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	<title>The Coffee Traveler &#187; Cafés do Brasil</title>
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	<description>by Ensei Neto</description>
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		<title>Cup Shock: Cafés do Brasil são Surpreendentes!</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Feb 2012 02:35:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Você já assistiu ao filme Bottle Shock, que no Brasil saiu com o nome de O Julgamento de Paris? Lançado em 2010, este belo filme dirigido por Randall Miller conta a impensável história de um sommelier britânico radicado em Paris que resolve agitar o mundo dos vinhos ao viajar à América em busca de novos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você já assistiu ao filme <strong>Bottle Shock</strong>, que no Brasil saiu com o nome de <strong>O Julgamento de Paris</strong>?</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1202_BottleShck_1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1202_BottleShck_1.jpg',422,600,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1202_BottleShck_1.jpg" class="alignleft" alt="" width="175" height="250" /></a>Lançado em 2010, este belo filme dirigido por <strong>Randall Miller</strong> conta a impensável história de um <em>sommelier</em> britânico radicado em Paris que resolve agitar o mundo dos vinhos ao viajar à América em busca de novos sabores e emoções.</p>
<p>Em 1976, <strong>Steven Spurrier</strong>, personificado pelo sempre impecável <strong>Alan Rickman</strong>, segue para o <strong>Napa Valley</strong>, CA, USA, para conhecer as vinícolas da primeira origem do que seria conhecido como <strong>Novo Mundo</strong> num puro projeto de garimpagem. Encontra a família <strong>Barrett</strong>, proprietária do hoje místico <strong>Chateau Montelena</strong>, e com o jovem <strong>Bo</strong>, vivido por <strong>Chris Pine</strong>, e seus inseparáveis amigos <strong>Gustavo</strong> (<strong>Freddy Rodriguez</strong>), um filho de imigrantes mexicanos e enólogo autodidata, e a bela <strong>Sam</strong> (<strong>Rachel Taylor</strong>), andam por toda a região.</p>
<p>Feita a seleção das melhores garrafas, Steven retornou a Paris, onde organizou o que seria a mais famosa degustação comparativa entre vinhos dos dois mundos: o<strong> Clássico Francês</strong> versus o <strong>Caipira Californiano</strong>.</p>
<p>Grandes enólogos e sommeliers, acompanhados avidamente por importantes jornalistas, provaram às cegas e deram o seu veredito. E que acabou surpreendendo aos próprios juízes!</p>
<p>Belíssima fotografia, grandes elenco e uma trilha sonora embalada por deliciosas canções do <strong>The Doobie Brothers</strong>. Veja o trailer oficial através do link abaixo:</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=DYs0kblXToA">Bottle Shock Movie Trailer</a></p>
<p>Há uma grande mensagem passada por este filme  e que se presta muito bem aos cafeicultores do Brasil: assim como os vitivinicultores californianos, considerados rudes pelos franceses, muitos lotes simplesmente fantásticos tem sido produzidos em nosso país desde sempre!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_P1140506.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_P1140506.JPG',800,515,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/P1140506.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="160" /></a>  Alguns paralelos podem ser feitos com o nosso povo do café e os produtores de vinho do filme: há uma busca incessante em buscar o melhor na produção, apesar do certo ceticismo em relação à qualidade do que se produz.</p>
<p>Isto acontece com muita frequência por aqui, pois raros são os produtores que decidiram conhecer a fundo o que estão produzindo.</p>
<p>Nossos cafeicultores são competentes ao fazer as árvores produzirem frutos aos borbotões, mas cometem falhas que se mostram fatais no quesito qualidade no momento da colheita e da secagem. Quando, muitas vezes apenas guiados pela intuição ou por pura sorte conseguem ultrapassar essa fase, esbarram numa comercialização que em geral se parece como impenetráveis muralhas.</p>
<p>Pessoas como o personagem Gustavo, que procurou estudar a fundo a bebida, sua produção, conceitos técnicos e, principalmente, aprender a degustar, devem se multiplicar também na cafeicultura. No caso do café, nem sempre o tamanho das sementes, conhecido como &#8220;peneira&#8221;,  é sinal de que o lote tem excelente bebida. Portanto, aprender a degustar e saber como o seu café bebe é parte do ofício do novo cafeicultor.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_904_Ristretto_offers.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_904_Ristretto_offers.JPG',1024,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/904_Ristretto_offers.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="187" /></a><strong>Conhecimento</strong> é o que define o domínio do jogo comercial.</p>
<p>Quando o nível de conhecimento é semelhante, existe equilíbrio e, em geral, a comercialização segue um rumo saudável. Quando o desequilíbrio acontece, quase sempre pendendo para o lado de quem compra, o saldo pode ser amargo para o produtor.</p>
<p>Não há outra saída: aprender, treinar e, assim, conhecer cada lote de café produzido. Degustar é manter diálogo com a bebida, conhecer seus deliciosos segredos ou mesmo seus defeitos e problemas que podem macular o lote. Só assim o cafeicultor pode realmente chamar cada lote de &#8220;seu filhote&#8221;!</p>
<p>Se você assistiu ao filme, vai entender porque o <strong>Cup Shock</strong> ( ou o <strong>Choque das Xícaras</strong>!) chegou aos <strong>Cafés do Brasil</strong>: veja nesta foto a tabela de preços de cafés de uma cafeteria referência em Portland, OR. Sim, é justamente um café brasileiro o mais caro da lista entre tantos outros mais famosos!</p>
<p>E que seus aromas e sabores justificaram plenamente o seu valor, reconhecidos por <strong>Mr. Spurrier</strong>s<strong> do Café</strong> de diversos países!</p>
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		<title>Subtropical, Serjão, Subtropical! &#8211; 2</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Dec 2011 02:52:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As origens de café em todo o mundo estão esparramadas entre os Trópicos de Câncer e Capricórnio. Imagine a riqueza de combinações de fatores que influenciam a produção dessa fruta tão especial: solo, clima, insolação, variedades e tecnologias empregadas. No entanto, um aspecto chama a atenção: em geral, quanto mais próxima à linha do Equador [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As origens de café em todo o mundo estão esparramadas entre os <strong>Trópicos de Câncer</strong> e <strong>Capricórnio</strong>.</p>
<p>Imagine a riqueza de combinações de fatores que influenciam a produção dessa fruta tão especial: solo, clima, insolação, variedades e tecnologias empregadas. No entanto, um aspecto chama a atenção: em geral, quanto mais próxima à linha do Equador está a origem, tanto mais elevada se encontra. Casos de <strong>Boquete</strong>, no Panamá, região ativamente vulcânica, com lavouras a 1.800 m de altitude, e <strong>Jabal Bura</strong>, no Yemen, com estupendos 3.000 m!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_earthview_daymap.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_earthview_daymap.jpg',640,320,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/earthview_daymap.jpg" class="alignleft" alt="" width="250" height="125" /></a>E quanto mais distantes do Equador, as lavouras de café ficam em altitudes menos impressionantes, como as que encontramos no Brasil, entre 750 m e 1.100 m. Como referência, as origens dos Cafés do Brasil se localizam entre as <strong>Latitudes Sul 12<span class="Apple-style-span" style="font-size: 11px;">.</span></strong> e <strong>24.<sup> </sup></strong>. <sup><strong>  </strong></sup></p>
<p>O <strong>ângulo de inclinação da Terra</strong> em relação ao seu Eixo Norte-Sul é de <strong>23. 27’</strong> e que corresponde, não por coincidência, aos números de Latitude dos Trópicos de Câncer e Capricórnio. Na verdade, essa latitude foi pensada como forma de compensar a inclinação da Terra.</p>
<p>Deve ficar claro que quanto mais próximo do Equador, mais intensa é a incidência dos raios solares. Por outro lado, se o local de maior incidência da luz do sol fosse exatamente a linha do Equador, caso a Terra não tivesse a inclinação, e tenha se tornado uma ampla faixa de<strong> 46. 54’</strong> (que corresponde a pouco mais de <strong>5.100 km</strong> percorridos pela superfície terrestre ou a distância entre <strong>Buenos Aires</strong> e a <strong>Cidade de Panamá</strong>!) no total, com a inclinação, é razoável pensar que a faixa de maior concentração dos raios solares fique por volta de um pouco menos que a metade (isso devido ao fato da Terra ter um formato esférico), algo como <strong>125. de latitude</strong> de cada hemisfério.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_SubTrop2_b.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_SubTrop2_b.JPG',640,420,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1112_SubTrop2_b.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="164" /></a>Nossos estudos tem encontrado com muita freqüência esse número em diversas origens, expressando um ponto em comum: a necessidade de sombreamento.</p>
<p>Sim, o sombreamento em origens de café com esta ou menor latitude é um modelo quase obrigatório em razão da intensidade dos raios UV. E aqui de novo uma outra característica inerente às coisas da Natureza: aquilo que dá a vida, também tira!</p>
<p><strong>Raios Ultra Violeta</strong> são fundamentais para ativar o processo de fotossíntese das plantas, gerando energia e, portanto, vida. Porém, em excesso, necrosa as folhas, resultando num efeito mortal&#8230;</p>
<p>Portanto, a saída, na impossibilidade de se aplicar protetor solar em larga escala, é o emprego de árvores maiores que o cafeeiro e prover de sombra. Ou seja, é o retorno ao habitat original das primeiras plantas identificadas de <em>Coffea arabica</em> nas florestas da Ethiopia!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_SubTrop2_a.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1112_SubTrop2_a.JPG',795,514,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1112_SubTrop2_a.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="161" /></a>O sombreamento parcial, que ainda permite a passagem direta dos raios solares, é empregado sistematicamente em lavouras até essa latitude para dar melhores condições produtivas às plantas. Conforme a localização das lavouras cafeeiras se distanciam do Equador, tanto menor tem de ser o sombreamento.</p>
<p>Isto é fundamental para que um outro fator seja compensado: a “temperatura de trabalho” do cafeeiro, ligada ao seu metabolismo.</p>
<p>Se as condições de trabalho são no mínimo boas, certamente o desempenho será muito bom!</p>
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		<title>O Espaço dos Cafés do Brasil</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Sep 2011 20:58:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Brasil assumiu a posição de maior produtor mundial de café por volta de 1887, deixando para trás o até então domínio absoluto da Indonésia e suas maravilhosas ilhas. Para se ter idéia, já em 1872, através de trabalhos do pesquisador Robert Hewitt Jr,  o governo norte-americano considerava que o nosso país era o que apresentava [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil assumiu a posição de maior produtor mundial de café por volta de 1887, deixando para trás o até então domínio absoluto da Indonésia e suas maravilhosas ilhas.</p>
<p>Para se ter idéia, já em <strong>1872</strong>, através de trabalhos do pesquisador <strong>Robert Hewitt Jr</strong>,  o governo norte-americano considerava que o nosso país era o que apresentava melhores condições para a expansão da cafeicultura entre todos os países produtores da época!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1108_cafematinal_1.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1108_cafematinal_1.JPG',1024,759,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1108_cafematinal_1.JPG" class="alignleft" alt="" width="280" height="207" /></a>Começando sua saga pelo Pará, encontrou nas áreas não tão distantes do litoral (o que facilitou inegavelmente toda a logística de exportação) a aptidão para que as incontáveis safras brasileiras viessem a inundar o mundo. Da Bahia ao Paraná, em linha reta mais de 80% dos <strong>Territórios Brasileiros de Produção de Café</strong> não distam mais que 100 km do Oceano Atlântico. Por outro lado, a disposição francamente longitudinal do <strong>Cinturão Brasileiro do Café</strong> dá características excelentes para que maravilhosos frutos possam surgir.</p>
<p>O Brasil sempre teve postura agressiva na agricultura desde o Ciclo do Açúcar. Sempre foi um produtor massivo, isto é, de grandes proporções. Foi aqui que o sistema conhecido por <em>plantation</em> ganhou seu verdadeiro significado. E na cafeicultura não foi diferente.</p>
<p>Extensas lavouras de café se tornaram a paisagem predominante no Rio de Janeiro, que se repetiu em Minas Gerais e São Paulo, fazendo surgir uma nova classe de nobres conhecida por <strong>Barões do Café</strong>, cujos títulos eram regiamente pagos ao Imperador D. Pedro II. Havia, ainda, alternativas para outros, digamos, níveis de investimento, que eram os títulos de Conde ou Visconde.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1109_RoastersG.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1109_RoastersG.JPG',450,337,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1109_RoastersG.JPG" class="alignleft" alt="" width="450" height="337" /></a>Talvez pela nobreza de seus títulos ou até pela tradição, a classe dos cafeicultores adquiriu viés de poder muito grande, participando ativamente da vida política do Brasil, o que certamente fez surgir a visão de competição entre si. Na verdade, num mundo globalizado como o nosso, faz muito mais sentido que as atividades sejam interligadas, que os diferentes elos da cadeia produtiva possam interagir francamente. O bom relacionamento entre todos os elos, seja o do produtor, o da indústria de torrefação, das cafeterias, dos operadores de equipamentos e até o varejo, faz com que o mercado progrida. Mercado bom é mercado grande!</p>
<p>E para fazer com que o mercado se torne ainda mais dinâmico, difundir o conhecimento entre os consumidores torna-se fundamental. Mercado bom é mercado de &#8220;sabidos&#8221;! Consumidor mais consciente e sabido sobre preparos e origens, estimula o crescimento de forma virtuosa, premiando todos os que trabalham sob o espírito da excelência.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/sc00080111_2.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/sc00080111_2.jpg',450,220,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/sc00080111_2.jpg" class="alignleft" alt="" width="450" height="220" /></a>O Brasil hoje está a um pequeno passo para se tornar também o Maior Consumidor Mundial de Café. A distância que existe entre o tamanho do mercado dos Estados Unidos é mero detalhe. O que importa é o fato de que o crescimento vigoroso do mercado está se fazendo via novos consumidores, gente jovem e antenada que quer descobrir as boas coisas novas. O explosivo momento econômico do Brasil permite que novas experimentações pipoquem do Oiapoque ao Chuí (até rimou&#8230;), que é o que move a expansão consistente de qualquer mercado. Experimentar é preciso, porque beber café é sempre uma experiência sensorial.</p>
<p>Assim, numa iniciativa de jovens empreendedores, vem aí a <strong>6a</strong>. edição do <strong>ESPAÇO CAFÉ BRASIL</strong>, que, justamente por ser organizado por um grupo independente, deve agregar de forma fantástica todos os segmentos do café durante 3 intensos dias. Ganhando um estímulo especial que somente a internacionalização do evento pode trazer, este evento deverá se tornar um novo marco para os Cafés do Brasil: o seu Espaço!</p>
<p>Será de 6 a 8 de outubro de 2011, no Expo Center Norte, Pavilhão Azul, em São Paulo, SP.</p>
<p>Para saber mais, acesse <a href="http://www.espacocafebrasil.com.br">www.espacocafebrasil.com.br</a>  .</p>
<p>Vá, vai valer a pena!</p>
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		<title>Versões Divertidas da História do Café</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Nov 2010 01:58:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Existem diversas formas de contar a História do Café, algumas sisudas como são as teses acadêmicas, outras leves como romances e por aí afora. No entanto, uma das formas mais cativantes tem sido os vídeos. E o grande desafio é o de condensar séculos de informação em poucos minutos, em linguagem fácil e ritmo que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Existem diversas formas de contar a História do Café, algumas sisudas como são as teses acadêmicas, outras leves como romances e por aí afora.</p>
<p>No entanto, uma das formas mais cativantes tem sido os vídeos. E o grande desafio é o de condensar séculos de informação em poucos minutos, em linguagem fácil e ritmo que seja tão apaixonante quanto uma bela xícara de café.</p>
<p>Selecionei alguns dos meus favoritos, que gostaria de compartilhar com vocês.</p>
<p>O primeiro, <strong>A HISTÓRIA DO CAFÉ</strong>, comenta da sua origem até a chegada no Brasil, com muitos detalhes históricos. Com direção de <strong>Thiago Alves</strong> e roteiro de <strong>Luan Barros</strong>, este filme é uma preciosidade.</p>

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<p>O próximo, <strong>THE PRODUCTION TRAIL OF COFFEE</strong>, uma criativa montagem de <strong>Tim Whalem</strong>, aborda os processos de secagem e de torra do café.</p>
<p>OK, existem alguns problemas conceituais, mas a idéia do filme é muito boa!</p>

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<p>Finalmente, veja o institucional <strong>PORQUE CAFÉ</strong>, com a missão de ajudar na promoção dos <strong>Cafés do Brasi</strong>l, tem um texto e interpretação divertidíssimos! Aborda a história, produção e consumo, além de mostrar os números que envolvem o café. Foi uma excelente &#8220;dica&#8221; do <em>Companheiro de Viagem</em> <strong>Marco De la Roche</strong>.</p>
<p>Vale o <em>Sho</em>t!!!</p>

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		<title>True Stories from Coffee People: Gente do Café &#8211; 3</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Oct 2010 02:14:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A estória real que gostaria de contar é sobre os esforços que algumas pessoas fazem para manterem viva a memória do café em nosso país. O Companheiro de Viagem Luiz Roberto Saldanha Rodrigues formou-se me agronomia pela tradicionalíssima Escola Luiz de Queiroz, USP de Piracicaba, uma das mais tradicionais escolas dessa natureza do Brasil. Ainda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A estória real que gostaria de contar é sobre os esforços que algumas pessoas fazem para manterem viva a memória do café em nosso país.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1010_FzCalifornia_3.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1010_FzCalifornia_3.jpg',576,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1010_FzCalifornia_3.jpg" class="alignleft" alt="" width="210" height="280" /></a>O <em>Companheiro de Viagem</em> <strong>Luiz Roberto Saldanha Rodrigues</strong> formou-se me agronomia pela tradicionalíssima <strong>Escola Luiz de Queiroz</strong>, USP de Piracicaba, uma das mais tradicionais escolas dessa natureza do Brasil. Ainda nos bancos da faculdade conheceu a bela <strong>Flávia Garcia Jacob</strong> que, como imãs, jamais se separaram desde então.</p>
<p>Viveram no Mato Grosso, cuidando de um propriedade onde se criava gado de corte. No entanto, havia uma idéia fixa por parte de Luiz, que havia conhecido a legendária <strong>Fazenda Califórnia</strong>, que fica em <strong>Jacarezinho</strong>, Norte Pioneiro do Paraná, próximo à divisa com o Estado de São Paulo por Ourinhos.</p>
<p>Depois de uma longa negociação, a Fazenda passou às mãos de sua família em meados da década de 2.000, iniciando, então, um minucioso trabalho de recuperação da vasta documentação histórica dessa impressionante propriedade.</p>
<p>No início do século passado, quando o Brasil já mantinha por décadas o posto de maior produtor mundial de café, desbancando a Indonésia e sua mítica Sumatra, muitas casas de comércio internacional vieram para cá, formando base de negócios.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1010_FzCalifornia_2.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1010_FzCalifornia_2.jpg',576,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1010_FzCalifornia_2.jpg" class="alignleft" alt="" width="210" height="280" /></a>Naquela época, o governo brasileiro permitia que a exportação de café fosse feita apenas por empresas que tivessem mantivessem a atividade agrícola também. Esta foi a razão pela qual o grande empreendedor norte-americano <strong>Leon Israel</strong> adquiriu terras em Jacarezinho e instalou a Fazenda Califórnia, há mais de 80 anos atrás. Toda a estrutura da fazenda foi elaborada por professores da Univerdade da California, cujos documentos estão cuidadosamente expostos no escritório da fazenda.</p>
<p>Em 1948 a fazenda já possuia 800 ha de café (pasmem!), uma enormidade ainda hoje, conduzidos com tecnologia que impressiona. Imagine tijolos fabricados no local, com excepcional capacidade térmica, compondo um grandioso terreiro com longos dutos de água por onde os grãos de café escorrem para serem distribuidos em diferentes pontos. Ou um mapeamento do solo datado de 1948 que identificava perfeitamente aptidão em cada fração da fazenda, reproduzido na foto ao alto!</p>
<p>A casa exportadora de Leon Israel chegou a exportar, ainda na década de 50 algo como 5 milhões de sacas de café cru. Para se ter idéia de dimensão desse número basta dizer que a Guatemala produz em média 4 milhões de sacas de café anualmente.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1010_FzCalifornia_1.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1010_FzCalifornia_1.JPG',1024,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1010_FzCalifornia_1.JPG" class="alignleft" alt="" width="280" height="210" /></a>O grande mérito do Luiz e da Flávia é o de cuidarem com carinho especial todo esse acervo histórico, recuperando, inclusive peças como um completo consultório odontológico, uma central telefônica que funcionava perfeitamente na década de 40 ou mesmo o belíssimo torrador de 6 kg da Royal de mais de 100 anos atrás.</p>
<p>Preservar a memória histórica permite que possamos compreender melhor o que e como fazemos as coisas hoje, além de nos dar pistas de como podemos ainda evoluir.</p>
<p>Certamente existem outros abnegados Luizes e Flávias Brasil afora, cuidando, recuperando e participando à comunidade parte da rica história do café em nosso país. Porém, para este registro ficam estes dois como parte desta estória real&#8230;</p>
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		<title>Sobre o Tamanho da Safra de Café do Brasil</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Aug 2010 21:15:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agronomica]]></category>
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		<category><![CDATA[Safra 2010 de Café]]></category>

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		<description><![CDATA[A safra brasileira de café 2010/2011 está entrando em sua reta final de colheita. Tem espantado a muitos experientes comerciantes globais pelos solavancos das cotações nas Bolsas, tanto na NY/CSCE &#8211; New York Coffee, Sugar &#38; Cocoa Exchange quanto na brasileira BM&#38;F &#8211; Bolsa de Mercadorias &#38; Futuros de São Paulo. Os preços do nosso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A safra brasileira de café 2010/2011 está entrando em sua reta final de colheita. Tem espantado a muitos experientes comerciantes globais pelos solavancos das cotações nas Bolsas, tanto na <strong>NY/CSCE &#8211; New York Coffee, Sugar &amp; Cocoa Exchange </strong> quanto na brasileira <strong>BM&amp;F &#8211; Bolsa de Mercadorias &amp; Futuros de São Paulo</strong>.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1008_CropSize_2.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1008_CropSize_2.jpg',576,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1008_CropSize_2.jpg" class="alignleft" alt="" width="210" height="280" /></a>Os preços do nosso amado grão há tempos não registram um movimento de valorização nesta época do ano, quando em geral os produtores entram fortemente no mercado vendendo os seus &#8220;periquitos&#8221; (= lotes de café com grande quantidade de grãos verdes&#8230;) ou outros com qualidade não tão nobre para fazer frente às despesas de colheita.</p>
<p>Este é um dos grandes gargalos financeiros dos cafeicultores: despesas constantes ao longo do ano-safra com adubações e tratamentos contra doenças e pragas, culminando com o alto fluxo de caixa exigido durante a colheita, que, devido ao intensivo uso de mão de obra e outros insumos energéticos, chega a representar até 40% das necessidades anuais. Isso em pouco mais de 90 dias!</p>
<p>Desde que as primeiras previsões desta safra começaram a ser divulgadas pelos mais diferentes agentes do mercado, ainda em 2009, num quase sempre exercício de xamanismo e futurologia, criou-se a expectativa de um número grandioso, muito devido ao fator <em>bienalidade</em> (= alternância de safras maiores e menores) que sempre envolve lavouras adultas do cafeeiro. Os números variaram de 43 milhões a até esticadíssimos 58 milhões de sacas de 60 kg líquidos. Mesmo com as posteriores revisões numéricas, o tamanho desta grande safra ficou estimada entre 45,8 milhões a 55 milhões de sacas de café, ficando a previsão oficial do governo, feita pela <strong>CONAB</strong>, em aproximadamente 47 milhões (este documento está disponível em <strong><em>Downloads</em></strong>).</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1008_CropSize_1.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1008_CropSize_1.JPG',800,600,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1008_CropSize_1.JPG" class="alignleft" alt="" width="280" height="210" /></a>Com tanto café para ser produzido, havia um sentimento entre as casas de comércio de que os preços da <em>commoditie</em> deveriam se manter relativamente bem comportados, uma vez que saimos de uma safra conturbada pelo clima chuvoso durante a colheita em 2009 e que levou à uma queda na qualidade geral do café produzido no Brasil, mas com lavouras preparadas para uma grande produção.</p>
<p>As cotações nas Bolsas tem um comportamento peculiar: são extremamente sensíveis (ou &#8220;voláteis&#8221; como se diz no jargão do mercado) às especulações, principalmente as climáticas, e nem sempre tão rápidas quando de efeitos de prazo mais longo como o de uma seca, por exemplo. E aqui uma observação: o único país que dá essa &#8220;sensibilidade&#8221; às cotações nas Bolsas de Mercadorias durante o período de colheita é o Brasil porque o seu chamado <strong>Cinturão do Café</strong> está situado  entre os paralelos 12° e 24<em>° </em>de Latitude Sul, ou seja, em áreas onde eventuais geadas podem ocorrer. As outras origens de café estão muito mais próximas à linha do Equador do que dos Trópico, como acontece com a cafeicultura brasileira.</p>
<p>Bem, se tudo levava a crer que a safra seria grande, como está se configurando, qual seria a razão para que as cotações atingissem valores tão elevados?</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1008_CropSize_4.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1008_CropSize_4.JPG',800,600,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1008_CropSize_4.JPG" class="alignleft" alt="" width="280" height="210" /></a>Fazendo uma memória do chuvoso clima de 2009, um considerado quase infindável número de floradas para padrões brasileiros fez notar o seu efeito durante a colheita que está acontecendo agora. Uma impressionante quantidade de grãos verdes, que, nesta época, quando estamos entrando nos últimos 30 dias do Inverno Brasileiro, não conseguirão amadurecer como deveriam!</p>
<p>Tradicionalmente, em algumas regiões cafeeiras é possível produzir de 35% a 45% de cerejas descadadas, conhecidas como CDs, do total da produção. Neste ano, observa-se que esse número deve ficar em modestos 12% a 20% . Os grãos verdes, por outro lado, ficam em torno dos 5% a 12% do total, dependendo da região; neste ano estes números poderão simplesmente dobrar!</p>
<p>Toda safra possui frações de cafés desde altíssima até baixa qualidade  sensorial, sendo cada uma destinada a mercados específicos. O ideal seria que a fração de baixa qualidade fosse pequena, ficando a maior parte com qualidade mediana a boa.</p>
<p>O grande problema nesta safra reside no fato de que uma menor quantidade de cafés de boa a alta qualidade serão ofertados, fazendo crescer substancialmente a distância com os de baixa qualidade, que neste ano serão a grande maioria. Já se observa em algumas regiões um descolamento de preços que chega a ultrapassar os 70% de diferença a favor dos cafés com boa qualidade.</p>
<p>Quando isto acontece, posso dizer que não é bom para ninguém, seja para o produtor, para o consumidor ou o para o próprio mercado. Afinal, não existe milagre: se faltar bons cafés e fartamente sobrarem ruins, o resultado não pode ser muito alentador&#8230;</p>
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		<title>Guia da Qualidade: Sabores dos Cafés do Brasil</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Jan 2010 19:22:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Você saberia dizer quantas são as origens produtoras de Cafés do Brasil? São bem conhecidas algumas regiões tradicionais e outras que ganharam destaque nos últimos anos, indo do Paraná até a Bahia, de onde sairam lotes vencedores do último concurso do Cup of Excellence no Brasil. Esta era uma idéia antiga, mas que somente agora [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você saberia dizer quantas são as origens produtoras de <strong>Cafés do Brasil</strong>?</p>
<p>São bem conhecidas algumas regiões tradicionais e outras que ganharam destaque nos últimos anos, indo do Paraná até a Bahia, de onde sairam lotes vencedores do último concurso do Cup of Excellence no Brasil.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_100105_GuiaQLD1.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_100105_GuiaQLD1.JPG',596,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/100105_GuiaQLD1.JPG" class="alignleft" alt="" width="232" height="300" /></a>Esta era uma idéia antiga, mas que somente agora foi possível tornar realidade. Mapear as safras brasileiras de café através de seus atributos sensoriais. Parece simples, não é mesmo? Mas, definitivamente não é!</p>
<p>Lançado em meados de novembro de 2009, durante o <strong>ENCAFÉ</strong>, Encontro da Indústria de Café do Brasil, na paradisíaca Praia de Guarajuba, BA, o Guia ABIC da Qualidade dos Cafés do Brasil, cuja capa pode ser vista na foto ao lado, foi um trabalho incrível. Desde as primeiras &#8220;trocas de figurinhas&#8221; que <strong>Nathan Herskowicz</strong>, Diretor Executivo da ABIC, <strong>Fernando Giachini</strong>, Diretor do Instituto Totum, e eu, seu Coffee Traveler, em meados de março de 2009, até a entrega dos exemplares durante o Encafé, um batalhão de profissionais foi mobilizado. O Instituto Totum assumiu a Coordenação Executiva do Projeto, empregando sua especialização em processos de certificação, enquanto que assumimos a Coordenação Técnica, sob o &#8220;guardachuva&#8221; institucional da ABIC.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_909_GuiaQLD_cupping.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_909_GuiaQLD_cupping.jpg',482,600,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/909_GuiaQLD_cupping.jpg" class="alignleft" alt="" width="241" height="300" /></a>Planejamento, ajustes, reuniões, contatos, esclarecimentos, escolha dos protocolos, metodologia, local e etecetera e tal (ufa!), nada poderia ficar de fora. Por se tratar de um primeiro esforço, optou-se pela simplicidade e objetividade. Foram buscadas as entidades representativas das origens tradicionais e que efetivamente representam o mosaico de sabores dos Cafés do Brasil. Pioneiro, desafiador e, até certo ponto, inesperada iniciativa de  uma entidade da indústria do café, o convencimento para que as organizações listadas participassem foi relativamente tranquilo, apesar de uma ansiosa curiosidade demonstrada por todos os profissionais que serviram de conexão com suas origens.</p>
<p>Enquanto isso, convidei <strong>Juízes Certificados SCAA</strong> e <strong>Q Graders Licenciados</strong> para tomar parte desse projeto. Foram listados profissionais que não mantinham vínculos com as entidades que forneceram as amostras para dar maior idoneidade ao processo. Em razão dos acordos mantidos pela ABIC com a <strong>SCAA &#8211; Specialty Coffee Association of America</strong> e o <strong>CQI &#8211; Coffee Quality Institute</strong>, os protocolos de avaliação de café adotados foram os da SCAA.</p>
<p><strong><em>Se você quiser conhecer quem são os Juízes SCAA e Q Graders brasileiros, faça o download da lista completa no menu ao lado.</em></strong></p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_100105_GuiaQLD2.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_100105_GuiaQLD2.JPG',576,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/100105_GuiaQLD2.JPG" class="alignright" alt="" width="225" height="300" /></a>Quando finalmente chegou o momento de avaliar os cafés, o time se emocionou!</p>
<p><strong>André Wagner de Brito</strong>, <strong>Prof. Flávio Borém</strong>, <strong>G</strong><strong>erson Giomo</strong>, <strong>Monica Leonardi</strong> (nossa primeira Juíza SCAA do Brasil), <strong>Messias Lima</strong>, <strong>Rubens Lucas</strong> (pessoal que devo muita gratidão pela &#8220;ralação&#8221;, bem como a equipe de apoio do <strong>CPC &#8211; Centro de Preparação de Café do Sindicafé SP</strong>)e eu tivemos longas discussões e ponderações sobre cada café, escolhendo as palavras e expressões mais corretas para identificar os sabores e aromas que encontrávamos. Instalou-se um clima de &#8220;sarau literário&#8221; regado a café, entremeado de inspirações e bochechos.</p>
<p>O resultado: cada café teve seus atributos postos num gráfico para facilitar a compreensão de sua essência.</p>
<p>O Guia pode ser adquirido através da ABIC, bastando fazer um pedido pelo endereço abic@abic.com.br , colocando como assunto <em>Guia ABIC da Qualidade dos Cafés do Brasil.</em></p>
<p>Posso dizer que ficou muito bacana!</p>
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		<title>Um novo mercado de café no Chile</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Oct 2009 16:20:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Chile vem experimentando um impressionante momento econômico, que pode ser perfeitamente captado pelas inúmeras construções e expansão dos diversos tipos de negócios. Aproveitei para visitar as cafeterias chilenas em Santiago depois de quase 2 anos depois de minha última viagem. A evolução nesse tempo foi muito grande. Anteriormente, a não ser pelas já instaladas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Chile vem experimentando um impressionante momento econômico, que pode ser perfeitamente captado pelas inúmeras construções e expansão dos diversos tipos de negócios.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_909_Chile_espressobar2.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_909_Chile_espressobar2.jpg',360,480,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/909_Chile_espressobar2.jpg" class="alignleft" alt="" width="225" height="300" /></a>Aproveitei para visitar as cafeterias chilenas em Santiago depois de quase 2 anos depois de minha última viagem.</p>
<p>A evolução nesse tempo foi muito grande.</p>
<p>Anteriormente, a não ser pelas já instaladas 11 lojas da Starbucks e uma ou outra loja pequena, o que havia era modelos definidos pelas duas maiores redes do país, Café Caribe e Café Haiti, ao estilo &#8220;Café y Piernas&#8221;.</p>
<p>OK, as máquinas Gaggia e Cimbali de 4 grupos, sempre douradas, impressionam, pois cada casa tem no mínimo 3 dessas, o que nos dá uma idéia do que o pessoal gosta de café&#8230;</p>
<p>Mas, como sempre digo, o mercado de café tem um típico ambiente globalizado, onde as tendências acabam se esparramando por todo o planeta, desde que uma boa idéia seja lançada.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_909_Chile_espressobar1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_909_Chile_espressobar1.jpg',360,480,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/909_Chile_espressobar1.jpg" class="alignleft" alt="" width="225" height="300" /></a>No caso específico do movimento dos cafés especiais, o Chile também já experimenta os primeiros passos. Devido a uma cultura voltada para a gastronomia, fortemente influenciada pela indústria do vinho, diversas escolas de alta gastronomia se espalham pelo país, sendo uma das referências o <strong>INACAP</strong>, que se assemelha ao <strong>SENAC</strong> no Brasil, com cursos em nível de tecnólogo e superior pleno.</p>
<p>Vinho e Café possuem muitas similaridades, o que permite um trabalho muito estreito. E se o país tem uma trajetória estupenda com o vinhos, certamente para a entrada do café esta relação pode ajudar bastante.</p>
<p>Com a melhoria econômica, os chilenos passaram a viajar e trazer consigo novos conceitos na área do consumo de café, daí hoje existirem pessoas com bom trânsito no nosso mundo, como os baristas <strong>Matias Lama</strong>, proprietário do <strong>Espresso Bar</strong>, e do <strong>Juan Mario Carvajal</strong>, que mantem o centro de treinamento <strong>Sierra de los Andes</strong>, que participou como convidado  de uma das edições do concurso Cup of Excellence.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_909_Chile_espressobar3_1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_909_Chile_espressobar3_1.jpg',360,480,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/909_Chile_espressobar3_1.jpg" class="alignleft" alt="" width="225" height="300" /></a>De novo, como sempre digo, a dupla dinâmica: educação e experimentação. Juan Mario, por exemplo, participou ativamente das oficinas para baristas oferecidas durante a <strong>Semana do Café Gourmet do Brasil</strong> sob as batutas da <strong>Cleia Junqueira</strong> e do <strong>Bruno Ferreira</strong>. Educação, treinamento e mais conhecimento. É assim que se cria batalhões de novos treinadores, para que mais pessoas possam conhecer mais e mais sobre o café, sua arte e suas diferentes formas de consumo.</p>
<p>Visitando a cafeteria Espresso Bar, tive a oportunidade de pedir um café orgânico do Peru, muito bem extraído pelo barista da casa, <strong>Lucas</strong>, que aqui posa ao lado do pacote do café. Máquina e moinhoLa Marzocco, além de produtos de excelente qualidade, desde águas e sucos até doces e lanches, num ambiente muito bacana.</p>
<p>Como sempre deve ser!</p>
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		<title>Uma Jornada Sensorial com Pascual Ibañez</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Sep 2009 17:12:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[vinhos de Chile]]></category>

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		<description><![CDATA[A nossa Trilogia Perfecta, como comentado no post anterior, foi construída com as criações gastronômicas do Chef Francisco Mandiola, e da seleção de incríveis vinhos pelo &#8220;mago&#8221; Pascual Ibañez, a partir dos cafés que escolhi. Em geral, estabelecer uma harmonização entre pratos e vinho já é uma tarefa que exige grande sensibilidade, o que dizer, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A nossa <strong>Trilogia Perfecta</strong>, como comentado no <em>post</em> anterior, foi construída com as criações gastronômicas do <strong>Chef Francisco Mandiola</strong>, e da seleção de incríveis vinhos pelo &#8220;mago&#8221; <strong>Pascual Ibañez</strong>, a partir dos cafés que escolhi.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_909_PascualIb_apr1.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_909_PascualIb_apr1.JPG',1024,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/909_PascualIb_apr1.JPG" class="alignleft" alt="" width="300" height="224" /></a>Em geral, estabelecer uma harmonização entre pratos e vinho já é uma tarefa que exige grande sensibilidade, o que dizer, então, quando é uma &#8220;conversa a três&#8221;?</p>
<p>Foi um fantástico desafio encontrar parâmetros que pudessem ligar três entidades aparentemente tão distintas como o vinho, o café e os diferentes ingredientes culinários, desde pescados nobres até carne bovina e cordeiro.</p>
<p>As habilidades, experiências e, claro, muita inspiração por parte dos dois simpáticos mestres foi decisiva. Havia lhes enviado os cafés cerca de dez dias antes com as recomendações de preparo e algumas sugestões, porém as soluções criadas tanto por Mandiola quanto Pascual foram impressionantes quanto à precisão.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_909_Pinot_byIbanez.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_909_Pinot_byIbanez.jpg',576,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/909_Pinot_byIbanez.jpg" class="alignleft" alt="" width="225" height="300" /></a>Para os pescados preparados pelo Chef Mandiola, salmão salteado com crosta de café e especiarias e o ouriço do mar em manteiga de café guarnecido com uma delicada torrada de pão de miga integral, <strong>Pascual Ibañez</strong> selecionou um finíssimo <strong>Pinot Noir Veranda 2007</strong> dos <strong>Viñedos Corpora</strong>. Fato interessante é que as uvas foram cultivadas em duas regiões distintas, <strong>Casablanca</strong> e <strong>Bio-Bio</strong>,  que resultou num vinho de grande expressão.</p>
<p>Nariz de frutas vermelhas frescas como cerejas recém colhidas, muito agradável na boca com fluidez e leveza, acidez esperta e alegre, e que nos traz sensações de limpeza e cristalinidade. Estas características conferem grande equilíbrio com o salmão, permitindo que a delicadeza da crosta de café e especiarias mostrasse sua presença.</p>
<p>Com o ouriço,  este vinho fez ressaltar o delicado sabor salgado da manteiga de café. O que ocorreu com o Café Floral do Chapadão de Ferro foi diametralmente oposto, pois sua combinação trazia maravilhosa sensação de manteiga, tirando a natureza oceânica do ouriço e conduzindo a algo que lembrava uma natureza láctea.</p>
<p>Este Pinot Noir estabeleceu equilibrado convívio com o café, ressaltando as notas florais deste, enquanto que, no retorno, o vinho tinha suas notas de frutas e viva acidez mais presentes.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_909_Syrah_PascualIb.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_909_Syrah_PascualIb.jpg',576,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/909_Syrah_PascualIb.jpg" class="alignleft" alt="" width="225" height="300" /></a>A escolha de Pascual, sommelier com formação na Espanha, para os pratos cárneos foi iluminada: um <strong>Gran Reserva Syrah 2007</strong> da <strong>Série Riberas</strong> da <strong>Concha y Toro</strong>. Cultivadas em <strong>Don Javier</strong>, as uvas dessa casta vem ganhando grande respeito no mundo dos vinhos devido à complexidade de notas de aroma e sabor que os solos vulcânicos chilenos podem contribuir.</p>
<p>Despertando grande atenção de todos, Pascual fez um grande número de colocações justificando sua escolha: queria algo mineral, pois o café com o qual este vinho deveria se harmonizar também é mineral; procurou notas &#8220;animais&#8221;, lembrando como carne vermelha sendo cortada, pois o café vem de uma origem que possui elevado teor de ferro no solo; buscou notas de frutas mais que maduras, já em fase própria para compotas, fazendo expressar doçura e a gama de notas de sabor.  Bingo!</p>
<p>Não poderia ser outro vinho: Pascual foi preciso, diria, até &#8220;cirúrugico&#8221; nesta escolha.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_909_PascualIb_Me.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_909_PascualIb_Me.JPG',800,600,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/909_PascualIb_Me.JPG" class="alignleft" alt="" width="300" height="225" /></a>Este maravilhoso vinho ressaltou todo o sabor do tenro filé bovino, que tinha um delicado molho a café. Com o cordeiro, que estava em cama de um delicado creme de amêndoas e café esferificado, buscou delicadas notas amanteigadas dessa carne, equilibradas com a acidez aveludada desse Pinot Noir.</p>
<p>Quando o café e o vinho iniciaram sua harmonização, surgiu um raro mosaico de sabores evidenciados, ora a acidez adocicada e maravilhoso caráter mineral, secundados por intenso sabor de compotas de groselha do café do Chapadão, ora as notas que lembravam a carne fresca cortada tendo como fundo baunilha e frutas secas.</p>
<p>Ufa! Foi uma experiência incrível que gostaria de trazer ao Brasil. Esses dois são mestres e iluminados!</p>
<p>Aqui rendo minha homenagem e respeito.</p>
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		<title>A Inovação Transgressora de Francisco Mandiola</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Sep 2009 23:36:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bebida]]></category>
		<category><![CDATA[Ciencia]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Gastronomia]]></category>
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		<category><![CDATA[Cafés do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Francisco Mandiola]]></category>

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		<description><![CDATA[O desenvolvimento que o Chile vem alcançando nos últimos anos é fruto de um grande trabalho de base, onde a educação tem recebido especial atenção. A gastronomia, em particular, vem experimentando vigorosa expansão tanto no magnífico número de excelentes restaurantes como na formação massiva de grande profissionais. Neste ponto, o INACAP &#8211; Instituto Nacional de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O desenvolvimento que o Chile vem alcançando nos últimos anos é fruto de um grande trabalho de base, onde a educação tem recebido especial atenção.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_909_FMandiola_apr1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_909_FMandiola_apr1.jpg',450,600,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/909_FMandiola_apr1.jpg" class="alignleft" alt="" width="225" height="300" /></a>A gastronomia, em particular, vem experimentando vigorosa expansão tanto no magnífico número de excelentes restaurantes como na formação massiva de grande profissionais. Neste ponto, o <strong>INACAP &#8211; Instituto Nacional de Capacitación Profesional</strong>, cumpre papel importantíssimo com suas diversas unidades espalhadas por todo o Chile e com áreas de formação das mais diversas, a exemplo do trabalho desenvolvido pelo complexo <strong>SESC-SENAC</strong> no Brasil. Sua <strong>Escuela de Gastronomia y Hoteleria</strong>, instalada numa bela construção com impressionante infraestrutura, no elegante bairro Los Condes, forma um grande número de jovens profissionais da arte da alimentação e seu serviço.</p>
<p>Assim, a partir de vigorosas e fervilhantes fontes como essa escola, é possível fazer surgir talentos como o do premiadíssimo <strong>Chef Francisco Mandiola, </strong>compenetradamente executando um prato nesta foto.</p>
<p>Durante dois dias tive a felicidade e honra de compartilhar de sua arte refinadíssima como parte da <strong>Semana do Café Gourmet do Brasil</strong>, denominada <strong>Sabor &amp; Saber</strong>, numa iniciativa cooperada entre a <strong>ACHIGA &#8211; Associación Chilena de Gastronomia</strong> e a <strong>ABIC &#8211; Associação Brasileira da Indústria do Café</strong>.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_909_FMandiola_apr2a.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_909_FMandiola_apr2a.JPG',800,600,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/909_FMandiola_apr2a.JPG" class="alignleft" alt="" width="300" height="225" /></a>Com o <strong>Chef Francisco Mandiola</strong> e o renomado <strong>Sommelier Pascual Ibañez</strong>, realizamos o <em>workshop</em> denominado <strong>La Trilogia Perfecta: Comida, Vino y Café</strong>. A partir de uma intensa troca de e-mails e alguns telefonemas, o trabalho foi centrado na harmonização entre elementos gastronômicos, vinhos e café, um grande desafio lançado pela ACHIGA-ABIC. Comentarei neste<em> post </em>sobre o inspirado trabalho do Chef Mandiola.</p>
<p>O Chile é um país que possui um aspecto privilegiado: sua disposição geográfica ao longo dos meridianos, conferindo riqueza única de <em>terroirs</em>. Pescados numa variedade impressionante, disponibilidade quase indescritível de frutas e hortaliças, além de carnes nobres compõe sua oferta.</p>
<p>Selecionei apenas dois cafés para este trabalho. Porém, cafés absolutamente especiais para possibilitar a exploração de diferentes perspectivas pelos meus novos amigos: a partir de alguns lotes da Fazenda Chapadão de Ferro, de Ruvaldo Delarisse, escolhi um que apresenta notas florais como rosas e sabor com  presença de cerejas maduras, elegantes e frugais; o outro lote, de grande complexidade, apresenta frutas tropicais e vermelhas, estas, porém, como compotas, tal é a presença de açúcares, vigorosas notas minerais terrosas e finalização combinada de caramelo e amêndoas.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_909_FMandiola_ouri__os.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_909_FMandiola_ouri__os.jpg',576,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/909_FMandiola_ouri__os.jpg" class="alignleft" alt="" width="225" height="300" /></a>Chef Mandiola concebeu para entrada uma combinação de elementos típicos das Costas Chilenas, salmão e ouriços do mar, com vistas à harmonização com o café de notas florais. O salmão foi levemente salteado em grelha e recebeu para sua crosta um fino pó de café com algumas especiarias, enquanto que o ouriço teve como acompanhamento uma manteiga de café.</p>
<p>Posso dizer que muitos entraram em êxtase ao fazerem a a combinação do café de notas florais da Fazenda Chapadão de Ferro com o ouriço, que transmitiu uma maravilhosa sensação amanteigada e cremosa que preenchia toda a boca. E o café estava em tempratura praticamente ambiente, em torno de 25ºC !</p>
<p>O conjunto seguinte foi composto com um filé ao molho de café e um cordeiro com café esferificado guarnecido de um delicado creme de amêndoas. O café em foco foi o de características minerais e frutas. Novamente, a combinação se mostrou magnífica, fazendo com que alguns dos presentes literalmente suspirassem&#8230; E na platéia estavam diversos Sommeliers, Chefs e jornalistas especializados.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_909_Mandiola_Me.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_909_Mandiola_Me.JPG',591,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/909_Mandiola_Me.JPG" class="alignleft" alt="" width="230" height="300" /></a>Para o final, Chef Mandiola criou uma sobremesa com um delicado sorvete, quase um merengue de chocolate e licor de café, e um <em>After Eight</em>, uma bebida digestiva a base de menta e folhas de menta com alguns grãos de café recobertos de chocolate. Ah, sim, o café foi o mesmo da segunda rodada, pois tinha potência de sabor suficiente para secundar o chocolate, mas foi com o After Eight que deixou todos maravilhados, quando um sabor adocicado e cristalino se impôs.</p>
<p>Vários dos presentes se levantaram para brindar essas criações, que merecem um destaque num compêndio gastronômico.</p>
<p>E, para mim, foi uma experiência também inesquecível, pois a compreensão dos complexos sabores que os cafés vulcânicos do Chapadão de Ferro apresentam por parte de um profissional do quilate do <strong>Chef Francisco Mandiola</strong> foi um verdadeiro presente.</p>
<p>Aliás, um valioso presente para os <strong>Cafés do Brasil</strong>.</p>
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