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	<title>The Coffee Traveler &#187; arte</title>
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	<description>by Ensei Neto</description>
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		<title>Das mesmas mãos que colhem café – 2</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Mar 2009 00:04:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Continuando a comentar o tema &#8220;Arte &#38; Café &#38; Oportunidades&#8221;, há um outro caso que vale a pena ser apresentado. Apoiado pelo Café Cristina, cuja produção de café vem do pequeno município de Cristina, na Serra da Mantiqueira, MG, certamente, um dos locais mais privilegiados para a produção de excepcionais cafés de montanha, Daí a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Continuando a comentar o tema &#8220;Arte &amp; Café &amp; Oportunidades&#8221;, há um outro caso que vale a pena ser apresentado.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_Cristina_2.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_Cristina_2.jpg',506,675,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/Cristina_2.jpg" class="alignleft" alt="" width="224" height="300" /></a>Apoiado pelo <strong>Café Cristina</strong>, cuja produção de café vem do pequeno município de <strong>Cristina</strong>, na Serra da Mantiqueira, MG, certamente, um dos locais mais privilegiados para a produção de excepcionais <strong>cafés de montanha</strong>, Daí a razão para muitos cafés bem classificados nos diversos concursos de qualidade serem desta localidade.</p>
<p>A cafeicultura de montanha é obrigada a utilizar um modelo de produção onde tudo é feito de forma manual, pois os íngremes declives não permitem que tratores trafeguem pelas ruas de café sem o risco de tombarem. Portanto, a mecanização se torna inviável.</p>
<p>Com a necessidade de todas os chamados tratos culturais do café serem feitos exclusivamente pelas mãos, o número de trabalhadores nas propriedades acaba sendo bastante grande na média. Durante o período de colheita, há serviço para todos, inclusive para as mulheres, que acabam integrando o batalhão de colhedores de café para ajudar no orçamento doméstico.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_Cristina_1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_Cristina_1.jpg',506,675,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/Cristina_1.jpg" class="alignleft" alt="" width="224" height="300" /></a>O problema, conforme já mencionei no <em>post</em> anterior, surge no período fora da colheita.</p>
<p>Nesta iniciativa, o Café Cristina apoia o trabalho das artesãs, que utilizam-se de diversas técnicas para produzir artigos vendidos na cafeteria em Brasília, DF.</p>
<p>Aqui o barista Paulo mostra um belíssimo trabalho de bordado que já se tornou um dos mais vendidos. Encontrei outras peças como divertidas luvas forradas e charmosas almofadas. No geral, há uma grande riqueza nos padrões e técnicas, alguma com alto nível de elaboração.</p>
<p>Foram confecionados cartões para apresentar e divulgar esse rico artesanato, como pode ser visto na foto ao topo.</p>
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		<title>Das mesmas mãos que colhem café – 1</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Mar 2009 23:30:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há um quase silencioso movimento se instalando nas regiões produtoras de café. É, no entanto, diferente porque se trata de movimento que está trazendo à tona uma das expressões mais valiosas do ser humano: demonstrar seus sentimentos através da arte. Nas tradicionais regiões produtoras de Cafés do Brasil, como na Alta Mogiana e Sul de Minas, onde a cafeicultura se consolidou no início [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há um quase silencioso movimento se instalando nas regiões produtoras de café.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_Igarai_3.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_Igarai_3.jpg',675,506,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/Igarai_3.jpg" class="alignleft" alt="" width="300" height="224" /></a>É, no entanto, diferente porque se trata de movimento que está trazendo à tona uma das expressões mais valiosas do ser humano: demonstrar seus sentimentos através da arte.</p>
<p>Nas tradicionais regiões produtoras de Cafés do Brasil, como na Alta Mogiana e Sul de Minas, onde a cafeicultura se consolidou no início do século passado, o modelo de relação de trabalho existente envolve um conceito denominado <strong>Parceria</strong>. Este sistema basicamente consiste na divisão de responsabilidades e de produção, onde cabe ao <strong>parceiro</strong>, que normalmente mora com sua família na propriedade, fazer a parte operacional dos trabalhos como aplicação de adubos e defensivos, além da colheita e secagem quando da sua época, enquanto que o dono das terras deve suprir todas as necessidades de insumos para o bom trato da lavoura. Ao final da safra, quando custos e renda são apurados, é feita a divisão do bolo financeiro.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_Igarai_4.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_Igarai_4.jpg',675,506,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/Igarai_4.jpg" class="alignleft" alt="" width="300" height="224" /></a>Em alguns locais esse modelo é também denominado de &#8220;À Meia&#8221;, dando-se o nome de <strong>meeiro </strong>ao parceiro.</p>
<p>Em outras propriedades, há a clássica cultura de se oferecer residência às famílias dos funcionários, que contam com estrutura básica e até uma pequena área para horta, por exemplo. Conheço casos, como os da Da. Nazareth Pereira, matriarca da Fazenda Sertão, em Carmo de Minas, MG, que tem famílias com 3 gerações de funcionários morando na propriedade.</p>
<p>Uma das questões mais delicadas sempre foi a de como poderiam ser criadas diferentes oportunidades ao restante da família, pois muitas vezes é apenas o homem da casa que fica na lida da lavoura, enquanto que as mulheres eventualmente durante a colheita do café acabam tendo oportunidade de gerar mais renda para a família.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_Igarai_Silvia.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_Igarai_Silvia.jpg',506,675,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/Igarai_Silvia.jpg" class="alignleft" alt="" width="224" height="300" /></a>Uma iniciativa para dar novas oportunidades às famílias de trabalhadores do café surgiu em <strong>Igaraí</strong>, pequena cidade que fica próximo a Mococa, na região Mogiana, SP.</p>
<p>Este projeto, liderado por uma profissional com experiência em Recursos Humanos, começou com a capacitação das mulheres na arte do bordado com temas ligados à produção do café. Com os primeiros resultados, abriram-se novas perspectivas, estimulando ao aperfeiçoamento da arte, que pode ser vista nas fotos deste <em>post</em>.</p>
<p>Nesta foto vemos <strong>Silvia</strong>, uma das artesãs, posando orgulhosamente ao lado de seu trabalho exposto durante as competições do <strong>Campeonato Brasileiro Barista 2009</strong>, em São Paulo, SP.</p>
<p>Além da autoestima elevada, esse projeto leva a cultura do café para outras localidades e pessoas através do artesanato!</p>
<p>Para saber mais, você pode acessar o site <a href="http://www.cafeigarai.com.br">www.cafeigarai.com.br</a> .</p>
<p>Vale a pena conhecer.</p>
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