot Café, de Natal. Um pouquinho antes do meio-dia seguimos para <strong>Manhumirim</strong>, na região das <strong>Matas de Minas</strong>, numa longa e tortuosa viagem pela movimentada BR-262 num Dobló zero km alugado. Exaustos (5,5 h de viagem) e famintos (passando a espartanos lanches), fomos para o hotel para deixar as malas e mochilas para, então, jantarmos com o grande amigo e <em>Companheiro de Viagem</em> <strong>Sérgio D&#8217;Alessandro</strong>.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1007_CHunters_P1_Capar1_1.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1007_CHunters_P1_Capar1_1.JPG',484,600,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1007_CHunters_P1_Capar1_1.JPG" class="alignleft" alt="" width="225" height="280" /></a>Ao final da noite, fizemos uma pequena reunião de planejamento, pois o dia seguinte seria bastante &#8220;longo&#8221;. Às 8 h da manhã outro tradicional <em>Companheiro de Viagem</em>, o  <strong>Paulo Roberto Correia</strong>, coordenador de café pela <strong>EMATER-MG</strong> em Manhuaçu, nos encontrou para a jornada com os microprodutores de café em Alto Jequitibá e Alto Caparaó, onde lavouras se encontram em plena Mata Atlântica a altitudes acima dos 1.300 m, já em Latitude 20° Sul!</p>
<p>A primeira parada, antes de chegarmos em Alto Caparaó, foi para que todos mirassem e se deslumbrassem com a imponência do Pico da Bandeira, que por muitos anos foi o ponto mais alto do Brasil, como pode ser visto nesta foto. Majestoso!</p>
<p>Passamos por propriedades de alguns produtores e adentramos ao <strong>Parque Nacional do Caparaó</strong> para todos poderem dizer que já puseram os pés no Pico da Bandeira (nem que tenha sido apenas no sopé&#8230;). Seguimos para o Alto Jequitibá, mais precisamente no <strong>Córrego Bonfim</strong> (ou &#8220;Córgo Bonfim&#8221;&#8230;)  para acompanhar a colheita e secagem do <strong>Sítio Souza Soares</strong> do <strong>José Soares</strong>, propriedade certificada pelo Programa de Certificação de Café de Minas Gerais, onde passamos o restante do dia, até o anoitecer.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1007_CHunters_P1_Limeira2.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1007_CHunters_P1_Limeira2.JPG',800,600,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1007_CHunters_P1_Limeira2.JPG" class="alignleft" alt="" width="280" height="210" /></a>Ver a forma de colheita em íngremes montanhas, o recolhimento do café e a forma artesanal com que a família do José conduz a secagem, além de todo o controle do processo através de fichas e anotações feitas pela esposa e a filha, deixaram todos muito impressionados. Afinal, como reflexo disso tudo, o conforto que a casa do José possui é bastante grande e até difícil de se conceber quando ele diz que possui apenas 6 hectares de café.</p>
<p>No dia seguinte, seguimos para as <strong>Fazendas Bom Sucesso</strong> e <strong>Limeira</strong>, do Sérgio D&#8217;Alessandro e que fica em Manhumirim. Nesta foto, da esquerda para a direita, estão o Murilo, eu, seu Coffee Traveler, o Rodrigo,  a Márcia, o Sérgio e o Paulo.</p>
<p>O Serginho é extremamente criativo e desenvolveu diversas soluções para os processos em sua propriedade, principalmente quando o tema é a seleção e uniformidade dos grãos. Cafés de alta qualidade, como sempre destaco, são obtidos sob dois princípios importantes: Pureza e Uniformidade. Sempre!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1007_CHunters_P1_Limeira.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1007_CHunters_P1_Limeira.jpg',576,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1007_CHunters_P1_Limeira.jpg" class="alignleft" alt="" width="210" height="280" /></a>Da Pureza fica subentendida a ausência de defeitos e &#8220;coisas&#8221; que não as preciosas sementes de café, enquanto da Uniformidade, deve-se esperar o máximo de homogeneidade em todos os seus parâmetros.</p>
<p>Quanto ao processo de secagem, por exemplo, tudo vai depender majoritariamente da região onde a propriedade se encontra. Esta região que visitamos até o final do Século XX era mais conhecida como <strong>Zona da Mata</strong>, famosa pelos seus cafés Rio e Riado. Afinal, o que se poderia esperar de uma região montanhosa e úmida durante o período da colheita? Triste sina&#8230; mas que foi revertida ao se adotar o descascamento dos frutos cerejas antes da secagem. Ou seja, para localidades com essas características geoclimáticas, essa tecnologia possibilitou um reposicionamento dos seus cafés, fazendo chegar ao mercado novos aromas e deliciosos sabores, muitos dos quais premiados em concursos de qualidade. A partir daí, essa região, cuja cidade polo é Manhuaçu, passou a ser conhecida como <strong>Matas de Minas</strong>, nome sugerido ainda no final dos anos 90 por um comitê composto pelo Governo de Minas Gerais e entidades de produtores.</p>
<p>Conhecer fatos históricos de cada origem é muito importante para se compreender os caminhos trilhados pelos seus cafés ao longo dos anos e a sua evolução como produto.</p>
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		<title>Assim Caminha a Humanidade, com sua xícara de café &#8211; 3</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Jul 2010 04:13:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bebida]]></category>
		<category><![CDATA[Ciencia]]></category>
		<category><![CDATA[Historia]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado]]></category>
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		<description><![CDATA[A caminhada da Humanidade apresenta ciclos que muitas vezes se contrapõem como num repetitivo modelo de Causa e Efeito. Por exemplo, os anos 80 se caracterizaram pelo visual exagerado, com roupas coloridamente espalhafatosas, sapatos plataforma, calças justas mas com bocas de sino (para que quiser conferir, assista ao vídeo Saturday Night Fever (Embalos de Sábado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A caminhada da Humanidade apresenta ciclos que muitas vezes se contrapõem como num repetitivo modelo de <strong>Causa e Efeito</strong>. Por exemplo, os anos 80 se caracterizaram pelo visual exagerado, com roupas coloridamente espalhafatosas, sapatos plataforma, calças justas mas com bocas de sino (para que quiser conferir, assista ao vídeo <strong>Saturday Night Fever (<em>Embalos de Sábado à Noite</em>). </strong>Em contraponto, nos anos 90 a tônica foi a sofisticação comportada, mas sem deixar de lado uma certa dose de exagero residual da década anterior. O destaque foi o surgimento de uma preocupação com o Meio Ambiente.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1007_Humanidade3_Wille.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1007_Humanidade3_Wille.jpg',576,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1007_Humanidade3_Wille.jpg" class="alignleft" alt="" width="210" height="280" /></a> Também, o culto ao corpo foi outra marca registrada da década de 90, quando a chamada <strong>Geração Saúde</strong> se tornou tendência, buscando bem estar através da atividade física e uma alimentação saudável. Foi quando os <strong><em>Sport Drinks</em></strong>, cujo representante, o <strong>Gatorade</strong>, se tornou sinônimo desse tipo de bebida.</p>
<p>No mercado do café, foi quando o <strong><em>espresso</em></strong> ganhou grande espaço como preparo de café, principalmente nos <em>campi</em> de diversas universidades norte-americanas das regiões norte e noroeste. A partir da clássica <strong>Escola Italiana</strong>, que prega a tradicional <strong>proporção 1:4</strong> (um quarto de onça &#8211; 7 gramas de pó de café, para uma onça líquida &#8211; 30 ml de bebida pronta), em grande parte influenciada pelos baristas nórdicos, tornou-se praxe usar 10 gramas de pó de café para se extrair, por vezes, um <em>Ristretto</em>.</p>
<p>Foi o momento da trajetória ascendente do <em>espresso</em>, que logo na virada do Século ganhou seu Campeonato Mundial, o <strong>WBC &#8211; World Barista Championship</strong>.</p>
<p>Voltando às bebidas carbonatadas, observamos hoje um movimento totalmente diverso, ou seja, os atributos das novas bebidas se tornaram mais diluidos, mais suaves. Um bom exemplo são as águas como a <em>Aquarius</em> e <em>H2OH</em>, que possuem carbonatação bem mais baixa, sabor adocicado mais suave e garrafas com cores delicadas. E vendem como nunca!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1007_Humanidade3_cupIntelli.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1007_Humanidade3_cupIntelli.JPG',1024,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1007_Humanidade3_cupIntelli.JPG" class="alignleft" alt="" width="280" height="210" /></a>No mercado de automóveis, um movimento interessante também pode ser visto: ganham simpatia, despertam paixão e, obviamente, mercado, carros charmosamente compactos ícones como o Mini e o Smart. Pequenos, porém com uma penca de equipamentos que fazem carros bem maiores corar de inveja, ou seja, os grandes e beberrões não são mais bem vistos.</p>
<p>E no café?</p>
<p>Ah, sim, um rejuvenescido <strong>Café Coado</strong> e suas variantes tem despertado a atenção dos novos e tradicionais consumidores. Cafeterias de ponta, inclusive no Brasil, fazem conviver lado a lado de majestosas máquinas de <em>espresso</em> outras que fazem deliciosas extrações por coador. Apesar do crescimento vertiginoso que o consumo de <em>espresso</em> apresentou nos últimos tempos, mais de 90% do consumo de café no mundo é através do café coado e companhia ilimitada. Interessante ver que novos sistemas são lançados de tempos em tempos, como a <strong>Trifecta</strong> da Bunn, que lembra um robô,  ou a lúdica <strong>Aeropress</strong>, que ganhou um Campeonato recentemente.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1007_Humanidade3_b_Bonmac.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1007_Humanidade3_b_Bonmac.jpg',576,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1007_Humanidade3_b_Bonmac.jpg" class="alignleft" alt="" width="210" height="280" /></a>Outro sistema que vem conquistando uma legião de adeptos é o da nipônica <strong>Hario</strong>, empresa especializada em produtos em vidro. É dela o conceito de filtro de papel no formato cônico, diferentemente do da tradicional Mellitta, que é  uma seção cônica (= sem o bico da ponta). O sistema da Hario trabalha com um portafiltro que tem um único e enorme furo para acomodar o bico do cone.</p>
<p>E um importante detalhe: mesmo no Brasil, os renovados cafés coados estão sendo servidos mais diluídos que o tradicional <strong>Cafezinho</strong> bem brasileiro. Saindo do tradicional preparo a 10% m/v (100 gramas ou 6 colheres de sopa de pó de café para 1 litro de água) para 7% m/v (ou algo como 4 colheres de sopa de pó de café para o mesmo 1 litro de água).</p>
<p>Nesta concentração, a bebida ganha em sabor. Há uma explicação científica para isso: nosso Paladar se torna mais especializado e preciso na medida que degustamos, por exemplo, bebidas com certa diluição. Todos nós nascemos DEGUSTADORES, carecendo apenas de um pouco de treino!</p>
<p>Assim como os equipamentos de análise de bebidas ou alimentos, que somente conseguem fazer quando a solução empregada está devidamente diluída, nossas papilas, que percebem os <strong>Sabores Básicos</strong> (Doce, Salgado, Ácido, Amargo e Umami), e os sensores olfativos, que funcionam tanto com os <strong>Aromas</strong> quanto com os <strong>Sabores Complexos</strong>, também se tornam mais eficientes na percepção quando as soluções são mais diluídas.</p>
<p>Não, definitivamente o <em>espresso</em> não terá seu consumo diminuído e nem cairá no esquecimento, porém é certo que as pessoas não se sentirão mais constrangidas em dizer ao <strong>barista</strong> que preferem uma bebida mais diluída como um bom e delicioso <em>café de coador</em>.</p>
<p>Na sequência das fotos, a primeira mostra um suporte de filtro individual da Hario sobre uma xícara, uma xícara com um belo café de coador e, ao final, um recipiente do <strong>Syphon </strong>(= <strong>Globinho </strong>no Brasil) sendo aquecido em um sistema de cerâmica de indução.</p>
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