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	<title>The Coffee Traveler</title>
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	<description>by Ensei Neto</description>
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		<title>Cup Shock: Cafés do Brasil são Surpreendentes!</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Feb 2012 02:35:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Você já assistiu ao filme Bottle Shock, que no Brasil saiu com o nome de O Julgamento de Paris? Lançado em 2010, este belo filme dirigido por Randall Miller conta a impensável história de um sommelier britânico radicado em Paris que resolve agitar o mundo dos vinhos ao viajar à América em busca de novos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você já assistiu ao filme <strong>Bottle Shock</strong>, que no Brasil saiu com o nome de <strong>O Julgamento de Paris</strong>?</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1202_BottleShck_1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1202_BottleShck_1.jpg',422,600,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1202_BottleShck_1.jpg" class="alignleft" alt="" width="175" height="250" /></a>Lançado em 2010, este belo filme dirigido por <strong>Randall Miller</strong> conta a impensável história de um <em>sommelier</em> britânico radicado em Paris que resolve agitar o mundo dos vinhos ao viajar à América em busca de novos sabores e emoções.</p>
<p>Em 1976, <strong>Steven Spurrier</strong>, personificado pelo sempre impecável <strong>Alan Rickman</strong>, segue para o <strong>Napa Valley</strong>, CA, USA, para conhecer as vinícolas da primeira origem do que seria conhecido como <strong>Novo Mundo</strong> num puro projeto de garimpagem. Encontra a família <strong>Barrett</strong>, proprietária do hoje místico <strong>Chateau Montelena</strong>, e com o jovem <strong>Bo</strong>, vivido por <strong>Chris Pine</strong>, e seus inseparáveis amigos <strong>Gustavo</strong> (<strong>Freddy Rodriguez</strong>), um filho de imigrantes mexicanos e enólogo autodidata, e a bela <strong>Sam</strong> (<strong>Rachel Taylor</strong>), andam por toda a região.</p>
<p>Feita a seleção das melhores garrafas, Steven retornou a Paris, onde organizou o que seria a mais famosa degustação comparativa entre vinhos dos dois mundos: o<strong> Clássico Francês</strong> versus o <strong>Caipira Californiano</strong>.</p>
<p>Grandes enólogos e sommeliers, acompanhados avidamente por importantes jornalistas, provaram às cegas e deram o seu veredito. E que acabou surpreendendo aos próprios juízes!</p>
<p>Belíssima fotografia, grandes elenco e uma trilha sonora embalada por deliciosas canções do <strong>The Doobie Brothers</strong>. Veja o trailer oficial através do link abaixo:</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=DYs0kblXToA">Bottle Shock Movie Trailer</a></p>
<p>Há uma grande mensagem passada por este filme  e que se presta muito bem aos cafeicultores do Brasil: assim como os vitivinicultores californianos, considerados rudes pelos franceses, muitos lotes simplesmente fantásticos tem sido produzidos em nosso país desde sempre!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_P1140506.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_P1140506.JPG',800,515,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/P1140506.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="160" /></a>  Alguns paralelos podem ser feitos com o nosso povo do café e os produtores de vinho do filme: há uma busca incessante em buscar o melhor na produção, apesar do certo ceticismo em relação à qualidade do que se produz.</p>
<p>Isto acontece com muita frequência por aqui, pois raros são os produtores que decidiram conhecer a fundo o que estão produzindo.</p>
<p>Nossos cafeicultores são competentes ao fazer as árvores produzirem frutos aos borbotões, mas cometem falhas que se mostram fatais no quesito qualidade no momento da colheita e da secagem. Quando, muitas vezes apenas guiados pela intuição ou por pura sorte conseguem ultrapassar essa fase, esbarram numa comercialização que em geral se parece como impenetráveis muralhas.</p>
<p>Pessoas como o personagem Gustavo, que procurou estudar a fundo a bebida, sua produção, conceitos técnicos e, principalmente, aprender a degustar, devem se multiplicar também na cafeicultura. No caso do café, nem sempre o tamanho das sementes, conhecido como &#8220;peneira&#8221;,  é sinal de que o lote tem excelente bebida. Portanto, aprender a degustar e saber como o seu café bebe é parte do ofício do novo cafeicultor.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_904_Ristretto_offers.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_904_Ristretto_offers.JPG',1024,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/904_Ristretto_offers.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="187" /></a><strong>Conhecimento</strong> é o que define o domínio do jogo comercial.</p>
<p>Quando o nível de conhecimento é semelhante, existe equilíbrio e, em geral, a comercialização segue um rumo saudável. Quando o desequilíbrio acontece, quase sempre pendendo para o lado de quem compra, o saldo pode ser amargo para o produtor.</p>
<p>Não há outra saída: aprender, treinar e, assim, conhecer cada lote de café produzido. Degustar é manter diálogo com a bebida, conhecer seus deliciosos segredos ou mesmo seus defeitos e problemas que podem macular o lote. Só assim o cafeicultor pode realmente chamar cada lote de &#8220;seu filhote&#8221;!</p>
<p>Se você assistiu ao filme, vai entender porque o <strong>Cup Shock</strong> ( ou o <strong>Choque das Xícaras</strong>!) chegou aos <strong>Cafés do Brasil</strong>: veja nesta foto a tabela de preços de cafés de uma cafeteria referência em Portland, OR. Sim, é justamente um café brasileiro o mais caro da lista entre tantos outros mais famosos!</p>
<p>E que seus aromas e sabores justificaram plenamente o seu valor, reconhecidos por <strong>Mr. Spurrier</strong>s<strong> do Café</strong> de diversos países!</p>
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		<title>&#8220;Americano&#8221; ou Carioca?</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 01:44:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Primavera de 2005 (no Hemisfério Norte) e a cidade, Seattle, WA, USA. A agitação entre Coffee Geeks, Baristas e Coffee Experts de plantão era devido ao lançamento da <strong>Clover</strong>, que combina de forma surpreendente conceitos como tempo de contato, temperatura da água de extração, extração à vácuo e até um rodinho de borracha (como os que os flanelinhas usam nos semáforos para limpar os parabrisas dos carros&#8230;) com uma máquina de belo <em>design</em>.</p>
<p>Slogans que os geeks da Clover estampavam nas camisetas que vestiam, bem como nos bottoms, eram <strong>&#8220;I HATE AMERICANO&#8221; </strong>e <strong>&#8220;STUPID AMERICANO&#8221;</strong>.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Americano_a.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Americano_a.JPG',800,529,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1201_Americano_a.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="165" /></a>Muitos brasileiros se perguntavam: &#8220;Esses caras se auto destestam?!&#8221;. Não!!!</p>
<p>Não é briga entre<em><strong> yanquees</strong></em>, até porque quem nasce nos <strong>USA</strong> é <strong><em>American</em></strong>&#8230;</p>
<p>Na verdade, <strong>Americano</strong> é o <em>espresso</em> diluído com água após a extração normal, cujo parente próximo no Brasil é o <strong>Carioca</strong>.</p>
<p>O surgimento desta variação do <em>espresso</em> tem uma razão científica: como um maravilhoso equipamento de avaliação sensorial, o ser humano tem sua sensibilidade (= acuidade) diretamente relacionada com a quantidade de sensores (sejam olfativos, sejam gustativos) que vem de &#8220;fábrica&#8221;. É por isso que ninguém tem uma língua idêntica, assim como acontece com a íris e as impressões digitais.</p>
<p>Estatísticamente, <strong>25%</strong> da população humana tem uma alta densidade de papilas gustativas (independente de sua, digamos, &#8220;configuração de fábrica&#8221;), ficando acima da média (mais do que <strong>40 papilas fungiformes</strong> por unidade de área). Muito dessas pessoas, devido à essa grande sensibilidade, acabam se tornando profissionais de degustação das mais diferentes áreas.</p>
<p>Metade da população tem uma quantidade de papilas que permite reconhecer e quantificar a intensidade de diversos estímulos gustativos. É o pessoal que &#8220;salva&#8221; a indústria de alimentos e bebidas, pois identificam produtos de diferentes empresas!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Americano_d.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Americano_d.JPG',900,675,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1201_Americano_d.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="187" /></a>Finalmente, os <strong>25%</strong> restante tem uma densidade baixa de papilas fungiformes, que não se importam tanto com o que bebem ou comem, ou necessitam de produtos mais concentrados para perceber as diferenças sensoriais.</p>
<p>Por outro lado, conforme envelhecemos, a quantidade de nossos sensores gustativos e olfativos diminuem devido à menor capacidade de reposição que o nosso corpo apresenta com o tempo. Se cuidados não forem tomados desde cedo, podemos chegar à idade avançada sem a maravilhosa capacidade de sentir as sutilezas dos aromas e sabores, a não ser que tudo esteja mais concentrado. É comum observarmos que as pessoas com mais idade começam a preferir alimentos e bebidas com mais intensidade de aromas e sabores.</p>
<p>Fora a Itália, onde o <em>espresso</em> faz parte da cultura no consumo do café, nos outros países há uma tendência deste serviço corresponder entre 8% e 12% do total (há um interessante estudo feito pela NCA e sua congênere européia sobre este assunto).</p>
<p>Não é da natureza humana consumir alimentos e bebidas muito concentradas. Observe a crescente oferta de produtos que são versões menos concentradas das originais.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Americano_c.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Americano_c.JPG',800,600,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1201_Americano_c.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="187" /></a>Observe esta foto de um porta-filtro aberto (= <strong>Naked Porta Filter</strong>).</p>
<p>As gotas parecem mais diluidas, com aspecto mais aguado em relação à foto ao alto, que é de um típico <em>espresso</em> (e que belo tigrado, não?!). Esta extração foi feita na <strong>Slayer</strong> do <strong>Ateliê do Grão</strong>, de Goiânia, GO, que permite prolongar a pré-infusão como você preferir. Por sugestão do <em>Companheiro de Viagem</em> <strong>Rodrigo Menezes</strong>, fizemos experiências com o tempo de pré infusão e a compactação do pó no porta filtro. Detalhe, o moinho empregado foi o Versalab, que possui um sistema de moagem sequencial com diferentes modalidades (primeiro mós cônicas, depois, mós planas ou discos), que possibilita um perfil de granulometria bastante distinto dos moinhos normais.</p>
<p>Compactado, o resultado, ao se lançar mão de grãos do fantástico <strong>Lote #66</strong> da <strong>Fazenda Chapadão de Ferro</strong>, de <strong>Ruvaldo Delarisse</strong>, finalista do <strong>Concurso de Qualidade de Café de Minas Gerais 2011</strong>,  é um <em>espresso</em> simplesmente esplêndido!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Americano_b.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Americano_b.jpg',576,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1201_Americano_b.jpg" class="alignleft" alt="" width="187" height="250" /></a>Na preparação de um Americano (ou seria um Carioca?!) não há necessidade de ser feita a compactação. Manteve-se apenas a dose de pó moído no porta filtro. A infusão foi longa, seguida da extração propriamente dita.</p>
<p>O resultado: um espresso ao estilo <strong><em>American</em> Americano</strong> ou <strong><em>Brasileiro</em> Carioca</strong>!</p>
<p>A bebida lembra o que se obtem numa French Press, pois a presença dos óleos fica bem caracterizada, apesar de ainda estar relativamente concentrada. Vale a experiência.</p>
<p>E um recado final: não se acanhe, peça sempre o café na forma que você gosta mais. Gosto é opção pessoal e, como foi explicado, cada pessoa tem uma percepção diferente!</p>
<p>Mas, não deixe de experimentar, sempre. Nunca é demais procurar desvendar o maravilhoso mundos dos aromas e sabores!</p>
<p>É possível julgar um serviço ou uma bebida somente a partir depois de adquirir um bom conjunto de experiências. Experimentar, aprender, comparar e se deliciar.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Por que Blend? &#8211; 3</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jan 2012 01:59:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[E qual seria a lógica para se fazer um Blend? Podemos dizer que existem dois caminhos distintos: um é o que norteia a elaboração de um produto para a grande massa consumidora, e outro, mais elaborado, privilegia sutilezas. O mercado de Cafés Especiais (= Alta Qualidade Sensorial) é estimado entre 4% a 5% do mercado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E qual seria a lógica para se fazer um <em><strong>Blend</strong></em>?</p>
<p>Podemos dizer que existem dois caminhos distintos: um é o que norteia a elaboração de um produto para a grande massa consumidora, e outro, mais elaborado, privilegia sutilezas.</p>
<p>O mercado de <strong>Cafés Especiais</strong> (= Alta Qualidade Sensorial) é estimado entre 4% a 5% do mercado global de café, que é da ordem de 145 milhões de sacas de 60 kg (de café cru), que, estatísticamente, corresponde à média de produção desse padrão de produto inclusive  nas fazendas de café. Portanto, 95% do volume de café que está no mercado consumidor é de cafés de preços mais competitivos, das grandes indústrias de torrefação e que tem distribuição feita principalmente nas grandes redes de varejo.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Blends3_e.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Blends3_e.jpg',450,600,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1201_Blends3_e.jpg" class="alignleft" alt="" width="187" height="250" /></a> Nos países do Norte é comum você encontrar o &#8220;Morning Blend&#8221; ou o &#8220;House Blend&#8221;. O que caracterizaria cada um?</p>
<p>O café é uma bebida que provoca percepções como <strong>Acidez</strong>, <strong>Doçura</strong>, <strong>Corpo</strong> (que é diretamente relacionado com a Doçura) e <strong>Amargor</strong> (exclusivamente devido à presença da cafeína e outros companheiros clorogênicos). Vamos partir do princípio que estamos falando de cafés honestos, com o mínimo de adstringência, que é o famoso repuxamento da mucosa da boca com sensação de secura, e total ausência de problemas graves de bebida. Num café desta categoria percebemos de forma intensa os três primeiros atributos, enquanto que o Amargor somente surge em destaque caso os anteriores estejam em muito menor proporção.</p>
<p>Com base nessas percepções, a estrutura básica de um <em>Blend</em> contém um <strong>Café de Base</strong>, que deve ser limpo (sem defeitos de bebida), de bom nível de doçura e pouca acidez, um <strong>Café para Ajustar Acidez</strong> (ou Modulador de Acidez) e um terceiro café, que seria o &#8220;tempero&#8221; para dar, digamos, um toque especial como uma nota floral ou frutada. Em geral, o <em><strong>Morning Blend</strong></em>, como o próprio nome diz, indicado para começar o dia, tem um perfil sensorial ligeiro, bem esperto, como deve ser um café para ligeiramente chacoalhar nosso espírito e torná-lo pronto para mais um dia de labuta.</p>
<p>Fica claro que com as inúmeras origens de café e as possibilidades de composição, mesmo como o de um bem básico <strong><em>Morning Blend</em></strong>, a quantidade de produtos se torna grandiosamente incontável!</p>
<p>Tecnicamente o que diferencia um Café Especial de um Café Comum está no nível de qualidade. Quanto mais livre de defeitos de bebidas, tanto mais nítidas as notas de Aroma e Sabor se tornam. Seria, comparando, como ter um vidro limpo e outro embaçado. Você enxerga com nitidez se não houver sujeiras ou vapor embaçando a transparência do vidro; quanto mais limpo, mais nítido fica o que se observa do outro lado!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Blends3_a.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Blends3_a.JPG',1024,720,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1201_Blends3_a.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="175" /></a>Neste segmento, são empregados cafés de excelente qualidade com atributos sensoriais muito bem definidos (ah, nada como ficar livre da &#8220;visão embaçada&#8221;&#8230;!) e apesar de se utilizar da mesma lógica para produzir os <em>Blends</em> de preços mais competitivos, os resultados podem ser simplesmente fantásticos. Na foto ao lado temos um <em>Blend</em> do dinamarquês <strong>Coffee Collective</strong>: 50% <strong>Daterra</strong>, Cerrado Mineiro, <strong>Brasil</strong>; 25% <strong>Finca Vista Hermosa</strong>, <strong>Guatemala</strong>; 25% <strong>Adado</strong> Yirgacheffee, <strong>Ethiopia</strong>.</p>
<p>Observe que o brasileiro Daterra produzido no Cerrado Mineiro corresponde a metade da composição. Cafés do Cerrado Mineiro tem como característica básica a delicada acidez, muitas vezes suplantada pela doçura devida a uma correta colheita de frutos maduros. Como disse antes, é a base do <em>Blend</em>! Acidez discreta, de sabor limpo (= sem defeitos de bebida) e boa doçura que, por conseguinte, leva a uma bebida encorpada. Base sempre tem maior participação.</p>
<p>A função do etíope Adado, da mítica Yirgacheffee, é a de modular a acidez do <em>Blend</em>, uma vez que esses cafés tem grande acidez <strong>Cítrica</strong> por vezes combinada com a do <strong>Ácido Fosfórico</strong>. Finalmente, o guatemalteco Finca Vista Hermosa com suas notas minerais e intenso floral dá o toque de elegante exuberância à bebida.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Blends2_malbec.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Blends2_malbec.jpg',576,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1201_Blends2_malbec.jpg" class="alignleft" alt="" width="187" height="250" /></a> Veja que interessante o rótulo deste vinho argentino, o <strong>Gestos 2008</strong> da <strong>Finca Flichman</strong>.</p>
<p>É corte de mesma uva, a simbólica Malbec, originada em duas regiões diferentes: uma a 1.100 m de altitude e outra a 700 m. Solos, climas e, portanto, respostas diferentes (sim, os territórios são diferentes!). Enquanto uma parte dá brilho pela acidez, outra confere corpo pela maior doçura.</p>
<p>No café também existem <em>Blends</em> elaborados dessa mesma forma, quando são utilizadas sementes de mesma variedade, mas de diferentes origens. O resultado pode ser muito bacana!</p>
<p>O fundamento ao se criar um <em>Blend</em> é um só: EQUILÍBRIO!</p>
<p>Nunca uma acidez excessiva, que pode se tornar torturante num <em>espresso</em>, por melhores que tenham sido avaliada sensorialmente cada fração!</p>
<p>O importante é que tudo fique em seu devido lugar, como um competente time de futebol cheio de gênios da bola&#8230;</p>
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		<title>Por que Blend? &#8211; 2</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Jan 2012 01:38:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Blend significa Mistura. Em espanhol é Mescla. Não vivemos num mundo monocromático. Ainda bem! A sensação mais estimulada sem dúvida é a visual, certamente como uma obra divina, pois o homem naturalmente busca um sentido estético em tudo. Observe este belo conjunto de sushis executado pelo sempre inspirado e rigoroso Companheiro de Viagem Cristiano Machado do Bonsai. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Blend</strong> significa<strong> Mistura</strong>. Em espanhol é <strong>Mescla</strong>.</p>
<p>Não vivemos num mundo monocromático. Ainda bem!</p>
<p>A sensação mais estimulada sem dúvida é a visual, certamente como uma obra divina, pois o homem naturalmente busca um sentido estético em tudo.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Blends2_sushi_1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Blends2_sushi_1.jpg',800,562,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1201_Blends2_sushi_1.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="175" /></a>Observe este belo conjunto de sushis executado pelo sempre inspirado e rigoroso <em>Companheiro de Viagem</em> <strong>Cristiano Machado</strong> do <strong>Bonsai</strong>. Observe como a montagem com as fatias de salmão foi feita de tal forma para criar um belo efeito de linhas convergentes. Os niguirizushis de salmão ficaram centrados em relação aos de camarão e da tilápia, ambos de coloração menos exuberante, fazendo um cativante ton-sur-ton.  Entremear os sushis com a salsinha japonesa de intenso verde faz o contraste perfeito, quando são empregadas cores complementares, caso do vermelho e do verde. Essa mescla de cores dá ao prato irresistível visual, fazendo-nos ávidos para o ataque&#8230;</p>
<p>Este é um outro prato que considero indispensável! Pedida obrigatória!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Blends2_bruschetta_1.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Blends2_bruschetta_1.JPG',800,559,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1201_Blends2_bruschetta_1.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="174" /></a>Criado pelo <em>Chef</em> <strong>Rodrigo de Oliveira</strong>, do <strong>Mocotó</strong>, é a Bruschetta Nordestina. Note que o apelo visual ficou muito mais para o jogo de cores do prato onde é servida e o guardanapo avermelhado (novamente um jogo de cores complementares!) do que dos componentes da bruschetta em si, uma vez que vai ao forno. Aqui a estética predominante é a do <strong>Gosto</strong>, principalmente se forem levados em consideração os ingredientes, que tem na carne seca o ponto de referência, muito bem secundada por uma profusão de temperos clássicos do Brasil como a cebola, a cebolinha e salsinha. A carne seca é o sabor de maior força, mas o uso deste conjunto conhecido por Cheiro Verde quebra o tom pesado e de toque gorduroso com seus aromas espertos, delicadamente medicinais e refrescantes. É um interessante resultado da busca do equilíbrio de sabores. Boa mescla, não?!</p>
<p>Agora, preste bem atenção nesta foto.</p>
<p>Certamente você vai pensar: mas que composição mais sem graça! Tão diferente dos sushis&#8230;</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Blends2_chaNatal.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Blends2_chaNatal.jpg',900,675,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1201_Blends2_chaNatal.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="187" /></a>No entanto, há uma forte razão: fizemos uma rota iniciando por algo com grande peso visual ante o do Paladar; depois passamos para a bruschetta, que começa a ter predominância das coisas do Olfato e do Paladar, ficando o visual mais para os adereços; finalmente, algo essencialmente para o Olfato e Paladar. Esta é uma magistral mistura de vários ingredientes, o maravilhoso <strong>Blend de Natal</strong> que <strong>A Loja do Chá &#8211; Tee Gschwendener</strong> trouxe para o Natal 2011 pelas mãos da grande amiga e <em>Companheira de Viagem</em> <strong>Carla Saueressig</strong>, a &#8220;Tea óloga&#8221; do Brasil. É uma profusão de aromas e sabores florais como do hibiscus e calêndulas, e frutados como da maçã e manga, além de especiarias como o cravo-da-índia e cardamomo e inesperadas amêndoas!</p>
<p>Ao se fazer a infusão, um mágico aroma toma conta do local, começando com as notas florais e de frutas como a maçã e limão, seguidas das outras frutas e especiarias. O toque especial, como mencionei, fica com as amêndoas que dão um toque adocicado, lembrando algo muito aconchegante&#8230; como deve ser o ambiente no Natal! (aqui cabe uma observação: essas são sensações de um Natal típico do Hemisfério Norte, quando o cortante frio é posto de lado com chás inebriantes como este).</p>
<p>É importante observar que uma boa composição tem como objetivo o Equilíbrio entre os vários aspectos do Sabor, resultando num conjunto harmonioso. Enquanto a Estética Visual para alguns pratos (e, naturalmente, levando-se em conta a cultura de cada povo) tem grande peso, para as coisas de se beber o que predomina é a Estética do Gosto e do Aroma.</p>
<p>De qualquer forma, <strong>sempre</strong> os <strong>esforços</strong> são centrados na <strong>busca do equilíbrio</strong> dos atributos sensoriais.</p>
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		<title>Por que Blend? &#8211; 1</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 01:48:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cada boca, uma sentença! Já ouviu algo assim? Na verdade, o ser humano é sempre único, quero dizer, se não existem duas pessoas iguais (nem mesmo os gêmeos univitelíneos!), muito menos duas pessoas terão exatamente as mesmas percepções. Cada órgão do nosso corpo tem, digamos, uma capacidade operacional como ouvidos mais sensíveis ou um nariz [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Cada boca, uma sentença!</strong></p>
<p>Já ouviu algo assim?</p>
<p>Na verdade, o ser humano é sempre único, quero dizer, se não existem duas pessoas iguais (nem mesmo os gêmeos univitelíneos!), muito menos duas pessoas terão exatamente as mesmas percepções. Cada órgão do nosso corpo tem, digamos, uma capacidade operacional como ouvidos mais sensíveis ou um nariz extremamente bem equipado com  milhares de sensores olfativos. Porém, tudo isso só será bem empregado desde que haja uma &#8220;central&#8221; de grande desempenho para processar informações e correlacionar com diversas experiências para, então, chegar a uma dedução de bom senso.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Blends1_c.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Blends1_c.jpg',471,600,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1201_Blends1_c.jpg" class="alignleft" alt="" width="196" height="250" /></a> Imagine que você está numa cafeteria muito bacana, belo ambiente e, então, é hora de pedir um café. Você dá uma olhada na carta de cafés e decide pedir um coado do <strong>Blend da Semana</strong>.</p>
<p>Hum&#8230; e o que seria, afinal o Blend da Semana?</p>
<p>Algumas casas são altamente didáticas e procuram explicar ao consumidor &#8220;Louco por Café&#8221; como foi que chegaram ao Blend da Semana que está sendo servido. Você pode pensar: &#8220;Puxa, estou no Brasil, não tenho a possibilidade de encontrar um café produzido em Limu, na Ethiopia, ou mesmo um sempre instigante Guatemala de Hue Huetenango.&#8221;</p>
<p>Não tenha essa preocupação, até porque se você chegou a este ponto certamente já é sabedor de que o Brasil tem origens de café que se esparramam do Ceará ao Paraná e, portanto, podem ser encontrados cafés com uma riqueza impressionante de aromas e sabores com um punhado de países do Hemisfério Norte!</p>
<p>Numa descrição sensorial do café pode haver uma referência à sua acidez (alta ou muito discreta), encorpado (muito ou nem tanto) e a alguma nota de aroma que remete a algo bem conhecido uma flor ou uma fruta seca como nozes. Observe que, no fundo, muito da descrição será percebido por você desde que uma experiência semelhante tenha sido vivenciada. Só podemos descrever uma sensação depois de sentí-la!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Blends1_a.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Blends1_a.JPG',768,1024,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1201_Blends1_a.JPG" class="alignleft" alt="" width="187" height="250" /></a>  A partir da descrição, uma expectativa é criada. &#8220;Será esse Blend da Semana tudo isso que escreveram?&#8221;</p>
<p>Chega o tão esperado café!</p>
<p>Perfumado, de aroma intenso&#8230; seria floral ou uma fruta? O<strong> risco</strong> de se <strong>somatizar</strong> a percepção de uma dada nota aromática é muito grande após saber qual é a descrição sensorial, principalmente quando a experiência em desvendar aromas e sabores é pequena e a insegurança que o pouco conhecimento provoca é muito grande. Indução quase que inevitável.</p>
<p>Para superar essas barreiras, experimente! Muito! Sempre! Tudo!</p>
<p>Voltando ao Blend da Semana&#8230; para os Iniciantes, é desejável que seja bem fácil e agradável de beber. &#8220;Fácil&#8221; é um termo que usamos para cafés com bebida, digamos, descomplicada, ou seja, com menor quantidade de informações sensoriais, centradas em sabores mais comuns. Um exemplo: uma bebida que tenha o clássico aroma com notas a caramelo, de boa intensidade; na boca a primeira coisa que se percebe é uma boa doçura, que revela a presença de boa quantidade de açúcares e, portanto, de que os grãos são de frutas colhidas maduras, como se deve! Pode haver um elegante toque cítrico devido a uma acidez de intensidade suficiente para, também, &#8220;quebrar&#8221; as notas &#8220;melosas&#8221; de caramelo.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Blends1_b.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1201_Blends1_b.JPG',800,600,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1201_Blends1_b.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="187" /></a>De forma simplificada, ao se pensar num Blend (sim, o que fazemos é <strong>Blend Design</strong>) a primeira questão é saber quem vai beber (será um iniciante ou iniciado?), como vai beber(ah&#8230; qual o melhor preparo?) quando (hum&#8230; pela manhã algumas pessoas gostam de sabores ligeiros, espertos, enquanto que à tarde algo mais repousante, caminhando para o relaxamento). Nem sempre um único lote de café produzido numa fazenda específica apresenta um leque extenso de informações sensoriais. É quando se torna necessário combinar diferentes lotes produzidos em diferentes fazendas de localidades distintas.</p>
<p>Um café produzido em região montanhosa tem uma tendência a apresentar maior acidez, enquanto que um produtor se especializou em produzir Naturais que carregam deliciosas notas que lembram frutas como o pêssego. Por outro lado, combinar diferentes variedades pode resultar em cafés de maior complexidade, isto é, que trazem muitas informações sensoriais, o que  é ótimo para testar a evolução de sua capacidade de degustar!</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Variações Sobre a Aeropress: Filtros</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Jan 2012 17:12:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Comentei recentemente que recebi do Companheiro de Viagem Rodrigo Ramos do Ateliê do Grão uma peça do filtro Able para Aeropress. Só para refrescar a memória, o Able é um filtro confeccionado nos Estados Unidos, feito em aço inoxidável com furos com primorosa distribuição nanometricamente feitos a laser. Ele pode substituir o tradicional filtro de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Comentei recentemente que recebi do <em>Companheiro de Viagem</em> <strong>Rodrigo Ramos</strong> do <strong>Ateliê do Grão</strong> uma peça do filtro <strong>Able</strong> para <strong>Aeropress</strong>.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_able.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_able.JPG',802,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1112_able.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="239" /></a>Só para refrescar a memória, o Able é um filtro confeccionado nos Estados Unidos, feito em aço inoxidável com furos com primorosa distribuição nanometricamente feitos a laser. Ele pode substituir o tradicional filtro de papel da Aeropress. Diria que é um &#8220;app&#8221; para esse sistema&#8230;</p>
<p>Ter pessoas, aqui basicamente <em><strong>geeks cafeinados</strong></em>, dispostos a criar variações na manipulação ou mesmo no modo de funcionamento de aparelhos já comuns ao mercado é um claro sinal de maturidade desse mercado (é quando correm conhecimento e informação suficiente para que a barra de exigência comece a subir) juntamente com um bem delineado <strong>espírito de devoção</strong>. É assim mesmo: o povo do café gosta de comentar que o café é paixão, é devoção, que provoca um friozinho na espinha (ou abaixo da barriga!) todas as vezes que uma novidade chega ou uma boa discussão começa.</p>
<p>Quando a Aeropress foi lançada, o seu mecanismo tinha como objetivo permitir variar o tempo de contato da água com o pó do café. E observe que ainda existe uma outra variável, que é o perfil granulométrico da moagem.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_aeropress_1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_aeropress_1.jpg',644,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1112_aeropress_1.jpg" class="alignleft" alt="" width="209" height="250" /></a>Raciocine comigo: desde que a moagem tenha um determinado perfil, o tempo de contato das partículas com a água irá determinar o que será extraído. Mas, você pode &#8220;turbinar&#8221; esse processo ao fazer uma boa agitação da solução antes da filtragem, uma vez que uma espátula faz parte do conjunto Aeropress.</p>
<p>Pergunta: por que fazer a agitação?</p>
<p>Depende (este é sempre meu tradicional início de resposta&#8230;): vale sempre recordar que a preparar o café bebida é um processo denominado extração e que o que será extraído tem relação direta com a sua facilidade de se combinar com a água, que, no caso, é quem promove a retirada das substâncias das partículas do grão torrado e moído. O vigor e o tempo de agitação também tem relação direta com a eficiência da extração, ou seja, quanto mais intensa e longamente você fizer isso, mais substâncias serão extraídas. É quando se entra no campo das opções pessoais.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_Aeroable_filtros.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_Aeroable_filtros.JPG',900,613,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1112_Aeroable_filtros.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="170" /></a>O filtro de papel funciona exatamente como num processo tradicional de coado, sendo a única diferença a pressão que você irá exercer no êmbolo para diminuir o tempo de extração. O fato de reter as partículas oleosas faz com que a bebida resultante se apresente menos oleosa como se percebe, por exemplo, quando o café é preparado numa <em>French Press</em> ou mesmo no <em>Espresso</em>.</p>
<p>Algumas pessoas se referem a essa sensação <strong>&#8220;mais para água&#8221;</strong> do que <strong>&#8220;mais para óleo&#8221;</strong> na boca como &#8220;bebida limpa&#8221;. Isso induz a um erro clássico, pois café com <strong>Bebida Limpa</strong> (<strong><em>Clean</em></strong>) significa que não apresenta defeitos de bebida como a sempre desagradável adstringência de imaturos e verdes, além de contaminações como terra, por exemplo.</p>
<p>Ao se usar o filtro Able, o resultado já se aproxima daquele obtido numa <em>French Press</em> ou num <em>Espresso <strong>Americano</strong></em> (ou <em><strong>Carioca</strong></em>, como é pedido aqui no Brasil). Os furos, apesar de minúsculos, permitem a passagem de um pouco de micro partículas de café moído, além do óleo (ah, o óleo&#8230;.).</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_Aeroable.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_Aeroable.jpg',1024,719,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1112_Aeroable.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="175" /></a>E qual seria o veredito?</p>
<p>Afinal, quem tem melhor desempenho: Able ou o Papel?</p>
<p>Na verdade, os resultados são muito distintos e acredito que a escolha deve atender o que cada <strong>Cafemaníaco</strong> prefere!</p>
<p>Mas, posso dar algumas sugestões: cafés mais delicados, repletos de notas florais e frutados rápidos, acabam ficando melhor se você usar o filtro de papel. Isso acontece porque estas notas em sua grande maioria são de substâncias que se combinam muito bem com a água, ou seja, longe de óleos as xícaras ficam muito bacanas!</p>
<p>Por outro lado, grãos que tenham poucas notas florais, mas muito mais para coisas do Caramelo e do Chocolate, principalmente este último que tem pacto com gorduras, ficam melhores com o Able. Um quase Espresso, mais diluído, mas com um fino toque oleoso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Concurso NACIONAL: O Campeão dos Campeões da Safra 2011</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Dec 2011 21:25:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O meses de Outubro, Novembro e Dezembro de cada ano são reservados para os concursos de qualidade da safra corrente dos Cafés do Brasil. Veja como pululam concursos por todo o Brasil nessa época pelo noticiário! Os concursos de qualidade tem o inegável efeito de incentivar os produtores a se aprimorarem nos cuidados com as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O meses de Outubro, Novembro e Dezembro de cada ano são reservados para os concursos de qualidade da safra corrente dos <strong>Cafés do Brasil</strong>. Veja como pululam concursos por todo o Brasil nessa época pelo noticiário!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_mapa_regioes_produtoras.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_mapa_regioes_produtoras.jpg',1755,1241,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/mapa_regioes_produtoras.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="176" /></a>Os concursos de qualidade tem o inegável efeito de incentivar os produtores a se aprimorarem nos cuidados com as frutas do cafeeiro durante a sua colheita e secagem. Como já é sabido, a Natureza faz a parte dela, num firme contrato de longo prazo com o produtor, fazendo chover ou esparramando a luz do sol quando é preciso (tudo bem, nem sempre as atividades dessa grande sócia acontecem como o outro gostaria&#8230;), cabendo a este chegar em grãos corretamente secos e selecionados para continuarem a jornada até a xícara de um ávido consumidor.</p>
<p>O <strong>Concurso Nacional ABIC</strong>, promovido pela Associação Brasileira da Indústria do Café, tem a oportunidade de reunir todos os lotes de café campeões em seus Estados, tanto na categoria Natural quanto na de Cereja Descascado (CD). Veja como este é um processo fantástico e altíssima capacidade de inclusão!</p>
<p>Numa primeira etapa, acontecem diversos certames regionais (por exemplo, 4  em São Paulo e 4 em Minas Gerais, este certamente um dos maiores do mundo do café, que neste ano teve mais de 1.300 participantes!). As etapas regionais tem importante papel de promover a participação de todos os cafeicultores, uma vez que as empresas dos governos estaduais de extensão rural coordenam esse impressionante trabalho de alta capilaridade.</p>
<p>Os finalistas de cada certame regional seguem para a grande final estadual, que em 2011 ocorreu no Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia. Eleitos os campeões, estes competem no Concurso Nacional ABIC, que é o Concurso dos Campeões Estaduais!</p>
<p>Sem dúvida, o melhor dos Cafés do Brasil se encontram nesta grande final. Tive a oportunidade de uma vez mais coordenar esse Concurso dos Campeões e gostaria de compartilhar os resultados com vocês através dos <strong>SensoGRAPHICs</strong>.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_NACIONAL_CD01.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_NACIONAL_CD01.jpg',1577,1126,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1112_NACIONAL_CD01.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="178" /></a>Este foi o lote vencedor e, portanto, o <strong>Campeão dos Campeões</strong>.</p>
<p>Excelente café. Observe que a roda central, que engloba <strong>Nozes/Caramelos/Chocolates</strong> está toda preenchida. Isto é um indicador importantíssimo de que as frutas foram colhidas maduras e que a torra empregada fez expressar todo o potencial do café. O que mais impressiona neste lote é sua grande, até estúpida, doçura. Coisa típica da variedade Obatan quando cultivada em áreas de grande latitude. E a combinação de notas de Caramelo com as de Chocolate levam a um terceiro elemento muito apreciado: a manteiga, que foi observada na caracterização do corpo.</p>
<p>No entanto, gostaria que vocês prestassem atenção neste outro lote, que ficou por centésimos na segunda colocação.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_NACIONAL_CD02.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_NACIONAL_CD02.jpg',1280,918,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1112_NACIONAL_CD02.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="179" /></a>Ele tem uma complexidade desconcertantemente maravilhosa, apesar de originado de um prosaico <strong>Catuaí</strong>! (Aha!, mais uma prova de que todas as variedades podem se expressar de forma exuberante se estiverem plantadas em locais apropriados.)</p>
<p>OK, agora posso manifestar minha preferência&#8230; e este foi o meu escolhido. Observe que a roda central, a das <strong>Nozes/Caramelos/Chocolates</strong> também está toda preenchida. E a primeira, com as notas <strong>Herbal/Florais/Frutas Cítrica/Frutas Tropicais-Amarelas/Frutas Vermelhas</strong>  só não preencheu este último campo! Portanto, os diferentes tipos de grupos de aromas/sabores se manifestaram como raramente acontece.</p>
<p>Essa complexidade pode assustar a princípio aos não iniciados, mas em geral, as pessoas se acostumam rapidinho com coisas tão boas quanto este café&#8230;</p>
<p>Finalmente, o <strong>Campeão</strong> entre os <strong>Naturais</strong>.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_NACIONAL_Natural01.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_NACIONAL_Natural01.jpg',1280,912,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1112_NACIONAL_Natural01.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="178" /></a>De forma surpreendente, o lote <strong>Campeão de Minas Gerais</strong> na categoria Natural também venceu o Nacional. Digo surpreendente porque vem de uma região que tem maior aptidão climática, daí a sua fama, para a produção de excelentes lotes de Cereja Descascado: <strong>Região da Serra da Mantiqueira</strong>, mais precisamente de <strong>Carmo de Minas</strong>.</p>
<p>Sim, o clima durante a colheita nesta safra foi muito bom para a secagem das sementes, daí a bela oportunidade de se ter um lote daquela região montanhosa concorrendo entre Naturais produzidos, por exemplo, no Cerrado Mineiro.</p>
<p>Como inovação da ABIC, os lotes estiveram à disposição de compradores Pessoa Física, ou seja, os <strong><em>Coffee Geeks</em></strong> ou <strong><em>Loucos por Café</em></strong> tiveram a abertura para comprarem ao menos uma saca de um desses incríveis lotes de <strong>Cafés Campeões do Brasil</strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Rito de Passagem</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Dec 2011 16:12:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[2011]]></category>
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		<description><![CDATA[Finalzinho do ano&#8230; que passou mais rápido que um corisco! 2011 foi extraordinário em acontecimentos e as boas coisas de beber e comer ganharam muito destaque! Desejo a todos os Companheiros de Viagens, alguns de incontáveis, outros começando conosco, que 2012 seja um ano pleno de Luz, Equilíbrio e Realizações. Ah, e com muitas e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Finalzinho do ano&#8230; que passou mais rápido que um corisco!</p>
<p>2011 foi extraordinário em acontecimentos e as boas coisas de beber e comer ganharam muito destaque!</p>
<p>Desejo a todos os <strong>Companheiros de Viagens</strong>, alguns de incontáveis, outros começando conosco, que <strong>2012</strong> seja um ano pleno de <strong>Luz</strong>, <strong>Equilíbrio</strong> e <strong>Realizações</strong>.</p>
<p>Ah, e com muitas e muitas excelentes xícaras de café!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_Rito_de_Passagem.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_Rito_de_Passagem.jpg',1200,899,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1112_Rito_de_Passagem.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="187" /></a></p>
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		<title>Contra Comida Gorda, Alcachofra ou Café!</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Dec 2011 02:00:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bebida]]></category>
		<category><![CDATA[Ciencia]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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		<category><![CDATA[Ácido Quínico]]></category>
		<category><![CDATA[Ácidos Clorogênicos]]></category>
		<category><![CDATA[Alcachofra]]></category>
		<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Café]]></category>
		<category><![CDATA[Cynar]]></category>

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		<description><![CDATA[Pessoas com mais de 40 anos já ouviram de alguém da família que para ajudar o fígado a trabalhar bem após um desvario gastronômico, principalmente de pratos muito gordurosos, beber uma dose de Cynar, uma bebida feita a base de alcachofra (Cynara scolymus), era um santo remédio! As pétalas da alcachofra (sim, a alcachofra é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pessoas com mais de 40 anos já ouviram de alguém da família que para ajudar o fígado a trabalhar bem após um desvario gastronômico, principalmente de pratos muito gordurosos, beber uma dose de <strong>Cynar</strong>, uma bebida feita a base de alcachofra (<em><strong>Cynara scolymus</strong></em>), era um santo remédio!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_Saude_mini.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_Saude_mini.jpg',771,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1112_Saude_mini.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="249" /></a>As pétalas da alcachofra (sim, a alcachofra é um flor!) contém diversas substâncias que possuem ação <strong>colagoga</strong>, isto é, que estimula a secreção da bile pela vesícula biliar, e também, ação <strong>colerética</strong>, que é o feito pelo fígado. O componente mais destacado que tem essa função é o <strong>Ácido Cafeoilquínico</strong>, da família dos <strong>ácidos clorogênicos</strong>. Em determinadas condições esse ácido pode dar origem a outros dois, o <strong>Ácido Cafeico</strong> e o <strong>Quínico</strong>, presentes também (e como!) no café!</p>
<p>Portanto, depois de uma refeição p&#8217;ra lá de gordurosa, como uma tradicional feijoada de sábado, nada melhor que um excelente café, que, além de fechar com muito sabor sua comilança, vai ajudar sua digestão!</p>
<p>Fonte: KRAFT, K. &#8211; Artichoke leaf extract &#8211; recent findings reflecting effects on lipid metabolism, liver and gastrointestinal tracts. <em>Phytomedicine</em>. 1997, páginas 369-378.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Café &amp; Arte: Quando Ambos Fazem Nossa Praia&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Dec 2011 02:02:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bebida]]></category>
		<category><![CDATA[Cafeterias]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Gente]]></category>
		<category><![CDATA[Marketing]]></category>
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		<category><![CDATA[cafés especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Castigliani Cafés]]></category>
		<category><![CDATA[Curta Metragem]]></category>
		<category><![CDATA[Espresso]]></category>
		<category><![CDATA[Leonardo Lacca]]></category>
		<category><![CDATA[Praia]]></category>
		<category><![CDATA[Torra de Café]]></category>

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		<description><![CDATA[O café tem sido tema de muitas expressões artísticas, desde artes plásticas e musicais até cênicas há muitos anos. O estímulo que a cafeína provoca em boa parte foi responsável por tornar o café numa das bebidas preferidas pelos filósofos de plantão do Período Iluminista e dos escritores para que a inspiração viesse com maior [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O café tem sido tema de muitas expressões artísticas, desde artes plásticas e musicais até cênicas há muitos anos.</p>
<p>O estímulo que a cafeína provoca em boa parte foi responsável por tornar o café numa das bebidas preferidas pelos filósofos de plantão do Período Iluminista e dos escritores para que a inspiração viesse com maior intensidade, bem como dos cineastas e diretores de teatro, para manter a atenção e foco durante os trabalhos.</p>
<p>Sou fã de cinema, não importando se curta ou longa metragem, simplesmente o que me importa é que seja um bom cinema. Com isso quero dizer que gosto de ver boas estórias com uma linguagem que nos faça pensar ou no mínimo faça cócegas no cérebro, embalados por fotografia de &#8220;gente grande&#8221; e uma trilha sonora  que funcione como uma grande lupa, tornando o resultado grandioso.</p>
<p>Gostaria de comentar e compartilhar uma série que me cativou desde o primeiro momento. Muitas vezes, coisas muito boas ocorrem fora do Eixo Rio-São Paulo e isso é muito saudável, ainda mais num país de dimensões continentais como o nosso. A diversidade cultural é o bem mais precioso do Brasil.</p>
<p>Imagine uma cafeteria no Recife, PE, pleno Nordeste, e que tenha vocação para casa multicultural. Pois é, o <strong>Castigliani Cafés Especiais</strong> tem disso. Não falarei do seu serviço de café, pois não tive a oportunidade de experimentar ainda, mas sim do seu ousado projeto de curta metragens chamado <strong>Mundo Café</strong>, que tem direção de <strong>Leonardo Lacca</strong>.</p>
<p>Até o momento estão disponíveis 5 belos curta metragens, todos acessíveis no <em><strong>Youtube</strong></em>: <strong>Praia</strong>, <strong>Tinta</strong>, <strong>Affogatta</strong>, <strong>Caffè Mocha</strong> e <strong>Espresso Doppio</strong>.</p>
<p>Os três primeiros tem uma linha de ligação muito clara como fragmentos de um único roteiro, enquanto que <strong>Caffè Mocha</strong> e <strong>Espresso Doppio</strong> já possuem vôos independentes.</p>
<p>O episódio <strong>Praia</strong> é construído a partir da conexão de sons e texturas entre a Torra e Preparo de Café e a Praia com sua Areia e Mar. Um roteiro inspiradamente genial!</p>
<p>Para mim, a melhor <em>sacada</em> sobre o preparo de café que já vi, assisti e ouvi em minha vida!</p>
<p><iframe width="500" height="281" src="http://www.youtube.com/embed/aGqRZarx7gY?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Outro episódio que considero também uma pequena obra prima é o terceiro, <strong>Affogatta</strong>. Sim, no feminino!</p>
<p>Tem uma forte ligação com o segundo episódio, <strong>Tinta</strong>, e o uso de uma banheira como uma xícara de café (ou seria justamente o inverso, uma enorme xícara de café sendo usada como uma banheira?!) também se revelou outro lampejo de grande inspiração.</p>
<p>Assista e confira porque este serviço está no feminino&#8230;</p>
<p><iframe width="500" height="281" src="http://www.youtube.com/embed/pnfpn7I5WMQ?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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