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	<title>The Coffee Traveler &#187; cafezinho</title>
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	<description>by Ensei Neto</description>
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		<title>Pré-Infusão: por que é tão importante!</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Oct 2011 14:29:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma das discussões mais interessantes que tenho participado é sobre o &#8220;Por que fazer a Pré-Infusão?&#8221;. A forma dominante de preparo de café é a Extração, que signfica &#8220;tirar alguma coisa de algo usando uma substância para essa finalidade&#8221;, como são os casos do coado e do espresso. Entre as exceções está o preparo Ibriq, também [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das discussões mais interessantes que tenho participado é sobre o &#8220;Por que fazer a Pré-Infusão?&#8221;.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1110_PreInf_1.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1110_PreInf_1.JPG',800,531,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1110_PreInf_1.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="165" /></a>A forma dominante de preparo de café é a <strong>Extração</strong>, que signfica &#8220;tirar alguma coisa de algo usando uma substância para essa finalidade&#8221;, como são os casos do coado e do <em>espresso</em>. Entre as exceções está o preparo <strong>Ibriq</strong>, também conhecido como Método Turco, que usa uma moagem fina como talco, ficando o pó assentado ao fundo.</p>
<p>Na extração a <strong>Pré-Infusão</strong> tem importância muito grande. Pré-Infusão é a tradicional &#8220;molhadinha&#8221; inicial do pó, como está nesta primeira foto. Sua função é umedecer todas as partículas, tornando o pó moído umedecido num sistema único, ou seja, que as condições para extração de cada partícula seja praticamente a mesma.</p>
<p>Caso não seja feita a pré-infusão, podem ser formados grumos ou &#8220;pelotas&#8221; de pó ainda secos (principalmente quando as partículas são menores e houve uma certa compactação na saída do moinho), fazendo com que a água que é despejada em seguida não faça a extração nas mesmas condições em todo o sistema. <a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1110_PreInf_2.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1110_PreInf_2.JPG',2048,1536,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1110_PreInf_2.JPG" class="alignleft" alt="" width="250" height="187" /></a>Observe que quando a água é despejada de uma vez sobre o pó moído seco, muitas vezes há um &#8220;mini tsunami&#8221; no coador, que acontece quando as &#8220;pelotas&#8221; se deslocam pela água.</p>
<p>Depois que todas as partículas estiverem umedecidas, ao se despejar a água, a extração acontece de maneira uniforme, retirando de cada partícula o que cada uma tem de melhor em termos de substâncias de aroma e sabor.</p>
<p>Recentemente esta discussão chegou também ao<em> espresso</em>.</p>
<p>Seriam os resultados diferentes se a pré-infusão fosse mais longa? E sobre a temperatura de pré-infusão, mais baixa que o da água de extração, como fica o resultado?</p>
<p>Experiências com a <strong>Slayer</strong>, produzida na grunge Seattle, USA,  tem demonstrado que os resultados são incríveis!</p>
<p>Tanto quanto ao se fazer uma cuidadosa pré-infusão numa Hario ou num bom e tradicional filtro da Melitta.</p>
<p>Experimente!</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Eu Adoro Pingado &#8211; PALADAR</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Jun 2010 00:02:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O caderno PALADAR, o jornal O Estado de São Paulo, dedicou sua edição do dia 27 de maio ao PINGADO. Colocar todo o time de repórteres e fotógrafos a campo para destilar o máximo de informações, história, estórias e imagens dessa bebida tipicamente brasileira foi um ato no mínimo desafiador, final, estamos num tempo em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O caderno <strong>PALADAR</strong>, o jornal O Estado de São Paulo, dedicou sua edição do dia 27 de maio ao PINGADO.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_100527_PALADAR_CapaPingado.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_100527_PALADAR_CapaPingado.jpg',651,1024,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/100527_PALADAR_CapaPingado.jpg" class="alignleft" alt="" width="178" height="280" /></a>Colocar todo o time de repórteres e fotógrafos a campo para destilar o máximo de informações, história, estórias e imagens dessa bebida tipicamente brasileira foi um ato no mínimo desafiador, final, estamos num tempo em que as cafeterias ganharam espaço como &#8220;Templos do Café&#8221; substituindo as anteriores &#8220;Rainhas do Pedaço&#8221;, as padarias.</p>
<p>O instinto investigativo desse time produziu textos surpreendentes e trazendo à tona personagens e equipamentos que estariam distantes do grande público&#8230;. ou não!</p>
<p>A capa do caderno, que é um primor de criatividade, usa a letra de um delicioso samba para sugerir o show que vem a seguir.</p>
<p>Um dicionário visual do Pingado, com as sutis variações de tons de marron criados pela combinação do café com o leite, é obra genial, que você pode conferir através deste link: http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos+paladar,tipos-de-pingado,3782,0.shtm &gt;</p>
<p>Falar de traumas de não beber Pingado, apesar de ter superado o de comer fígado de boi, escrito pela <em>Companheira de Viagem</em><strong> Janaína Fidalgo</strong>, faz parte de um grupo de relatos divertidos, bem como aquele da <strong>Patrícia Ferraz</strong>, sobre sua experiência de pedir um Pingado <em>trés chic</em> na boutique da <strong>Nespresso</strong> em São Paulo.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_100527_PALADAR_Pingado2.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_100527_PALADAR_Pingado2.jpg',633,1024,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/100527_PALADAR_Pingado2.jpg" class="alignleft" alt="" width="173" height="280" /></a>Mas, certamente, ver o relato da <strong>Trilha do Pingado</strong> foi a parte mais emocionante para mim.</p>
<p>Ver a dupla mais amada e pedida para um Café da Manhã, Pingado e Pão na Chapa, em padarias como a Santa Tereza, Palma de Ouro e a Aracaju, era de impressionar, comprovando dados apresentados pela <strong>ABIC &#8211; Associação Brasileira da Indústria do Café</strong> referentes ao consumo de café no Brasil. Dos brasileiros com mais de 16 anos, 97% declararam que bebem café. Certamente, um número tão expressivo quanto esse deve ser o de brasileiros que tomam café e pedem em sua padaria preferida a Super Dupla Dinâmica, Pingado &amp; Pão na Chapa!</p>
<p>Havia comentado de que há um interessante movimento de inversão de serviços entre as padarias e cafeterias. Mais e mais padarias vem trocando suas tradicionais cafeteiras de coador de pano por máquinas de <em>espresso</em>. Poucas são as que ainda mantém uma Monarca ou Imperador em destaque no balcão, como é o caso da Santa Tereza, na Praça João Mendes, no Centro de São Paulo.</p>
<p>No entanto, as cafeterias passaram a oferecer o Cafezinho tradicionalmente passado em coador de algodão, como é o caso da <strong>Santa Sophia</strong>, em Belo Horizonte, que oferece este serviço há mais de 5 anos, e o <strong>Octávio</strong>, em São Paulo. Que, caso o cliente quiser, pode pedir o leite para compor uma das variações do Pingado. Pode-se dizer que a ousadia destas casas está em resgatar um serviço que mesmo nas residências está sendo gradativamente substituído pelo filtro de papel.</p>
<p>No link a seguir veja as outras matérias bacanas dessa edição do Paladar dedicada ao Pingado: http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos+paladar,na-santa-tereza&#8211;o-tradicional&#8211;de-cafe-coado&#8211;ganhou-elogios,3780,0.shtm</p>
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		<title>EU ADORO PINGADO!</title>
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		<pubDate>Thu, 27 May 2010 13:43:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Você conhece bebida matinal mais brasileira do que o Pingado? Já comentei que eu não gostava de café até passar pela experiência de conduzir uma lavoura, em Paracatu, Cerrado Mineiro. Sempre me vinha à memória sensorial um aroma que me incomodava, tipicamente medicinal, que mais tarde descobri que era de grãos estragados e aquela era [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você conhece bebida matinal mais brasileira do que o <strong>Pingado</strong>?</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1005_Pingado_1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1005_Pingado_1.jpg',450,600,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1005_Pingado_1.jpg" class="alignleft" alt="" width="210" height="280" /></a>Já comentei que eu não gostava de café até passar pela experiência de conduzir uma lavoura, em Paracatu, Cerrado Mineiro. Sempre me vinha à memória sensorial um aroma que me incomodava, tipicamente medicinal, que mais tarde descobri que era de grãos estragados e aquela era a bebida rio. No entanto, quando ía para a escola, para aumentar a coragem de enfrentar as frias manhãs paulistanas, minha mãe quase sempre preparava um pingado para mim</p>
<p>. A combinação era muito boa, pois meu pai era muito amigo do pessoal do extinto Café Seleto (que tinha um <em>jingle</em> inesquecivelmente genial!), daí ser o escolhido. O leite vinha naquelas garrafas de vidro, entregues em todo raiar do dia. Sempre pedi para adicionar o leite frio, pois achava divertido os desenhos que se formavam.</p>
<p>E quanto ao sabor&#8230; sim, aquilo &#8220;passeava&#8221; na minha boca, era fantástico!</p>
<p>Quando os dias mais frios chegavam, em fins de maio e junho, havia outra bebida incrível como opção: a gemada. Com direito a um toque de Martini Rosso! Bem, mas isso é para um outro <em>post</em>&#8230;</p>
<p>Dias atrás presenciei algo que definitivamente me chamou a atenção: numa padaria um menino (devia ter uns 9 para 10 anos) pedindo pingado para o seu pai. &#8221;Nossa&#8221;, pensei comigo, &#8220;que coisa bacana!&#8221;</p>
<p>Muitas vezes, matutando para criar novos conceitos que venham a estimular o consumo de café, acabamos não vendo que as respostas muitas vezes estão debaixo no nosso nariz&#8230; Aí veio o &#8220;estalo&#8221;: é isso!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1005_Coadinho_Pingado.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1005_Coadinho_Pingado.jpg',531,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1005_Coadinho_Pingado.jpg" class="alignleft" alt="" width="193" height="280" /></a> Conversei com amigos e vi que havia a possibilidade de criar um movimento de livre adesão, que poderia ser muito dinâmico e divertido, envolvendo toda a cadeia do café. Simplesmente um movimento.</p>
<p>O C<em>ompanheiro de Viagem</em> <strong>Rodrigo Greco</strong>, designer talentosíssimo de BH, se propôs a criar a logomarca oficial, que está em alta resolução em <em>downloads</em> para quem quiser reproduzir e usar abusadamente. Donos de cafeterias, o pessoal da indústria de torrefação e muita gente está acreditando nesta idéia. O apoio da <strong>ABIC</strong> está sendo importantíssimo.</p>
<p>Ultimamente, tenho observado um interessante movimento de inversão de serviços entre padarias e cafeterias.</p>
<p>As padarias tradicionalmente no Brasil eram nossas &#8220;cafeterias&#8221;. Ainda que servindo durante décadas o prosaico <strong>Cafezinho</strong>, outro ícone brasileiro, em tradicionais copos de vidro que podiam ao final da tarde dar lugar a uma boa cachaça, este foi o local onde milhões fizeram seu típico <strong>Café da Manhã</strong>, acompanhado do inseparável <strong>Pão na Chapa</strong>, quase sempre perfumado com uma deliciosa manteiga, ou uma pausa durante o dia para simplesmente tomar um <strong>Puro</strong> (ou Preto) ou um Pingado. Até então, sempre ocupando lugar de destaque no balcão, posava orgulhosa uma cafeteira de &#8220;coadorzão&#8221; Imperial ou Monarca. Ao lado, um aquecedor do tipo banho maria mantinha aquecido o leite para a mistura preferida. Num perfeito serviço de relacionamento, aos tradicionais clientes &#8220;loucos&#8221; por Cafezinho, os balconistas lhe chamavam pelo nome, às vezes adicionando um título imaginário de &#8220;doutor&#8221;, e perguntado se seria &#8220;o de sempre&#8221;. A recíproca é verdadeira: muitos clientes tradicionais chamam os balconistas pelo nome!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1005_StaTereza_1872.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1005_StaTereza_1872.JPG',803,547,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1005_StaTereza_1872.JPG" class="alignleft" alt="" width="280" height="190" /></a>Esta é a magia que envolve o serviço nas padarias.</p>
<p>Ultimamente, máquinas de espresso vem ocupando nas padarias o espaço de destaque que antes eram das cafeteiras, e até o balconista passou a ser chamado de barista. O ritual mudou: agora tudo começa pela moagem dos grãos, enche-se o porta filtro, é feita a extração e &#8230; o <strong>café expresso</strong> está pronto!</p>
<p>Para quem não gosta do sabor concentrado do <em>espresso</em>, pode pedir  um <strong>Carioca</strong>, que recebe dose adicional de água quente.</p>
<p>Pingado? Bem, tem a <strong>Média</strong>, que é a irmã gêmea do Pingado&#8230; e que pode ser <strong>Média Clara</strong> (a clássica, meio a meio café e leite) ou <strong>Média Escura</strong> (com menos leite). Hoje em dia o leite é vaporizado usando-se a caldeira da máquina de <em>espresso</em>. O &#8220;colchão&#8221; cremoso foi o ganho dado pelo novo jeito de preparar o leite.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1005_BrunoBrasil.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1005_BrunoBrasil.jpg',576,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1005_BrunoBrasil.jpg" class="alignleft" alt="" width="210" height="280" /></a>Na <strong>Trilha do Pingado</strong> que fiz no último sábado com a <em>Companheira de Viagem </em><em><span style="font-style: normal;"><strong>Cíntia Bertolino</strong><em><span style="font-style: normal;">, tive a oportunidade de reviver grandes experiências, inclusive a de novamente entrar na <strong>Padaria Santa Tereza</strong>, na Praça João Mendes, atrás da Catedral da Sé. </span></em></span></em></p>
<p><em><span style="font-style: normal;"><em><span style="font-style: normal;">Ela é a padaria mais antiga de São Paulo, pois abriu suas portas em 1872, e mantém a atmosfera típica. Movimentadíssima durante a semana, pois fica ao lado do Fórum de São Paulo, serve o Pingado e sua irmã, a Média, magistralmente. Fui surpreendido por um Cafezinho muito bem preparado, classicamente feito no coador de pano e servido cuidadosamente pelo <strong>Bruno Brasil</strong>. Simpaticíssimo, ele disse sero responsável pelo preparo do Cafezinho e perguntou a cada um de nós, antes de servir, como gostaríamos. </span></em></span></em></p>
<p><em><span style="font-style: normal;"><em><span style="font-style: normal;">Merece, por isso,  <strong>Nota 10 <span style="font-weight: normal;">no quesito </span><span style="font-weight: normal;"><strong>Serviço</strong>!</span></strong></span></em></span></em></p>
<p><em><span style="font-style: normal;"><em><span style="font-style: normal;">E com um nome desse, melhor ainda!</span></em></span></em></p>
<p><em><span style="font-style: normal;"><em><span style="font-style: normal;">Por isso, posso dizer que vale pena experimentar o Pingado da Padaria Santa Tereza!</span></em></span></em></p>
<p><em><span style="font-style: normal;"><em><span style="font-style: normal;">E Viva o Pingado!</span></em></span></em></p>
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		<title>Um Pouco Mais de CAFEÍNA</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Apr 2010 13:32:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Cafeína é, certamente, o estimulante mais antigo conhecido pela humanidade. Existem documentos que indicam que o filósofo e líder espiritual Lao-tsé recomendava o chá (folhas da Camellia sinensis) aos seus discípulos para as longas reflexões, isto no Século 6 a.C.. Mosteiros budistas fazem uso corrente de chá com manteiga, que além destes dois ingredientes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>Cafeína</strong> é, certamente, o estimulante mais antigo conhecido pela humanidade. Existem documentos que indicam que o filósofo e líder espiritual <strong>Lao-tsé</strong> recomendava o <strong>chá</strong> (folhas da <em>Camellia sinensis</em>) aos seus discípulos para as longas reflexões, isto no Século 6 a.C..</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1004_BlackTea.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1004_BlackTea.JPG',576,768,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1004_BlackTea.JPG" class="alignleft" alt="" width="210" height="280" /></a>Mosteiros budistas fazem uso corrente de chá com manteiga, que além destes dois ingredientes leva leite e sal, durante suas orações noite adentro. Aqui tem-se uma combinação muito estimulante de cafeína e carboidratos (= energia)!</p>
<p>A cafeína é um alcalóide presente nas folhas do chá (<em>Camellia sinensis</em>) e principalmente nas sementes do café, mas também no cacau e na famosa noz da árvore de cola, entre as plantas mais conhecidas. Algumas das bebidas que a contém, como o chá e o café, são reconhecidas desde fins do Século XVIII, quando essas infusões eram consumidas em saraus literários e políticos. Ao estimular longos debates virando a noite, revolucionárias idéias e conceitos surgiram e vieram para modificar nosso mundo. Foi o químico <strong>Friedlieb Runge </strong>que isolou a cafeína dos grãos de café, em 1920, sendo que quase 20 anos depois conseguiu-se identificá-la nas folhas da <em>Camellia sinensis</em> também.</p>
<p>Há uma corrente de pesquisadores que afirma que a descoberta da cafeína foi  um dos grande pilares para a nova economia mundial, que coincidiu com a Revolução Industrial. Veja a combinação: produção em alta escala, turnos contínuos de trabalho, novos hábitos de consumo, novos períodos de trabalho e de consumo (afinal, existem cidades que pulsam 24 horas!) e vai por aí afora.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1004_CupCourier_zoom.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1004_CupCourier_zoom.jpg',741,600,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1004_CupCourier_zoom.jpg" class="alignleft" alt="" width="280" height="226" /></a>Pesquisadores com apoio do governo brasileiro vem desenvolvendo diversos trabalhos na área médica sobre os efeitos benéficos do café, tendo na pessoa do <strong>Dr. Darcy Lima</strong>, Professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro,  o seu grande representante, que participou durante anos de grupo na Universidade de Vanderbilt. É por isso que o café deixou de ser um vilão e ganhou &#8220;status&#8221; de <em>Alimento do Bem</em>.</p>
<p>Além das constatações de que beber regularmente café pode diminuir o risco de diabete e de doenças coronárias, por exemplo, particularmente, acredito que seu efeito mais notável é o da melhora de desempenho da chamada <strong>Memória Recente</strong>, que é fundamental para o aprendizado. Se você retem com mais facilidade o que acaba de ver ou ler, sua capacidade de aprendizado é consideravelmente mais alta.</p>
<p>Numa sociedade que cada dia que passa inunda com mais e mais informações (já percebeu como as pessoas usualmente conseguem fazer &#8220;chat&#8221; com 3 ou 5 outras ao mesmo tempo num <em>Messenger</em> da vida?!), turbinar a mente  parece um requisito. Daí a profusão de bebidas energéticas que são consumidas nas baladas e também escritórios, cuja adição da Taurina, um aminoácido, e carboidratos à cafeína tem efeito equivalente a enfiar o dedo em tomada 220 Volts! Liga mesmo!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1004_cafezinho_22.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1004_cafezinho_22.jpg',800,600,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1004_cafezinho_22.jpg" class="alignleft" alt="" width="280" height="210" /></a>Para uma comparação, numa xícara de <em>e</em><em>spresso de 30 ml</em> temos <strong>30 a 50 mg</strong> de cafeína, enquanto que uma xícara de <em>chá preto de 250 ml</em>, <strong>50 mg</strong>. Numa garrafa de <em>Coca-Cola de 600 ml</em>, se você beber tudo, ingere por volta de <strong>60 mg</strong>. Por outro lado, se beber uma caneca (= mug) de café (= coffee, como no Hemisfério Norte) de 350 ml, lá se vão quase <strong>200 mg</strong>!</p>
<p>Portanto, o consumo de cafeína depende de como ela está preparada (cafezinho, prensa francesa ou <em>espresso</em>, por exemplo) e o volume que você está disposto a beber, tornando-se uma simples questão de aritmética&#8230;</p>
<p>Mas, p&#8217;ra falar a verdade, mesmo que a cafeína acabe turbinando nosso cérebro como efeito, use o tempo do cafezinho como uma pausa, um pequeno período relaxante de um atribulado dia. Até porque beber percebendo os sabores de uma bela xícara de café pode trazer um prazer muito maior que nem todo sonzão de &#8220;bate-estaca&#8221; de uma balada pode dar&#8230;</p>
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		<title>Cafeína: onde está a maior quantidade?</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Mar 2010 22:12:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Companheiro de Viagem Adauto Werneck, do Espírito Santo, fez outro dia uma pergunta clássica: onde tem cafeína em maior quantidade, no cafezinho ou no espresso? Esta é sempre uma boa pergunta! Sua resposta depende de 4 condições principais: espécie de café empregada, processo de torra, moagem e tipo de serviço. Hum, parece simples, mas não é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <em>Companheiro de Viagem</em> <strong>Adauto Werneck</strong>, do Espírito Santo, fez outro dia uma pergunta clássica: onde tem cafeína em maior quantidade, no cafezinho ou no espresso?</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/Blog8_Cups_Ptichers_close.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/Blog8_Cups_Ptichers_close.jpg',450,331,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/Blog8_Cups_Ptichers_close.jpg" class="alignleft" alt="" width="450" height="331" /></a>Esta é sempre uma boa pergunta!</p>
<p>Sua resposta depende de 4 condições principais: <strong>espécie de café empregada</strong>, <strong>processo de torra, moagem</strong> e <strong>tipo de serviço</strong>. Hum, parece simples, mas não é tanto&#8230;</p>
<p>Das espécies <em>Coffea arabica</em> e <em>Coffea canephora</em>, para ficar nas duas de maior importância, os grãos da primeira em geral tem a metade da quantidade de cafeína encontrada nas variedades da segunda, ou seja, entre 1,10 % a 1,3% nos grãos <em>arabica</em> e de 2,1% a 2,4% nos <em>canephora</em>. Apenas para recordar, importantes variedades do <em>arabica</em> são o Mundo Novo, Catuaí e Bourbon, e da <em>canephora</em>, o Robusta e o Conillon.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_cafeina_3D.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_cafeina_3D.jpg',400,300,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/cafeina_3D.jpg" class="alignleft" alt="" width="280" height="210" /></a>O processo de torra do café é importante devido às transformações físicas e químicas que são impostas aos grãozinhos. São dezenas de reações que acontecem, iniciando-se pelo processo de desidratação final dos grãos, passando por um enorme conjunto de reações intermediárias e que se finalizam com a <strong>Reação de Pirólise</strong> (do grego <em>pyros</em> = calor, <em>lise</em> = quebrar).</p>
<p>A <strong>Cafeína </strong>originalmente encontrada nos grãos crus, tridimensionalmente representada na foto ao lado,  acaba sendo parcialmente decomposta durante a torra do café, porém, naquele conjunto de reações intermediárias outro tanto é formado. Grãos que tem um ponto de torra mais intenso tem teor de cafeína menor do que outros com ponto mais leve.</p>
<p>Preparar um café (nossa bebida, afinal!) sob o ponto de vista técnico trata-se da extração da&#8230;Cafeína!</p>
<p>A cafeína por de ser extraída por dois processos mais comuns: usando-se substâncias chamadas solventes não-polares, como o Hexano, que é a mais difundida, e por água.  Ao se utilizar a água para a extração, o resultado é diretamente proporcional ao tempo de contato e, naturalmente, tanto mais eficiente será quanto maior a área de contato.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_Coffee_Brewing_Chart_Brasil_bx_2.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_Coffee_Brewing_Chart_Brasil_bx_2.jpg',1188,2079,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/Coffee_Brewing_Chart_Brasil_bx_2.jpg" class="alignleft" alt="" width="160" height="280" /></a>A área de contato está relacionada com o tamanho das partículas do grão moído do café, ou seja, depende de como ele foi moído. Quando as partículas são mais grosseiras (= grandes), o tempo de contato da água é menor, extraíndo-se menos sólidos solúveis. Nesse caso, geralmente, percebe-se maior acidez no café, pois o ácido cítrico dissolve-se muito facilmente na água e, logo, é facilmente arrastado na extração.</p>
<p>O gráfico ao lado é um <strong>Gráfico de Extração de Café</strong>, elaborado pela empresa <strong>Bunn Corporation</strong>, IL, USA,  já adaptado para o mercado brasileiro, permite fazer a correlação entre o <strong>teor de sólidos dissolvidos (TDS)</strong> numa xícara de café e a eficiência da extração, que tem relação direta com o tamanho das partículas do grão moído. O efeito que descrevi no parágrafo anterior pode ser obtido numericamente ao se fazer uso deste gráfico, que foi estruturado tomando-se por referência o preparo de <strong>6 litros</strong> de café.</p>
<p>Assim, fica claro que conforme o Serviço adotado para o café, que envolve uma concentração (quanto de pó de café em 1 litro de água, por exemplo), perfil de moagem (quão pequenas e similares são as partículas do grão moído) e do tempo de contato com a água (no coador, em geral, 4 minutos) a quantidade de cafeína obtida pode variar!</p>
<p>Depois de toda essa introdução, vamos definir algumas variáveis: que os grãos sejam 100% arabica, selecionados, com torra média a média-escura, moagem uniforme e uma extração dentro de um nível ideal. Serviços: <em>espresso</em> e coador.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_Dueto.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_Dueto.JPG',999,676,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/Dueto.JPG" class="alignleft" alt="" width="280" height="189" /></a>O serviço de <em>espresso</em> clássico, que é a da Escola Italiana, trabalha numa proporção conhecida como <strong>1:4,</strong> pois são empregadas <strong>7 gramas </strong>(= 1/4 de uma onça-peso ou 28 gramas) de pó para <strong>30 ml</strong> (= uma onça líquida) de bebida. Isso representa uma concentração equivalente a <strong>25% m/v</strong> !</p>
<p>Levando-se em conta flutuações devido ao processo de torra, numa xícara de <em><strong>espresso</strong></em> com <strong>30 ml</strong> deve ser encontrado entre <strong>30 a 50 mg</strong> de <strong>cafeína</strong>.</p>
<p>No caso do <em>cafezinho</em>, típico serviço brasileiro, a proporção usual entre pó de café e água corresponde  <strong>10% m/v</strong> (100 gramas de pó moído para 1 litro de água), para um tempo de extração de 4 minutos. Neste caso, para uma típica xícara de um tupiniquim <strong><em>cafezinho</em></strong> de <strong>50 ml</strong>, o teor de cafeína fica entre <strong>25</strong> e <strong>46 mg!</strong></p>
<p>Surpresa!?</p>
<p>Portanto, nessas condições num <em>espresso</em> há uma <strong>quantidade discretamente maior de cafeína</strong> que num <em>cafezinho</em>.</p>
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		<title>Açúcar no Vinho e no Café</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 15:55:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Qual é a diferença entre um Vinho Fino e um Vinho de Mesa? E qual seria a diferença entre um Café Especial e um Café, simplesmente? Pois é, as duas bebidas podem ter muitos pontos em comum quando se fala na classificação quanto à qualidade. Um Café Especial, assim como o Vinho Fino, é aquele, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/uploads/2010/02/Coffee_Retail_US.jpg"></a>Qual é a diferença entre um Vinho Fino e um Vinho de Mesa?</p>
<p>E qual seria a diferença entre um Café Especial e um Café, simplesmente?</p>
<p>Pois é, as duas bebidas podem ter muitos pontos em comum quando se fala na classificação quanto à qualidade.</p>
<p>Um Café Especial, assim como o Vinho Fino, é aquele, por definição, que possui um alto padrão de qualidade sensorial, resultado garantido a partir de uma matéria-prima de alta qualidade. Basicamente, no caso dos grãos crus do café, a nossa matéria-prima, são dois conceitos que andam sempre juntos: <strong>Pureza</strong> e <strong>Uniformidade</strong>.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_Coffee_Retail_US.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_Coffee_Retail_US.JPG',225,300,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/Coffee_Retail_US.JPG" class="alignleft" alt="" width="225" height="300" /></a>Pelo critério de Pureza, podemos entender que grãos com problemas do <strong><em>Trio Calafrio</em> PVA &#8211; Preto/Verde/Ardido</strong> (= Fenólicos/Grande adstringência e Aspereza/Avinagrado) não fazem parte de um lote de grãos de alta qualidade, enquanto que a Uniformidade nos diz que esses grãos foram selecionados e devem ter praticamente o mesmo tamanho e ponto de maturação.</p>
<p>Para a elaboração de Vinhos Finos, também esses dois critérios prevalecem, ajustados ao produto.</p>
<p>Depois de torrado e feita a extração, podemos ter através do <strong>Nariz</strong> e da <strong>Boca</strong> (= Aroma e Sabor) uma revelação de como eram os grãos quando crus.</p>
<p>O mercado consumidor brasileiro é o segundo maior no mundo e caminha firmemente para, em breve, assumir a primeira posição. Os <strong>Cafés Especiais</strong>, apesar do grande espaço conquistado na mídia, é uma parcela pequena que, estima-se, fique em torno de 3% a 5% do total consumido em nosso país. Sim, a esmagadora maioria do café torrado e moído vendido no Brasil é o da classe <strong>Tradicional</strong>, segundo classificação de qualidade usada pela <strong>ABIC &#8211; Associação Brasileira da Indústria do Café</strong>, que sãos os cafés com notas entre <strong>4,5 a 6,0 pontos</strong> numa escala de zero a 10,0 (obviamente, é sensato se pensar que não existe café torrado com nota zero&#8230;) . Os cafés torrados da Classe <strong>Superior</strong>, que ficam com notas entre <strong>6,1 e 7,3 pontos</strong>, acabam se somando aos <strong>Gourmet, </strong>onde ficam os <em>Cafés Especiais</em>, que devem ter <strong>nota acima de 8,0 pontos</strong>.  O <strong>PQC &#8211; Programa da Qualidade do Café</strong> tem como objetivo trazer luz para o grande mercado de café quanto à qualidade sensorial dos torrados em grão e torrados e moídos em geral. Escala de simples compreensão e comunicação objetiva.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_801_Pacaembu_1a_2.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_801_Pacaembu_1a_2.JPG',627,983,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/801_Pacaembu_1a_2.JPG" class="alignleft" alt="" width="191" height="300" /></a>Ainda o Cafezinho, feito num tradicional coador de pano, apesar do uso cada vez mais comum do filtro de papel, é o campeão disparado de forma de consumo. E, ao observamos que a grande parte do café torrado está na classe dos Tradicionais, indefectivelmente vendidos nas embalagens <strong>a</strong><strong>lmofada</strong>, que podem ter grãos verdes e outros companheiros não tão bacanas, faz com que, &#8220;seguindo a tradição&#8221;, as pessoas coloquem muuuito açúcar.</p>
<p>Em diversos rincões deste país, o Cafezinho é sinônimo de &#8220;bebida negra, amarga e quente&#8221;, lembrando um famoso poema de Omar Khayan. Negra de queimado na torra, amargo devido a vários fatores&#8230;</p>
<p>A saída para beber: adoçar.</p>
<p>Essa transição é lenta, seja para os cafés de alta qualidade, pois a primeira impressão que pessoas acostumadas com cafés, digamos, &#8220;mais fortes&#8221; tem é a de que os cafés especiais são &#8220;fraquinhos e meio sem presença&#8221;&#8230; Na realidade, estamos vivenciando uma transformação cultural.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_Vinhos_byBeato__1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_Vinhos_byBeato__1.jpg',512,384,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/Vinhos_byBeato__1.jpg" class="alignleft" alt="" width="300" height="224" /></a>Num paralelo comumente feito, podemos dizer que o que está acontecendo com o mercado de café ocorreu com o dos vinhos com uma defasagem de 20 anos.</p>
<p>Agora, principalmente no Brasil, as pessoas tem tido mais acesso a novos tipos de serviços de café, proporcionado pelas inúmeras cafeterias que estão sendo abertas de Norte a Sul. Acesso é tudo!</p>
<p>No entanto, devemos estar preparados para entender que existem muitas pessoas que não deixarão o seu Cafezinho de lado, muitas vezes feito em coador de pano, com bebida cheio de asperezas e toques fenólicos. Respeitar o consumidor é a primeira lei do comércio.</p>
<p>Mas, continuar apresentando didaticamente os diferentes cafés que estão no mercado, suas qualidades e formas de preparo, é fundamental.</p>
<p>Uma interessante matéria foi publicada pelo UOL Notícias, abordando ainda a grande preferência que muitos consumidores tem pelos vinhos &#8220;docinhos e suaves&#8221;, muitos deles produzidos na antigamente famosa São Roque, SP, e imediações, bem como no Rio Grande do Sul, com rótulos inesquecíveis como <strong>Sangue de Bo</strong><strong>i</strong> e <strong>Chapinha</strong>.</p>
<p>Leia a matéria e assista ao vídeo. Veja que os problemas dos dois mercado são iguais&#8230;<br />
<a href="http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2010/02/10/vinho-paulista-quer-sair-do-garrafao-e-ficar-fino-mas-esbarra-no-clima-e-nas-criticas.jhtm">http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2010/02/10/vinho-paulista-quer-sair-do-garrafao-e-ficar-fino-mas-esbarra-no-clima-e-nas-criticas.jhtm</a></p>
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		<title>Café de Baixa Qualidade: O Crime Não Compensa!</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Feb 2010 14:36:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Duas matérias muito interessantes sairam na FOLHA DE SÃO PAULO no dia de hoje, com as seguintes chamadas: Consumo per capita do café se aproxima do recorde (no Brasil) e Baixa Qualidade derrubou o Consumo. Na primeira, há um clima de otimismo com a retomada do crescimento do consumo per capita de café no Brasil, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/uploads/2010/02/Susto.jpg"></a><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/uploads/2010/02/Susto2.jpg"></a>Duas matérias muito interessantes sairam na FOLHA DE SÃO PAULO no dia de hoje, com as seguintes chamadas: <strong>Consumo per capita do café se aproxima do recorde </strong>(no Brasil) e <strong>Baixa Qualidade derrubou o Consumo</strong>.</p>
<p>Na primeira, há um clima de otimismo com a retomada do crescimento do consumo per capita de café no Brasil, que alcançou <strong>4,65 kg de café torrado</strong> em 2009, bem próximo do recorde histórico, que é de <strong>4,72 kg</strong> em 1965. Segundo a <strong>ABIC &#8211; Associação Brasileira da Indústria do Café</strong>, esse retorno  pode ser creditado à maior oferta de cafés de alta qualidade, bem como de novas formas de consumo como cappuccinos e outras bebidas, muito difundidas pelas inúmeras cafeterias.</p>
<p>Será pouco ou muito?</p>
<p>Em geral, o <strong>Cafezinho</strong>, símbolo do consumo do café no Brasil, é preparado a partir de uma <strong>concentração média de 10% m/v</strong> ou <strong>100 g para 1 litro de água, </strong>que corresponde à tradicional receita de 5 a 6 colheres de sopa de café moído. Logo, esses 4,65 kg de café torrado equivalem a algo como 46,5 litros de café ao longo do ano consumido por um apreciador, o que corresponde a <strong>930 xícaras de Cafezinho</strong>!</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_Susto.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_Susto.JPG',149,200,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/Susto.JPG" class="alignleft" alt="" width="149" height="200" /></a>Na década de 60 o consumo caiu assustadoramente por diversos fatores: concorrência com novos produtos como refrigerantes, sucos, sport drinks (como o Gatorade) e, mais recentemente, água, simplesmente. E, como não poderia deixar de ser, havia uma percepção do consumidor de que o café vendido no supermercado era ruim.</p>
<p>Ou seja, foi a época em que tomar café era quase sinônimo de &#8220;tomar um susto&#8230;&#8221; como nesta foto do ex-Ministro da Economia da Argentina, pelo <strong>Image Bank</strong>.</p>
<p>Cresci em meio à essa percepção geral; obviamente não bebia e, muito menos, gostava de café, até que me &#8220;converti&#8221; ao final da década de 80.</p>
<p>A questão da qualidade e sua percepção pode ser explicada pela Fisiologia Humana.</p>
<p>Os chamados <strong>S</strong><strong>abores  Básicos</strong> são o <strong>Doce</strong>, o <strong>Salgado</strong>, o <strong>Ácido</strong>, o <strong>Amargo</strong> e, o mais novo da turma, o <strong><em>Umami</em></strong>, descoberto pelos pesquisadores japoneses da síntese industrial do<em> Glutamato Monossódico</em>. São os sabores percebidos essencialmente na boca, mais particularmente na língua através de um incrível conjunto de <strong>Papilas Gustativas</strong>.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1001_LimiarSensoPaladar.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_1001_LimiarSensoPaladar.jpg',799,528,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/1001_LimiarSensoPaladar.jpg" class="alignleft" alt="" width="300" height="198" /></a>Podemos considerar os Sabores Básicos como super-hiper-importantes porque são sabores que podemos perceber mesmo quando estamos constipados. Os outros sabores precisam da ajuda no nariz para serem percebidos.</p>
<p>Observe esta tabela, que adaptei do <strong>Handbook of Physiology</strong>, de <strong>Pfaffman</strong>, Volume I, 1959, onde estão apresentados os Limiares de Percepção dos Sabores Básicos. Veja como <strong><em>somos</em></strong> muuuito <strong><em>mais sensíveis ao sabor amargo</em></strong>, que predomina quando existem problemas no café, inclusive no caso de grãos apodrecidos.</p>
<p>Portanto, haja açúcar para esconder os sabores ruins presentes num café com esse tipo de problema, principalmente o <strong><em>medicinal</em> </strong><strong>Fenólico</strong>, que é o principal responsável pela contrapropaganda de que <strong>beber café ataca o estômago</strong>. Na realidade, <strong>beber café com fermentados fenólicos ataca o estômago</strong>!</p>
<p>O Crime não compensa: colocar café de baixa qualidade pode fazer uma determinada marca conquistar uma fatia do mercado devido a um preço mais em conta, mas os resultados perante o consumidor são desastrosos.</p>
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		<title>O Cafezinho: Conhecendo a Cadeia do Café em 1 minuto</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Jan 2010 09:51:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os filmes de propaganda tem na Síntese sua palavra-chave. Imagine, então, quando se trata de um tema complexo e amplo como o café. Falar da cadeia do café, que se inicia nos interiores com as lavouras, passando pela indústria, controle de qualidade com a degustação, até chegar no consumidor, quando xícaras de cafezinho ou espresso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/uploads/2010/01/911_DaviP_WA.jpg"></a>Os filmes de propaganda tem na <strong>Síntese </strong>sua palavra-chave. Imagine, então, quando se trata de um tema complexo e amplo como o café.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_911_DaviP_WA.JPG" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_911_DaviP_WA.JPG',460,600,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/911_DaviP_WA.JPG" class="alignleft" alt="" width="230" height="300" /></a>Falar da cadeia do café, que se inicia nos interiores com as lavouras, passando pela indústria, controle de qualidade com a degustação, até chegar no consumidor, quando xícaras de cafezinho ou espresso são avidamente apreciadas, é um grande desafio para se condensar em apenas 1 minuto.</p>
<p>Um dos vídeos que considero mais bem produzidos nos últimos tempos sobre café no Brasil, num belíssimo trabalho de concisão, foi ao ar recentemente. Faz parte de uma série institucional do <strong>Banco Bradesco</strong>, sendo este sobre o nosso tema favorito o quinto da série.</p>
<p>Com uma fotografia maravilhosa, o vídeo mostra lavouras de <strong>Venda Nova do Imigrante</strong>, nas Montanhas do Espírito Santo, uma indústria de café em <strong>Viana</strong>, ES, terminando em <strong>Santos</strong>, SP, onde o sempre mestre <strong>Davi Teixeira</strong>, na <strong>ACS &#8211; Associação Comercial de Santos</strong>, comenta sobre sua paixão pela café e a barista fala orgulhosa do seu trabalho.</p>
<p>Para mim, o ponto alto foi a abordagem sobre a <strong>QUALIDADE</strong> em toda a cadeia, numa clara demonstração de que este é o atributo e modelo de trabalho que deve prevalecer para se alcançar o sucesso.</p>
<p style="text-align: center;">
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		<title>Café: 6 é o novo número especial para a Saúde!</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Dec 2009 23:02:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bebida]]></category>
		<category><![CDATA[Ciencia]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Café e Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[cafezinho]]></category>

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		<description><![CDATA[Como diminuir a possibilidade de ter câncer de próstata, o grande temor dos &#8220;machos sapiens&#8221;? Como minimizar de forma saborosa o risco de ter o Mal de Alzheimer? Como mininuir a possibilidade de ter Diabetes do Tipo 2? Um artigo recentemente publicado no emblemático Wall Street Journal por Melinda Beck, trouxe à tona uma revisão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como diminuir a possibilidade de ter câncer de próstata, o grande temor dos &#8220;machos sapiens&#8221;?</p>
<p>Como minimizar de forma saborosa o risco de ter o Mal de Alzheimer?</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_909_Chile_espressobar1_1.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_909_Chile_espressobar1_1.jpg',360,480,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/909_Chile_espressobar1_1.jpg" class="alignleft" alt="" width="225" height="300" /></a>Como mininuir a possibilidade de ter Diabetes do Tipo 2?</p>
<p>Um artigo recentemente publicado no emblemático <strong>Wall Street Journal</strong> por <strong>Melinda Beck</strong>, trouxe à tona uma revisão dos principais benefícios que o café pode trazer à nossa saúde, como as três doenças comentadas na introdução. O artigo, que está na seção <strong>Health</strong> (= saúde), faz uma interessante abordagem sobre os efeitos terapêuticos do café, quantificando o consumo diário de café.</p>
<p>De forma sensata, além dos efeitos benéficos, Melinda abordou também alguns problemas que podem ser creditados ao café. O que é importante observar é que cada pessoa possui uma reação particular ao café, seja na quantidade tolerável de ingestão, seja nos efeitos no organismo, benéficos ou não. Uma vez extraída, a bebida café possui uma enormidade de componentes, sendo os mais conhecidos e debatidos a <strong>cafeína</strong> e seus pares conhecidos como <strong>ácidos clorogênicos</strong>. São estes os responsáveis por boa parte da &#8220;reabilitação&#8221; que nosso &#8220;pretinho básico&#8221; conseguiu nos últimos anos junto à comunidade médica.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_PJ_AS943A_HEALT_NS_20091228205839.gif" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_PJ_AS943A_HEALT_NS_20091228205839.gif',571,494,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/PJ_AS943A_HEALT_NS_20091228205839.gif" class="alignleft" alt="" width="300" height="259" /></a>Ao lado está reproduzido o excelente infográfico produzido por <strong>Jon Protas</strong>,  que relaciona o número de xícaras de café e os benefícios que podem ser alcançados. E o número &#8220;6&#8243; é o número especial!</p>
<p>Outro detalhe: como o artigo foi escrito nos Estados Unidos, a medida usada para as xícaras ou canecas, no caso, corresponde a 240 ml (8 onças líquidas), encontrando-se algo como  100 miligramas de cafeína. Esta quantidade é obtida em média quando o café é preparado em coador usando-se 55 gramas de café moído para um litro de água. Para convertermos essa mesma quantidade para nosso cafezinho, na dose usual de 50 ml e concentração de preparo (pó de café na água) de 10% m/v, teríamos algo equivalente ao consumo de até 6 xícaras também (1 caneca americana de <em>coffee</em> = 1 xícara de <em>cafezinho</em>).</p>
<p>Para saber mais, você pode acessar o <em>link</em> abaixo:</p>
<p><a title="Efeitos do café" href="http://online.wsj.com/article/SB10001424052748703278604574624032849271284.html#articleTabs%3Darticle" target="_blank">Link para EFEITOS DO CAFÉ</a></p>
<p>E para finalizar, meus votos de <strong>UM <em>2010</em> INCRIVELMENTE SABOROSO</strong>!</p>
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		<title>Café de Coador – 2</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Jun 2009 13:33:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ensei Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bebida]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Café]]></category>
		<category><![CDATA[cafezinho]]></category>
		<category><![CDATA[coador de pano]]></category>

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		<description><![CDATA[Os coadores de pano em geral são confeccionados em algodão do tipo aflanelado com uma das faces felpuda. Esta face felpuda é aquela que fica voltada para dentro e onde ficará o pó de café. Nesta foto, que captei da fabricante Minas Fabril, podem ser vistos dois dos mais tradicionais modelos vendidos no Brasil. Há [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os coadores de pano em geral são confeccionados em algodão do tipo aflanelado com uma das faces felpuda. Esta face felpuda é aquela que fica voltada para dentro e onde ficará o pó de café.</p>
<p>Nesta foto, que captei da fabricante Minas Fabril, podem ser vistos dois dos mais tradicionais modelos vendidos no Brasil.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_CoadorCafe.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_CoadorCafe.jpg',494,269,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/CoadorCafe.jpg" class="alignleft" alt="" width="300" height="163" /></a>Há um aspecto muito interessante aqui.</p>
<p>O nome &#8220;flanela&#8221; vem do francês &#8220;flanelle&#8221;, que significa &#8220;tecido de lã&#8221;. A parte felpuda, que é constituida por muitos finíssimos fios, criam efeitos físicos muito úteis nas aplicações cotidianas.</p>
<p>Por exemplo, ao perfazerem uma &#8220;camada&#8221; de um emaranhado desses finíssimos fios acabam retendo ar, criando um sistema de isolamento térmico muito eficiente. Na verdade, quando usamos roupas aflaneladas como tecidos de lã no inverno, é esse ar em torno do nosso corpo, que por acaso está exatamente com a nossa temperatura, que  nos dá sensação de &#8220;aquecimento&#8221; diante de uma temperatura muito baixa.</p>
<p>Ao preparar o tradicional e brasileiro <strong>Cafezinho</strong> num coador de pano, dois são os processos que você pode empregar: colocar o café moído no coador e depois passar a água, ou adicionar o pó na água enquanto em aquecimento e depois passar pelo coador.</p>
<p>O primeiro método pode ser descrito como <strong>Água no Pó</strong>, enquanto que o segundo, muito usado no preparo de grandes volumes, é <strong>Pó na Água</strong>.</p>
<p>Cada um tem sua característica e como são originários de uma cultura consolidada, devem ser respeitados como métodos de preparo de café. Mais uma vez, os métodos de preparo podem ser escolhidos em razão de uma série de fatores e cada um dará um resultado diferente na xícara.</p>
<p>Colocando o <strong>Pó na Água</strong>, o Cafezinho resultante terá maior presença da cafeína, daí, também apresentar um amargor típico (amargor vegetal, como jiló) em maior intensidade. Perde um pouco do aroma, pois  as finas partículas fazem com que os aromas se volatilizem rapidamente com a água quente.</p>
<p><a href="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_Suporte_Metal_Venetilo.jpg" title="" onclick="pp_image_popup('http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/orig_Suporte_Metal_Venetilo.jpg',336,444,''); return false;"><img src="http://coffeetraveler.net/wp-content/photos/Suporte_Metal_Venetilo.jpg" class="alignleft" alt="" width="227" height="300" /></a>Preparando com a <strong>Água no Pó</strong>, é desejável que seja feita uma <strong>hidratação prévia</strong> ou <strong>pré-infusão</strong>, como se diz tecnicamente, que é quando é adicionada um pouco de água para que as partículas se hidratem e ganhem volume. Esta expansão, provocada por gases formados pelas substâncias aromáticas e pelo gás carbônico, cria uma melhor acomodação das partículas, preparando o que se pode chamar de <strong>colchão</strong> ou <strong>bolacha de pó de café</strong>.</p>
<p>Ao passar o restante da água, muitas vezes ajudada com um mexedor dentro do coador para uniformizar o &#8220;caldo negro&#8221;, o aroma toma conta do ambiente, resgatando memória afetiva de muitos que já tiveram a oportunidade de vivenciar esse tipo de momento.</p>
<p>Esta foto de um suporte metálico do fabricante Venitillo, mostra uma variação dos suportes existentes. Segundo a <strong>Companheira de Viagem</strong> <em>Josiane Cotrim</em>, um suporte semelhante a este mas em madeira muito usado na Nicarágua, recebe o nome de &#8220;mancebo&#8221;, enquanto que na região de Manhumirim, Matas de Minas, MG, o delicioso nome de &#8220;mariquinha&#8221;!</p>
<p>Como grande cuidado que se deve ter, lave bem o coador após o uso e faça sua secagem corretamente, até diretamente ao sol. Como outro artifício, pode-se mergulhá-lo em água e manter sob refrigeração em geladeira, após sua higienização.</p>
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