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	<title>The Coffee Traveler</title>
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	<description>by Ensei Neto</description>
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		<title>The Coffee Revolution &#8211; 1</title>
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		<pubDate>Sat, 12 May 2012 17:41:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tony Shin. Guarde este nome. Certamente será um dos que receberá muitos holofotes nos próximos anos. Criativo quando o assunto é usar as autovias da internet, ele formou um grupo de trabalho com colegas da faculdade para desenvolver infográficos. Depois de várias discussões, escolheram como tema do primeiro projeto o GRÃO QUE MUDOU O MUNDO, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Tony Shin</strong>.</p>
<p>Guarde este nome. Certamente será um dos que receberá muitos holofotes nos próximos anos. Criativo quando o assunto é usar as autovias da internet, ele formou um grupo de trabalho com colegas da faculdade para desenvolver infográficos.</p>
<p>Depois de várias discussões, escolheram como tema do primeiro projeto o GRÃO QUE MUDOU O MUNDO, sim, nossa semente preferida, o Café. Debruçaram-se sobre telas e teclados (antigamente era mais comum debruçar-se sobre os livros para fazer pesquisas, mas hoje basta &#8220;bater no vidro&#8221; dos tablets), revirarando diversos websites para compor o conteúdo do genial para explicar <strong>COMO O CAFÉ REVOLUCIONOU O MUNDO (How Coffee Revolutionized The World). </strong></p>
<p>Trocamos emails por algumas semanas e deu pra perceber como ele e sua equipe tem um belo e criativo futuro pela frente. Comentei sobre a sempre controversa questão da quantidade de cafeína em cada tipo de extração e bebida (você pode recordar sobre isto aqui: <a href="http://coffeetraveler.net/cafe-mitos-paradigmas-e-dogmas-2/">http://coffeetraveler.net/cafe-mitos-paradigmas-e-dogmas-2/</a> ), porém nada que afetasse o belo trabalho que essa turma fez!</p>
<p>Curtam o link, pois é muito bom!</p>
<p><img src="http://images.onlinembaprograms.org.s3.amazonaws.com/coffee-revolutionized-the-world.gif" alt="" border="0" /></p>
<div id="postembed"></div>
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		<title>Como Preparar A Mais Fantástica Xícara de Café &#8211; 3</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Apr 2012 02:20:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dois sistemas são de longe os mais comuns no Brasil para preparar café em casa: o Coador de Pano e o Coador de Papel no Sistema Melitta. Gostaria de comentar neste post sobre o Sistema Melitta, que é muito comum em diversos países consumidores de café. Na verdade cada sistema de preparo de café tem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dois sistemas são de longe os mais comuns no Brasil para preparar café em casa: o <strong>Coador de Pano</strong> e o <strong>Coador de Papel</strong> no <strong>Sistema Melitta</strong>. Gostaria de comentar neste post sobre o Sistema Melitta, que é muito comum em diversos países consumidores de café.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_FantCup3_1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_FantCup3_1.jpg',576,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1204_FantCup3_1.jpg" class="alignleft" alt="" width="187" height="250" /></a>Na verdade cada sistema de preparo de café tem seus segredos para se extrair <strong>A Mais Fantástica Xícara de Café</strong> e é no mínimo precipitado tentar sepultar um modo tradicional em detrimento de um mais moderno. Grande parte do <em><strong>pré conceito</strong></em> existente sobre o café coado em casa como inferior ao <em>espresso</em>, por exemplo, é resultado de diversos fatores somados, incluindo o fato deste último ser um serviço que tem maior poder de aliviar o peso existencial de sua carteira do que o coado.</p>
<p>Ainda hoje, é raro encontrar cafés de boa qualidade nas gôndolas dos supermercados e padarias, principalmente fora das grandes capitais, sendo corriqueiro encontrar em sua esmagadora maioria cafés na embalagem tipo Almofada, em geral destinada aos produtos de preço mais competitivo (e deve ficar claro que não tem milagre&#8230; produto mais barato é sempre inferior!).  Infelizmente, há um pensamento nesses locais de que coisa barata é que gira mais rápido. É por isso que fica a percepção de que o café preparado em casa é quase sempre medíocre, uma vez que a matéria prima é sofrível proporcionalmente.</p>
<p>Algumas indústrias tem procurado oferecer cafés de melhor qualidade e ensaiam trilhar novos rumos, empurradas pela nova e crescente legião de  micro torrefações especializadas em cafés de alta qualidade. Já era tempo&#8230;</p>
<p><em>A melhoria do padrão de qualidade do café bebido no Brasil depende de um esforço generalizado, que deve ter, inicialmente, nos produtores os primeiros divulgadores,  devendo aprender a provar seus cafés e, assim, saber falar dos aromas e sabores que cada lote pode expressar numa xícara. Este é um dos grandes desafios a serem vencidos, pois ainda é um pequeno número de produtores que separa seus melhores lotes para torrar e servir em sua propriedade. </em></p>
<p><em>Indústria, cafeterias e seus profissionais tem papel fundamental, não apenas ao se aperfeiçoar no conhecimento e nas técnicas de avaliação sensorial, mas, a partir de um sólido saber, tomar a missão de  explicar aos consumidores o que esperar em cada xícara que está sendo servida.</em></p>
<p><em>Em resumo: Educação, Educação e mais Educação!</em></p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_FantCup3_2.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_FantCup3_2.JPG',750,617,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1204_FantCup3_2.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="205" /></a>O sistema Melitta tem o porta filtro com formato oval de sua boca, enquanto que espacialmente é o que se chama de Seção de Cone, pois não tem o bico, lembrando o &#8220;Chapéu de Napoleão&#8221;. Este porta filtro em particular tem um único furo relativamente grande e as suas estrias na parede seguem o sentido reto de cima para baixo.</p>
<p>Com essa geometria, a água tende a passar preferencialmente pelo centro desse &#8220;cone cortado&#8221;. E aí vem outra recomendação: depois de &#8220;lavar&#8221; o filtro de papel (para retirar o gosto dos alvejantes&#8230;) e fazer a SEMPRE necessária <strong>Pré Infusão</strong>, quando as gotas começam a cair mais espaçadamente, coloque o restante da água em fio fino pelas laterais para compensar a passagem mais rápida que acontece pelo centro (isto porque aí o caminho é mais curto&#8230;).</p>
<p>Fazendo isso, ter Uma Fantástica Xícara de Café ao final é quase certo!</p>
<p>A moagem ideal para o Sistema Melitta é a Média-Fina. Um dos problemas comuns é o de se usar cafés torrados com moagem muito fina, que acaba exigindo muito mais tempo para a extração além do necessário, tornando, portanto, a bebida muito mais amarga do que deveria. Se você tiver condições de moer os grãos torrados antes do preparo, tanto melhor!</p>
<p>Empregar cafés de perfil sensorial Básico, como chamamos os que tem apenas grande doçura (e, por isso, Corpo!), chamando principalmente notas de Caramelo, em bom equilíbrio com acidez cítrica, conferem Fantástica Xícara, bem como outros de perfil Complexo com notas florais, de frutas amarelas ou mesmo especiarias. O importante é o ajuste da moagem para se obter um bom efeito.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_Aguador_pfMelitta_JP.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_Aguador_pfMelitta_JP.jpg',1024,752,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1204_Aguador_pfMelitta_JP.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="183" /></a>Uma forma prática para saber se a moagem está adequada ou próxima do ideal é verificar quanto tempo se leva para prepara o seu café. Os sistemas com coador tem como tempo recomendado entre 3 e 4 minutos, dependendo da quantidade que você irá preparar. Se o seu preparo levar muito menos dos 3 minutos, certamente a moagem está grossa ou a quantidade grãos moídos em relação a água está bem abaixo do recomendado. A bebida resultante fica mais ácida, quase azeda, e pode apresentar pouco corpo, pois deverá ser menos adocicada.</p>
<p>Por outro lado, se ultrapassar de longe os 4 minutos, ou a tem mais café moído do que o ideal ou a moagem é excessivamente fina. O resultado na xícara: amargor que lembra jiló ou Dipirona Sódica, típico da Cafeína e seus colegas Compostos Clorogênicos, bebida que chega a ser encorpada, mas com menor doçura do que o esperado&#8230;</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_Aguador_chaleiraMelitta.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_Aguador_chaleiraMelitta.JPG',1024,702,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1204_Aguador_chaleiraMelitta.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="171" /></a>Mercados consolidados, que tem consumidores mais conscientes e exigentes, tem sempre oferta de diferentes apetrechos a todo momento. Nesse quesito, o Japão é um país em que o modelo de consumo é considerado muito sofisticado devido ao alto poder aquisitivo de sua população e o gosto quase nato pela estética (vide a Ikebana ou as famosas cerâmicas). Assim, é muito comum se ver lá produtos especialmente desenvolvidos para aquele mercado (tanto é verdade que em geral as indústrias mantém linha de produtos &#8220;para o mercado interno&#8221; e &#8220;para exportação&#8221;, estes menos sofisticados do que os primeiros!), como estas duas incríveis peças desenvolvidas pela Melitta Japan!</p>
<p>Sim, a Melitta mantém no Japão uma linha de porta filtros de porcelana, sendo este um dos mais bonitos que eu conheço!</p>
<p>E, para completar, uma chaleira com um longo, sinuoso e fino bico para que a dosagem de água seja muito bem controlada, que lembra a fabricada por outra empresa japonesa que se tornou febre no Ocidente, a Hario.</p>
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		<title>COFFEE HUNTERS 2012 &#8211; Projeto #5</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Apr 2012 13:56:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estão abertas as inscrições para o Projeto #5 do Treinamento para Coffee Hunters em 2012! Este é um treinamento que foi desenhado para atender a  uma nova classe de profissionais, chamada de Super Especialistas, e que é estruturado em 2 etapas: A CAMPO e EM LABORATÓRIO. Na etapa A CAMPO, os treinandos visitam duas origens [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estão abertas as inscrições para o <strong>Projeto #5</strong> do <strong>Treinamento para Coffee Hunters</strong> em <strong>2012</strong>!</p>
<p>Este é um treinamento que foi desenhado para atender a  uma nova classe de profissionais, chamada de <strong>Super Especialistas</strong>, e que é estruturado em 2 etapas: <strong>A CAMPO</strong> e <strong>EM LABORATÓRIO</strong>.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_CHunters_P5_front.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_CHunters_P5_front.jpg',600,300,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1204_CHunters_P5_front.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="125" /></a>Na etapa A CAMPO, os treinandos visitam duas origens produtoras para conhecer, identificar e, posteriormente, comparar, os <strong>Elementos de Território</strong> e <strong>Técnicas &amp; Procedimentos</strong> utilizados. São escolhidos alguns lotes de café que apresentam algo que se mostre interessante durante a colheita e o processo de secagem.</p>
<p>O Treinamento recebe o codinome de <strong>Projeto</strong> pelo fato de que os roteiros, ou seja, as localidades que são objeto de estudo, não se repetem. São definidas de acordo com o desenvolvimento dos frutos e elementos climáticos, que são particulares a cada ano. Essa diversidade de origens visitadas em cada Projeto tem proporcionado a criação de um belo acervo de conhecimento, além do encontro de verdadeiros tesouros sensoriais produzidos Brasil afora.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_CHunters_1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_CHunters_1.jpg',576,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1204_CHunters_1.jpg" class="alignleft" alt="" width="187" height="250" /></a>Na etapa EM LABORATÓRIO, com amostras dos lotes escolhidos durante a etapa A CAMPO, são feitas avaliações sensoriais e estudos de torra para identificar e compreender o impacto de cada <strong>Elemento de Território</strong> na xícara. É uma série de estudos muito importantes para aqueles que pretendem utilizar alguns dos lotes no serviço em cafeterias e micro torrefações.</p>
<p>Os trabalhos são centrados na análise sensorial e composição de perfis de torra para cada verificar o desempenho sensorial de cada lote de café nos diferentes serviços.</p>
<p>O modelo adotado para este Treinamento é o <strong>Coaching</strong>, pois o principal objetivo é o de construir uma linha de raciocínio lógico para compreender como cada semente de café pode se expressar numa xícara de café. É por esta razão que o número de vagas é bastante limitado, para que o aproveitamento seja excelente.</p>
<p>Há um processo seletivo para a composição do grupo de treinandos, que se inicia com o envio da Ficha de Inscrição juntamente com um Currículo. É, então, agendada uma entrevista. O Processo Seletivo para o Projeto #5 se encerra no dia 22 de maio, quando serão definidos os participantes.</p>
<p>O Treinamento tem o valor de R$ 4.000,00 (quatro mil reais) e para saber mais sobre a forma de pagamento, além de outras informações e como obter a FICHA DE INSCRIÇÃO, entre em contato conosco através do email <a href="mailto:cafeotech@uol.com.br">cafeotech@uol.com.br</a>  .</p>
<p>Aguardo vocês!</p>
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		<title>Cafeterias da Terceira Onda &#8211; 3rd Wave Coffee Shops</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Apr 2012 01:47:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Lei da Natureza, soberana e inflexível, nos mostra que tudo caminha para a constante evolução. Simples, não? Isso vale para todos as coisas da vida e para as coisas do mercado, inclusive do café. Na longa cadeia que vai da produção da mais incrível das sementes até se transformar numa mágica e saborosa xícara [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>Lei da Natureza</strong>, soberana e inflexível, nos mostra que <strong>tudo caminha para a constante evolução</strong>.</p>
<p>Simples, não?</p>
<p>Isso vale para todos as coisas da vida e para as coisas do mercado, inclusive do café. Na longa cadeia que vai da produção da mais incrível das sementes até se transformar numa mágica e saborosa xícara de café, que vira e mexe inspira revolucionários e suas revoluções, os <strong>Pontos de Serviço</strong> ao Consumidor tem experimentado nos últimos anos grandes mudanças.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_3rdGenCS_AG.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_3rdGenCS_AG.jpg',576,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1204_3rdGenCS_AG.jpg" class="alignleft" alt="" width="187" height="250" /></a>No Brasil as primeiras cafeterias, lojas realmente especializadas nos serviços de café, surgiram no final dos anos 70 com a visionária iniciativa do &#8220;Seu&#8221; <strong>Américo Sato</strong>, na época à frente da torrefação <strong>Café do Ponto</strong>. Um local que servia <em>espresso</em>, uma novidade para a época, além de mostrar que existiam diversas <strong>Origens de Cafés do Brasil</strong>, com folders que davam explicações sobre os locais de produção e como era cada bebida, é um merecido <strong>Caso de Estudos</strong>.</p>
<p>Em seguida, surgiu a primeira grande franquia nacional de cafeterias, o <strong>Frans Café</strong>, que fincou bandeira em diversas capitais e cidades médias do Brasil afora.</p>
<p>Estas são o que chamamos de <strong>Cafeteiras da Primeira Onda</strong>, ou seja, as primeiras que surgiram e cujo modelo tem como referência a força da marca.</p>
<p>No início dos anos 2.000 começaram a florescer as primeiras casas que ficariam posicionadas como as <strong>Cafeterias da Segunda Onda</strong>. Casas que rapidamente conquistaram posição de referência foram o <strong>Suplicy Cafés</strong>, que leva a assinatura do <em>Companheiro de Viagem</em> <strong>Marco Suplicy</strong>, e o <strong>Santo Grão</strong>, de Marco Kerkmeester, em São Paulo, e o <strong>Lucca Café Especiais</strong>, da dedicada Geórgia Franco, em Curitiba, PR. Um dos diferenciais destas casas foi, entre outros, o de incorporar um <strong>Cardápio de Cafés</strong> com cafés de alta qualidade e identificação da origem produtora. Parece inacreditável, mas a verdade é que nas grandes ondas não se sabe de onde vem cada grãozinho de café&#8230;</p>
<p>Usar máquinas e equipamentos de excelentes fornecedores foi outro ponto notável, somada à até então inovadora Torra na Cafeteria, a exemplo do que já vinha acontecendo na América do Norte, principalmente na Costa Oeste, parte do Japão Central e no Norte da Europa. Nomes como <strong>La Marzocco</strong>, <strong>Mahlkonig</strong> e <strong>Bunn</strong> passaram a ser comuns aos olhos e ouvidos dos consumidores brasileiros.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_3rdGenCS_BG.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_3rdGenCS_BG.jpg',914,663,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1204_3rdGenCS_BG.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="181" /></a>Certamente a maior contribuição que essas cafeterias deram foi a de reconhecer uma nova classe de profissional: o <strong>Barista</strong>.</p>
<p>As <strong>Cafeterias da Segunda Onda</strong> se preocuparam em promover treinamento sistematizado de seus baristas e, principalmente, estimulando-os a competirem nos campeonatos de baristas, que é quando um grau de refinamento maior começa a contaminar esse já dinâmico pessoal. A cafeteria de Marco Suplicy é um dos grandes celeiros de baristas campeões paulistas e brasileiros, saindo de trás dos seus balcões exímios profissionais como a <strong>Yara Castanho</strong>, <strong>Bruno Ferreira</strong> e o atual Campeão Brasileiro <strong>Rafael Godoy</strong>.</p>
<p>Graças a essa geração de cafeterias, belos <em>Cappuccinos</em> e <em>Lattès</em>, junto com <em>Ristrettos</em> e <em>Longos</em>, passaram a fazer parte do dia a dia dos <strong>loucos por café</strong>.</p>
<p>Mas, segundo a <strong>Lei da Natureza</strong>, o progresso continua. As organizações tem o seu ciclo de vida, crescendo, expandindo seu território e ao mudar de tamanho acabam também tendo novas aspirações. E é nesse  momento que surgem as <strong>Cafeterias da Terceira Onda</strong>&#8230;</p>
<p>Assim como a famosa <strong>Lei da Informática</strong>, que diz que <em><strong>a capacidade de processamento dos computadores deve dobrar a cada 6 meses</strong></em>, depois de estabelecidos os novos segmentos do café, como num processo caleidoscópico, outros patamares se consolidam, com características inovadoras e serviços inéditos. E assim, tudo passa a acontecer em maior velocidade.</p>
<p>O que se passa atualmente no Brasil com essas novas casas é simplesmente fantástico!</p>
<p>São cafeterias que não apenas se espelham em outras de vanguarda no exterior, mas que (isso mesmo!) servem de referência para outros países. Na realidade, refletem o atual estágio de desenvolvimento do mercado brasileiro. Isso é ótimo!</p>
<p>Equipamentos de vanguarda, de design inspirado, serviços modernos e de muita ciência aplicada, ambientes descontraídos e próprios para se criar experiências sensoriais muito bacanas!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_3rdGenCS_Din.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_3rdGenCS_Din.JPG',634,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1204_3rdGenCS_Din.JPG" class="alignleft" alt="" width="206" height="250" /></a>Em meados de 2010 esse movimento no Brasil começou com a hoje grande referência do segmento, o <strong>Ateliê do Grão</strong>, que tem a assinatura dos <em>Companheiros de Viagem</em> <strong>Rodrigo Ramos</strong> e <strong>Leandro de Lima</strong>, em Goiânia, GO. Máquina de Espresso <strong>Slayer</strong>, que permite controlar o fluxo da água do grupo, criando impensável flexibilidade para a extração do <em>espresso</em>, e o <strong>retrô-lucionário</strong> moinho <strong>Versalab</strong>, que inovou ao incorporar 2 sistemas de mós, resultando num perfil granulométrico totalmente diferente do comum. Apresenta uma seleção de microlotes de café de excepcional qualidade com torra magistral,  além de outros serviços de café como o preparo em <strong>Hario</strong> System com baristas muito bem treinados e focados na excelência do atendimento ao cliente.</p>
<p style="text-align: left;">Apresentar o produtor, a fazenda ou um pequeno sítio e seus cafés, discriminando variedade e o período em que foi colhido, por exemplo, é parte do requinte de transparência do modelo. O foco dessas novas casas é o de apresentar o produtor e os seus lotes de café como os verdadeiros atores principais, sendo assim o depuramento e evolução do que as cafeterias da Segunda Onda fazem.</p>
<p>A segunda cafeteria que segue o mesmo modelo é o <strong>Bistrô do Grão</strong>, em Joinvile, SC, com o duo <strong>Slayer-Versalab</strong> em Amarelo Ferrari como pode ser visto na segunda foto, que iniciou operações neste mês de abril. E outras com esse mesmo modelo iniciam atividades em breve!</p>
<p>Em São Paulo, a cafeteria <strong>Coffee Lab</strong> da Isabela Raposeiras faz parte dessa Terceira Onda também.</p>
<p>Agora, como sugestão para quem vai a sempre cativante <strong>Portland</strong>, OR, é obrigatória visita ao <strong>Ristretto Roasters</strong>, do grande <em>Companheiro de Viagem</em> <strong>Din Johnson</strong>.Din começou com uma pequena operação na <strong>3908 North Williams Avenue</strong>, onde também torrava o café à vista dos seus clientes. Ah, e verdade seja dita, o Ristretto tem a cara e espírito do Din, muito elegante e criativo!</p>
<p>A segunda casa fica na <strong>3520 NE 42nd Avenue</strong>, muito charmosa, mas a terceira, que fica na <strong>2181 NW Nicolai Street</strong>, é simplesmente incrível e inovadora!</p>
<p>Veja o vídeo e, se puder, confira pessoalmente  visitando o local!</p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/40413511" width="500" height="331" frameborder="0" webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowFullScreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Como Preparar A Mais Fantástica Xícara de Café &#8211; 2</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Apr 2012 02:51:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Você já ouviu falar no Clever Coffee System? Este é um porta filtro desenvolvido e patenteado por uma empresa de Taiwan e que foi lançado há cerca de 10 anos atrás. A princípio, se parece com um clássico porta filtro como os criados pela germânica Melitta. Feito em acrílico de alta qualidade e com excelente acabamento, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você já ouviu falar no <strong>Clever Coffee System</strong>?</p>
<p>Este é um porta filtro desenvolvido e patenteado por uma empresa de Taiwan e que foi lançado há cerca de 10 anos atrás.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_FantCup2_Clever1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_FantCup2_Clever1.jpg',576,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1204_FantCup2_Clever1.jpg" class="alignleft" alt="" width="187" height="250" /></a>A princípio, se parece com um clássico porta filtro como os criados pela germânica Melitta. Feito em acrílico de alta qualidade e com excelente acabamento, há uma referência na caixa que a matéria prima é preparada no Japão!</p>
<p>Assim como um clássico porta filtro, as estrias internas estão dispostas em linha reta de alto a baixo, assim como, observando-se pelo alto, a boca tem formato oval. Até aqui, nada de diferente&#8230;</p>
<p>Mas, observe atentamente a parte inferior desse Clever e pode ser visto um pequeno tampão em silicone que se ajusta por sobre o orifício de saída, bem maior do que o usual. Este tampão está ligado a uma base plana no formato de um disco que fica internamente ao pés de apoio do porta filtro.</p>
<p>O disco, quando na posição de descanso, faz com que o tampão de silicone feche o orifício, vedando perfeitamente a passagem do líquido que estiver no porta filtro. Por outro lado, se estiver apoiado na boca de um jarro ou mesmo de uma xícara (sim, o seu diâmetro foi dimensionado para promover esse efeito!), o tampão ficará na posição <strong>Aberto,</strong> permitindo o escoamento do conteúdo.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_FantCup2_Clever3.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_FantCup2_Clever3.jpg',588,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1204_FantCup2_Clever3.jpg" class="alignleft" alt="" width="191" height="250" /></a>E esta é a grande sacada deste sistema!</p>
<p>O que eles criaram foi um <strong>Sistema de Controle de Fluxo</strong>, algo bem esperto (= clever &#8230;), de fácil acionamento e engenhosa escolha de materiais. O silicone tem excelente capacidade de acomodação entre suas peças, fazendo vedação total do orifício de passagem do porta filtro.</p>
<p>Observe nesta foto como esse sistema de controle de fluxo tem um<em> design</em> realmente inteligente.</p>
<p>E o que torna este sistema diferente é a forma como é feito o controle da extração do café. No coador clássico, seja um <strong>Melitta</strong> ou mesmo um inspirado <strong>Hario</strong>, o que determina o tempo de contato da água com as partículas das sementes torradas e moídas de café é a vazão da água vertida. Sobre este assunto, que envolve chaleiras e tipos de bico, vou comentar num <em>post</em> à parte.</p>
<p>Com a Clever, o serviço é executado por uma sequência bem diferente: você pode verter a quantidade de água desejada sobre o café torrado e moído acomodado no filtro.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_FantCup2_Clever2.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_FantCup2_Clever2.JPG',500,500,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1204_FantCup2_Clever2.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="250" /></a>Estando o porta filtro Clever com o Sistema de Controle de Fluxo em posição <strong>Fechado</strong>, você define o tempo de contato a partir da moagem escolhida para as sementes.</p>
<p>Apenas como recordação, algumas notas de Aroma e Sabor se formam durante o processo de Torra do Café em dois momentos distintos: um grupo é formado durante um enorme conjunto de reações químicas conhecida por <strong>Reações de Maillard</strong>, dando origem a notas como Caramelo,  Chocolate e Manteiga, enquanto que outro grupo, que necessita de mais energia para sua formação, surge quando a <strong>Reação de Pirólise</strong> se torna mais intensa. É quando aromas que nos arremetem à Especiarias como Nóz Moscada, Aniz e  Baunilha podem se expressar.</p>
<p>Estes últimos, como tem moléculas mais pesadas e menor solubilidade na água, precisam de tempo de contato maior para se fazerem presente no café. Portanto, se você tiver um café que tenha boa presença de notas de aroma e sabor que lembrem especiarias, o Sistema Clever se torna mais indicado do que outros de maior velocidade de extração!</p>
<p>Esta peça pode ser adquirida no Brasil na <strong>Academia do Café</strong>, www.academiadocafe.com.br, de Belo Horizonte, MG.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Como Preparar A Mais Fantástica Xícara de Café &#8211; 1</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Apr 2012 04:20:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Que tal aprender a preparar A MAIS FANTÁSTICA XÍCARA DE CAFÉ? Parece difícil à primeira vista, mas existem algumas regras básicas, sempre acompanhadas, é claro, do bom senso e das famosas Leis da Natureza (ou, simplesmente, Ciência&#8230;). Tenha sempre em mente que estas valem sempre, até a última gota! Para preparar a primeira das Mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Que tal aprender a preparar <strong>A MAIS FANTÁSTICA XÍCARA DE CAFÉ</strong>?</p>
<p>Parece difícil à primeira vista, mas existem algumas regras básicas, sempre acompanhadas, é claro, do bom senso e das famosas <strong>Leis da Natureza</strong> (ou, simplesmente, <strong>Ciência</strong>&#8230;). Tenha sempre em mente que estas valem sempre, até a última gota!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_MaisFant_1_a.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_MaisFant_1_a.jpg',576,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1204_MaisFant_1_a.jpg" class="alignleft" alt="" width="187" height="250" /></a>Para preparar a primeira das Mais Fantásticas Xícaras de Café que você pode reproduzir em casa, escolhi o Sistema<strong> Hario</strong>.</p>
<p>A <strong>Hario Glass Co. Ltd.</strong> é uma tradicional indústria japonesa de vidros especiais para laboratórios e medicina, fundada em 1921 por <strong>Hiromu Shibata</strong>. No início dos anos 60 sua atual fábrica, localizada em Koga, Ibaraki,  entrou em operação. Com reputação feita no meio médico e científico, passou a desenvolver diversas linhas de produtos, atendendo desde o setor de automóveis até a chamada linha residencial (<em>tableware</em>). E neste segmento se destacou graças ao belo <em>design</em> de suas peças somado às geniais soluções  para serviços de <strong>Chá</strong> e <strong>Café</strong>.</p>
<p>Até o final dos anos 90 as peças para estes serviços eram conhecidos apenas pelo sofisticado consumidor japonês. Na virada do milênio, a empresa resolveu fazer sua estréia no mercado norteamericano. Bingo!</p>
<p>Rapidamente ganhou a atenção e o respeito dos descolados apaixonados pelo café da Costa Oeste. <em>Design</em> caprichado e grande conhecimento demonstrado na concepção de cada peça, sua estréia teve efeito fulminante entre os baristas das cafeterias mais vanguardistas de Seattle, WA, e Portland, OR. Hoje sua linha tem peças que são objeto de desejo de todos os apaixonados por café!</p>
<p>Observe este que é o clássico <strong>Porta Filtro Hario</strong>, confeccionado em porcelana, na foto acima. A geometria escolhida foi a de um cone baseado em um triângulo equilátero.  Parece pouco? Mas, tem alguns conceitos muito bem pensados por trás disso tudo&#8230;</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_MaisFant_1_b.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_MaisFant_1_b.JPG',768,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1204_MaisFant_1_b.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="250" /></a>O seu centro é aberto o suficiente para acomodar a ponta do filtro, que quando aberto forma um cone de triângulo equilátero. Mas o grande diferencial está no inspirado desenho das estrias, que como se vê, lembra um vórtex!</p>
<p>Tiveram o cuidado de criar estrias relativamente protuberantes e de dimensões avantajadas quando comparadas, por exemplo, com um portafiltro da germânica Melitta. A água flui na lateral do filtro mais facilmente se houver um espaço entre ele e a parede cerâmica, pois esse vão permite que parte da água ganhe mais velocidade na medida que se desloca de alto a baixo.</p>
<p>É por isso que, após a sempre recomendável escaldada do filtro de papel com água fervente (para retirar resíduos das substâncias usadas na industrialização e que podem afetar o sabor da bebida), coloca-se o café torrado e moído fazendo um furo no centro, como está na foto acima. Ah, um detalhe importante: a água deve ser preferencialmente mineral, com pH levemente ácido (entre pH 5,0 e pH 6,5 está ótimo!), com uma quantidade de minerais (basta somar a lista de minerais que deve vir estampada no rótulo da água) que fique entre 100 e 175 ppm (= partes por milhão) e com baixo teor de carbonatos.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_MaisFant_1_c.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_MaisFant_1_c.jpg',576,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1204_MaisFant_1_c.jpg" class="alignleft" alt="" width="187" height="250" /></a>E vamos ao <em>show</em>&#8230;</p>
<p>A moagem para a <strong>Hario</strong> deve ser a que chamamos de média-fina, mas não tão fina quanto para preparar um <em>espresso</em>. Como a velocidade de extração é muito maior do que num sistema <strong>Melitta</strong>, por exemplo, para uma moagem média o resultado na xícara será <strong>pouco fantástico</strong>, com excessiva acidez e pouca presença de açúcares na bebida. Ou seja, será um <strong>café desequilibrado</strong>.</p>
<p>Fazer a <strong>Pré Infusão</strong> é obrigatória. Sempre!</p>
<p>A Pré Infusão tem a missão de umedecer todas as partículas dos grãos moídos, justamente para que a extração seja uniforme. Se houver um ponto em que o pó ficou seco, grumos serão formados, prejudicando a extração (menos será extraído!).</p>
<p>Veja que coloquei água apenas no centro, onde havia um buraco no pó seco. Espere que as gotas da bebida extraída durante a pré infusão comecem a diminuir para, então, colocar o restante da água controlando bem a dosagem.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_MaisFant_1_d.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_MaisFant_1_d.jpg',768,1024,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1204_MaisFant_1_d.jpg" class="alignleft" alt="" width="187" height="250" /></a>É recomendável que seja um fio de água quando começar a adicionar, que seja de início um pouco mais grosso em relação  aode que está saindo para a jarra ou xícara, para, depois que o filtro estiver quase cheio de água, ter as vazões semelhantes.</p>
<p>Uma alternativa é esperar que o nível de água no filtre baixe um pouco para, assim, completar. Jamais adicionar a água em grande vazão!</p>
<p>Outro detalhe: parte-se do princípio que foram escolhidos grãos de um lote de café honestamente bacana e que sua torra tenha sido bem feita. Exuberante pode ser, mas equilibrado sempre!</p>
<p>E&#8230;. <em>Voilà</em>: sua <strong>Fantástica Xícara de Café</strong> está pronta!</p>
<p>Sendo uma extração relativamente rápida, turbinada pelas estrias em vórtex, uma <strong>Fantástica Xícara de Café</strong> feita no <strong>Sistema Hario</strong> irá destacar a acidez da bebida, característica sensorial que confere brilho e vivacidade numa bebida docemente especial.</p>
<p>No Brasil, você pode encontrar algumas das primorosas peças da <strong>Hario</strong> no <em>website</em> do <strong>Martins Café</strong> (www.martinscafe.com).</p>
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		<title>Confie Nos Seus Sentidos ou O Sórdido Caso do Chopp A vendido como B</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Apr 2012 02:25:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na semana passada uma notícia causou comoção entre os apreciadores de um bom chopp em São Paulo: o tradicional Bar do Léo, que fica no histórico reduto boêmio da cidade, foi fechado por vender gato por lebre&#8230; ou melhor, vendendo Chopp Brahma e entregando Ashby. Claro crime contra o consumidor, além de enganar os clientes com farta decoração [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na semana passada uma notícia causou comoção entre os apreciadores de um bom chopp em São Paulo: o tradicional <strong>Bar do Léo</strong>, que fica no histórico reduto boêmio da cidade, foi fechado por vender gato por lebre&#8230; ou melhor, vendendo <strong>Chopp</strong> <strong>Brahma</strong> e entregando <strong>Ashby</strong>. Claro crime contra o consumidor, além de enganar os clientes com farta decoração do Chopp &#8220;B&#8221;, o preço do Chopp &#8220;A&#8221; é cerca de 40% mais barato.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_brahma_2.jpeg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_brahma_2.jpeg',218,231,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/brahma_2.jpeg" class="alignleft" alt="" width="218" height="231" /></a>O caso todo tomou forma quando um advogado, frequentador habitual do bar e fã de seu famoso Chopp do &#8220;B&#8221;, começou a perceber diferença na bebida. Não só a cremosidade do colarinho, mas o sabor do chopp parecia não ser o mesmo.</p>
<p>Intrigado, perguntou aos garçons se o chopp havia mudado, pois o sabor estava diferente do que ele estava acostumado. Teve como resposta: &#8220;o chopp é &#8220;B&#8221;, se mudou deve ter sido na fábrica&#8230;&#8221;</p>
<p>Não satisfeito com as respostas, continuou a perguntar até que um garçon respondeu que estavam usando o chopp &#8220;A&#8221;.</p>
<p>Bingo!</p>
<p>Estava explicada a alteração. Era outro produto!</p>
<p>Foi o suficiente para fazê-lo procurar uma delegacia e dar queixa. Resultado: o famoso e até então inatacável Bar do Lé foi interditado. Muita gente se espantou com o fato, a quase toda maioria totalmente incrédula com o que via e ouvia.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_ashby1_2.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_ashby1_2.jpg',352,294,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/ashby1_2.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="208" /></a>Mas, verdade seja dita: uma fraude foi cometida e medidas foram tomadas pela polícia. Até o delegado lamentou o que estava acontecendo, ele que também era frequentador do bar.</p>
<p>Bem, o que gostaria de comentar não é sobre os fabricantes de chopps, seja &#8220;A&#8221; ou  &#8221;B&#8221;, se a qualidade de um é muito superior ao do outro e outros que tais. A questão que gostaria de abordar é outra, muito distinta: essa mazela toda foi desvendada por <strong>alguém que simplesmente confiou em seu sentidos</strong>!</p>
<p>O <strong>Paladar</strong> ou <strong>Gustação</strong>, como se diz tecnicamente, é o sentido que identifica os sabores quando bebemos ou comemos algo através de um complexo sistema que envolve o estímulo dos sensores que ficam nas papilas da língua, as respostas táteis em toda a boca e as respostas dos sensores do bulbo olfativo quando recebem estímulos retronasais, isto é, que vão da boca ao nariz quando aspiramos algo. Esse conjunto, que nos faz perceber sensações como os <strong>Sabores Básicos</strong> (Doce, Salgado, Ácido, Amargo e Umami), respostas físicas como o<strong> Corpo</strong> (mais aguado, mais encorpado ou aveludado) e outras notas de <strong>Sabores</strong> como Herbáceo, Floral como Jasmim ou picante como a Pimenta Vermelha, é único para cada pessoa assim como as digitais.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_Sensorial_cupping.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1204_Sensorial_cupping.jpg',1024,578,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1204_Sensorial_cupping.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="141" /></a>No caso do Paladar, a densidade de papilas, bem como o seu formato, é fator quase fundamental para classificar as pessoas como muito ou pouco sensíveis à percepção dos sabores.</p>
<p>Estudos realizados de forma coordenada em diversas universidades mostram que 25% da população humana tem baixa quantidade de papilas gustativas, sendo considerados &#8220;Pouco Aptos&#8221; a serem degustadores. Já metade da população tem uma densidade de papilas que é tida como mediana, de forma que percebem sem dificuldades grande parte dos sabores.</p>
<p>Finalmente, 25% da população corresponde ao pessoal que tem alta densidade de papilas gustativas. Se por acaso não se tornarem Degustadores de alguma bebida, por exemplo, sempre serão comensais dos mais exigentes, pois percebem com facilidade não apenas os sabores, mas a intensidade de cada um. Como o ratinho <strong>Remy</strong> da deliciosa animação Pixar <strong>Ratatouille</strong>, cujo trecho sobre <strong>Memória Gustativa</strong> está em nossa seleção de vídeos.</p>
<p>A mensagem que deixo é a seguinte: não importa quantas e de que tipos de papilas gustativas você tem na língua. O importante, além de saber usar, é sempre prestar atenção em cada mordida ou gole que você der.</p>
<p>Estar atento faz com que você perceba melhor as sensações e respostas do seu corpo.</p>
<p>Foi justamente por prestar atenção aos seus sentidos, confiando em seu Paladar, que o advogado do início deste<em> post </em>conseguiu  desvendar <strong>O Sórdido Caso do Chopp A vendido como B</strong>&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Impostos, Incentivos e Carros Novos</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Mar 2012 15:05:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Que a carga de impostos que incide em tudo que compramos no Brasil é grande, não é novidade para ninguém. Alta carga tributária em geral é reflexo de modelo econômico onde a presença do Estado (leia-se Governo) é muito grande, exigindo sempre mais recursos financeiros para se manter. Era isso exatamente o que ocorria no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Que a carga de impostos que incide em tudo que compramos no Brasil é grande, não é novidade para ninguém. Alta carga tributária em geral é reflexo de modelo econômico onde a presença do Estado (leia-se Governo) é muito grande, exigindo sempre mais recursos financeiros para se manter. Era isso exatamente o que ocorria no período medieval e que foi causa de tantas insurreições na Europa.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1203_Tributos_1.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1203_Tributos_1.JPG',1024,721,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1203_Tributos_1.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="176" /></a>Há, ainda, um grande emaranhado de <strong>Tributos</strong> que pululam na esfera Federal, na Estadual e chega na Municipal.</p>
<p>No entanto, há momentos em que o Governo decide promover <strong>Incentivos Fiscais</strong>, quando oferece uma boa contrapartida ao contribuinte para que um determinado setor possa ter seu movimento reaquecido. É o que aconteceu recentemente, via Governo Federal, com a diminuição de impostos para veículos e geladeiras. Bom para o consumidor, que acaba pagando menos pelo mesmo produto, bom para a economia em geral, que continua girando.</p>
<p>As sementes do café tem um caminho bastante longo desde que saem da fazenda até chegar à uma xícara de um ávido consumidor, passando por diferentes etapas da cadeia comercial: do cafeicultor pode passar por um exportador, daí para uma indústria (micro ou grande, não importa) e chega ao consumidor via supermercado ou uma cafeteria. Pode ser que passe por etapas intermediárias como armazéns, que estocam o café cru beneficiado até o momento em que o produtor resolve vender a um exportador ou diretamente a uma torrefação.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1203_Tributos_2.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1203_Tributos_2.jpg',800,542,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1203_Tributos_2.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="169" /></a>O tratamento que as cooperativas de café tem perante o sistema de tributos federais e estaduais é bastante diferente, muitos deles vindo da <strong>Lei das Cooperativas (Lei Nr. 5764, de 16 de Dezembro de 1971)</strong>. Uma das práticas é o fato de que ao colocar o seu café no armazém de uma cooperativa em geral esta operação é considerada como de  &#8221;Compra e Venda&#8221; entre ambos. Como previsto no <strong>Artigo 83</strong>, o produtor &#8220;outorga a esta (a cooperativa) plenos poderes para a sua livre disposição&#8230; salvo se, tendo em vista os usos e costumes relativos à comercialização de determinados produtos, sendo de interesse do produtor, os estatutos dispuserem de outro modo.&#8221;</p>
<p>Pela legislação de cada Estado, é normal que uma operação comercial gere o <strong>ICMS &#8211; Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços</strong>, que é sempre destacado na Nota Fiscal e que acompanha, digamos assim, a mercadoria até chegar ao consumidor ou na exportação. Em Minas Gerais, Estado que tem o maior parque cafeeiro e é responsável pela maior parte da produção do Brasil, o <strong>ICMS incidente</strong> é de <strong>3,6% sobre o valor da saca de café</strong>. Ao entregar um lote de café na cooperativa, o produtor transfere esse valor correspondente à incidência do ICMS. O que não é pouco, tendo-se em vista os valores que o café cru alcançou nos últimos anos.</p>
<p>O Governo de Minas Gerais resolveu dar um belo Incentivo Fiscal aos cafeicultores ao permitir que o valor correspondente ao ICMS arrecadado pudesse ser utilizado na aquisição de bens, como veículos novos.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_Logo_Coocacer012.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_Logo_Coocacer012.jpg',1280,885,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/Logo_Coocacer012.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="172" /></a>Nesse meio tempo, uma cooperativa, que já vinha se preparando para cenários de grande competitividade, resolveu colocar em prática esse incentivo. Localizada em Araguari, MG, a <strong>Coocacer Araguari</strong>, como é conhecida a Cooperativa de Produção dos Cafeicultores do Cerrado de Araguari, passou a destacar em seu Balanço Financeiro todo o ICMS transferido do cafeicultor para ela, que, depois de apurado, torna-se <strong>Valor a Recuperar</strong> para o produtor associado. É dessa forma que ele pode recuperar o valor do seu café que havia se transformado em imposto na forma de um bem. No caso, a escolha ficou com veículos novos.</p>
<p>Foi surpreendente ver mais de 35 cafeicultores cooperados da <strong>Coocacer Araguari</strong> receberem veículos zero km, desde pick ups pequenas até cavalos mecânicos de mais de R$ 200 mil (confira nas fotos a grande frota entregue)!</p>
<p>O incentivo dado pelo governo foi para que as vendas sejam feitas sempre legalmente, ou seja, com notas fiscais, mas a atuação da Coocacer Araguari foi decisiva para transformar o suado trabalho do produtor em uma forma de atualizar sua frota de trabalho!</p>
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		<title>Chá Não é só para Doente: Os Sabores da Camelia sinensis</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Mar 2012 02:50:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Algumas profissões tem nomes, digamos, bem fundamentados e, portanto, consagrados, como o de <strong>Cozinheiro</strong> e o de <strong>Engenheiro</strong>. No entanto, outras mais modernas, acabam sendo formadas na língua portuguesa no Brasil aproveitando-se os nomes originais em outras línguas ou quando, simplesmente, são usadas diretamente. É o caso de <strong>Barista</strong> e <strong>Sommelier</strong>. São estas duas palavras tão difundidas em todo o mundo que não receberam qualquer adaptação, sendo assim faladas e escritas em muitas línguas.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1203_DiagLiqud_CarlaS1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1203_DiagLiqud_CarlaS1.jpg',653,1024,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1203_DiagLiqud_CarlaS1.jpg" class="alignleft" alt="" width="159" height="250" /></a>Com as transformações cada vez mais rápidas e intensas no Mundo, assim como algumas profissões ficam relegadas ao passado, outras surgem na esteira dos novos mercados. Países jovens, como é o caso dos que estão no chamado Novo Mundo, tiveram influência cultural da Europa, seja pelos portugueses e espanhóis, seja pelos ingleses e holandeses. Isso explica em boa parte o porque de alguns usos e costumes em cada região.</p>
<p>Por exemplo, é muito comum no Brasil se associar o ato de  tomar sopa ou beber chá com uma pessoa doente!</p>
<p>Num país tropical como o nosso, beber infusões ainda quentes é sinônimo de &#8220;santo remédio&#8221;&#8230; sendo uma rara exceção o <strong>Cafezinho</strong>, que para o brasileiro é heresia tomar se não estiver &#8220;pelando&#8221; de quente.</p>
<p>Treze anos atrás uma gaúcha espivetada resolveu abrir aquela que seria a primeira loja especializada em chás de alta qualidade no Brasil. A <em>Companheira de Viagem</em> <strong>Carla Saueressig</strong>, num projeto de fé fervorosa, aproveitando sua ascendência germânica e a rica educação sensorial que seus pais lhe repassaram, resolveu apresentar uma proposta de trabalho a uma das mais prestigiadas casas comercializadoras de chá da Europa: a <strong>Tee Gschwendner</strong>. Conversa boa, trato feito!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1203_DiagLiq_Gyokuro.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1203_DiagLiq_Gyokuro.JPG',1024,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1203_DiagLiq_Gyokuro.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="187" /></a>Instalou-se num pequeno espaço no Shopping Iguatemi, em São Paulo, pois era esse o local onde certamente encontraria pessoas que entenderiam sua proposta inovadora de trabalho. Foi nessa época que a conheci.</p>
<p>O seu espírito aventureiro e curioso fez com que se aprofundasse no estudo dos chás, aprendendo a <strong>degustar</strong>, <strong>avaliar</strong> e, principalmente, <strong>compreender</strong> os diferentes processos de produção, além do que cada <strong>território</strong> pode oferecer. Estudar, se aperfeiçoar na degustação e avaliação são atividades que fazem parte do seu dia a dia também.</p>
<p>A Carla certamente é a grande <strong>Especialista em Chás</strong> no Brasil nos dias de hoje. Ou seria <strong>Cha-rista</strong>, porque sabe preparar chás como ninguém? Ou, ainda, como um amigo em comum sugeriu, seria ela <strong>Tea-óloga</strong>?</p>
<p>Bem essa é uma questão que somente o tempo irá resolver&#8230; Gostaria agora de compartilhar algumas experiências sensoriais que a Carla preparou para mim.</p>
<p>Na foto acima tem uma xícara com uma infusão do espetacular <strong>Chá Verde</strong> japonês <strong>Gyukuro Nozomi</strong>.Produzido na Província de Aichi, no meio do caminho entre Tokyo e Kyoto (rota conhecida no Japão Feudal como o <strong>O Caminho de Tokkaido</strong>), a cerca de 700 m de altitude, suas tenras folhas (sempre as terceiras de cada ramo, contadas a partir da ponta) são colhidas quando as plantas da <em>Camelia sinensis</em> se encontram a plena atividade depois do rigoroso inverno. O detalhe para a produção deste raro chá fica por conta do uso de invólucros que estimulam a formação de clorofila adicional nas folhas, simulando um processo de quase sombreamento. O resultado: um chá de aroma intenso com notas a baunilha, que se repetem na bebida adocicada e extremamente macia!</p>
<p>Este é um caso em que as características de território são reforçadas pela mão do homem, que foi sábio!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1203_DiagLiqd_ch__s.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1203_DiagLiqd_ch__s.JPG',800,600,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1203_DiagLiqd_ch__s.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="187" /></a>Nesta foto ao lado se vêem duas xícaras feitas de um único chá. É um <strong>Oolong</strong> produzido em Taiwan, em estupendos 1.200 m de altitude!</p>
<p>Segundo Carla, Taiwan é produtora de excepcionais Oolongs, grande parte destinando-se ao sofisticado mercado japonês (como curiosidade, os japoneses pronunciam <strong>O-ROONGU CHA</strong>). Recebem esta classificação folhas que sofreram um processo de fermentação estimulado por impactos com bastões. A ruptura dos tecidos vegetais são prato cheio para reações enzimáticas. O controle é feito unicamente pela sensibilidade dos Mestres de Fermentação; notas de aromas e sabor elegantemente frutados como pêssego são o resultado deste processo.</p>
<p>Presente valioso do amigo <strong>Chen Chia-Chun</strong>, este foi o chá vencedor de um concurso de qualidade. Suas folhas são enroladas em espiral, diferente dos <strong>Oolong Dragon Ball</strong>, que se assemelham a bolinhas. Carla preparou duas infusões diferentes para ver qual seria a mais indicada. Na xícara da direita a infusão foi de 2 minutos, enquanto que na da esquerda, 3 minutos, conferido pela tonalidade mais escura como caramelo.</p>
<p>O que impressionou quando colocamos o Nariz à prova foi a sensação de &#8220;maresia&#8221;, principalmente na infusão mais longa, considerada a mais apropriada para este chá!</p>
<p>Foi quando a Carla comentou que esta é uma nota de aroma que eventualmente está presente em excepcionais Oolongs produzidos em Taiwan, pequena ilha com topografia muito diversificada. Ou seja, o Território, a partir de suas condições geográficas, se expressou de forma fantástica nesta xícara!</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A  Marcha dos Robustas</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Mar 2012 05:44:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Tive algumas experiências muito interessantes nos últimos dias com cafés <strong>Robusta</strong> e <strong>Conilon</strong>, duas das principais variedades da <strong>espécie</strong> <em>canephora, </em>e surpreendentes combinações com variedades de<em> arabica. </em></p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_cafe_Rondonia_close2_1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_cafe_Rondonia_close2_1.jpg',555,361,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/cafe_Rondonia_close2_1.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="162" /></a>Só para recordar, as plantas e frutos dessas duas espécies mantém muitas diferenças, apesar de conviverem com muita frequência em <em>blends</em> de todo o mundo. Além do número de genes, 44 na <em>arabica</em> e somente a metade, ou seja, 22 na <em>canephora</em>, gostaria de destacar algumas características que tem importante impacto sensorial: os teores de óleos, açúcares e de ácidos clorogênicos.</p>
<p>Sementes das variedades do <em>canephora</em> tem quase o dobro do teor de <strong>óleos</strong> e <strong>ácidos clorogênicos</strong> que nas do <em>arabica</em>, enquanto que nestas os <strong>açúcares</strong> é que estão em maior teor, praticamente o dobro que num <strong>Robusta</strong> ou num <strong>Conilon</strong>. A maior resistência às doenças fúngicas fez com que diversos trabalhos de melhoramento genético se utilizassem do <em>canephora</em> como base para as chamadas variedades modernas, entre elas o <strong>Obatã</strong> e o <strong>Catucaí</strong>.</p>
<p>No entanto, a mudança de composição entre esses elementos (óleos, ácidos clorogênicos e açúcares) pode se expressar mais intensamente dependendo das condições locais de produção. Nossa linha de  raciocínio sempre leva em conta o balanço de energia que está envolvido no Ciclo da Fruta (= Ciclo Fenológico), cuja tradução se dá pelo teor de açúcares e sua formação. Como sempre digo, <strong>açúcar é tudo na vida</strong>!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1203_Robustas_torra.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1203_Robustas_torra.JPG',1024,706,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1203_Robustas_torra.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="172" /></a>Assim como a maturação de uma fruta acontece quando o teor de açúcares geneticamente programado é alcançado, é, também, essa quantidade de açúcares que define como será o Perfil de Torra dessas sementes. Se globalmente a semente de uma espécie possui menor teor de açúcares que de outra, fica evidente que a quantidade de energia necessária para se atingir a Etapa de Pirólise  será diferente para cada uma.</p>
<p>Nesta foto apresento  um <strong>Gráfico Visual</strong> que utilizo nos cursos avançados de torra de café; no caso, corresponde a um Ciclo de Torra de Conilon. Observe que a Etapa Intermediária, que compreende as <strong>Reações de Maillard</strong>, é bastante extensa, principalmente se comparada com a etapa final, quando há o predomínio da <strong>Reação de Pirólise</strong>.</p>
<p>São essas diferenças, digamos, de nascença entre variedades dessas duas espécies que provocam sensíveis diferenças sensoriais!</p>
<p>O menor teor de açúcares faz com que notas de aroma e sabor que se originam na Etapa de Pirólise se pronunciem mais. Especiarias de caráter mais medicinal como uma nóz moscada, pimenta do reino e até cardamomo podem surgir e ser percebidos por pessoas sensíveis a estas notas. É por isso que comumente as pessoas acham &#8220;picante&#8221; o sabor de bebidas com presença de Robustas ou Conilon!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1203_Robusta_Pixie3.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1203_Robusta_Pixie3.jpg',576,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1203_Robusta_Pixie3.jpg" class="alignleft" alt="" width="187" height="250" /></a>Recentemente a <strong>Nespresso</strong> relançou uma cápsula de edição limitada, o <strong>Kazaar</strong>. É algo surpreendente, pois segundo executivos da empresa, este relançamento foi resultado de uma longa lista de pedidos para que esse ousado <strong>blend</strong> de Robusta da Guatemala (uma das ousadias!), Conilon Capixaba (ousadamente Cereja Descascado) e um toque de<em> arabica</em> do Cerrado Mineiro. Aqui podemos afirmar que o <strong>Mestre de <em>Blends</em></strong> foi genial, pois compensou a menor doçura resultante da torra dos<em> canephoras</em> com um convite aos grãos evidentemente de frutos maduros produzidos numa região privilegiada pelo clima seco durante a colheita.</p>
<p>Não é bebida fácil a desta cápsula de belo azul marinho, mas para iniciados. De potência extrema, reforçada pela <strong>extração hiperbárica</strong> (que pode atingir impressionantes <strong>19 bar</strong>!) numa ecomoderna <strong>Pixie</strong>, de belo e inteligente <em>design</em>, exige certo preparo físico e psicológico, ainda mais que seu serviço recomendado é o <strong>ristretto</strong>!</p>
<p>Mas, vale a experiência sensorial, sem dúvida.</p>
<p>Fica clara a percepção do intenso amargor provocado pela avalanche de ácidos clorogênicos (da &#8220;família&#8221; da cafeína), das notas de sabor como tabaco e especiarias típicas de um robusta de alta qualidade, cujas arestas são minimizadas pela doçura e alteração na percepção de corpo provocadas pelo Cerrado Mineiro.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1203_Robusta_Pixie1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1203_Robusta_Pixie1.jpg',1002,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1203_Robusta_Pixie1.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="191" /></a>Para finalizar, gostaria de comentar sobre as variedades com híbridos de <em>canephora</em>, como o Catucaí e o Obatã. Em particular este último, que tenho acompanhado o comportamento de lavouras de diversas idades em diferentes territórios.</p>
<p>Mais uma vez, certamente numa das lavouras mais antigas de Obatã, localizada em São Paulo, em condições geoclimáticas que fazem com que a faceta fenotípica dos <em>canephoras</em> se expresse sem qualquer cerimônia, um efeito que nos leva a muitas reflexões se confirmou. Reconhecido como sementes de planta de variedade <em>arabica</em>, a bebida se mostrou muita próxima do&#8230;Kazaar!</p>
<p>Foi surpreendente, pois ajustando a concentração de ambos, a similaridade sensorial foi muito positiva, reconhecida até pelos alunos do último curso de Educação Sensorial em São Paulo.</p>
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