Que o Lattè Art é um dos fundamentos do novo mercado de café que mais atrai o consumidor, isso não há dúvida!
Dois são os principais componentes para uma bela obra: o café e o leite.
A escolha do blend é fundamental para que determinadas características possam ser surgir no momento da degustação, porém, para a execução do Lattè Art o aspecto frescor de uma boa torra é o determinante.
O resfriamento dos grãos de café até a temperatura ambiente, após sair do torrador, não pára totalmente as reações de pirólise (piros = fogo, calor; lise = quebra). Estas reações são as que transformam, por exemplo, as moléculas de açúcares em água e gás carbônico, que é quando se observa a formação de uma fumaça mais espessa e ouvem-se os famosos “pops” devido à evaporação da água.
Uma vez resfriados, os grãos mantém as reações numa velocidade muito baixa até que gradativamente se finalizam. Daí para frente, a conservação é importante para se evitar a sua oxidação.
A oxidação, que é a reação do oxigênio do ar com os óleos do café, que ficam mais expostos após o processo de torração, caso ocorra não permite a formação adequada do creme, resultando num espresso chinfrim que rapidamente revela a cor negra.
Portanto, espressos sem creme ou cuja camada cremosa abre-se rapidamente pode ter como uma das causas grãos oxidados, que não tiveram uma boa conservação em embalagem.
O outro caso é quando a compactação não foi correta, fazendo com que a extração seja muito rápida.
Esses são indicativos interessantes para verificar a habilidade do barista.
O leite tem de ser “gordo”, com toda a gordura possível!
Ao ser vaporizado, o leite com bom teor de gordura incorpora o ar, formando um consistente “colchão” branco.
Quanto melhor a qualidade do leite e, naturalmente, da técnica de vaporização do barista, mais consistente se revelará o leite vaporizado.
Observe nesta sequência com o barista norte-americano Shawn como tanto o espresso quanto o leite vaporizado estão perfeitos!
Daí, é só se deliciar…











